Desembargador autoriza assassino confesso de pastor a responder pelo crime em liberdade

Nos argumentos do desembargador, estão de que Saulo Pereira não responde a outro crime e não há indícios de que ele pretenda fugir

O desembargador José Lopes Santos determinou de forma liminar a soltura de Saulo Pereira Nunes, preso pelo homicídio do pastor evangélico Mackson da Silva Costa

Nos argumentos do desembargador, estão de que Saulo Pereira não responde a outro crime, não há indícios de que ele pretenda fugir da Região Metropolitana de São Luís, e também que o assassino confesso colaborou com a Polícia Civil desde que foi apontado como autor do crime.

Já a argumentação da defesa é de que Saulo é primário quanto ao cometimento de crimes, portanto “não tem antecedentes criminais, que ele tem residência fixa, exerce atividade laboral, confessou o delito, colaborou com as investigações, tem família e filhos e não oferece risco à sociedade e nem à instrução processual”.

A Polícia Civil prendeu Saulo Pereira Nunes, de 38 anos, no dia 14 de outubro, apontado nas investigações da Superintendência de Homicídio e Proteção à Pessoa (SHPP) como o assassino do pastor evangélico e técnico em informática Mackson da Silva Costa. O corpo foi localizado na casa de Saulo.

Governo do Maranhão vai criar força-tarefa de proteção dos índios

A função principal da força-tarefa será a proteção da vida indígena, conectando o estado com as tribos e com os órgãos federais

O Globo

O governador do Maranhão, Flávio Dino, vai editar um decreto nesta segunda-feira criando uma força-tarefa de proteção da vida indígena. Essa será a forma de o estado entrar na proteção dos índios em terras no estado. O conflito provocou na sexta-feira a morte do líder Paulo Paulino Guajajara. Por ser Terra Indígena (TI), o local onde aconteceu o crime é de jurisdição federal.

Será criada na Secretaria de Estado da Segurança Pública uma força-tarefa com integrantes da Polícia Militar, Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. E terá duração indeterminada. A função principal da força-tarefa será a proteção da vida indígena, conectando o estado com as tribos e com os órgãos federais.

A ideia do governo do Maranhão é ter uma ponte direta com os “guardiões da floresta”, grupo de vigilantes indígenas criado pelos guajajara e que vêm monitorando o desmatamento e as invasões nas terras indígenas do Maranhão. Além da TI Arariboia, onde o indígena foi assassinado, eles atuam nas terras Caru, Awá Guajá, Alto Turiaçu, onde estão os Awá Guaja, Guajajara e Ka’apor.

O grupo vai oferecer aos indígenas formas de treiná-los, orientá-los e ajudá-los nas ações preventivas de proteção da terra indígena, sem uso de arma de fogo. Serão coordenadas também as ações das forças policiais estaduais nas áreas externas às terras indígenas para prevenir conflitos, exploração de madeira e violações a direitos dos indígenas.

Entre as funções da Força-Tarefa da Vida Indígena estará também agir emergencialmente se o estado for solicitado pela Funai, pelo Sistema Nacional de Meio Ambiente federal e pelo Ministério Público Federal. A ideia não é competir com os órgãos federais, mas estar pronto a atender às solicitações de forma mais rápida possível e, por outro lado, no território sob jurisdição estadual, próximas às terras indígenas, ter presença mais efetiva.

Logo após o assassinato do líder indígena, integrante do grupo “guardiões da floresta”, o governo do Maranhão pediu que a Polícia Federal entrasse na investigação para apuração do crime ocorrido na T.I. Arariboia. Outros episódios de confrontos entre os indígenas e madeireiros e invasores têm acontecido, como relatei na coluna de 21 de setembro. Desta vez, contudo resultou em uma morte e outro indígena ferido. Eles tinham saído da aldeia e foram surpreendidos por invasores.

A ação do governo federal tem sido falha e atrasada diante dessas tensões que têm aumentado em várias outras terras indígenas. Nas primeiras 24 horas após o assassinato do guajajara, a PF relutou em abrir um inquérito policial para investigação do crime, apesar de ser sua função, dado que o crime foi cometido em terra federal.

Morte de indígena no Maranhão repercute e MPF vai acompanhar investigações

Além da morte de Paulo Paulino Guajajara, a emboscada ainda causou a morte do madeireiro Márcio Greykue Moreira Pereira

O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF-MA) vai acompanhar a investigação sobre a morte do indígena Paulo Paulino Guajajara, também conhecido como o “Lobo Mau”, que foi assassinado na última sexta-feira (1º) na Terra Indígena Araribóia, na região de Bom Jesus das Selvas, entre as aldeias Lagoa Comprida e Jenipapo, no Maranhão.

