Maranhão virou moda para turistas de todo o mundo em 2019

Os bons indicadores do turismo no Maranhão são fruto de planejamento e programas especiais pensados para atrair estimular a economia

O ano de 2019 foi histórico para o setor do turismo no Maranhão. Investimentos em estrutura e promoção dos destinos turísticos maranhenses impulsionaram a ocupação hoteleira e o fluxo de passageiros no estado.

De acordo com a Secretaria de Estado do Turismo (Setur), enquanto em 2018 pouco mais de 1,5 milhão de passageiros desembarcaram no Aeroporto Marechal Cunha Machado, em São Luís, em 2019 esse número subiu, e a expectativa é que alcance a marca dos 2 milhões de visitantes em 2020.

Também chama atenção a projeção da taxa de ocupação hoteleira nas cidades de São Luís e Barreirinhas, para o período do Réveillon. Segundo o Booking, um dos maiores sites de reserva, tarifas de viagens e de mecanismo de busca para hospedagem de hotéis, São Luís e Barreirinhas registraram, respectivamente, 89% e 80% de taxas de ocupação em hotéis para reservas entre 31 de dezembro de 2019 a 1° de janeiro de 2020.

Os bons indicadores do turismo no Maranhão são fruto de planejamento e programas especiais pensados para atrair estimular a economia.

Em 2019, o Maranhão apresentou o maior São João de sua história. As 1.500 atrações culturais deste ano ganharam o adorno de mosaicos estampados nas tradicionais bandeirinhas juninas, que abrilhantaram o Centro Histórico de São Luís e a festa deste ano. A decoração especial ganhou destaque nacional e viralizou nas redes sociais. Resultado: mais turistas acompanharam de perto o São João do Maranhão em 2019.

Dados do Sistema de Cadastro de pessoas físicas e jurídicas que atuam no setor do turismo (Cadastur) apontam que, enquanto em todo o ano de 2018, 442 empresas foram formalizadas para atuar no segmento, esse número subiu para 835 em apenas nove meses de 2019.

Haddad diz que Brasil pode crescer com governo Bolsonaro

Fernando Haddad fez um diagnóstico de que a gestão de Bolsonaro poderá ter bons resultados econômicos.

Terra

O candidato derrotado do PT para presidente, Fernando Haddad, ressaltou que “o fracasso” da administração do presidente eleito Jair Bolsonaro não é “o pressuposto” da sua avaliação sobre as perspectivas econômicas do País com o próximo governo. Ao contrário, ele fez um diagnóstico de que a gestão de Bolsonaro poderá ter bons resultados econômicos.

“Temos que nos prevenir: ele vai adotar o neoliberalismo radical”, disse, referindo-se a Bolsonaro. “Em primeiro lugar gera um fluxo de caixa muito importante e dá fôlego, com a venda de ativos estatais, o que ocorreu com o primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso com venda de estatais, o que bancou a sobrevalorização do câmbio por quatro anos”, apontou. “Vamos ter crescimento em 4 anos porque estamos há 4 anos sem crescer e isso vai dar um respiro para o governo.”

Na avaliação de Haddad, o novo governo também adotará uma agenda próxima a grupos religiosos conservadores. “A pauta do fundamentalismo alimenta o espírito e não o estômago, mas isto também está no jogo político.” Ele destacou que o presidente pode ressaltar que vai “intervir na escola pública e que seu filho não tem risco de ser gay.” Para o ex-candidato a presidente, é preciso adotar cuidado para avaliar o futuro da administração Bolsonaro. ” Não pode ver como dado o fracasso, que pode ocorrer, mas não é pressuposto da nossa avaliação.”

Haddad não fez criticas a Bolsonaro, com exceção de ter avaliado como indevido o fato de que o presidente eleito “bateu continência” para John Bolton, assessor de Segurança Nacional do governo do presidente americano Donald Trump em visita na manhã da quinta-feira, 29, em sua residência no Rio de Janeiro. Ele também apontou como “estranho” o fato do magistrado Sergio Moro ter aceitado um cargo de primeiro escalão na futura administração.

“Não é comum uma pessoa deixar de ser juiz para ser ministro do atual governo”, disse. Haddad diz que as ações de Moro interferiram no resultado das eleições presidenciais pois, para ele, se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva — condenado e preso na Operação Lava Jato — tivesse condições, ele estaria eleito e seria o sucessor do presidente Michel Temer.

De acordo com Haddad, além de propor a reforma política, o governo do ex-presidente Lula no segundo mandato deveria ter sugerido a realização da reforma tributária. “É quando há alto capital político que mudanças importantes precisam ser sugeridas, mesmo que isso implique em derrota em eleições”, destacou.

O ex-prefeito, por outro lado, não mencionou, no evento promovido em Nova York pelo “The People’s Forum”, em nenhum momento a necessidade de ajustes fiscais caso fosse eleito como presidente, nem mencionou a importância da realização da reforma da Previdência Social para o País. “Na campanha presidencial defendi reformas em dois setores importantes: o bancário e o referente aos meios de comunicação”, destacou. “Há a cartelização do sistema bancário, o que também acontece com os meios de comunicação. São dois oligopólios que precisam ser revistos, senão não tem democracia.”