PSDB começa a se distanciar de Eliziane Gama…

Eliziane tentou se aproximar do PSDB através de deputados 
Com o andar da carruagem e após o troca-troca partidário e adesões a correntes ideológicas, o mapa da disputa eleitoral de 2014 começa a aparecer. O PSDB do Maranhão, a “noiva mais cobiçada”, já não demonstra mais a mesma disposição para compor com a deputada estadual Eliziane Gama (PPS) numa eventual candidatura da parlamentar ao governo do Estado no próximo ano.

Apesar dos quadros que ainda sustentam, dentro do ninho tucano, uma composição com Eliziane Gama, a direção do PSDB não quer e nem pode correr riscos nessas eleições. Afinal, tem candidatos com potencial, principalmente para a disputa pela Câmara Federal. Mas o caminho a ser seguido pelo partido pode demorar mais um pouco, afinal é a sigla mais “paquerada” do momento pela bagagem que tem, pelo horário de rádio e Tv que dispõe, enfim…

Enquanto Eliziane não agregou quase nada, ainda, em torno de si, o pré-candidato do PCdoB ao governo, presidente da Embratur (Empresa Brasileira de Turismo), Flávio Dino, vem ganhando adesões consideráveis ao seu projeto ideológico, como o PSB, o PP, o Solidariedade, o PDT, o PROS, o PTC e outros

Por outro lado, o PPS, partido pelo qual Eliziane Gama tanto brigou para controlar, foi um dos que mais encolheu após o troca-troca partidário. Perdeu um deputado federal de peso, Simplício Araújo, que foi para o novíssimo Solidariedade, fundado pelo sindicalista Paulinho da Força; e um deputado estadual atuante, Othelino Neto, que entrou para o PCdoB.

Com muito esforço, o partido de Eliziane recebeu apenas como quadros mais competitivos o ex-candidato a vereador Welington do Curso e o filho do ex-governador Jackson Lago, o médico Igor Lago, além de outras filiações menos significativas. Muito pouco para quem pretende se arriscar, lançando candidatura ao governo do Estado.

Insegurança eleitoral no PPS do Maranhão

Dentro do próprio PPS, há um clima de insegurança eleitoral. Quem concorrerá a um mandato legislativo vai exigir do partido condições para se manter competitivo e com chances na “guerra das urnas” e, observando os atuais cenários, a deputada Eliziane Gama teria dificuldade para assegurar isso a seus pares partidários e a outros que, por ventura, vierem somar com o projeto da parlamentar.

Em meio a uma grande indefinição, Eliziane Gama, que vê sua mais promissora aliada, a ex-senadora Marina Silva  no PSB e se associando ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na disputa pela presidência da República, pode estar traçando, mesmo que involuntariamente, o próprio isolamento. 

Se for candidata mesmo ao governo, Eliziane já deveria ter criado as condições para isso; e se for lutar por uma vaga na Câmara Federal, ela está perdendo tempo, porque os postulantes já estão negociando, em campo, apoio de quem vai mesmo entrar na disputa pelo governo, bem como de lideranças municipais. 

Se pretende barganhar candidatura a vice, Eliziane  já deveria ter sinalizado, pois a corrida também promete.  E se demorar muito, pode terminar mesmo isolada, restando-lhe apenas terreno para concorrer à reeleição.

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