Othelino critica associação que “premiou” prefeito de Alcântara

Deputado disse que, na verdade, Domingos Arakém está entre os cem piores prefeitos do Brasil. Ele citou números de recente pesquisa que mostram o prefeito com péssima avaliação.

Othelino disse que, certamente, Arakém está, na verdade, entre os dez piores prefeitos do Maranhão e entre os cem piores do Brasil

Othelino disse que, certamente, Arakém está, na verdade, entre os dez piores prefeitos do Maranhão e entre os cem piores do Brasil

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) criticou, na sessão desta terça-feira (31), os critérios da Associação Nacional dos Prefeitos e Vice-prefeitos (ANPV) para premiar o prefeito de Alcântara, Domingos Arakém (PT), como um dos cem melhores do Brasil. Ele também citou a inclusão de outros gestores  na lista, como o de Presidente Sarney, Edson Chagas, e o de Santa Inês, Ribamar Alves.

“Esse prêmio mais parece aqueles que a gente recebe no e-mail, apresentando-se como completamente gratuito, mas que tem que dar uma pequena colaboração de alguns mil reais para as despesas do evento”, disse Othelino ao ironizar a premiação da ANPV.

Othelino disse que, certamente, Arakém está, na verdade, entre os dez piores prefeitos do Maranhão e entre os cem piores do Brasil. Ele citou pesquisa, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE),  há 20 ou 30 dias, que aferiu as intenções de votos e outras informações importantes do município, e disse que esses dados comprovam que a ANPV  não esteve no município para realizar essa avaliação, antes de conceder este prêmio.

Na referida pesquisa, segundo Othelino Neto, o prefeito Arakém teve apenas 6%. Ficou em 4º lugar em intenção de votos no município dele e atingiu rejeição de 69%, de acordo com números da amostragem que foram registrados no TSE. “Mas não para por aí. Ao perguntar se o prefeito merece ser reeleito, 91% dos entrevistados disseram que ele não deveria ser reconduzido ao cargo. E ao questionar sobre a avaliação da administração, 89% dos pesquisados consideram a administração ruim ou péssima”, disse.

O deputado demonstrou admiração com o fato do prefeito, com todos esses dados negativos, ainda ter conseguido ser premiado pela  ANPV como um dos 100 melhores prefeitos do Brasil. “Eu quero saber quem ele pensa que vai enganar com isso? Será que ele acha que, com essa pesquisa de uma entidade que ninguém sabe onde é, os eleitores de Alcântara vão mudar de ideia? Porque o grande espelho para ele é a cidade dele, onde consegue ser o quarto lugar, ficar atrás do líder nas pesquisas, que é o Anderson Wilker, pré-candidato do PCdoB”, comentou Othelino Neto.

Othelino destacou ainda que, na pesquisa,  Arakém fica atrás dos outros dois pré-candidatos, inclusive do atual vice-prefeito Pedro Gonçalves. “Então é uma situação que fiz questão de registrar, porque veja como se dá prêmio para quem não merece”, disse.

O deputado criticou também o fato do prefeito Edson Chagas, que tem a avaliação mais ou menos parecida com a de Arakém, estar na lista. “Ele não conseguiu ainda ser tão ruim quanto o de Alcântara, mas está também certamente fazendo uma competição invertida para ver quem fica entre os piores prefeitos do Maranhão e talvez do Brasil”, afirmou.

Irregularidades do governo Roseana pararam obras financiadas pelo BNDES, diz Cafeteira

Rogério prosseguiu dizendo que tais irregularidades geraram, no início de 2015, uma glosa de R$ 240 milhões

Rogério prosseguiu dizendo que tais irregularidades geraram, no início de 2015, uma glosa de R$ 240 milhões

O líder do governo Flávio Dino (PCdoB) na Assembleia Legislativa, deputado Rogério Cafeteira (PSB), disse, nesta terça-feira (31), em mais um embate quente com a oposição no plenário, que durante a reunião ocorrida entre parlamentares e a Diretoria de Infraestrutura do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) foi constatado que obras executadas no Maranhão, com recursos oriundos do financiamento da instituição, foram atrasadas ou paralisadas graças a irregularidades cometidas pelo governo Roseana Sarney (PMDB).

Rogério prosseguiu dizendo que tais irregularidades geraram, no início de 2015, uma glosa de R$ 240 milhões. A COBRAP, empresa contratada, seguindo uma exigência do BNDES, para fazer a gestão e a fiscalização desde o início do contrato, detectou que recursos que eram liberados para pagar determinadas obras já atestadas por ela, quando chegavam aos cofres do Estado, eram utilizados para pagamentos que nada tinham a ver com o contrato. Com isso, foi gerada uma cobrança do banco para que o governo do Maranhão devolvesse, no início de 2015, os R$ 240 milhões pagos irregularmente.

O líder do governo disse ainda que fez questão de perguntar se algum atraso ou paralisação era decorrente de  falha, de irregularidade, de alguma omissão ou de ação do atual governo e, segundo ele, o BNDES foi taxativo em negar isso. Segundo o deputado, a diretoria deixou claro que o governo atual tem cumprido rigorosamente o contrato sem nenhuma falha e reiterou que sobre os R$ 240 milhões, que foram glosados e cobrados dos cofres do governo do Estado do Maranhão, a gestão Flávio Dino já corrigiu falhas da administração passada em 50%.

“Hoje, o montante que era de R$ 240 milhões está em R$ 120 milhões, mas nem todas as glosas poderão ser sanadas. Alguma parte do dinheiro será perdida”, disse Cafeteira.

O deputado afirmou que existem glosas sanáveis e insanáveis e deu um exemplo de insanáveis os pagamentos de obra no período vedado, como por exemplo, o eleitoral, onde é permitido honrar obras já iniciadas, mas não as que ainda vão começar.

Delação de Machado implica Renan, Sarney, Jucá e Lobão

Globo.com

Sarney e Lobão usufruíram do PT e do governo Dilma e depois se uniram para cassá-la

Sarney e Lobão usufruíram do PT e do governo Dilma e depois se uniram para cassá-la

O conteúdo da delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, é considerado mais explosivo do que as próprias gravações feitas por ele em conversas com o presidente do Senado, Renan Calheiros, o ex-presidente José Sarney e o senador Romero Jucá.

Na delação, Sérgio Machado faz revelações sobre todo o esquema que teria sido montado pelo PMDB do Senado em torno dele para conseguir recursos na estatal.

Machado afirma na delação que Renan, Sarney, Jucá e o senador e ex-ministro Edison Lobão eram beneficiários diretos do esquema – os políticos negam ter cometido irregularidades.

Quem já teve acesso ao conteúdo da delação anotou que Sérgio Machado acrescenta muitos detalhes do esquema do PMDB do Senado que não aparecem nas gravações das conversas.