Empresário pode ser conduzido de forma coercitiva à CPI dos Combustíveis…

Comissão Parlamentar de Inquérito ouvirá mais quatro donos de postos de combustíveis nesta quinta-feira (24). Testemunha se contradiz no segundo dia de depoimentos. 

CPI dos Combustíveis ouviu outras testemunhas nesta quarta-feira

CPI dos Combustíveis ouve testemunhas arroladas na investigação sobre possível cartel dos combustíveis na capital maranhense

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Combustíveis  ouviu, nesta quarta-feira (23), o empresário Carlos Gustavo Ribeiro e o gerente de rede de postos da Petrobras, José de Almeida Barreto. O depoimento do primeiro foi contraditório em relação ao que a testemunha havia dito durante a investigação do Ministério Público em 2011.

“Constatamos que, em relação ao cartel dos combustíveis, o empresário Carlos Gustavo negou que esteja havendo a combinação de preços, diferente do que disse durante investigação do Ministério Público em 2011. A Promotoria do Consumidor está acompanhando tudo e verificando as contradições. Quando se vem a uma CPI tem-se que  ter a noção de que não se pode mentir. Tem que falar a verdade, caso contrário as implicações virão”, disse o presidente da CPI, deputado Othelino Neto (PCdoB).

De forma coercitiva

Nesta quarta-feira (23), Dileno de Jesus Tavares, empresário e ex-presidente do Sindicato dos Combustíveis, deixou de comparecer e não enviou nenhuma justificativa. O presidente da CPI disse que o convocará para outra data e que se a testemunha, mesmo assim não comparecer, será conduzida, de forma coercitiva, à CPI.

“O depoente Dileno de Jesus Tavares desrespeitou a CPI ao deixar de vir e não ter justificado. Nós não vamos permitir isso. Adotaremos o critério da Lei. Vamos marcar novamente o depoimento. E se ele não vier, vamos usar a força coercitiva para conduzi-lo à CPI”, avisou Othelino Neto.

A CPI dos Combustíveis dará continuidade aos depoimentos, nesta quinta-feira (24), a partir das 14:00h, no Plenarinho da Assembleia Legislativa. Desta vez, serão ouvidos os empresários Carlos Moacir Lopes Fernandes, Otávio Ribeiro de Jesus Neto, Tiago Moraes Lima e Herberth de Jesus Costa dos Santos

O Ministério Público, que já tem um procedimento investigativo contra os abusos nos preços dos combustíveis, acompanha as oitivas da CPI.

 A CPI dos Combustíveis, aberta no dia 03 de abril, tem como foco investigar a prática abusiva de preços e possível formação de cartel na capital maranhense

8 pensou em “Empresário pode ser conduzido de forma coercitiva à CPI dos Combustíveis…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *