Gil Cutrim anuncia processo de desfiliação do PDT

Gil Cutrim e mais seis deputados federais anunciaram que vão pedir a desfiliação de seus respectivos partidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Quatro deputados federais do PDT, entre eles o maranhense Gil Cutrim e três do PSB anunciaram na tarde de terça-feira (15) que vão pedir a desfiliação de seus respectivos partidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O grupo está na lista de parlamentares punidos pelas siglas por votar a favor da reforma da Previdência e contrariar a posição de seus partidos.

Anunciaram o desligamento de seus partidos: Tabata Amaral (PDT-SP); Marlon Santos (PDT-RS); Gil Cutrim (PDT-MA); Flávio Nogueira (PDT-PI); Felipe Rigoni (PSB-ES); Rodrigo Coelho (PSB-SC) e Jefferson Campos (PSB-SP).

De acordo com o grupo, serão protocolados pedidos individuais, com cada deputado citando seus motivos de desfiliação. Os pedidos devem alegar justa causa, para que não corram o risco de perder o mandato.

Os pedidos ainda não tinham sido protocolados no tribunal eleitoral. Caberá ao TSE decidir se os parlamentares vão manter o mandato. Questionados, os parlamentares disseram que só discutirão para qual sigla irão após a desfiliação.

PSB pede desfiliação de senador

Kajuru deu declarações de apoio ao decreto que flexibiliza o porte e a posse de armas de fogo no país, proposta pelo governo de Jair Bolsonaro

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, sugeriu ao senador Jorge Kajuru (GO) que se desfilie do partido em função do apoio declarado ao decreto que flexibiliza o porte e a posse de armas de fogo no país, proposto pelo chefe do Executivo federal, Jair Bolsonaro (PSL).

Contrário à proposta do governo, PSB ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) em abril com Ação Direta de Inconstitucionalidade para suspender os efeitos do documento presidencial.

Kajuru disse nas últimas semanas que Siqueira teria lhe dado “independência”, fato desmentido pelo cacique socialista. “Jamais mantivemos conversa dessa natureza, razão pela qual fiquei extremamente surpreso com a afirmação em questão”, justificou em carta.

Siqueira subiu o tom contra o senador. “A prática da fidelidade a seus princípios programáticos é uma tradição, faz parte de nossa cultura, razão pela qual tem havido zelo extremo com a observância de nosso ideário ao longo de nossa história”, disparou.

O presidente da sigla descartou qualquer tipo de apoio ao projeto de Bolsonaro. “O PSB carrega entre seus símbolos a pomba da paz, de Pablo Picasso, porque é uma instituição pacifista desde seu nascedouro, e que, consequentemente, descrê por completo que armar a população civil possa produzir qualquer tipo de solução, mesmo para os fins de segurança”, garantiu.