Zé Inácio comemora suspensão da transferência de Lula para São Paulo

Por maioria, os ministros decidiram manter o petista preso na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, por 10 votos a 1, a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o presídio de Tremembé, no interior de São Paulo. Apenas o ministro Marco Aurélio Mello votou contra.

“Decisão acertada do STF suspendeu a transferência arbitrária de Lula para presídio em São Paulo. Líderes dos mais diversos partidos recorreram à Suprema Corte para denunciar tamanha ilegalidade contra o ex-presidente. A justiça vencerá!”, comemorou o deputado Zé Inácio.

Por maioria, os ministros decidiram manter o petista preso na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, até que a Suprema Corte julgue uma ação que questiona a atuação do ex-juiz Sergio Moro – atual ministro da Justiça – no processo que condenou Lula à prisão pelo caso do triplex em Guarujá (SP).

Antes, Zé Inácio havia usado suas redes para protestar contra a transferência. “Decisão de transferir Lula para São Paulo é descabida e causa um constrangimento ilegal ao ex-presidente. A juíza deveria aguardar o julgamento do habeas corpus de Lula no STF, que certamente anulará o processo contra ele, uma vez que está eivado de vícios e ilegalidades. Cabe destacar também que dentro de alguns dias Lula terá cumprido 1/6 da pena imposta injustamente contra ele, mais um motivo que torna descabida a transferência do ex-presidente para São Paulo”, afirmou Zé Inácio.

O Antagonista mostra que Roberto Rocha tentou fraudar investigação sobre eleição no Senado

O corregedor do Senado, Roberto Rocha, prometeu investigar o caso a fundo, mas não foi bem o que aconteceu…

O Antagonista

Um dos episódios mais lamentáveis da política nacional pode ter um desfecho ainda pior do que o imaginado. Você provavelmente se lembra da tentativa de fraudar a última eleição para a presidência do Senado.

Isso mesmo: alguma excelência depositou duas cédulas na urna instalada sobre a Mesa da Presidência do Senado, no plenário da Casa, durante a eleição transmitida pela TV para todo o país. Ou seja: algum senador votou duas vezes.

O objetivo: tentar alterar o resultado da votação que definiria o nome do novo presidente do Congresso Nacional. A tentativa de golpe foi descoberta e iniciou-se uma grande investigação.

Encarregado de descobrir quem fraudara a votação, o corregedor do Senado, senador Roberto Rocha, prometeu investigar o caso a fundo, de forma rápida. O corregedor prometeu ainda enviar as provas para a Polícia Federal. Em pouco tempo, reuniram-se evidências robustas da autoria da fraude. Tem-se o nome do principal suspeito.

Mas…

O tempo passou e o mesmo Roberto Rocha, o xerife do Senado, apresentou um relatório afirmando que não havia provas suficientes para acusar nenhum dos seus pares. Afinal, o que aconteceu?

O que o repórter Caio Junqueira revela agora é a trama construída nos bastidores de Brasília para engavetar as evidências e afastar qualquer punição. Leia um trecho da reportagem exclusiva:

“Roberto Rocha ainda era o corregedor do Senado e estava com a atribuição de descobrir o autor da fraude na eleição para a presidência da casa, quando chamou em seu gabinete, no 25º andar de uma das torres gêmeas do Congresso, o chefe da Polícia Legislativa, Alessandro Morales. Queria uma conversa reservada. (…) A conversa do corregedor com o chefe da polícia do Senado foi constrangedora. Roberto Rocha foi direto ao ponto. Ele pediu a Morales que sua equipe elaborasse uma perícia apontando que seria impossível culpar algum senador pela fraude. Àquela altura, no escuro, já estava decidido que seria melhor para o Senado jogar tudo para debaixo do tapete. Incomodado, Morales respondeu que não atenderia o pedido, levantou-se da cadeira e foi embora…”

A reportagem não esconde os nomes dos envolvidos: estão lá pesos-pesados da política, como Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Fernando Bezerra, líder do governo na Casa.

Justiça Federal determina transferência de Lula para São Paulo

Lula está desde o dia 7 de abril de 2018 preso numa cela especial na sede da Polícia Federal paranaense

Folha de S. Paulo

A juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução da pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), determinou que o petista seja transferido da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, para uma unidade prisional em São Paulo, seu estado de origem.

Na decisão não está apontado o lugar para onde Lula será transferido. Lula está desde o dia 7 de abril de 2018 preso numa cela especial na sede da PF paranaense.

A transferência de Lula foi um pedido do superintendente da Polícia Federal, Luciano Flores, que argumenta que a prisão do petista altera a rotina do prédio da PF.

Sobre a transferência, o advogado de Lula Cristiano Zanin diz que  “é fundamental que o Supremo Tribunal Federal dê continuidade ao julgamento do habeas corpus para reverter essa prisão injusta e o constrangimento ilegal que está sendo imposto ao ex-presidente Lula”.

Em junho passado, os ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiram que o ex-presidente Lula não tem direito a aguardar em liberdade até que o julgamento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro seja finalizado.

Por 3 votos a 2, os ministros entenderam que o petista deve continuar na prisão até que seja analisado o mérito do pedido de habeas corpus feito pela defesa.

Os advogados de Lula pediam que as condenações proferidas por Moro fossem anuladas por entender que ele não agiu com imparcialidade ao julgar o ex-presidente. Na sessão, o ministro Gilmar Mendes propôs que o julgamento do habeas corpus deve ser retomado depois que as mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil forem investigadas.

As conversas sugerem que houve colaboração entre Moro, então responsável pelos processos da Lava Jato, e procuradores da força-tarefa da operação.

Deputados maranhenses votam segundo turno da Reforma da Previdência

Dos 18 deputados maranhenses, 14 votaram novamente pela aprovação do texto e 4 votaram contra

Por 370 votos a favor, 124 contra e 1 abstenção, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, o texto-base da proposta de emenda à Constituição que reforma da Previdência. Sob aplausos, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), proclamou o resultado à 0h38 desta quarta-feira (7), depois de cinco horas de debates. Os deputados maranhenses continuaram com os mesmos votos no segundo turno.

A sessão foi encerrada logo após o anúncio do placar. No segundo turno, só podem ser votados destaques e emendas supressivas, que retiram pontos do texto. Propostas que alteram ou acrescentam pontos não podem mais ser apresentadas.

Dos 18 deputados maranhenses, 14 votaram novamente pela aprovação do texto e 4 votaram contra.

Votaram SIM, pela aprovação da reforma: Aluísio Mendes (Podemos); André Fufuca (PP); Cleber Verde (PRB); Edilázio Júnior (PSD); Gastão Vieira (PROS); Gil Cutrim (PDT); Hildo Rocha (MDB); João Marcelo Souza (MDB); Josimar Maranhãozinho (PL); Junior Lourenço (PL); Juscelino Filho (DEM); Marreca Filho (Patriota); Pastor Gildenemyr (PL) e Pedro Lucas Fernandes (PTB).

Votaram NÃO, contra a aprovação da reforma: Bira do Pindaré (PSB); Eduardo Braide (PMN); Márcio Jerry (PCdoB) e Zé Carlos (PT).