PSL debate nova suspensão a 17 deputados bolsonaristas

O PSL recomendou a suspensão das atividades parlamentares por 12 meses de 17 deputados federais, entre eles, Eduardo Bolsonaro

A Executiva Nacional do PSL recomendou nesta terça-feira a suspensão das atividades parlamentares por 12 meses de 17 deputados federais, entre eles o líder do partido na Câmara, Eduardo Bolsonaro (SP), filho do presidente Jair Bolsonaro. A decisão ainda precisa ser homologada pelo Diretório Nacional da sigla, que tem reunião prevista para a segunda-feira da semana que vem. No ano passado, uma sansão aplicada pelo diretório foi revista pela Justiça do Distrito Federal e, com isso, Eduardo Bolsonaro segue como líder do PSL na Câmara.

No encontro desta terça, a Executiva apenas acatou a recomendação do Conselho de Ética do partido. O diretório vai debater o tema na próxima semana e caso uma nova suspensão seja aplicada o grupo ligado ao presidente do PSL, Luciano Bivar, deve retomar o comando da legenda. No ano passado, Joice Hasselmann (SP), chegou a ser indicada como líder enquanto a suspensão vigorou.

A recomendação da Executiva pede a suspensão de: Aline Sleutjes (PR), Bibo Nunes (RS), Sanderson (RS), Márcio Labre (RJ), Daniel Silveira (RJ), Major Vitor Hugo (GO), Caroline de Toni (SC), Bia Kicis (DF), Filipe Barros (PR), Carlos Jordy (RJ), Helio Lopes (RJ), Chris Tonietto (RJ), Eduardo Bolsonaro (SP), Júnio Amaral (MG), Carla Zambelli (SP), Alê da Silva (MG) e general Girão (RN). Além dos parlamentares federais, a nova sanção envolveria os deputados estaduais paulistas Gil Diniz e Douglas Garcia.

No ano passado, o grupo bolsonarista entrou em rota de colisão com apoiadores de Bivar. A guerra da legenda se intensificou após o presidente Bolsonaro dizer que Bivar “está queimado para caramba”. Foi a partir daí que começou a ser articulado a formação da nova legenda.

Após saída de Bolsonaro, PSL do Maranhão encolhe ainda mais

Jair Bolsonaro em sua passagem por São Luís, nas eleições de 2018

Antes da entrada de Jair Bolsonaro no PSL, a legenda era tida como nanica, sobretudo, pelo seu baixo desempenho em todas as disputas eleitorais. Após o anúncio de filiação do agoda presidente e sua eleição, o PSL passou a contar com a segunda maior bancada eleitoral da Câmara dos Deputados.

Mas o namoro entre Bolsonaro e o PSL não durou nem um ano. Sem o presidente na legenda, vários diretórios estão sem saber qual estratégia utilizar nas próximas eleições.

Um desses casos é o diretório de São Luís, que até então contava com vários pré-candidatos a prefeito, mas que, agora, não tem mais certeza de uma disputa para a majoritária, podendo terminar apenas com o lançamento de candidatos a vereador.

A legenda volta a ser nanica como antes.

PSL diz que partido cresceu com saída de Bolsonaro

Desde novembro do ano passado, foram registrados 14.817 pedidos de filiação e 750 pedidos de desfiliação

O PSL informou que o número de filiados ao partido aumentou após a saída do presidente Jair Bolsonaro.

Desde novembro do ano passado, segundo nota assinada pelo gerente de Tecnologia da Informação da legenda, Davi Khoury, foram registrados 14.817 pedidos de filiação e 750 pedidos de desfiliação.

O total de filiados hoje é de 353.795.

Com esses números, o PSL tenta rebater notícias, com base no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de que encolheu após o presidente da República pular fora para criar a Aliança pelo Brasil.

“Ressalte-se que a atualização oficial do TSE é feita somente duas vezes por ano, nas datas de 12 de abril e 12 de outubro, quando o sistema do tribunal processa todos os pedidos. Longe dessas datas, apenas o partido político tem os números com maior precisão. Como a saída do presidente Bolsonaro ocorreu em 19 de novembro de 2019, ainda não há por parte do TSE qualquer número oficial.”

