E a poltrona proibida na Assembleia Legislativa?

Conhecido por seu temperamento quente, Caio Hostílio se sentou na poltrona proibida e ainda usou o computador
Conhecido por seu temperamento quente, Caio Hostílio se sentou na poltrona proibida e ainda usou o computador

O professor e blogueiro Caio Hostílio fez a Segurança da Assembleia Legislativa “engolir a seco” a nova regra da Casa que impede pessoas comuns de sentarem na aconchegante poltrona de deputados estaduais, que já está sendo chamada de “A proibida”, por causa de computadores que foram instalados nas carteiras dos parlamentares, segundo justificativa dada pela direção do parlamento.

Sentado na “proibida”, na primeira tentativa de repreensão dos seguranças, Caio Hostílio foi logo avisando e interrogando: “Eu estou autorizado. Quem vai me tirar daqui?”. Para mostrar que toda regra pode ser quebrada, o professor sentou nas poltronas dos deputados César Pires (DEM) e Marcelo Tavares (PSB), usando até os notebooks, mas, antes claro, pediu permissão para os titulares que também não viram nenhum “bicho de sete cabeças” em ceder seus assentos para o blogueiro.

Em resumo, os seguranças torceram o nariz, mas não puderam tirar Caio Hostílio das poltronas. Ele “deitou e rolou” nas “proibidas”.

Na semana passada, a Imprensa que cobre a Assembleia Legislativa recebeu o aviso de que, a partir daquele momento, estaria proibido a qualquer cidadão comum sentar nas “aconchegantes” poltronas ou cadeiras de deputados, no plenário da Casa do Povo, o que era de costume para os profissionais de Comunicação e outras pessoas que, diariamente, circulam no local antes e depois das sessões.

No dia  (05) em que a nova regra passou a vigorar, os desavisados, que sentaram nas cadeiras, passaram certo constrangimento e foram convidados a desocuparem as poltronas pela Segurança da Assembleia Legislativa que, naturalmente, cumpre apenas ordem.

Sessões solenes

Resta saber agora como é que funcionará a regra, na prática, durante as sessões solenes na Casa, quando as poltronas, geralmente, ficam livres para familiares, amigos de homenageados, convidados e cidadãos comuns. Ou a restrição é apenas para a Imprensa?

Provavelmente, a Casa teme que profissionais da comunicação venham utilizar esses notebooks para produção de matérias, notas e atualização de blogs. Imagine o plenário virando redação ou sala de imprensa! Mas, ora, cada um sabe o seu lugar. Claro que isso seria o cúmulo do absurdo, até porque existem espaços reservados para esses fins na própria Assembleia!

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