EUA anunciam proibição de entrada de viajantes vindos do Brasil por causa de coronavírus

Trump já havia cogitado tomar a medida há alguns dias, devido ao aumento do número de casos de coronavírus no Brasil

Os Estados Unidos anunciaram neste domingo (24) que irão barrar a entrada de pessoas vindas do Brasil por causa da pandemia de coronavírus, através de um decreto assinado pelo presidente Donald Trump. A entrada passa a ser proibida a partir do dia 29 de maio.

Trump já havia cogitado tomar a medida há alguns dias, devido ao aumento do número de casos no Brasil, que ocupa o segundo lugar entre os países com mais pessoas contaminadas, atrás justamente dos EUA. Neste domingo, porém, o número de mortes registrado no Brasil (653) foi maior do que nos Estados Unidos (638), segundo a universidade Johns Hopkins.

“Estamos considerando isso”, disse Trump a repórteres na Casa Branca, em 19 de maio. “Não quero que as pessoas venham aqui e infectem o nosso povo”, afirmou.

Desde o final de março que o Brasil proibia a entrada de estrangeiros no país em viagens de avião. Portaria da última sexta-feira proíbe a entrada de estrangeiros também por via terrestre ou transporte aquaviário. A medida já valia para norte-americanos e incluía exceções, como quem tem moradia permanente no país ou quem está em missão de organismo internacional.

“A ação de hoje irá garantir que estrangeiros que estiveram no Brasil não se tornem uma fonte adicional de infecções em nosso país. Essas novas restrições não se aplicam aos voos comerciais entre os EUA e o Brasil”, acrescenta a nota.

Segundo uma alta autoridade do governo, “o presidente conversou com o presidente Jair Bolsonaro duas vezes nos últimos dois meses sobre sua luta compartilhada contra o Covid-19. Agradecemos a resposta regional em andamento do Brasil e dos países parceiros dos EUA para ajudar a proteger os interesses públicos dos Estados Unidos e de seu povo”.

Donald Trump faz teste para coronavírus

Na quinta, Trump disse que não estava preocupado por causa do caso de contaminação do secretário brasileiro de Comunicação Fábio Wajngarten,

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ele fez teste para coronavírus na noite de sexta-feira (13). Em entrevista coletiva, ele disse nesse sábado (14) que não obteve o resultado e que, normalmente, sai em um ou dois dias.

Na quinta, Trump disse que não estava preocupado por causa do caso de contaminação do secretário de Comunicação Fábio Wajngarten, que estava na comitiva brasileira que se encontrou com ele no fim de semana. Depois de Wajngarten, confirnaram-se ainda os diagnósticos de Covid-19 do embaixador Nestor Forster e do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que estavam no mesmo grupo com Bolsonaro.

Na sexta, Trump ponderou, dizendo que poderia fazer o teste após ter estado em contato com muitas pessoas que foram diagnosticadas com o vírus. Posteriormente, o médico da Casa Branca afirmou que ele não precisaria se submeter ao exame porque não tinha sintomas.

Neste sábado, passou a vigorar nos Estados Unidos a suspensão de voos vindos da Europa. A decisão afeta cidadãos estrangeiros que estiveram em qualquer um dos países pertencentes à zona de Shengen nos 14 dias anteriores à viagem ao território americano.

Jair Bolsonaro não tem infecção por coronavírus

Além de Bolsonaro, também foram testados a primeira-dama Michelle e toda a equipe do governo que foi para os Estados Unidos e está em Brasília

Os exames para coronavírus para toda a comitiva do presidente Jair Bolsonaro deram negativo. A informação foi confirmada por fontes do Planalto nesta sexta-feira (13). 

Além de Bolsonaro, também foram testados a primeira-dama Michelle e toda a equipe do governo que foi para os Estados Unidos e está em Brasília. A solicitação do teste aconteceu depois da confirmação da doença no secretário de Comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, que está em quarentena domiciliar, e só retornará ao trabalho quando não houver risco de transmissão da doença.

Integrantes da comitiva que o acompanhou a Miami estão sendo monitorados desde a quarta-feira (11). Também participaram da comitiva aos Estados Unidos os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

Também viajaram os senadores Nelsinho Trad (PTB-MS) e Jorginho Mello (PL-SC); os deputados Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Daniel Freitas (PSL-SC), o assessor especial Filipe Martins, o presidente da Embratur, Gilson Machado, o secretário especial de Pesca, Jorge Seif Jr, entre outros.

