Mesmo com vitórias, mulheres ainda buscam igualdade; combate à violência é desafio

Mulheres buscam igualdade e fim da violência
A cada 8 de março, comemorado como o Dia Internacional da Mulher, traz-se à tona uma reflexão sobre a busca pela igualdade entre mulheres e homens em todo o mundo. Assustadoramente, dados das Nações Unidas preveem que haverá igualdade plena entre homens e mulheres somente no ano de 2490, caso a situação de discriminação continue nos moldes atuais. 

A busca pela igualdade é uma luta constante, a qual se dá nas esferas privada e pública, dentro dos lares, no mundo do trabalho e na atuação política. Mas, não é uma luta travada isoladamente, pois os movimentos organizados de mulheres em todo o mundo buscam colocar nas agendas de seus governos e da sociedade temas que contribuam para o fortalecimento da igualdade e pelo fim da discriminação.

Dentro desse cenário, pode-se tratar o Dia Internacional da Mulher como um conjunto de conquistas e lutas.  Conquistas alcançadas ao longo das décadas e dos séculos.  Lutas que continuam sendo travadas, como das donas de casa e das trabalhadoras rurais, entre outras profissionais que buscam seus direitos; das mulheres negras cuja realidade as coloca na grave linha da pobreza e que possuem problemas específicos; das mulheres prostitutas pelo atendimento adequado na área de saúde; das mulheres lésbicas e a discriminação que sofrem; das mulheres vítimas de violência e tantas outras.

Vale comemorarmos o Dia Internacional da Mulher, em cada ano, mas, conscientes da luta constante pelo fim da discriminação contra a mulher. E vale lembrar que, mesmo havendo controvérsias a respeito do fato das mulheres trabalhadoras terem sido queimadas vivas em uma fábrica norte-americana, o 8 de março foi escolhido como um marco das reivindicações das mulheres para o fortalecimento de nossas lutas e garantia de nossas conquistas. 



Violência ainda é tabu para as mulheres

A violência contra a mulher constitui-se em um desafio constante, pois ela continua ocorrendo em todo mundo. Em nosso país, mesmo com a existência de maior rigor a partir da lei Maria da Penha, as mulheres continuam sofrendo de uma violência cruel e covarde, em seus lares, nos locais de trabalho e nas ruas. 

Casos de ameaças, lesão corporal, maus tratos, estupros e assassinatos estão na lista das ocorrências em todas as delegacias da mulher nos municípios brasileiros. Dados da Fundação Perseu Abramo mostram que, a cada 15 segundos, uma mulher é espancada no Brasil. Seguindo o cálculo, seriam quatro por minutos, 243 por hora, 5.800 por dia, 175 mil por mês e 2,1 milhões a cada ano.

Além da violência física, a violência contra a mulher tem também outras faces, como a violência psicológica e sexual. A violência contra a mulher configura-se, há algum tempo, como problema de saúde pública devido a sua dimensão na vida do país. Os governos possuem um papel fundamental para viabilizar a implantação de políticas públicas e a aplicação das leis de proteção às vítimas de violência, inclusive com a criação de infra-estrutura para os órgãos responsáveis.

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