O MPF está aguardando o resultado das investigações da Polícia Federal (PF) para tomar as medidas judiciais cabíveis. Além da morte de Paulo Paulino Guajajara, a emboscada ainda causou a morte do madeireiro Márcio Greykue Moreira Pereira. Durante a ação, o indígena Laércio Guajajara foi baleado no braço e na nuca, mas resistiu aos ferimentos.

Em setembro, governo do Maranhão pediu à Funai e ao Ministério da Justiça proteção na Terra Índigena Governador, localizada a 93 km de onde está o indígena Paulo Guajajara foi morto. O oficio pedia em caráter de urgência a adoção de medidas de proteção dos povos indígenas.

A situação na Terra Indígena Araribóia já havia sido denunciada pelo grupo indígena que acusava os madeireiros de ameaça. Segundo os indígenas, as ameaças aumentaram após a apreensão de veículos utilizados na extração ilegal de madeira nas terras indígenas.

A Terra Indígena Araribóia é composta por etnias indígenas Ka’apor, Guajajaras e Awá-Guajás. As três tribos fazem parte de um grupo chamado “Guardiões da Floresta” que é formado com o intuito de proteger a natureza. Eles evitam invasões de madeireiros, incêndio e durante uma ronda na terra indígena, eles encontraram acampamentos de madeireiros e veículos usados para transportar a madeira.

Por meio de uma rede social, o governador do Maranhão, Flávio Dino, disse que a “competência para apurar crimes contra direitos indígenas, em face de suas terras, é federal”. Disse ainda que “desde ontem a Polícia do Maranhão está colaborando com investigações sobre crimes na TI Arariboia”.

Já o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse por meio de uma rede social, que a Polícia Federal o assassinato e falou que a situação é um grave crime à Justiça.

Deputada Flordelis vai depor na segunda-feira (24)

Um dos filhos do casal já assumi a autoria do crime. No entanto, a polícia diz que todas as pessoas que tinham alguma ligação com o pastor estão sendo investigadas

A deputada federal Flordelis (PSD-RJ) deverá depor na próxima segunda-feira, 24, no inquérito que investiga a morte de seu marido, o pastor Anderson do Carmo de Souza, assassinado no último domingo.

Um dos filhos do casal já assumi a autoria do crime. No entanto, a polícia quer esclarecer a dinâmica da execução e diz que todas as pessoas que tinham alguma ligação com o pastor estão sendo investigadas – o que inclui a deputada.

O depoimento será na Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG), e o depoimento será na condição de testemunha. Neste sábado, 22, a assessoria da deputada informouao Estadão que ela comparecerá para a oitiva.

“Embora, como parlamentar, a deputada tenha a prerrogativa de escolher o dia e o local do depoimento, ela decidiu aceitar o convite nos termos formulados pela polícia, porque tem o interesse de colaborar com as investigações”, diz nota.

Filho de deputada confessa assassinato do pai em depoimento

Em depoimento à Polícia Civil nesta quinta-feira (20), ele afirmou ter disparado seis vezes – laudo do IML mostrou que a vítima tinha 30 perfurações no corpo

G1

Filho da deputada Flordelis (PSD), Flávio dos Santos, de 38 anos, admitiu ter matado a tiros o padrasto, o pastor Anderson do Carmo de Souza. Em depoimento à Polícia Civil nesta quinta-feira (20), ele afirmou ter disparado seis vezes – laudo do IML mostrou que a vítima tinha 30 perfurações no corpo.

Flávio dos Santos disse ainda que seu irmão mais novo – Lucas dos Santos, de 18 anos – teria ajudado a comprar a arma usada no crime. A motivação do assassinato e outras circunstâncias do crime ainda são apuradas pela Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG).

Nesta quinta-feira (20), a Justiça do Rio de Janeiro aceitou o pedido da Polícia Civil e determinou a prisão temporária de Lucas e Flávio. O pedido foi feito ao Judiciário após os investigadores realizarem uma acareação entre Flávio e Lucas.

Anteriormente, a Polícia Civil informou que Flávio dos Santos teria confirmado apenas que planejou a morte. No entanto, a equipe de reportagem da TV Globo confirmou que ele assumiu ter feito seis disparos. Ainda não está claro se os outros tiros foram disparados pelo irmão.

