Equipe de segurança já se encontra em São Luís para visita de Bolsonaro

No último final de semana desembarcaram em São Luís os membros do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República para os trabalhos de montagem do esquema de segurança para a visita do presidente Jair Bolsonaro ao Maranhão, que ocorrerá na próxima quinta-feira (29).

Em sua rota presidencial, Bolsonaro visitará as cidades de São Luís e Imperatriz.

Diferente do previsto, agenda de Bolsonaro no Maranhão é reduzida

Desde o começo do mês, o senador Roberto Rocha (PSB) vem repercutindo a possível vinda do presidente Bolsonaro ao Maranhão. Inicialmente, foram divulgados os dias 29 e 30 para a agenda do presidente no Maranhão.

Neste sábado (24), Rocha divulgou em suas redes sociais a agenda oficial, desta vez com várias alterações, o que demonstra desorganização por parte do senador.

Segundo a programação, Bolsonaro visitará apenas São Luís e Imperatriz no dia 29 de outubro, e não mais Açailândia e São Pedro dos Crentes, como havia sido divulgado por Roberto Rocha.

Desprestigiando o seu principal aliado no Maranhão, Bolsonaro cancelou a agenda prevista em Balsas, cidade de Roberto, alegando falta de apoio da PM do Maranhão. O fato foi desmentido pelo governador Flávio Dino e pela Secretaria de Estado da Segurança Pública, por meio de nota.

Será mesmo se Roberto Rocha está com prestígio no governo Bolsonaro? Diante dos ocorridos, é de se questionar esta parceria. É aguardar para ver.

Governador Flávio Dino vai ao STF contra o presidente Jair Bolsonaro

Nesta quinta-feira (22), o governador Flávio Dino (PCdoB) foi ao STF contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Segundo o governador, o presidente cometeu calúnia ao dizer à rádio Jovem Pan que tinha viagem prevista para participar de evento evangélico na cidade de Balsas, mas como Dino lhe negara o efetivo da PM para fazer esquema de segurança, teve de desistir.

Na peça enviada ao Supremo, Dino diz que não recebeu solicitação para a segurança presidencial. Na petição, ele exige que Bolsonaro apresente provas da suposta recusa de colocar a polícia à disposição de sua segurança.

Flávio Dino nega boato sobre impedimento de seguranças a Bolsonaro em Balsas

Nesta quinta-feira (22), o governador Flávio Dino (PCdoB) utilizou as redes sociais para desmentir o boato de que teria sido negada uma equipe de segurança para o presidente Bolsonaro durante sua vinda ao Maranhão.

Sobre o fato, a Secretaria de Estado da Segurança Pública emitiu nota negando a informação.

“A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão informa que é mentirosa qualquer versão de que foi negada segurança ao Presidente da República pela pasta da Segurança Pública, em suposta visita à cidade de Balsas”, informou a nota.

Flávio Dino critica “guerra das vacinas” entre Bolsonaro e Dória

Em suas redes sociais, o governador Flávio Dino (PCdoB) criticou a “guerra das vacinas” entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Dória.

Segundo Dino, Bolsonaro “está possuído por uma espécie de ódio a Dória”, o que justificaria o fato de ele se negar a comprar a vacina chinesa, produzida em parceria com o Instituto Butantan, do governo de São Paulo.

“Não queremos uma nova guerra na Federação. Mas com certeza os governadores irão ao Congresso Nacional e ao Poder Judiciário para garantir o acesso da população a todas as vacinas que forem eficazes e seguras. É urgente que haja responsabilidade, diálogo e coordenação nacional. Saúde é um bem maior que disputas ideológicas ou eleitorais”, declarou o governador.

Na última terça-feira (20), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou um possível acordo com o estado de São Paulo para comprar 46 milhões de doses da Coronavac, a vacina da farmacêutica chinesa Sinovac que será produzida no Brasil pelo Instituto Butantan. A afirmação foi feita em reunião com Dória e mais 23 governadores, inclusive Flávio Dino. Contrariando a decisão, o presidente Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (21) que a vacina não será comprada.