Bolsonaro diz que é possível eleger ‘uns 100 deputados’ com Aliança Pelo Brasil

O Aliança pelo Brasil está em processo de formação, já que precisa coletar assinaturas para protocolar o pedido de criação na Justiça Eleitoral

O presidente Jair Bolsonaro afirmou neste sábado, 4, acreditar que o Aliança pelo Brasil, partido que está formando, conseguirá eleger “uns 100 deputados” e “uns dez senadores”. A próxima eleição para o Congresso ocorre em 2022. “Dá para fazer uns 100 deputados pelo Brasil, dá para fazer uns 10 senadores pelo Brasil”, disse o presidente durante vídeo divulgado ao vivo nas redes sociais.

Jair Bolsonaro – agora sem partido após deixar o PSL – afirmou também que a entrada de pessoas na nova sigla será criteriosa. Para ele, seria ideal que não se filiem à legenda aqueles que não buscam disputar eleições. O Aliança pelo Brasil está em processo de formação, já que precisa coletar assinaturas para protocolar o pedido de criação na Justiça Eleitoral.

“Para a gente começar a filiar apenas as pessoas que queiram disputar eleições. Não é para filiar quem não quer disputar, seria bom até não filiar. Agora, a filiação não vai ser quem chegar na frente, quem já tem passado político ou não, vai ter em cima de um critério, do que seria nosso norte, que nenhum de nós nos desviaríamos dele”, afirmou o presidente.

Para Bolsonaro, “com 100 parlamentares” do partido no Congresso já é possível ocupar um “lugar de destaque na Mesa” do Parlamento. “Colocar pessoa na Mesa que realmente produza alguma coisa, que não seja um poste”, disse.

Para a seleção de quem irá entrar no partido ser criteriosa, Bolsonaro comentou também que a ideia é “designar um comandante em cada Estado”, com a devida orientação de como proceder na região. “Esperamos sim, e por ocasião de 2022, continuar a fazer trabalho que estamos fazendo, ter essa força que tivemos levando em conta 2018”, disse.

O presidente também lembrou da crise envolvendo o PSL, onde houve um racha entre as alas bivarista e bolsonarista. Bolsonaro afirmou que “lamentavelmente ocorreu o racha” pelo fato de o poder ter “subido” à cabeça de “quase metade” dos parlamentares. “Esperamos sim, e por ocasião de 2022, continuar a fazer trabalhar que estamos fazendo, ter essa força que tivemos levando em conta 2018”, afirmou.

Deputados do PSL pedem ao TSE para sair do partido sem perder mandato

Pela lei eleitoral, o parlamentar perde o mandato se sair do partido pelo qual foi eleito, exceto se apresentar uma justificativa, como desvio no programa partidário ou discriminação pessoal.

Um grupo de 26 deputados federais do PSL entrou com ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para declarar justa causa para se desfiliar do partido. Os parlamentares alegam são “perseguidos politicamente” e querem sair da legenda sem perder o mandato. Pela lei eleitoral, o parlamentar perde o mandato se sair do partido pelo qual foi eleito, exceto se apresentar uma justificativa, como desvio no programa partidário ou discriminação pessoal.

Se conseguirem autorização do ministro Edson Fachin, relator do caso, os parlamentares devem se filiar ao Aliança pelo Brasil, partido criado pelo presidente Jair Bolsonaro, que saiu do PSL. No caso do presidente, a justa causa não é necessária para justificar a saída da legenda por não se tratar de cargo com eleição proporcional.

Na petição protocolada no TSE, os deputados afirmam que a direção do partido está preterindo e segregando apoiadores de Bolsonaro em relação aos demais deputados do PSL. Eles também citaram a decisão da Executiva do PSL que puniu os parlamentares, mas que foi revista pela Justiça do Distrito Federal.

