ARTIGO DE FLÁVIO DINO: Menos juros, mais empregos…

Governador Flávio Dino

Governador Flávio Dino

O Brasil e o mundo vivem uma grave e múltipla crise: política, econômica e também de valores morais. Temos de enfrentá-la com soluções pactuadas, que resgatem o princípio de solidariedade e gerem empregos para melhorar a vida de todos. No caso do Brasil, isso passa essencialmente pela redução de juros – e não pelo corte de serviços públicos.

O rombo fiscal que se anuncia para o ano – de R$ 170 bilhões – não pode ser combatido apenas com o sacrifício dos mais pobres. É o que pretende, por exemplo, a proposta de acabar com os reajustes do salário mínimo e aposentadoria. Há uma imensa parte invisível nessa conta do déficit, que come 50% do orçamento da União: o pagamento de juros da dívida. Um ajuste fiscal que faça jus ao nome deve enfrentar esse, que é o maior dos gastos públicos. Metade dos recursos colhidos de toda a sociedade, por meio de tributos, alimentam uma pequena elite do mercado financeiro, que são os donos dos títulos da dívida pública.

Somente em 2015, foram R$ 367 bilhões em dinheiro público pagos em juros da dívida. Ou seja, só em um ano de juros que o Governo pagou aos bancos e grandes rentistas, os recursos pagariam todo o programa Bolsa Família por 15 anos somados. Não há ajuste fiscal que se realize com juros altos. É injusto socialmente limitar gastos de serviços públicos e manter ganhos estratosféricos de bancos e rentistas. Manter não, melhor dizendo, aumentá-los. Pois com a inflação declinante, em face do brutal e errôneo choque recessivo do ano passado, temos um aumento da taxa de juros em termos reais. Mesmo que o Banco Central não eleve as taxas, elas já estão subindo em termos reais pois está havendo queda da inflação.

Menos juros significaria menos peso também para empresas e famílias, gerando espaço para investimentos e para mais dinamismo no setor de comércio e serviços. Reduzir os juros abriria oportunidades para um novo ciclo de crédito, o que é essencial para o país sair da crise.

É importante sempre destacar que a atual crise econômica é um fenômeno também mundial. Em alguns países gerando efeitos inimagináveis, como a taxa de 50% de desemprego entre jovens na Espanha. Soluções tristemente restritivas já vêm sendo levantadas em todo o mundo. Da expulsão de imigrantes na Europa à proposta de um candidato nos Estados Unidos de aumentar o muro com o México. Essas soluções que não se baseiam no princípio da solidariedade, essencial para vivermos em sociedade, não nos levam a bom termo. A restrição de serviços públicos – portanto, do tecido de solidariedade social – parte também do mesmo princípio individualista de que todos viveríamos melhor no espírito do “cada um por si”. Experiências históricas de quando essas ideias foram levadas ao extremo nos mostram que não é uma boa saída.

No caso brasileiro, nosso maior desafio nesse campo é enfrentar o principal gasto público, que cria desequilíbrio fiscal e trava crescimento. E passar a cobrar tributos de quem realmente pode pagá-los, com a tributação sobre grandes fortunas e sobre bancos. Eles, que lucraram todos esses anos com os períodos de crescimento econômico, é que têm de contribuir mais nesse período de recessão e crise. Os juros altos, associados à paralisação de obras federais e arrecadação em queda, formam uma realidade de sofrimento hoje no país. Reduzir os juros é o primeiro passo para fazer o melhor e mais justo ajuste fiscal.

“Quero uma Imperatriz que dê oportunidade para todos”, afirma Rosângela Curado

Rosângela Curado contou como pretende enfrentar os problemas de Imperatriz

Rosângela Curado contou como pretende enfrentar os problemas de Imperatriz

Jornal Pequeno

Na semana em que recebeu o apoio do PCdoB, partido do governador Flávio Dino, a pré-candidata a prefeita de Imperatriz, a odontóloga Rosângela Curado (PDT), concedeu entrevista ao Jornal Pequeno.Ela falou das atividades da pré-campanha e dos planos de governo caso seja eleita prefeita de Imperatriz. “Quero uma Imperatriz que dê oportunidade para todos.”, disse durante entrevista ao JP.

