Infectado com a covid-19, Bolsonaro reclama da quarentena: ‘É horrível’

Presidente Jair Bolsonaro na frente do Palácio da Alvorada durante a quarentena, após teste positivo para a covid-19. Brasilia, 12.07.2020

O presidente Jair Bolsonaro, em quarentena há quase uma semana após testar positivo para o novo coronavírus, anunciou hoje que se submeterá a um novo exame na terça e admitiu que vai aguardar ansioso os resultados porque não aguenta mais ficar em casa.

O resultado do exame RT-PCR “deve sair em poucas horas e eu aguardo com bastante ansiedade porque eu não aguento essa rotina de ficar em casa. É horrível”, disse Bolsonaro em entrevista por telefone à CNN Brasil do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, em Brasília.

Cético da pandemia e contrário às quarentenas adotadas por governadores e prefeitos, Bolsonaro reiterou, como tem feito nos últimos dias, que se sente muito bem, sem febre e sem dificuldade para respirar. Tampouco perdeu o paladar, um dos sintomas mais comuns da infecção pelo novo coronavírus.

“Amanhã [terça-feira] não sei se vai se confirmar [a presença do vírus] com o novo exame. Se estiver tudo bem, a gente volta ao trabalho. Claro, do contrário, a gente aguarda mais alguns dias”, acrescentou o presidente de 65 anos, que espera retomar as atividades no máximo em uma semana.

“No mais, tudo bem, estamos despachando por videoconferência o tempo todo e fazendo o possível para não deixar nada acumular nestes dias que estou aqui no Alvorada”, comentou.

Bolsonaro disse na quinta-feira passada, em sua live semanal pelo Facebook, que desde que começou a sentir mal-estar toma um comprimido diário de hidroxicloroquina, um medicamento antimalária, cuja eficácia contra o novo coronavírus não foi comprovada cientificamente.

“Deixo bem claro pra vocês […] Eu tomei [a hidroxicloroquina] e deu certo e tô muito bem, graças a Deus”, disse na ocasião o presidente, que defende o uso do remédio para tratar a covid-19, apesar das discussões na comunidade científica internacional sobre sua idoneidade.

Inscrições para o Prouni começam hoje, com quase 170 mil bolsas

Os interessados devem acessar o portal do Prouni e consultar as bolsas e cursos disponíveis. No site é possível buscar por instituição, município ou área de estudo.

As inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) abrem hoje (13) e vão até a sexta-feira (17). A iniciativa do governo federal oferece bolsas de estudo em instituições de ensino superior privadas.

Os interessados devem acessar o portal do Prouni e consultar as bolsas e cursos disponíveis. No site é possível buscar por instituição, município ou área de estudo.

De acordo com o Ministério da Educação, neste segundo processo seletivo foram disponibilizadas 167.780 bolsas em 1.061 faculdades particulares. Destas, 60.551 são bolsas integrais e 107.229, parciais. Para inscrição, é preciso ter uma conta no portal de serviços do governo federal.

Pelo Prouni, é possível obter bolsas integrais ou parciais, que custeiem todo o curso ou metade do valor. As integrais são destinadas aos estudantes com renda familiar por pessoa de até 1,2 salário-mínimo. Já as parciais contemplam alunos cujas famílias possuem renda familiar por pessoa de até três salários mínimos.

O Ministério da Educação estabelece como requisitos também o aluno ter conseguido nota de pelo menos 450 pontos de média no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e não ter diploma de ensino superior.

O cronograma prevê, após o fim das inscrições, a divulgação do resultado da 1ª chamada no dia 21 de julho, a comprovação de informações da 1ª chamada até o dia 28 deste mês e o resultado da 2ª chamada no dia 4 de agosto.

OMS diz que hidroxicloroquina só deve ser usada para Covid-19 sob estrita supervisão médica

O presidente Jair Bolsonaro anunciou que está fazendo tratamento com a hidroxicloroquina

O chefe do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, disse na sexta-feira (10), que a hidroxicloroquina só deve ser usada em casos de Covid-19 sob estrita supervisão médica.

O medicamento contra malária, que não tem eficácia cientificamente comprovada para tratar a doença respiratória provocada pelo novo coronavírus, teve os testes contra Covid-19 coordenados pela OMS suspensos no mês passado por falta de benefícios para os pacientes.

Apesar de reconhecer a falta de comprovação científica, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que está fazendo tratamento com a hidroxicloroquina, e inclusive publicou vídeo nas redes sociais tomando um comprimido, após ter testado positivo para o novo coronavírus.