PIORES IDHS: Maranhão aparece novamente em destaque negativo no Fantástico

Fantástico foi até Melgaço, no Pará; Fernando Falcão, no Maranhão; Atalaia do Norte, no Amazonas; Marajá Lucena, também no Maranhão e Uiramutã, em Roraima. Esses são os piores lugares pra se viver no Brasil.
Famílias moram em casinhas de taipa em Marajá do Sena

Com informações do Fantástico – Rede Globo
E sabe o que os municípios têm em comum, além da pobreza? Suspeitas de corrupção! O Brasil do atraso vive no isolamento da Floresta Amazônica. Mais uma vez, o Maranhão apareceu, neste domingo (04), como destaque negativo em matéria no Fantástico da Rede Globo.
O Fantástico mostrou como estão as investigações nos  municípios mais carentes do país. Começando por Fernando Falcão, no Maranhão: o segundo pior IDH do Brasil.
A estrada de terra – rodeada de lixo – é o único acesso a Fernando Falcão, que tem cerca de 9000 habitantes.
Francilene tem duas filhas e ganha, em média, 30 reais por mês. “Tem dia que a gente passa como Deus quiser”, relata.
Em 2000, o Governo Federal mandou R$ 583 mil para um programa de geração de renda, que poderia ajudar pessoas como Franciele. Até hoje, o Ministério Público Federal quer saber o que foi feito com o dinheiro. Na época, o prefeito era Zeferino Almeida.
“Nada foi comprovado que eu corrompi esse dinheiro. Saí pobre da prefeitura”, afirma.
Marajá do Sena – A cidade com o quarto pior IDH do Brasil também fica no Maranhão. É Marajá do Sena, cerca de 8 mil habitantes. Luís Abreu foi prefeito entre 1997 e 2004 e tem duas condenações por irregularidades no uso do dinheiro público. Ele ainda responde a cinco processos na Justiça Federal.
Um deles envolve um convênio, de 1998, com o Governo Federal para a implantação de um sistema de abastecimento de água potável na cidade.
O Ministério Público Federal investiga onde foi parar a verba, de R$ 75 mil. “ Nunca desviei recurso e até hoje estou por aqui de cabeça erguida”, conta o ex-prefeito.
Marajá do Sena tem a renda mais baixa do país. Cada morador ganha, em média, R$ 96 por mês.
Na comunidade, por exemplo, falta saneamento básico. Também não há posto de saúde por lá, e água encanada, não tem. Cada morador precisa cavar o seu próprio poço nos fundos de casa.
“Ainda trabalho na roça e tudo, e o rojão é esse. Tem que fazer força”, disse a lavadrora Maria das Neves Magalhães.

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