Governo Dino “ressuscita” projeto Salangô abandonado por Roseana

 Rombo deixado pelo governo Roseana no Salangô chegou à estrondosa quantia de quase R$ 70 milhões 

Após 22 anos, projeto Salangô é retomado no Maranhão
Após 22 anos, projeto Salangô é retomado no Maranhão

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), reativou, neste final de semana, em São Mateus, o famoso projeto de irrigação Salangô, criado no governo Roseana Sarney, em 1993, no primeiro mandato, e que foi alvo de um dos maiores escândalos de corrupção no Estado. O atual governo anunciou para essa nova versão investimentos iniciais na ordem de R$ 3 milhões, marcando a abertura da colheita 2015.

No passado, foi criado com o propósito de ser a salvação para centenas de pequenos agricultores maranhenses. Mas, em pouco tempo, o Salangô foi tomado pela corrupção. Dados colhidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público e pela Corregedoria Geral do Estado mostram que o rombo chegou à estrondosa quantia de quase 70 milhões de reais, valor liberado para o projeto, durante o governo Roseana Sarney.

A salvação transformou-se em pesadelo. Uma extensa área do rio Mearim, calculada em 10 mil hectares, que deveria ser beneficiada com o projeto, não viu um tostão da dinheirama.

Corrupção

Sob Roseana pesa a acusação de ter lavado as mãos diante da corrupção operada dentro de seu governo. Mesmo no auge do escândalo, a ex-governadora não exonerou nenhum dos funcionários envolvidos e nem determinou a abertura de procedimento administrativo.

Jorge Murad, marido da governadora, além de secretário de Planejamento, mantinha sob seu controle, á época, a Secretaria de Agricultura, a quem cabia a tarefa de efetuar os pagamentos durante a fase de implantação do projeto.

A nova versão 

Segundo informações do governo, a reativação do projeto Salangô beneficiará cerca de 457 famílias de agricultores distribuídas em várias associações. Localizado no município de São Mateus do Maranhão, o Salangô foi reiniciado com um volume significativo de recursos da União e uma contrapartida do governo do Estado, com o objetivo de ser o maior projeto agrícola de irrigação, na produção de arroz irrigado, frutas e hortaliças.

O Salangô tem uma área total de 3.600 hectares, sendo 600 hectares para o plantio do arroz irrigado e 2 mil hectares para o regime de arroz sequeiro. O empreendimento foi concebido para operar com vários sistemas de irrigação, divido em setores, corrigindo problemas como a falta de local adequado para secar o arroz e maquinário velho e beneficiar cerca de 437 famílias de agricultores distribuídas em várias associações.

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31 thoughts on “Governo Dino “ressuscita” projeto Salangô abandonado por Roseana

  1. Cada dia que procuramos conhecer a realidade de nosso Estado ficamos mais triste de ver o quanto a maioria dos políticos roubam e diz, que foi desviado, no seu vocabulário não existe roubo só desvio de dinheiro “devolver nunca”, como podemos ter uma economia equilibrada um Meio Ambiente controlado se o desvio já vem la de cima. quem deveriam fazer devolver era a justiça para que pudesse acreditar que iam devolver centavos por centavos.

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