Maranhão começa a transferir detentos para presídios federais

Maranhão 247

Presos amontoados em celas da Penitenciária de Pedrinhas
Presos amontoados em celas da Penitenciária de Pedrinhas

O governo do Maranhão iniciou a transferência de detentos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, para presídios federais de segurança máxima. Por questão de segurança, a Secretaria de Estado de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) não informou o número, nem o nome dos presos que foram levados para outros presídios em avião da Polícia Federal.

Entretanto, o Ministério da Justiça havia confirmado à Agência Brasil na sexta-feira (17) que, da lista com nome de 35 presos encaminhada pelo governo do Maranhão para transferência, apenas nove atendiam às exigências do Decreto 6.877/2009 e estavam aptos a ser transferidos para o sistema penitenciário federal.

A Justiça maranhense já havia autorizado a transferência de dois dos nove detidos, faltando apenas o aval da Justiça Federal para que fossem remanejados os demais. Eles aguardarão pronunciamento do juiz estadual.

As vagas em presídios federais para líderes de facções criminosas do Maranhão fazem parte do conjunto de medidas anunciadas pelo governo estadual e pelo Ministério da Justiça, para conter a violência dentro e fora dos presídios locais.

Agentes penitenciários ameaçam greve

O  Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Maranhão já acenou com a possibilidade de greve da categoria, por considerar que a medida limita o trabalho dos agentes e pode agravar ainda mais a crise no sistema prisional.

Sobre a possibilidade de greve, a assessoria do governo maranhense informou que ainda não pode se pronunciar, já que a paralisação não foi oficialmente decretada pelo sindicato. O governo informou, porém, que serão convocados 80 novos agentes penitenciários, aprovados em concurso público realizado no ano passado, que oferecia 41 vagas para a função.

MP denuncia sete por ataques a ônibus

Último ataque a ônibus em São Luís resultou na morte da menina Ana Clara
Último ataque a ônibus em São Luís resultou na morte da menina Ana Clara

O Ministério Público do Maranhão (MP-MA) ofereceu, nesta segunda-feira (20), denúncia contra sete acusados de organizar e participar do ataque a um ônibus no dia 3 de janeiro, em São José de Ribamar, na região metropolitana de São Luís – o veículo foi incendiado e cinco pessoas ficaram feridas. Uma delas, a menina Ana Clara Santos Souza, de 6 anos, teve queimaduras em 95% do corpo e morreu dois dias depois.

Na denúncia, a titular da 1ª Promotoria de Justiça de São José de Ribamar, Geraulides Mendonça Castro, destaca que as lesões provocadas pelo fogo em Ana Clara causaram grande sofrimento na vítima e, mesmo assim, nenhum dos denunciados desistiu de consumar o crime ou tentou minimizar o sofrimento da garota ou das outras vítimas.

Foram denunciados Jorge Henrique Amorim Santos (Dragão), Wlderley Moraes (Paiakan), Hilton John Alves Araújo (Praguinha), Giheliton de Jesus Santos Silva (Gil), Samuel Rodrigues Alves (Anel), Thallyson Vitor Santos Pinto e Larravadiere Silva Rodrigues de Sousa Júnior (Júnior Black).

Além do homicídio de Ana Clara, os acusados responderão pela tentativa de homicídio de Lohanny Beatriz Santos Costa e Juliane Carvalho Santos, irmã e mãe de Ana Clara, respectivamente, e de Abianci Silva dos Santos e Márcio Ronney da Cruz Nunes, que também estavam no ônibus e foram queimadas.

De acordo com o Ministério Público, os denunciados decidiram organizar o ataque após receber uma ordem de dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, pela facção criminosa “Bonde dos 40”.

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