Brasil tem 25 casos confirmados de coronavírus

Três novos pacientes foram contabilizados pelos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Alagoas, de acordo com o Ministério da Saúde. São Paulo

Até a tarde deste domingo (8), o Brasil confirmou 25 casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2). Três novos pacientes foram contabilizados pelos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Alagoas, de acordo com o Ministério da Saúde. São Paulo também apresentou mais três casos.

De acordo com a secretaria de saúde do Rio de Janeiro, o terceiro caso confirmado no estado é de uma mulher de 42 anos, que mora no Rio e acompanhou a paciente que teve a confirmação da doença no sábado (7) em viagem à Itália. Os primeiros sintomas apareceram um dia após o retorno ao Brasil, que aconteceu no dia 4 de março. Ela já estava sendo monitorada por profissionais da vigilância da secretaria, em parceria com o órgão municipal. O estado de saúde da mulher é estável e ela está em isolamento domiciliar.

Além dos três casos já confirmados no estado, há outros 111 suspeitos. A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) do estado confirmou o primeiro caso neste domingo. O paciente é um alagoano de 42 anos que voltou da Itália no dia 3 de março e procurou atendimento médico em Maceió por apresentar sintomas. Ele está em isolamento domiciliar e o estado de saúde é estável.

Com três novos casos, o estado totaliza 16 pacientes infectados. Registra, ainda, 176 suspeitas da doença e 258 casos descartados. No último balanço, divulgado no sábado (7), São Paulo tinha 13 casos confirmados e 184 suspeitas da doença. O estado registrou também os primeiros dois casos de transmissão local no país nesta semana.

De acordo com o infectologista David Uip, que coordena comitê de contingenciamento estadual, uma das pessoas contaminadas é irmã do primeiro paciente e a outra, a sobrinha. “O caso número um tem a sua irmã e a filha da irmã, portanto a sobrinha, positivas e sintomáticas. Então provavelmente se contaminaram naquele almoço, e por apresentarem sintomas fizeram os exames que nós acabamos de saber que são positivas”, afirma.

Famem monitora situação de cidades com enchentes

Nos últimos dias, ao menos três municípios apresentaram cenário de desastre com desalojamento de populações: Grajaú, Imperatriz e Trizidela do Vale.

A Famem tem monitorado enchentes e alagamentos registrados nos municípios do Maranhão. Nos últimos dias, ao menos três municípios apresentaram cenário de desastre com desalojamento de populações: Grajaú, Imperatriz e Trizidela do Vale. Nesta sexta-feira, 6, equipes da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil iniciam levantamentos sobre a situação nos municípios de Grajaú e Trizidela do Vale.

Segundo o capitão Rodrigues, da Defesa Civil, com as informações colhidas nestes locais, será possível elaborar os primeiros relatórios com precisão técnica. “Alguns municípios estão entrando em contato com a coordenadoria, mas é necessário que tenhamos informações precisas sobre o cenário de desastre”, explicou Rodrigues. Não há ainda informações oficiais sobre desabrigados e desalojados.

As equipes irão recolher informações sobre danos causados pelas enchentes, principalmente nas cidades cortadas por rios, mais vulneráveis a alagamentos e enchentes. A partir destes dados as equipes orientarão os gestores sobre decretação de situação de emergência. A Famem disponibiliza em seu site orientações sobre o decreto de situaçã de emergência e estado de calamidade. Maiores esclarecimentos podem ser obtidos junto à Coordenadoria Jurídica da entidade.

Por meio da Escola de Governo do Maranhão, em fevereiro deste ano, a Famem, em parceria com o Corpo de Bombeiros do Estado do Maranhão, promoveu palestra sobre os “Procedimentos relacionados a Desastres”, dirigida a coordenadores municipais da Defesa Civil. Participaram representantes de 17 cidades do Maranhão.

Bolsonaro endurece regras para o uso de aviões da FAB

A medida ocorre após ex-secretário executivo da Casa Civil Vicente Santini ter usado um jato oficial para ir à Europa e à Àsia em janeiro deste ano

O presidente Jair Bolsonaro decidiu endurecer as regras de uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades e proibiu servidores que eventualmente substituírem ministros de forma interina solicitem as aeronaves. As novas regras foram publicadas no Diário Oficial da União desta sexta-feira. A medida ocorre após ex-secretário executivo da Casa Civil Vicente Santini ter usado um jato oficial para ir à Europa e à Àsia em janeiro deste ano. O episódio fez com que Bolsonaro pedisse para tornar mais rígidas as regras para uso dos voos, como antecipou o Estado.

Na ocasião, Santini substituía o então ministro Onyx Lorenzoni e utilizou o voo para ir a uma reunião do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, e depois se juntar à comitiva presidencial que estava em Délhi, na Índia. Ele foi acompanhado de apenas duas assessoras no avião que tem capacidade para 12 passageiros.

O episódio irritou Bolsonaro, que demitiu o auxiliar de Onyx assim que retornou ao Brasil. Na ocasião, o presidente chamou o “voo particular” de Santini de “imoral” e citou o fato de os demais ministros, como Paulo Guedes (Economia) e Tereza Cristina (Agricultura), terem viajado por companhias aéreas comerciais para ir ao fórum.

Pelo texto do novo decreto, apenas as seguintes autoridades podem pedir para voar de FAB: o vice-presidente da República, os presidentes do Senado, da Câmara e do Supremo Tribunal Federal, os ministros de Estado, além dos comandantes das Forças Armadas e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. O novo decreto, porém, proíbe o uso das aeronaves da FAB pelos interinos ou substitutos de ministros ou dos comandantes das Forças.

O decreto publicado hoje revoga as regras anteriores. Pelo novo texto, as solicitações de transporte serão atendidas nas situações e na ordem de prioridade: por motivo de emergência médica, por segurança e por viagem a serviço. O decreto diz ainda que, sempre que possível, a aeronave será compartilhada por mais de uma das autoridades permitidas se o intervalo entre os voos para o mesmo destino for inferior a duas horas.

“No atendimento de situações de mesma prioridade, quando não houver possibilidade de compartilhamento de aeronave, será observada a seguinte ordem de precedência: vice-presidente da República, presidente do Senado Federal, presidente da Câmara dos Deputados e presidente do Supremo Tribunal Federal; e ministros de Estado, observada a ordem de precedência”, cita a regulamentação.