PM reformado e ex-PM são presos suspeitos de participação nos assassinatos de Marielle e Anderson

A força-tarefa que levou à Operação Lume diz que eles participaram dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes

Agência Brasil

Policiais da Divisão de Homicídios da Polícia Civil e promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro prenderam, por volta das 4h30 desta terça-feira (12), o policial militar reformado Ronnie Lessa, de 48 anos, e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, de 46 anos. A força-tarefa que levou à Operação Lume diz que eles participaram dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Os crimes completam um ano nesta quinta-feira (14).

“É inconteste que Marielle Francisco da Silva foi sumariamente executada em razão da atuação política na defesa das causas que defendia”, diz a denúncia. A nota do MP descreve como “barbárie” e “golpe ao Estado Democrático de Direito” o assassinato cometido na noite de 14 de março do ano passado.

A investigação ainda tenta esclarecer quem foram os mandantes do crime e a motivação.

Segundo informações obtidas pelo G1, Ronnie e Élcio estavam saindo de suas casas quando foram presos. Eles não resistiram à prisão e nada disseram aos policiais.

Os crimes completam um ano nesta quinta-feira (14)

Ronnie estava em sua casa em um condomínio na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, o mesmo onde o presidente Jair Bolsonaro tem residência. Élcio mora na Rua Eulina Ribeiro, no Engenho de Dentro.

A Operação Lume cumpre ainda 32 mandados de busca e apreensão contra os denunciados para apreender documentos, telefones celulares, notebooks, computadores, armas, acessórios, munição e outros objetos. Durante todo o dia, haverá buscas em dezenas de endereços de outros suspeitos.

Após a prisão de Ronnie, agentes fizeram varredura no terreno da casa dele e encontraram armas e facas. Detectores de metais foram usados para vasculhar o solo, e até uma caixa d’água passou por vistoria.

O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL) disse que, apesar das duas prisões, o caso “não está resolvido”. Amigo de longa data, ex-chefe e correligionário de Marielle, ele questionou: “A mando de quem [ela foi assassinada]?”.

“São prisões importantes, são tardias. É inaceitável que a gente demore um ano para ter alguma resposta. Então, evidente que isso vai ser visto com calma, mas a gente acha um passo decisivo. Mas o caso não está resolvido”, disse Freixo em entrevista.

Ronnie foi levado à Divisão de Homicídios do Rio por volta das 4h30. De acordo com os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o crime foi meticulosamente planejado durante três meses.

A investigação aponta que Ronnie fez pesquisas na internet sobre locais que a vereadora frequentava. Os investigadores sabem ainda que, desde outubro de 2017, o policial também pesquisava a vida de Freixo.

A polícia afirma ainda que Ronnie usou uma espécie de “segunda pele” no dia do atentado. A malha que cobria os braços serviria, segundo as investigações, para dificultar um possível reconhecimento.

A Operação Lume foi batizada em referência a uma praça no Centro do Rio, conhecida como Buraco do Lume, onde Marielle desenvolvia um projeto chamado Lume Feminista. No local, ela também costumava se reunir com outros defensores dos direitos humanos e integrantes do PSOL.

Além de significar qualquer tipo de luz ou claridade, a palavra “lume” compõe a expressão “trazer a lume”, que significa trazer ao conhecimento público, vir à luz.

Indígenas são mortos na BR-226

Eles foram identificados como Pedrinho Lopes Guajajara e Ocildo Duruteu Tomaz Guajajara

Dois indígenas foram mortos após uma tentativa de assalto na manhã desta segunda-feira (04), na BR-226, na área da reserva indígena Cana Brava. Eles foram identificados como Pedrinho Lopes Guajajara e Ocildo Duruteu Tomaz Guajajara. Estariam praticando assaltos e podem ter sido assassinados pelas vítimas que reagiram.

De acordo com a Polícia Militar (PM-MA), Pedrinho tinha diversas passagens pela polícia por crime de roubo qualificado, associação criminosa, corrupção de menores, tráfico de drogas. Além disso, ele tinha um mandato de prisão aberto e era considerado foragido da Justiça. O Governo do Estado emitiu uma nota sobre os assassinatos.

Nota do Governo do Estado sobre crime em Grajaú

A Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA) informa que dois indígenas foram mortos por disparos de arma de fogo na BR 226, na área da reserva Cana Brava. A informação de que os indígenas estariam envolvidos na prática de assaltos e teriam sido baleados por vítimas armadas na hora da abordagem ainda está sendo investigada.

