"É preciso dar pão a quem tem fome", prega Papa Francisco em favela do Rio

Papa Francisco pregou solidariedade em vista a Varginha

A passagem do Papa Francisco pela comunidade de Varginha, em Manguinhos, Zona Norte do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (25), foi marcada pela emoção. Carismático, jesuíta, humilde e simples, o pontífice caminhou próximo aos moradores da favela e conclamou autoridades e pessoas de maior poder aquisitivo a promoverem a cultura da solidariedade.

“É preciso dar pão a quem tem fome”, pregou o Papa Francisco a uma multidão ao afirmar que a cultura da solidariedade é sempre possível. Ele ressaltou o poder acolhedor do povo simples e pobre, acostumado a colocar mais água no feijão para receber o próximo.

O santo padre conclamou ainda o povo humilde da favela a não aceitar a “cultura do descartável”, da indiferença e a nunca perder a esperança, porque a realidade pode mudar e a construção de um mundo mais justo é sempre possível. “Sejam os primeiros a praticarem o bem. Vocês não estão sozinhos. A igreja Católica e o Papa estão com vocês”, frisou.

Durante a visita, o Papa Francisco visitou a casa de um morador, chamado Manuel, na favela de Varginha. Disse que gostaria de poder entrar em todas as casas brasileiras e fazer o mesmo.

Morador diz que Prefeitura só começou a fazer 
algo na favela por conta da visita do Papa

Comunidade de Varginha
Um morador da comunidade de Varginha teve a oportunidade de ler uma carta ao Papa Francisco, onde expôs que a Prefeitura do Rio de Janeiro só começou a fazer algo na favela, com intervenções de limpeza e infraestrutura, após o anúncio  de que o pontífice visitaria o lugar. Segundo ele, antes disso, os moradores e o local pareciam “invisíveis à sociedade”.

O morador destacou ainda que a comunidade passou a ser notícia positiva nacional e internacional a partir da decisão do Papa de visitar a favela e lembrou que, anteriormente à pacificação e à chegada do pontífice, Varginha  só aparecia nas páginas e nas edições policiais da Imprensa por conta da batalha entre traficantes e policiais.

Ao pedir permissão para chamar o Papa de pai, o morador disse que o santo padre veio ao encontro dos “invisíveis” e que todas as favelas do Rio de Janeiro e do mundo se sentiram visitadas com o gesto do pontífice. “Esta visita ficará na história. Os humildes, esquecidos e invisíveis receberam Francisco”, assinalou.

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