Maiores partidos políticos já se rendem a nome novo

Para o sociólogo Rodrigo Prando, professor do Mackenzie, a ideia de tirar o termo “partido” é uma tentativa de se mostrar mais conectado com a sociedade

Estadão

O desgaste de alguns partidos já estimula mudanças nas mais tradicionais e mais estruturadas siglas do País. De imediato, das 10 maiores bancadas do Congresso, ao menos cinco siglas já alteraram ou estudam alterar o nome, decisão que costuma ser anunciada como um processo de busca de conexões com as redes sociais e de renovação de estatutos e programas. 

Algo que o DEM, que hoje preside tanto a Câmara quanto o Senado, fez em 2007, quando deixou de ser PFL e adotou a marca Democratas. O PSDB é MDB, as duas maiores bancadas no Senado, devem ir na mesma linha. O fenômeno, segundo especialistas, é uma tendência mundial e revela uma mudança na relação do eleitor com a política que dispensa mediadores e tem campo aberto no meio digital.

Depois de abolir “P” da sigla, o MDB estuda passar a se chamar apenas “Movimento”. O PSDB encomendou pesquisa para se reposicionar a partir de junho, quando ocorrerá a convenção nacional. Principal liderança da legenda, o governador de São Paulo, João Doria, fala em transformar o partido em “digital”. Ligado à Igreja Universal, o PRB vai se transformar em Republicanos, como antecipou o Estado. A intenção da legenda é focar sua atuação no campo ideológico da centro-direita.

Originário do antigo PCB, o Partido Popular Socialista (PPS) foi rebatizado recentemente como Cidadania, e tirou o “Socialista” do nome para receber os grupos de renovação política, como Agora, Livres e Acredite. Entre os 74 partidos em formação inscritos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 20 optaram por nomes com cara de movimento: Iguais, Raiz, Tribuna Popular, Animais, Força Brasil, Liga, Arena, UDN, Unidade Popular, entre outros.

Para o sociólogo Rodrigo Prando, professor do Mackenzie, a ideia de tirar o termo “partido” é uma tentativa de se mostrar mais conectado com a sociedade, numa tentativa de dar ares de modernidade a uma estrutura antiquada e pouco democrática. “Os partidos estão assentados em uma burocracia do século 20 e a sociedade hoje é outra, a democracia representativa está em crise no mundo todo. As eleições de Trump nos EUA e de Bolsonaro no Brasil deram uma chacoalhada no sistema.”

Isolado, Chiquinho Escórcio cobra que grupo Sarney comece a agir

Chiquinho defendeu que seu grupo político já trabalhe nomes desde agora

Totalmente desgastado e sem optar por uma renovação, o grupo Sarney caminha para mais derrotas. Isso é o que sinalizou o ex-senador e ex-deputado Chiquinho Escórcio (MDB), em uma postagem no Facebook.

Chiquinho defendeu que seu grupo político já trabalhe nomes desde agora. E deu a entender que a ex-governadora Roseana Sarney deva se candidatar ao Senado Federal e seu irmão, Sarney Filho, ao governo.

“O grupo Sarney, não pode errar como em 2014 e 2018, em colocar seus candidatos faltando 3 meses para as eleições, o grupo já deve ter o nome que vai liderar a oposição a partir de agora, as eleições de 2022 devem ser diferente, acredito que o grupo Sarney já tem o nome de seus candidatos ao governo e senado para as eleições de 2022″, escreveu.

Flávio Dino deve se encontrar com Jair Bolsonaro na próxima quinta-feira

Flávio disse ainda que, se o presidente vier ao Maranhão, será bem recebido no Palácio dos Leões

Durante a entrevista concedida na manhã de sábado, ao programa Resenha, da TV Difusora, o governador Flávio Dino (PCdoB) anunciou, em primeira mão, que terá um encontro com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), na próxima quinta-feira (9).

“Agora pela primeira vez, fui chamado pelo presidente da República para uma audiência nesta semana, na quinta-feira. Lá estarei. Será a primeira audiência. Eu já havia pedido formalmente desde janeiro“, contou.

Flávio disse ainda que, se o presidente vier ao Maranhão, será bem recebido no Palácio dos Leões. “Se depender de mim, se ele quiser, será bem recebido, como eu recebo todo mundo com educação e nos termos da lei, independentemente da minha posição crítica”, afirmou o governador.