“Não há argumento que corrobore com as atitudes tomadas contra o grupo que desagrada o partido, a não ser pelo fato de não terem estes permanecido inertes e omissos aos desvios da agremiação ao programa partidário e também com o defendido pelo partido durante o pleito eleitoral de 2018, demonstrando a atitude incongruente entre as bandeiras defendidas pelo PSL e a forma a qual administra a instituição”, afirmam os deputados. Não há prazo para a questão ser decidida pelo TSE.

A autorização para desfiliação foi feita pelos deputados: Bibo Nunes (RS); Alê Silva (MG); Aline Sleutjes (PR); Bia Kicis (DF); Carla Zambelli (SP); Carlos Jordy (RJ); Caroline de Toni (SC); Chris Tonietto (RJ); Daniel Freitas (SC); Daniel Silveira (RJ); Eduardo Bolsonaro (SP); General Girão (RN); Filipe Barros (PSL); Junio Amaral (MG); Luiz Philippe de Orleans e Bragança (SP); Luiz Lima (RJ); Luiz Ovando (MS); Léo Motta (MG); Helio Lopes (RJ); Coronel Chrisóstomo (RO); Guiga Peixoto (SP); Márcio Labre (RJ); Coronel Armando (SC); Sanderson (RS); Major Fabiana (RJ) e Major Vitor Hugo (GO).

Sem aliados de Bolsonaro, PSL caminha para escolher Tadeu Palácio como pré-candidato

Com tempo de TV e com recurso garantido pelo fundo eleitoral, Chico Carvalho e Tadeu Palácio podem selar a união na convenção da legenda do próximo ano

Após a crise no PSL, que acabou com a saída do presidente Jair Bolsonaro da legenda, muito de seus seguidores também declararam suas saídas do partido. Alguns nomes como Maura Jorge, Allan Garcês e Coronel Monteiro seguiram o presidente e hoje já não fazem mais parte da agremiação.

Sem a disputa dentro da legenda, o PSL, presidido pelo vereador de São Luís, Chico Carvalho, tem o caminho livre para escolher o ex-prefeito Tadeu Palácio como pré-candidato a prefeito de São Luís, em 2020.

Dentro os pré-candidatos que tinham declarado a intenção de disputar o executivo da capital, Tadeu é o menos bolsonarista e o mais ligado ao presidente da legenda no Maranhão.

Com tempo de TV e com recurso garantido pelo fundo eleitoral, Chico Carvalho e Tadeu Palácio podem selar a união na convenção da legenda do próximo ano. É esperar para conferir…

Novo partido de Bolsonaro é registrado em cartório

Bolsonaro criou o partido após anunciar seu desligamento do PSL, legenda com a qual se elegeu presidente da República.

O Aliança pelo Brasil, partido idealizado pelo presidente Jair Bolsonaro mês passado, teve sua criação registrada em cartório hoje (5). O responsável pelo registro foi o 2º vice-presidente da legenda, Luiz Felipe Belmonte. Segundo ele, o partido se pautará pelos “princípios cristãos”.

“Estamos dando entrada no registro do novo partido Aliança Pelo Brasil. Um partido criado pelo presidente Bolsonaro, junto com seus apoiadores, e que pretende ser um partido que defina uma linha de direção valorizando os princípios cristãos, valorizando a família e valorizando essas questões que são da raiz do povo brasileiro”, disse em sua conta no Twitter. “Tenho certeza que será um grande partido e que terá o apoio de grande parte da população brasileira”, completou.

Bolsonaro criou o partido após anunciar seu desligamento do PSL, legenda com a qual se elegeu presidente da República. O novo partido, no entanto, ainda precisa obter o reconhecimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para formalizar sua criação e participar de eleições. Para isso, precisa recolher a assinatura de, no mínimo, 491.967 eleitores em apoio à nova legenda.

Na última terça-feira (3), o TSE decidiu reconhecer assinaturas eletrônicas para formalizar a criação de partidos políticos. A decisão pode acelerar o registro da legenda junto ao tribunal. Bolsonaro pretende agilizar o processo de obtenção de registro do partido por meio de certificados digitais.