Rosângela Curado contou como pretende enfrentar os problemas da Saúde, da Educação, mas enfatizou que buscará parcerias para elaborar um Plano Municipal de Segurança Pública. Segundo a pré-candidata, poderá ter “programas que tenham como objetivo a prevenção do crime e a redução do sentimento de insegurança no município.”

Rosângela Curado afirmou ainda que sonha em fazer de “Imperatriz um polo industrial, a partir das vocações econômicas do município”. A seguir os principais trechos da entrevista de Rosângela Curado aoJP.

Jornal Pequeno – Num cenário bem distinto da maioria das pré-candidaturas no Maranhão, a senhora já definiu o seu pré-candidato a vice-prefeito e assegurou o apoio do PCdoB à sua pré-candidatura. Isso é uma demonstração de força da pré-candidatura de Rosângela Curado?

Rosângela Curado – O PDT e o PCdoB já caminham juntos há muito tempo. Somos aliados do PCdoB em todos os níveis: nacional, estadual e municipal. Não poderia ser diferente em Imperatriz. O PCdoB tinha uma pré-candidatura forte em Imperatriz, que era a do professor e deputado estadual Marco Aurélio, mas o entendimento do PCdoB, do PDT e dos partidos que nos apoiam é de construirmos uma coalização de forças em torno da nossa pré-candidatura. É o momento de somarmos e não dividirmos essa aliança em favor de Imperatriz.

JP – A definição do professor Adonilson Lima do PCdoB é como seu companheiro de chapa?

Rosângela – Nós temos uma história de vida muito parecidas. O professor Adonilson é uma liderança política importante na nossa cidade, exerce um mandato de vereador com muita qualidade. É um militante social, é uma referência no debate sobre as políticas para Educação. Tê-lo como companheiro de chapa é uma honra e sou convicta de que o Adonilson cumprirá um papel importante na nossa caminhada.

JP – A senhora e o seu partido, o PDT, têm trabalhado para construir uma frente ampla para sua pré-candidatura a prefeita de Imperatriz?

Rosângela – Estamos construindo com as forças em prol de Imperatriz. Deixando as diferenças para somarmos naquilo que é convergente e sempre pensando na nossa cidade. E por colocarmos Imperatriz e a nossa gente sempre na frente desse projeto, é que nos permite construirmos uma coligação ampla em torno da minha pré-candidatura e em prol de Imperatriz. Já temos na aliança o PEN, DEM, PV, PR, PRB.

JP – E muitos desses partidos com bancada no Congresso Nacional e com deputados federais na bancada maranhense?

Rosângela – São alianças em prol de Imperatriz que nos permitirá que os deputados federais Juscelino Filho (DEM), Júnior Marreca (PEN), Davizinho (PR), Cleber Verde (PRB), do nosso presidente Weverton Rocha (PDT) busquem recursos para a nossa cidade. O PV está no Ministério do Meio Ambiente, com o ministro Sarney Filho. Temos partidos com bancada na Assembleia Legislativa e que estamos nessa frente partidária para ampliar as parcerias em favor de Imperatriz.

JP – O seu pré-candidato a vice-prefeito é uma liderança do campo educacional. Caso a senhora seja eleita, como será a Educação num futuro governo de Rosângela Curado?

Rosângela – A Educação será um dos principais eixos do nosso governo. Teremos uma política de valorização do educador. Vamos reestruturar a rede física. Vamos ampliar a rede municipal de ensino com escolas em tempo integral, com creches-berçários. Imperatriz não tem uma escola de tempo integral. Temos que assegurar as condições de trabalho e de estudo para nossos educadores e alunos. Empreenderemos um conjunto de ações para melhorar a qualificação, a estrutura, a capacitação e, consequentemente, os índices educacionais de Imperatriz. CONTINUE LENDO AQUI.