ANTES TARDE DO QUE NUNCA – São João magro na capital maranhense

Bumba-meu-boi, maior manifestação folclórica do Maranhão
Diversidade cultural do Maranhão
Com 13 dias de atraso, São Luís dá a largada para o São João 2013. Mas antes tarde do que nunca! Desta vez, a Prefeitura da capital fará apenas 17 dias da festança, ao contrário de outrora, quando tambores, matracas e pandeirões começavam a rufar já desde o final de maio e as manifestações culturais do período tinham palco por, pelo menos, 30 dias.

Mas, mesmo assim, a temporada da Prefeitura suplanta a festa junina do governo do Estado que, este ano, oferecerá apenas nove dias de programação. Isso mesmo, somente uma minguada semana. O número de dias foi reduzido e a quantidade de arraias também. Imagina-se que a “economia” deste ano tenha sido para pagar os caríssimos shows nacionais de Elba Ramalho, Geraldo Azevedo, Fala Mansa, etc, que se apresentarão em pleno arraial da Lagoa da Jansen, roubando a cena dos nossos consagrados bumba-meu-boi, cacuirá e tambor de crioula.

Senão, vejamos. O  bumba-meu-boi, o cacuriá e o tambor de crioula são manifestações culturais únicas no Maranhão. Não existem em outro estado brasileiro, no mundo e no universo e são elas que sempre elevaram o patrimônio cultural desta região. E a festa junina tradicional do Estado não pode se descaracterizar, deve valorizar as raízes culturais que são muito fortes e singulares.

São Luís já esteve na crista da onda e estava sendo badalada, há algum tempo, como o possivelmente “melhor São João do Brasil” com potencial de atrair turistas em massa. A realidade agora é diferente. A classe hoteleira só reclama de baixas e queda no número de visitantes e isso tende a piorar se a capital maranhense não apresentar atrativos. Fora a bagagem patrimonial, a cidade precisa vender mais sua cultura. Diversidade nós temos. Então, o que está faltando?

Este post visa defender a manutenção e o incentivo à festa junina tradicional do Maranhão, sobretudo da capital maranhense, com todo o seu espaço, com suas cores e ritmos. Se a gente permitir um corte daqui, uma redução ali, uma descaracterização acolá, um desestímulo,… daqui a pouco não teremos mais nem São João. Fica a reflexão!

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