PROTESTO – O que realmente querem os manifestantes de São Luís?

Manifestantes no Palácio dos Leões 
A onda de protestos que explodiu no Brasil vem resultando em ganhos positivos, quando há uma reivindicação comum, um objetivo determinado e sem partidarismo. Por exemplo, em cidades como São Paulo e Belo Horizonte, o valor das passagens já caiu. Isso já aconteceu em mais de 50 cidades e em 14 capitais. Bingo! E em São Luís, o que os manifestantes querem na realidade? Há levante contra a redução das tarifas de transporte ou coisa parecida? O que se vê no país é um esforço conjunto pela mobilidade urbana com intenção de diminuir os gastos da população e melhorar os serviços prestados, consequência da influência dos primeiros movimentos na capital paulista.

O movimento de São Luís pouco se importa em lutar pela redução das tarifas no transporte público. Aparentemente, não é um protesto partidário a exemplo do que acontece em outras cidades brasileiras, mas por trás dele há, sim, dedos partidárias. Grupos ligados tanto ao governo do Estado quanto à Prefeitura de São Luís metem o bedelho nos bastidores conforme seus interesses. Daí  porque não há uma reivindicação comum, não há objetivos determinados e ninguém se interessa realmente pela diminuição das passagens.

Exemplo disso são as páginas pessoais, por exemplo, do secretário de Articulação em Brasília, Márcio Jardim, e do petista Franklim Douglas, ligados ao grupo da Prefeitura de São Luís, que insuflam o movimento contra o grupo grupo Sarney. Da mesma forma, o deputado Roberto Costa (PMDB) e o vereador Fábio Câmara, por exemplo, ligados ao governo do Estado, mobilizam pessoas contra o grupo de Edivaldo Holanda Jr e Flávio Dino nas redes sociais e por outros meios.

Na primeira manifestação, viu-se cartazes com críticas ao governo Roseana e à gestão Edivaldo Holanda. Nada de palpável, na verdade. Não houve levante conjunto pela redução de ISS, de outros impostos, de tarifas de ônibus, de IPTU, de água, de energia, enfim…nenhuma liderança exigiu, sequer, uma reunião com as autoridades para discutir uma pauta de reivindicações ao contrário do que se vê em outras cidades brasileiras.

O que se viu em São Luís de semelhante mesmo a outras cidades foi o cenário de vandalismo. Contrários à administração municipal apedrejaram e picharam a Prefeitura de São Luís, que estava, totalmente, desprotegida. E adversários do governo do Estado tentaram invadir o Palácio dos Leões, enfrentando até a polícia.

Para o primeiro movimento, os manifestantes de São Luís escolheram um dia de semana, porém à noite, quando já não havia mais ninguém nem na Prefeitura de São Luís, nem no governo do Estado. Será que estavam intencionados em discutir uma pauta de reivindicações com as autoridades? As lideranças negociaram a permanência de uma equipe tanto na esfera municipal, quanto na estadual para recebê-las? A resposta é não.

Neste sábado (22), os manifestantes voltam às ruas de São Luís em um dia que não há expediente em nenhum dos poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário). Mas retornam para gritar sem que nenhuma articulação tenha sido feita para levar o movimento às conquistas de outras cidades brasileiras. E, consequentemente, como vem acontecendo em todo o país, o protesto deve atrair baderneiros, vândalos que se infiltram para instalar a desordem.

Esse post não é nem de longe um desestímulo ao protesto em São Luís. Pelo contrário, a intenção é deixar claro aos líderes e aos próprios participantes que não existe manifestação por manifestação, com partidos infiltrados nos bastidores, sem objetivos, sem reivindicação comum, sem pauta e sem articulação. Fica a dica!

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