“Bolsonaro acabar com a corrupção seria uma espécie de autoextermínio”, dispara Flávio Dino

O governador Flávio Dino (PCdoB) utilizou suas redes sociais para fazer críticas aos discursos do presidente Jair Bolsonaro, que apareceu em um vídeo destacando uma “união estável” com o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado na última quarta-feira (14) com R$ 30 mil em dinheiro vivo na cueca durante uma operação da Polícia Federal contra desvios de recursos públicos destinados ao enfrentamento à pandemia do coronavírus. 

“De um jeito inusitado, a verdade mais uma vez derrotou uma mentira de Bolsonaro. Ele sabe onde a corrupção está, sempre bem perto dele, nos círculos mais íntimos do seu transitório poder. Bolsonaro acabar com a corrupção seria uma espécie de autoextermínio”, disse o governador no Twitter. 

De acordo com as investigações da PF, os desvios de recursos de combate à Covid-19 em Roraima somam aproximadamente R$ 20 milhões em emendas parlamentares. A Controladoria-Geral da União (CGU) também atua na apuração.

Bolsonaro virá ao Maranhão no próximo mês

Nesta quarta-feira (23), o senador Roberto Rocha (PSDB) anunciou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) estará visitando Imperatriz. O anúncio faz parte de uma estratégia para tentar ajudar o ex-prefeito Sebastião Madeira (PSDB) na disputa pela prefeitura da segunda maior cidade do Maranhão.

Em 2018, em Imperatriz, Bolsonaro obteve 48% dos votos no primeiro turno e no segundo turno 55%, mostrando uma ampla preferência do eleitorado.

Flávio Dino ensina Bolsonaro sobre como manter auxílio em R$ 600

Foi grande a repercussão negativa nas redes sociais após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciar nesta terça-feira (1°) a redução do auxílio emergencial para R$ 300, apesar de o Brasil ter ultrapassado a marca dos 13 milhões de desempregados durante a pandemia de Covid-19. A equipe econômica de Bolsonaro alega que o corte é necessário para não impactar no orçamento público.

Mas para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), o auxílio deveria permanecer em parcelas de R$ 600, valor que vinha sendo repassado à população mais necessitada.

Ontem (37), em webconferência com a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) do Rio Grande do Sul, Dino deu as dicas que Bolsonaro precisaria adotar para manter o valor do benefício em R$ 600 até dezembro: progressividade tributária sobre os bancos.

Com base na Constituição Federal, Dino avalia que a Renda Básica – como ele chama o auxílio, em alusão à proposta de renda básica universal defendida há anos pelo ex-senador Eduardo Suplicy (PT-SP) – deveria ser custeada pelos mais ricos em benefício dos mais necessitados.  

“Querem reduzir de modo irresponsável o valor da Renda Básica e só pensam em distribuir ônus entre os pobres. E os banqueiros, não ajudam por quê? Tá na Constituição! Já li. Você tem empréstimo compulsório, [artigo] 148 da Constituição, inciso primeiro, em caso de calamidade. Por que que não faz sob o capital financeiro para poder pagar a Renda Básica de quem menos tem, de quem tá desempregado, de quem precisa para comer?”, questionou Dino.

Para Flávio Dino, o maior entrave é que o atual Governo Federal mantém em debate uma agenda de “redução de direitos dos trabalhadores”.

Márcio Jerry rebate ministro de Bolsonaro por “capitalizar obra de Dino e Dilma”

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA) criticou o posicionamento do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, que esteve em São Luís na última quinta-feira (27) para visitar o Residencial José Chaga e tratou as obras como sendo uma conquista do governo Bolsonaro. Os apartamentos foram inaugurados no início do mês de agosto pelo governador Flávio Dino, a partir de recursos oriundos do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, em parceria com a então presidente Dilma Rousseff (PT).

“Essa viagem proporcionou cenas de oportunismo explícito do ministro Rogério Marinho, que quis colar placa de Bolsonaro em obra realizada com recursos do ‘Minha Casa, Minha Vida’ assegurados pela ex-presidenta Dilma e executada pelo governador Flávio Dino. Que coisa feia”, afirmou Márcio Jerry.

A viagem de Rogério Marinho segue o “ritmo de campanha” adotado por Jair Bolsonaro nas últimas semanas. Um editorial do jornal O Estado de São Paulo, publicado no início de agosto, alertou para a nova estratégia do presidente, que está tentando “capitalizar medidas aprovadas pelo Congresso, muitas das quais foi contra, e obras iniciadas em gestões do PT”.