“Não temos 2/3 para votar o impeachment de Bolsonaro. Nem metade”, afirma Flávio Dino

Para Flávio Dino, embora haja motivos jurídicos para o impedimento, não há coalizão política que assegure nem metade para os votos a favor do impeachment

Carta Capital

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), considera que não há terreno fértil no Congresso Nacional para a conclusão de um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro. Foi o que afirmou em entrevista ao diretor de redação de CartaCapital, Mino Carta, durante transmissão ao vivo nas redes sociais nesta terça-feira 16.

Para ele, embora haja motivos jurídicos para o impedimento, não há coalizão política que assegure nem metade para os votos a favor do impeachment. Conforme mostrou CartaCapital, a situação de Bolsonaro melhorou entre os parlamentares, principalmente, após sucessivos esforços para se aproximar do bloco chamado “centrão”, como o DEM, PP, PL e PTB.

“Juridicamente, não há dúvida que há espaço [para o impeachment]. Uma análise da Constituição e do Código Penal conduz ao cometimento de uma série de atos ilícitos”, afirmou. “Mas tem outros temperos, ditados pelo fato de o processo de impeachment não ser puramente jurídico, mas antologicamente político. Você tem que analisar a situação concreta, no palco onde isso se desenrola, ou seja, no Congresso. Nós não temos 2/3 para votar o impeachment. Nem metade.”

Exportação de grãos cresce 12% no Porto do Itaqui

3,7 milhões de toneladas cabem às operações do Tegram e o restante representa o volume movimentado pelo terminal da VLI

O Porto do Itaqui deve embarcar, até o final deste mês, cerca de 5,5 milhões de toneladas de milho, soja e farelo de soja, e a previsão é fechar este primeiro semestre de 2020 com crescimento de 12% na movimentação de grãos. Desse total, 3,7 milhões de toneladas cabem às operações do Tegram e o restante representa o volume movimentado pelo terminal da VLI. A reboque da safra recorde de grãos, a importação de fertilizantes deve superar os 50% de crescimento em relação ao mesmo período do ano passado, com 1,2 milhões de toneladas importadas.

“Com base em nossos índices de produtividade e a entrada em operação da segunda fase do Tegram em agosto, estamos trabalhando com a expectativa de um novo recorde histórico neste ano, superando os 11,2 milhões movimentos em 2019. E a partir de agosto passamos a um novo patamar, com capacidade para movimentar 19 milhões de toneladas de grãos por ano”, informa o presidente do Porto do Itaqui, Ted Lago.

“O projeto original do Tegram previa 5 milhões de toneladas/ano em cada fase, mas em 2019 superamos a marca de 7 milhões, sendo a maioria composta de soja. Nos primeiros meses desse ano o nosso crescimento é de quase 40% e só em maio de 2020 embarcamos quase 1 milhão em 14 navios”, destaca Marcos Pepe Bertoni, chefe de operações da CGG Trading (uma das empresas que compõem o consórcio) e integrante da diretoria do Tegram.

O gerente-geral de Operações Terminais e Porto Norte da VLI, Denilson Marques, destaca o papel extremamente relevante do agronegócio para a economia nesse momento de crise sanitária que o mundo atravessa em função da pandemia de Covid-19. “O setor, assim como a infraestrutura logística voltada para ele, tem conseguido dar uma boa resposta diante da adversidade. Os fatores externos somados ao fato do Brasil ser um player importante no abastecimento de alimentos para o mundo, contribuíram para esse movimento”, afirma.

Procura por atendimento em UPAs de referência para casos de Covid-19 cai em 69,1%

Os números de atendimentos nas UPAS funcionam também como termômetro para o monitoramento da quantidade de casos suspeitos do novo coronavírus.

Na rede de assistência a casos da Covid-19 na capital, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Araçagi, Itaqui-Bacanga, Vinhais e Cidade Operária são as portas de entrada para o atendimento. Os números de atendimentos nessas unidades funcionam também como termômetro para o monitoramento da quantidade de casos suspeitos do novo coronavírus.

Na primeira semana de junho, a procura por atendimento nessas UPAs apresentou uma queda de 69,1% em comparação ao período de 13 a 23 de abril, quando essa procura foi mais intensa.

No período de 13 a 23 de abril, essas unidades juntas realizaram 5.534 atendimentos, o que representa uma média diária de 135,7 atendimentos em cada unidade de saúde. Números que tiveram uma expressiva redução quando é feita a comparação com o período de 30 de maio a 9 de junho, onde foram realizados 1.705 atendimentos por essas unidades, sendo em média 38,7 atendimentos por dia em cada uma.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, esses números são um reflexo do incansável trabalho em executar ações para combater a pandemia. “Vencemos batalhas diárias, mas ainda não vencemos a guerra, por isso, vamos continuar trabalhando, proporcionando assistência médica especializada à população e reiterando nosso pedido para que os maranhenses continuem praticando o distanciamento social, adotando as medidas de proteção e não baixe a guarda contra o vírus”, reforça o secretário Carlos Lula.

São Luís é 4ª capital com menor ritmo de contágio de coronavírus em todo o Brasil

De acordo com o estudo, São Luís teve na segunda-feira (15) um ritmo de contágio de 0,88, o quarto menor entre todas as capitais dos 26 estados e do Distrito Federal. 

O ritmo de contágio do coronavírus na capital maranhense está caindo e entrou na faixa abaixo de 1. Quanto menor o número, menos a doença se espalha. Os dados são da plataforma Farol Covid, que analisa a situação de cidades e estados.

De acordo com o estudo, São Luís teve na segunda-feira (15) um ritmo de contágio de 0,88, o quarto menor entre todas as capitais dos 26 estados e do Distrito Federal. 

Quando a taxa é superior a 1, cada contaminado transmite a doença para mais de uma pessoa, logo o vírus ainda avança. Quando é abaixo de um, a tendência é que os novos casos comecem a cair. Afinal, uma pessoa passa a contaminar cada vez menos outras pessoas. 

Na prática, isso significa que algumas pessoas passam a não mais contaminar outras. Por isso, a quantidade de casos novos vai se reduzindo. 

Em outras palavras, o número de casos ativos (de pessoas com a doença) passa a crescer bem menos e o número de pessoas recuperadas passa a crescer bem mais. 

O cenário perfeito é quando a taxa chega a zero, ou seja, não há contaminações. Mas esse é um cenário ainda distante para todas as capitais brasileiras.