Com a proximidade do início do prazo das desincompatibilizações e da tão aguardada reunião do dia 31 de janeiro, a corrida pela sucessão estadual se acirra e é chegada a hora de tomar atitudes mais arriscadas. E foi o que o governador Flávio Dino (PSB) fez ao procurar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para uma conversa de pé de ouvido, na segunda-feira (24). Objetivo? Tentar garantir apoio à pré-candidatura da sua escolha pessoal, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB).

A estratégia de Flávio Dino é filiar Brandão, o mais rápido possível, ao PSB, partido mais alinhado nacionalmente aos planos de Lula, para assim convencer o ex-presidente a declarar algum apoio ao, por enquanto, tucano. Brandonistas de plantão acreditam que a solução lógica seria essa e citam a troca de partido feita pelo ex-governador Geraldo Alckmin para pleitear o posto de candidato a vice-presidente do petista.

Lula, no vídeo que circulou amplamente nas redes sociais, deixou bem claro que o PT dificilmente irá compor com o PSDB. A partir daí, o movimento que se desenha é a saída do tucano para a legenda onde está hoje o governador: o PSB. Uma estratégia para que o ex-presidente acate seu nome.

No entanto, o vídeo mais clicado na última semana mostra o ex-presidente sinalizando que, no Maranhão, há uma pré-candidatura original de esquerda, a do senador Weverton Rocha (PDT), que merece atenção. Brandonistas viram no vídeo apenas uma indicação de mudança de partido, mas o fato é que o pedetista é citado na fala e com ênfase. Lula indica que “se acertem no Maranhão”.

O tão esperado dia 31 se aproxima e, com ele, a hora das decisões, quando deve ser sacramentado, de vez, o nome do representante do grupo governista para disputar a cadeira número 01 do Palácio dos Leões nas eleições deste ano. A base de partidos, que está dividida, voltará a se reunir e, certamente, discutirá também o palanque nacional em um dia crucial para os pré-candidatos Weverton Rocha, Carlos Brandão e Simplício Araújo (Solidariedade).

Na reunião da última segunda (24), não se sabe o que Lula pontuou, mas o governador vem mostrando que não abriu e não abrirá mão de sua escolha pessoal para disputar o governo do Estado. Não importam carta-compromisso e partido. Parece que vai até o fim para tentar tornar seu fiel escudeiro governador do Maranhão e, assim, manter-se, ainda que indiretamente, no controle do estado.

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