Apesar da decisão, não há prazo para que a Justiça Eleitoral possa criar aplicativos e programas de computador para efetivar a decisão, que ainda precisará ser regulamentada para passar a ter validade. Segundo a presidente do TSE, Rosa Weber, as soluções não estarão prontas para as eleições municipais de 2020.

Durante encontro com Eduardo Bolsonaro, Maura Jorge trata sobre Aliança Pelo Brasil

Maura Jorge foi recebida por um dos filhos do presidente, o deputado federal por São Paulo, Eduardo Bolsonaro

Após a confirmação da saída do presidente Jair Bolsonaro do PSL e o anúncio da criação de sua nova legenda, a Aliança Pelo Brasil. A ex-candidata ao governo e atual presidente da Fundação Nacional da Saúde, no Maranhão, Maura Jorge, embarcou para Brasília para tentar selar um acordo que dê a ela o comando da legenda no estado.

Maura foi recebida por um dos filhos do presidente, o deputado federal por São Paulo, Eduardo Bolsonaro. A ex-candidata publicou em suas redes o resumo do encontro.

“Brasil acima de tudo! É com essa frase que resumo a nossa reunião com o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Eduardo, bem como outros líderes, está à frente da criação do Aliança pelo Brasil, liderado pelo presidente Bolsonaro. Mais uma vez o presidente precisa do apoio de todos nós. O povo será protagonista da criação do Aliança Pelo Brasil, pois é em prol dos brasileiros que o mesmo será criado”, escreveu Maura.

Pelo que tudo indica, pelo menos outras duas lideranças seguirão com Bolsonaro e deixarão o PSL. Além de Maura Jorge, Allan Garcês, diretor do Departamento de Articulação Interfederativa da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde e Coronel Monteiro, superintendente de Coordenação e Governança do Patrimônio da União no Maranhão tentarão embarcar no novo partido do presidente da República.

A presidente da Funasa falou sobre esse novo momento da poltiica nacional. “Concordamos que é momento de unirmos forças contra todas as investidas dos adversários contrários ao nosso projeto nacional, liderado pelo capitão Bolsonaro e guiado por Deus para a renovação do Brasil. Estamos separando o joio do trigo e os verdadeiros combatentes continuarão ao nosso lado! Estejam conosco em mais esta luta!”, concluiu Maura.

Bolsonaro assina desfiliação do PSL e fica sem partido

A ideia de Bolsonaro de criar uma legenda, a Aliança Pelo Brasil

O presidente Jair Bolsonaro assinou durante o dia de ontem (19), a carta de desfiliação do PSL, partido pelo qual se elegeu em 2018. A ideia de Bolsonaro de criar uma legenda, no entanto, sofreu um revés no mesmo dia.

O vice-procurador-geral Eleitoral, Humberto Jacques, em parecer ao Tribunal Superior Eleitoral, se manifestou contra a coleta de assinaturas digitais para a criação de siglas, “modelo” defendido por aliados do presidente para que o Aliança pelo Brasil saia do papel. Caberá ao TSE decidir se os apoios poderão ser reunidos de forma eletrônica.

Todos os partidos em formação devem coletar um número mínimo de 491.967 assinaturas, para conferência pelos servidores da Justiça Eleitoral, que verificam os dados eleitorais dos signatários. Para participar das eleições de 2020, bolsonaristas têm 140 dias para reunir os apoios necessários à criação do Aliança pelo Brasil.

Bolsonaro afirmou que, “por enquanto”, o futuro do presidente do novo partido será ele. “Mas isso também pode mudar. Na política, tudo muda”, disse ele. Advogada de Bolsonaro, Karina Kufa afirmou que ainda não está decidida a forma como a coleta de assinaturas será realizada.

Ainda na terça-feira, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) chegaram a elaborar os pedidos de renúncia dos diretórios do PSL no Rio e em São Paulo  – o documento seria protocolado, o que não ocorreu. O gesto tem valor mais simbólico do que prático, já que, na semana passada, a sigla iniciou o processo a destituição dos dois, o que, consequentemente, os afastarias dos postos de comandos nos Estados.