DIREITO DE RESPOSTA: Município de São Bento contesta reclamação de São Vicente Férrer sobre povoados

sao bento

Em cumprimento à Lei do Direito de Resposta, recentemente sancionada pela presidente Dilma Rousseff, publico resposta da Prefeitura de São Bento, por meio da empresa Cutrim e Motta Consultoria, contestando informações da Prefeitura de São Vicente Férrer na matéria intitulada “Município de São Vicente Férrer ingressa na Justiça para garantir quatro povoados que foram passados para São Bento”.

SEGUE O DIREITO DE RESPOSTA:

Prezada Senhora Silvia Tereza,

Nossa Empresa (Maranhense) trabalha nesse mercado de Redefinição e Consolidação de Limite Cartográfico há mais de 05 anos. Fomos contratados pela Prefeitura Municipal de São Bento, por meio de Processo Licitatório competente, para tratar de tais assuntos.

Em atenção à matéria publicada em seu Blog, no dia 05 de novembro de 2015, em matéria intitulada “Município de São Vicente Férrer ingressa na Justiça para garantir quatro povoados que foram passados para São Bento”, cumpre-nos apresentar alguns importantes esclarecimentos acerca da ação em comento.

Como sabido, a nossa Carta Magna, em seu Parágrafo quarto, Artigo 18, confere aos estados membros da Federação a competência pela ordenação de seus territórios. Cita, ainda, que tais procedimentos serão regulados por Lei Complementar Federal.

Ocorre que até o presente momento não houve a edição dessa legislação complementar federal. Desta forma, os estados têm se utilizado de acordos administrativos para a realização de regulamentação administrativa para casos de correção de limite!

Destarte, em 2009, o IBGE – a quem compete, exclusivamente, o cumprimento e aplicação da legislação vigente – firmou Convênio com o Estado do Maranhão, por intermédio da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão – SEPLAN, com a interveniência do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos – IMESC, visando, principalmente, recepcionar os ajustes relativos a divisas inconsistentes ou litigiosas, bem como a definição dos pontos de conflitos existentes nos municípios do Estado do Maranhão e que é o caso das municipalidades de São Vicente Ferrer e São Bento.

Importante salientar que, segundo o IBGE, a Divisão Territorial Brasileira era representada tomando como referência o mapeamento topográfico a partir de 1980. Ainda segundo o IBGE, “aprodução do mapeamento municipal dos Censos de 80, com base no mapeamento sistemático, teve como principal dificuldade a adequação dos limites municipais, até então representados em mapeamento expedito, para o mapeamento topográficogeometricamente mais preciso, com a utilização de georreferenciamento dos pontos cartográficos.”

Desde então, o IMESC vem utilizando de técnicas mais precisas para os trabalhos de campo, uma vez que os limites existentes, como é o caso em questão, eram definidos por retas imaginárias.

Dessa forma, o IMESC, apenas, lançou mão de técnicas que possibilitassem a transformação dessas retas imaginárias, de difícil aplicação em campo, para o devido e necessário arruamento das divisas.

Importante observar que as leis constituidoras dos municípios de São Vicente Ferrer e São Bento foram elaboradas há décadas, ocasião em que inexistia o atual processo de conurbação entre as divisas.

Ademais, essas leis possuem, como já dito anteriormente, trechos de linhas imaginárias (segmentos de reta que unem dois pontos) situados, atualmente, em uma região de grandeadensamento populacional, gerando conflitos quanto a subordinação político-administrativa da população estabelecida nessas áreas em razão das grandes transformações na ocupação do território das comunas em questão.

Nesse sentido, podemos citar, apenas de modo a exemplificar a situação, as localidades Baixa Grande, Ipueira, Goiabal e Oiteiro de Maria Justina, objetos da presente demanda, que pertenciam, em sua maioria, conforme estudo e levantamento feitos previamente, em cerca de 70% ao município de São Bento, fazendo com que essas localidades estivessem sob subordinação administrativa dedois municípios, ou seja, constituía-se em uma aberração jurídica e administrativa.

Desta forma, restou ao IMESC, providenciar a devida correção cartográfica que foi formalizada e ratificada através da realização de acordo administrativo entre as partes e que, ressalte-se, teve a pretérita anuência da Exma. Sra Prefeita de São Vicente Ferrer, e acompanhado pelo seu advogado Carlos Luna.

O IMESC, apenas, optou pela utilização de acidentes naturais para clara definição dos limites dessas localidades.

Ou melhor, os trabalhos foram desenvolvidos pelo IMESC, à época, com o devido acompanhamento das prefeituras envolvidas, ou seja, de São Vicente Ferrer e São Bento que na ocasião não apresentaram nenhuma discordância em relação aos trabalhos desenvolvidos.

Outrossim é de se estranhar a presente demanda da municipalidade de São Vicente Ferrer uma vez que, comprovadamente, o Município requerente não obteve nenhuma perda de receita advinda do Fundo de Participação do Municípios – FPM.

Frize-se que o acordo em comento resultou num remanejamento, para o município de São Bento, da ordem de 225 domicílios e 896 habitantes, mantendo o município de São Vicente Ferrer na atual alíquota de 1,2 da cota de FPM (16.981 A 23.772, Decisão Normativa TCU N. 141 Exercício 2015), uma vez que sua atual população, após o remanejamento, apresenta o quantitativo de 20.678 habitantes, ou seja, sem que ocorra nenhum prejuízo financeiro relacionado as receitas advindas do FPM.

Acreditando ter prestados os esclarecimentos necessários para a elucidação e convencimento da questão, colocamo-nos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos adicionais que se façam necessários.

Atenciosamente,

Cutrim & Motta Consultoria

Cnpj. 19.011.941.0001-59

3 pensou em “DIREITO DE RESPOSTA: Município de São Bento contesta reclamação de São Vicente Férrer sobre povoados

  1. Rapaz essa Maria Raimunda é uma pilantrona mesmo. Soube que ela queria dinheiro do Prefeito de São Bento, que se negou a dar e por isso dessa ação.

  2. Rapa eita Maria Raimunda tresloucada.
    Pega na mentira!!! Não caiu FPM, alguém obrigou essa senhora assinar esse acordo???

    Soube que na verdade, ela queria morder o dinheiro de São Bento,’juntos com os pilantrinhas dos filhos delas e não mordeu!!

    Toma!!!

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