O presidente norte-americano Donald Trump teve contato com a comitiva brasileira nos Estados Unidos, mas não foi testado para o coronavírus. A porta-voz da Casa Branca Stephanie Grisham disse, em comunicado, que “tanto o presidente quanto o vice-presidente quase não tiveram interações com o indivíduo que deu positivo e não precisam ser testados no momento”.

Bolsonaro faz teste para coronavírus; resultado sai nesta sexta-feira

Até a conclusão do exame, a recomendação é o presidente permanecer no Palácio do Alvorada.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, realizou nesta quinta-feira, dia 12, o teste para o coronavírus Covid-19. O resultado sairá na sexta-feira, 13. O receio dos médicos é que o presidente possa ser assintomático, ou seja estar infectado, mas sem apresentar os sintomas.

Até a conclusão do exame, a recomendação é o presidente permanecer no Palácio do Alvorada. Bolsonaro completa 65 anos no próximo dia 21.

O exame foi realizado após o secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten, ter tido teste confirmado para a doença. Ele viajou com o presidente aos Estados Unidos e esteve boa parte do tempo ao seu lado.

Outros integrantes da comitiva que viajaram para os Estados Unidos também estão sendo chamados para fazer o exame.

Participaram da comitiva os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Bento Albuquerque (Minas e Energia). Também viajaram os senadores Nelsinho Trad (PTB-MS) e Jorginho Mello (PL-SC); os deputados Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e Daniel Freitas (PSL-SC), o assessor especial Filipe Martins, o presidente da Embratur, Gilson Machado, e o secretário especial de Pesca, Jorge Seif Jr., entre outros.

Wajngarten e Bolsonaro estiveram com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no jantar em Mar-a-Lago, no sul da Flórida no sábado.

Nesta quinta, Trump afirmou não estar preocupado.

Trump diz que vai restaurar tarifas sobre aço e alumínio; Maranhão pode sentir os impactos

O Brasil está entre os principais fornecedores de aço e ferro para os Estados Unidos. Boa parte da produção sai pelo estado do Maranhão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta segunda-feira (2), em uma rede social, Brasil e Argentina de desvalorizarem “maciçamente” suas moedas, e afirmou que vai reinstalar as tarifas de importação sobre o aço e o alumínio dos dois países.

“Brasil e Argentina têm presidido uma desvalorização maciça de suas moedas. O que não é bom para nossos agricultores”, escreveu Trump em uma rede social. Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todo o aço e o alumínio enviados para os EUA a partir desses países”.

Trump ainda usou a oportunidade para criticar o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano.

“O Federal Reserve deveria agir da mesma forma, para que países, que são muitos, não se aproveitem mais nosso dólar forte, desvalorizando ainda mais suas moedas. Isso torna muito difícil para nossos fabricantes e agricultores exportarem seus produtos de maneira justa”, disse ele, que frequentemente tem defendido juros mais baixos nos Estados Unidos.

Nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que falará com Trump sobre o anúncio referente às tarifas.

O Brasil está entre os principais fornecedores de aço e ferro para os Estados Unidos. Boa parte da produção sai pelo estado do Maranhão.

Atualmente, as taxas são de 0,9%, para o aço e 2% para o alumínio, segundo a BBC Brasil. Trump escreveu que a medida teria “efeito imediato”, mas ainda não está claro se a sobretaxa dos produtos brasileiros será a mesma adotada temporariamente no ano passado (25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio) nem quando ela de fato passará a valer.

O Instituto Aço Brasil, que representa a indústria de aço no país, disse que recebeu “com perplexidade” o anúncio de que os Estados Unidos vão voltar a aplicar tarifas sobre o produto brasileiro. Para a entidade, o movimento é uma “retaliação” “que não condiz com as relações de parceria entre os dois países”.

“Essa política externa ainda vai trazer problemas”, afirma Flávio Dino

Integrante da oposição, Dino questionou o aumento da aproximação política com os Estados Unidos

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), criticou a política externa implementada pelo governo Bolsonaro. Integrante da oposição, Dino questionou o aumento da aproximação política com os Estados Unidos.

“Essa política externa, com o lema ‘Estados Unidos acima de tudo’, ainda vai trazer problemas. Depois do Irã, agora a confusão é com a França, que concentra grandes investimentos no Brasil. Temos que defender o Brasil. E deixar Trump e os americanos cuidarem dos Estados Unidos”, afirmou o governador.

O presidente Jair Bolsonaro comentou hoje (1º) o anúncio da designação oficial do Brasil como aliado militar preferencial do país fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Segundo ele, o assunto foi tratado com o presidente Donald Trump durante sua visita aos Estados Unidos em março.