A SSP comunica, ainda, que o Instituto Médico Legal (IML) de Imperatriz já foi acionado e está a caminho de Barra do Corda para remoção dos corpos e realização de necropsia. O ICRIM também já foi acionado para fazer os trabalhos de perícia.

Investigadores da 15ª Delegacia Regional de Barra do Corda estão em diligências em busca de informações para elucidação dos fatos. O inquérito será instaurado para apurar o caso.

Polícia Civil identifica autor de homicídio na Avenida Litorânea

Segundo as investigações, a motivação do crime é acerto de contas. Em maio do ano passado, Erick teria esfaqueado Eduardo após uma discussão

A Polícia Civil está na busca de Luís Eduardo Correa Durans, 23 anos, apontado como o autor do homicídio contra Erick Cuba de Oliveira, 19 anos. A vítima foi alvejada por três tiros na noite de segunda-feira (11), nas proximidades do restaurante Base da Lenoca, na Avenida Litorânea.

A informação é do titular da Superintendência de Homicídios e Proteção a Pessoa (SHPP), delegado Lúcio Reis, repassada durante uma coletiva na manhã desta terça-feira (12), na sede do órgão, na Beira Mar.

Segundo as investigações, a motivação do crime é acerto de contas. Em maio do ano passado, Erick teria esfaqueado Eduardo após uma discussão.

Há indícios do paradeiro do autor, segundo o delegado, e a polícia trabalha em sua captura, já tendo sido verificado endereço de sua residência. Contra Eduardo não há ficha criminal; enquanto que na ficha de Erick constam registros de atos infracionais por ameaça e roubo qualificado, cometidos quando adolescente. Não foi informado se o então adolescente chegou a ser apreendido.

Ainda segundo o delegado, atualmente a vítima trabalhava e estudava. Erick era sobrinho do ex-prefeito de Cedral, Fernando Gabriel Amorim Cuba.

A briga dos dois teria iniciado em janeiro do ano passado, quando Eduardo, que trabalhava em pizzaria, fez uma entrega ao Erick, no Anjo da Guarda. Erick não teria recebido o troco, discutiu com Eduardo e lhe feriu a faca.

“O Eduardo, à época, foi submetido à cirurgia, se recuperou e jurou vingar-se da vítima. Então, temos a vingança como motivação do crime e já estamos com indícios do paradeiro do autor, que deve ser preso em breve”, informou o delegado Lúcio Reis.

Erick Oliveira jogava bola com amigos na área da Avenida Litorânea, por volta das 21h, ato que era regular e que segundo a investigação, era vigiado pelo autor do homicídio.

Segundo depoimento de testemunhas que jogavam bola com a vítima, o autor do crime perguntou sobre os participantes do jogo a fim de identificar seu alvo. Quando Erick se afastou para comprar algo em um quiosque próximo, o autor, que estava em uma moto, se dirigiu a ele, tirou o capacete e atirou três vezes, sendo o último disparo com a vítima já no chão.

Prestadores de serviço da Cemar são mortos ao efetuarem cortes de energia

Os funcionários da Cemar foram surpreendidos com tiros na cabeça, sem chances de reação

Dois funcionários de uma terceirizada prestadora de serviço da Cemar foram mortos, na manhã de terça-feira (15), no bairro Sítio Natureza, em Paço do Lumiar. As vítimas foram identificadas como João Victor Melo e Francivaldo Carvalho da Silva.

As primeiras informações dão conta de que os envolvidos no crime seriam pessoas ligadas a uma facção criminosa que atua na localidade. A motivação teria sido o corte da energia na casa de um integrante da facção. Um suspeito foi identificado como Pablo Martins Silva, de 18 anos, mais conhecido como D’menor.

Os funcionários da Cemar foram surpreendidos com tiros na cabeça, sem chances de reação. Os moradores informaram que o assassinato não foi antecedido de nenhuma discussão.

A empresa Cemar e o Consórcio Norte se manifestaram sobre o assassinato:

Nota de Esclarecimento

A Cemar e o Consórcio Norte, empresa prestadora de serviços, informam que irão acompanhar os trabalhos de investigação pelas autoridades policiais do homicídio ocorrido na manhã desta terça-feira (15), em São Luís, vitimando os colaboradores João Victor Melo e Francivaldo Carvalho da Silva.

Cabe esclarecer que a Companhia e o Consórcio Norte irão acompanhar e colaborar com o trabalho de investigação da polícia, que deverá identificar as causas que levaram ao homicídio.

Neste momento as empresas lamentam e se solidarizam com os familiares e estão empenhadas em prestar toda assistência necessária.

Assessoria de Imprensa da Cemar