Partido Cidadania de Eliziane tenta impedir nomeação de Eduardo Bolsonaro

O partido, por meio do deputado Marcelo Calero (RJ), entrou com um mandado de segurança coletivo no Supremo Tribunal Federal

O Cidadania (antigo PPS) está tentando impedir por via judicial a nomeação de Eduardo Bolsonaro ao cargo de embaixador brasileiro nos Estados Unidos. O partido, por meio do deputado Marcelo Calero (RJ), entrou com um mandado de segurança coletivo no Supremo Tribunal Federal alegando que “a indicação para assunção da função de Chefe de Missão Diplomática nos Estados Unidos trataria de evidente nepotismo”.

A senadora Eliziane Gama também já manifestou-se contra a nomeação de Eduardo Bolsonaro para a embaixada de Washington por meio de suas redes sociais.

“Estarrecedora a declaração de Bolsonaro de colocar o filho como Embaixador nos EUA para viabilizar a exploração mineral em terras indígenas. A saída para crise não é dizimar os índios e entregar nossas jazidas aos americanos. O Brasil não pode voltar a ser colônia de exploração”, escreveu Eliziane.

Pela 3ª vez, Bolsonaro escolhe reitor menos votado e deixa em dúvida futuro de Natalino Salgado

O complicador da escolha pode ser a ligação de Natalino com a esquerda. O irmão de Natalino, Henrique Salgado, é filiado ao PCdoB

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) nomeou o terceiro nome da lista tríplice, o professor Janir Alves Soares, como novo reitor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). É a terceira nomeação de reitor feita pelo presidente que não acata a decisão da maioria da comunidade universitária, informa o Estadão.

Apesar da escolha do reitor ser prerrogativa do presidente, a nomeação de candidato menos votado rompe uma tradição que se mantinha desde 2003 na universidade de Minas Gerais.

Bolsonaro já havia nomeado o segundo e terceiro colocados, respectivamente, para as federais do Triângulo Mineiro (UFTM) e do Recôncavo da Bahia (UFRB).

A atitude de Bolsonaro deixa em dúvida a nomeação de Natalino Salgado como reitor da UFMA. O professor de Medicina recebeu 49% dos votos e foi reeleito ao seu terceiro mandato como reitor, para o período de 2019 até 2023. A nomeação oficial deve acontecer somente no mês de novembro. O complicador da escolha pode ser a ligação de Natalino com a esquerda. O irmão de Natalino, Henrique Salgado, é filiado ao PCdoB.

Alemanha suspende financiamento de R$ 155 milhões para projetos de preservação da Amazônia

O anúncio foi feito pela ministra alemã do Meio Ambiente, Svenja Schulze, ao jornal “Tagesspiegel”

Em decisão que “reflete a grande preocupação com o aumento do desmatamento na Amazônia brasileira”, a Alemanha congelou R$ 155 milhões para o financiamento de projetos de proteção da floresta. O anúncio foi feito pela ministra alemã do Meio Ambiente, Svenja Schulze, ao jornal “Tagesspiegel”.

Em nota, a embaixada alemã no Brasil explicou que “a suspensão só concerne recursos que foram destinados a novos projetos financiados pelo Ministério Federal do Meio Ambiente. Os projetos financiados pelo Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento, incluindo o Fundo Amazônia, estão prosseguindo”.

Ao jornal alemão, Schulze afirmou que “a política do governo brasileiro na Região Amazônica deixa dúvidas se ainda se persegue uma redução consistente das taxas de desmatamento”. A ministra explicou ainda que o financiamento poderá ser retomado caso essa questão seja esclarecida.

De acordo com a reportagem,  o primeiro passo do congelamento se refere a um montante de cerca de 35 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 155 milhões.

A publicação alemã ressaltou que a iniciativa internacional de mudança climática do ministério alemão forneceu historicamente fundos significativos para projetos no Brasil. De 2008 até o ano passado, de acordo com a pasta, informa o “Tagesspiegel”, cerca de 95 milhões de euros foram repassados, ou pouco mais de R$ 420 milhões.

A reportagem diz ainda que, “enquanto o governo do presidente da direita, Jair Bolsonaro, está comprometido com o objetivo do Acordo Climático de Paris de reduzir o desmatamento ilegal de florestas a zero até 2030 e o reflorestamento massivo, a realidade é diferente. Um dos maiores defensores de Bolsonaro é o lobby agrário”.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os alertas do desmatamento dispararam no mês passado. Em julho, foram atingidos 2.254,9 km². No mesmo mês em 2018, esse índice ficou em 596,6 km². Comparando ambos os lados, trata-se de um aumento de 278%.