"Resistentes" do PT apostam todas as fichas em Lobato para resgatar partido no Maranhão

Augusto Lobato defendeu candidatura durante jantar/ato político

Antes do ato, Lobato almoçou com Romero Pereira
e Márcio Jardim, no restaurante Cabana do Sol

Diversas lideranças políticas participaram do ato

A chapa “Resistência Petista na Luta” realizou, na noite da última quinta-feira (10), um ato político em apoio à candidatura do militante Augusto Lobato a presidente estadual do PT-MA. Os “resistentes”, ou seja o que sobrou daquela antiga sigla de esquerda no Maranhão, acreditam que o Processo de Eleições Diretas (PED) 2013, que acontecerá em novembro, seja a grande oportunidade de resgatar o partido do triste papel de coadjuvante da oligarquia Sarney no Estado. Eles entendem que o “atrelamento” da sigla ao grupo dominante foi um equívoco que pode ser reparado este ano.


O ato político contou com a presença do dirigente nacional e coordenador nacional da Chapa 250, Romênio Pereira, que manifestou apoio público a Lobato; do presidente estadual do PCdoB, jornalista Márcio Jerry; dos deputados Simplício Araújo ( federal, Solidariedade) e Bira do Pindaré (estadual, PSB); do secretário municipal de Articulação Institucional, Márcio Jardim, e também membro do PT do Maranhão, além de diversas correntes petistas, inclusive, do candidato adversário ao PT estadual, Henrique Souza, que deu uma demonstração de unidade durante o evento.


Os “resistentes” também têm o apoio da Militância Socialista, coordenada nacionalmente por Renato Simões, que, no início deste mês, emitiu nota condenando o “atrelamento” ao grupo Sarney, imposto pelo Diretório Nacional (leia-se o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff) contra a vontade da maioria dos delegados do partido no Maranhão, a subordinação político-ideológica à oligarquia e o afastamento dos valores democráticos, éticos e políticos do petismo.
Durante o evento, todas as lideranças discursaram com esse sentido de resgatar as raízes do PT que outrora foi um dos partidos mais combativos do Maranhão e hoje vem se reduzindo ao que determina o grupo Sarney. Todos têm a consciência de que essa não será uma tarefa fácil, pois pesam os mais diversos tipos de interesse em um partido que permanece esfacelado, porém com “resistentes” que ainda acreditam que o partido pode dar a volta por cima. 
Para Romero Pereira, o grande fato político desse finalzinho de 2013 é o PED que mobiliza quase um milhão de petistas de norte a sul do país. “Em meio ao enfrentamento diário que temos com a mídia; em meio à dura tarefa que temos de sustentação do governo Dilma e de defesa do legado do presidente Lula; e em meio à batalha pela reeleição do nosso projeto político, o PT tem a ousadia de realizar mais um processo amplamente democrático de renovação de todos os seus dirigentes, em todas as instâncias, pelo voto direto e secreto de cada um de seus filiados”, disse.


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