Vice-presidente Hamilton Mourão é recebido por Flávio Dino em São Luís

O vice-presidente busca reaproximação após a retirada dos governadores do Conselho da Amazônia Legal.

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, esteve reunido com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), na tarde de quinta-feira (06), no Palácio dos Leões. O encontro entre os dois aconteceu para discutir a região amazônica. O vice-presidente busca reaproximação após a retirada dos governadores do Conselho da Amazônia Legal.

O vice-presidente afirmou que os governadores continuam com participação nas ações de governo dentro da Amazônia Legal e que um planejamento ainda será entregue a cada um.

“A minha ida a cada um dos estados foi exatamente para mostrar isso a eles e dizer que eles não estão sem voz. Pelo contrário, eles têm a voz. E quando nós tivermos um planejamento pronto, eu vou apresentar aos governadores para que eles retifiquem ou ratifiquem aquilo que nós estamos colocando como prioridade. Não resta dúvida que a gente observa que a prioridade em torno da questão do desmatamento ilegal e queimada, concomitantemente tem que ser realizado junto com o ordenamento territorial e a regularização fundiária, que é um problema que atinge o Brasil todo, e em especial essa região da Amazônia”, declarou.

O conselho foi criado pelo decreto 1.541, de junho de 1995, para assessorar o presidente da República na formulação de políticas públicas para a região; coordenar ações integradas na Amazônia; e propor medidas.

Em janeiro, Bolsonaro informou que iria criar o grupo e que o responsável passaria a ser o vice-presidente da República, Hamilton Mourão.

‘Não é bom para democracia’, diz Flávio Dino sobre exclusão de governadores do Conselho da Amazônia

Segundo o governador é importante que o diálogo se estabeleça em relação ao conselho

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), criticou a retirada dos chefes de Executivos estaduais do Conselho Nacional da Amazônia Legal. De acordo com Dino, “é um método geral do governo Bolsonaro, infelizmente”. “Uma visão extremista, belicista, de afastamento de setores sociais, políticos e econômicos e isso não é bom para a democracia brasileira”, disse ele à TV Mirante.

“A presença dos estados ajudaria com sugestões e ideias. Por isso, acho que quem perde é o próprio governo federal ao não promover essa aproximação dos estados em relação ao nosso conselho”, continuou.

Segundo o governador, “é importante que esse diálogo se estabeleça em relação ao conselho e a outros temas que nós temos colocado sobre a mesa já há algum tempo, a exemplo do fundo da Amazônia”. 

“Esperamos que essa seja uma prioridade no novo conselho, ou seja, que o diálogo seja em busca de resultados concretos, efetivos. E a retomada do Fundo da Amazônia é muito importante. Existe um dinheiro disponível e, infelizmente, até agora há congelamento por parte do governo federal”, complementou.

Na entrevista, Flávio Dino afirmou, ainda, que o Conselho da Amazônia é uma resposta às queimadas, mas é insuficiente. É preciso, diz ele, complementar com outras medidas e “corrigir” a composição do Conselho da Amazônia, o tornando mais democrático.