Para variar! PT caminha dividido sobre disputa pelo governo do Maranhão

O PT do Maranhão caminha dividido sobre seu direcionamento em relação às eleições 2022, mais precisamente, no que se refere ao nome que deverá apoiar para o governo do Estado. Isso devido às várias correntes internas e alas que defendem diferentes ideias.

Cenário que ficou escancarado na reunião realizada pelo diretório estadual, presidido por Francimar Melo, na quinta-feira (20), que teve a presença do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e de vários secretários de estado. Lideranças da ala municipal não participaram do encontro.

Por meio de suas redes sociais, o deputado estadual Zé Inácio, uma das lideranças do partido, registrou a presença de Brandão na reunião do PT e reiterou apoio à sua pré-candidatura ao governo do estado. O petista frisou também que defende o projeto político do governador Flávio Dino (PSB), junto ao Senado, além de, obviamente, estar empenhado na pré-candidatura do ex-presidente Lula da Silva. O encontro, ao que parece, mirou uma tentativa de formar uma aliança entre a legenda e o PSB.

Por outro lado, de posição clara e contrária aos petistas que defendem o nome de Brandão, o presidente municipal do partido, vereador Honorato Fernandes, disse ontem, ao programa Ponto e Vírgula, que defende que o partido caminhe com o senador Weverton Rocha (PDT), dado seu histórico de sempre estar ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A divisão de opiniões no PT reforça o clima de indefinição, no que se refere à disputa estadual para 2022. Honorato chegou a condenar uma possível filiação, às pressas, de Brandão a um partido de esquerda, apenas para se encaixar nas eleições, classificando isso de desrespeito à história de Lula e do partido. Fato é que o partido está dividido entre Weverton e Brandão.

A polêmica aumentou ainda após o vídeo do ex-presidente Lula, que circulou nas redes sociais, sinalizando possível apoio do líder maior do partido ao senador Weverton no Maranhão. A fala dele sugere ser esta candidatura, que já é de esquerda, a mais viável para a formação de um palanque no estado, já que a escolha pessoal do governador Flávio Dino (PSB), Carlos Brandão, está no PSDB.

Por outro lado, Brandão correu ao PT para tentar garantir o espaço para si. Ao que parece, ele está “conquistando” a ala do diretório estadual ao sacramentar apoios individuais dentro da legenda, a exemplo de Zé Inácio e do próprio ex-presidente estadual, Augusto Lobato.

O encontro de quinta-feira da ala estadual petista só mostrou que as discussões na legenda sobre o nome à sucessão estadual irão ficar mais acirradas com a proximidade das convenções. E a agenda também foi uma reação clara à dimensão que tomou o vídeo de Lula, falando sobre a disputa pelo governo no Maranhão.

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