Companhias aéreas desprezam passageiros; GOL agora vende comida a bordo


Empresas brasileiras estão deixando, cada vez mais, de “agradar” clientes.  Lanches, que já haviam perdido a qualidade há algum temo, agora começam a desaparecer



Lanches superfaturados são vendidos em voos da GOL
Ao invés dos saudosos sanduíches quentes gratuitos, sempre acompanhados de suco ou refrigerante, os comissários da companhia aérea GOL agora abordam os passageiros com uma tabela de preços e produtos superfaturados para quem quiser consumir durante os voos. Isso tudo com passagens cada vez mais caras e mascaradas de “promoção”.


A extinção do lanche gratuito nos voos já vinha sendo pré-anunciada há algum tempo. E começou com a perda da qualidade dos produtos oferecidos a bordo. Conhecida por seus deliciosos sanduíches, a TAM vem substituindo esse item por industrializados enjoativos que obrigam, muitas das vezes, passageiros a recusarem a oferta.


Precisei fazer uma viagem rápida a Brasília, na semana passada, pela Gol e pude comprovar a “nova política” da companhia, que considero um grande retrocesso para a relação empresa/consumidor.  O desrespeito começa pelos preços dos produtos vendidos a bordo. Quase tudo superfaturado. Isso já vem acontecendo desde março do ano passado, e quem quiser que compre.


Preços superfaturados – Um comissário me apresentou uma tabela de preços, onde um saco pequeno de batata  e um refrigerante custavam, cada um, R$ 5,00; um sanduíche, que mais tinha cara de misto quente mequetrefe, por R$ 15,00, somando tudo R$ 25,00. Pensei com os meus botões: “desse jeito é melhor trazer a marmita de casa”. Se fôssemos ao supermercado para montar o kit, não gastaríamos nem a metade deste valor.


Quem viaja de avião está acostumado com os agrados que eram habituais, nem que fosse uma bala de caramelo. Acredito que o “mimo” faz o diferencial, mas parece que os empresários da área estão esbanjando faturamento a ponto de desprezar mesmo os clientes.


Enquanto isso, o preço das passagens está, cada vez, mais alto. Seria bom que os clientes reagissem a esse processo de extinção do lanche gratuito, trazendo já algo para comer no avião, mas comprado fora,  numa espécie de repúdio a essa nova política de desprezo adotada por algumas companhias aéreas. A sugestão é cada um chegando com a sua marmita mesmo. Assim, eles não teriam pra quem vender.


Com essa, eu só pego agora voo da Gol se for de graça, porque “de graça, até injeção na testa”, ou em último caso, se for o jeito mesmo…

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2 thoughts on “Companhias aéreas desprezam passageiros; GOL agora vende comida a bordo

  1. Que bom que está acabando essa ideia de transporte aéreo elitista, com mimos e cortesias. É apenas um transporte, como um ônibus ou um trem. Brasileiro entra num avião e quer ser tratado como se estivesse num hotel 5 estrelas, com sorrisos e puxa-saquismos. Tem que ser tratado igual quando entra num ônibus da Cometa ou Itapemirim, apenas um meio de transporte. O maior voo doméstico regular que existe no Brasil é Guarulhos Manaus, creio eu, que não passa de 4 horas. Nem precisa de lanche.
    As passagens aéreas estão cerca de 30% mais baratas do que há 10 anos, isso em valores absolutos, se levar em consideração a inflação do período, está certamente mais de 50% mais barata. Que coisa que o brasileiro tem que querer comida no avião, come em casa antes de viajar, leva um biscoito, sei lá… tem bons restaurantes nos aeroportos.

  2. Até as empresas de onibus oferecem algo aos passageiros. Viajei recentemente pela Gol e como estava com criança me sujeitei a comprar uma batata frita pequena por 5,00 mas na volta passei no supermercado e levei batata e suco de caixinha se ele tivesse vontade. Minha viagem foi rápida, cerca de 2 horas, realmente não precisava de lanche, mas não precisam superfaturar os produtos.

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