“É bem-vinda nossa participação como grande aliado extra-Otan, que facilita muitas coisas. O mais importante é questão de defesa, compra de armamento, algumas tecnologias. Alguma coisa sempre interessa pra gente. Como regra, um país da Otan uma vez agredido, todo mundo está junto”, disse Bolsonaro nesta manhã, ao deixar o Palácio da Alvorada.

Márcio Jerry: “Bolsonaro é incapaz de defender sua pátria”

“Bolsonaro faz corar de vergonha qualquer brasileiro”, afirmou Márcio Jerry

Em viagem aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) vem anunciando medidas controversas. Entre elas, assinou decreto que dispensa o visto que permite cidadãos norte-americanos visitarem o Brasil. A informação foi confirmada na edição extra do Diário Oficial da União publicado na segunda-feira (18).

Políticos e especialistas receberam com surpresa a decisão, já que a medida não tem nenhuma reciprocidade. “Bolsonaro faz corar de vergonha qualquer brasileiro que, de fato, tem respeito à nossa Pátria e que tenha orgulho de ser brasileiro. Um presidente pigmeu, ajoelhado a outro país, incapaz de defender sua pátria. Sem sequer barganhar por reciprocidade, dispensa visto para cidadãos dos EUA. Atitude típica de um vassalo e, neste caso, um vassalo desqualificado. Um sabujo!”, disparou o deputado federal Márcio Jerry.

O documento foi assinado por Bolsonaro e pelos ministros da Justiça, Sérgio Moro, das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, e pelo titular do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Deslumbramento infantil

Esta não foi a única medida imoral do Presidente de uma nação. Ainda na segunda-feira, Bolsonaro visitou a Cia, agência de inteligência norte-americana, em uma agenda que só foi revelada pela indiscrição de seu filho no Twitter, o deputado federal por São Paulo Eduardo Bolsonaro. Até a postagem, a assessoria do presidente negava à imprensa que ele tinha compromissos agendados.

“Na visita a outro país, o presidente do nosso Brasil ofende os brasileiros. Era só de gogó o propalado amor ao Brasil. Bolsonaro, como exalou, venera os EUA e é um entreguista da pior espécie, acovardado. Nunca antes na história um chefe de estado chega a outro país e segue seu ministro da Justiça numa visita a uma agência do serviço secreto. Bolsonaro foi à CIA. Fazer o quê? Gratidão?”, questionou o deputado federal Márcio Jerry.

Depois dessa agenda, o presidente “fugiu” mais uma vez da imprensa. Acompanhado do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, foi passear Washington, mas não foi revelado para onde foi.

Bolsonaro e Trump se encontram nos EUA no dia 19 de março

O governo dos Estados Unidos confirmou oficialmente a agenda e divulgou, na sexta-feira (8), o encontro entre os governantes

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) será recebido no dia 19 de março pelo presidente norte-americano Donald Trump. O mandatário brasileiro será recebido para uma reunião no Salão Oval da Casa Branca e para um almoço com Trump. O governo dos Estados Unidos confirmou oficialmente a agenda e divulgou, na sexta-feira (8), o encontro entre os governantes.

O comunicado da visita confirma uma reunião para discutir cooperação em questões de defesa dos países, políticas de comércio e combate ao crime transnacional. Pouco após a posse de Bolsonaro, o ministro das relações exteriores dos Estados Unidos, Mike Pompeo, afirmou que Trump gostaria de receber o presidente brasileiro em Washington.

Os presidentes das duas nações também vão debater a crise na Venezuela. Trump e Bolsonaro também devem discutir os papéis de Estados Unidos e Brasil para restabelecer a democracia e como providenciar ajuda humanitária à população venezuelana.

Bolsonaro fará sua primeira viagem internacional após a cirurgia para retirada da bolsa de colostomia. Antes, o presidente já tinha ido a Davos, na Suíça, para participar do Fórum Econômico Mundial. É também a primeira vez que ele fará uma visita a outro presidente.

Desde que assumiu a Presidência, Bolsonaro já recebeu, em visita oficial, o presidente argentino, Maurício Macri. O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, também veio ao Brasil, mas em uma visita classificada como “pessoal”.

Bolsonaro deve deixar o Brasil no dia 17 de março e voltará no dia 20. Também está programada uma visita ao Chile, logo em seguida.

Vice de Trump discutirá no Brasil uso da base de Alcântara

Os dois lados negociavam o teor de uma declaração conjunta sobre cooperação na área espacial. Na véspera da chegada de Pence, Temer promulgou um acordo bilateral sobre o assunto que já havia sido aprovado pelo Congresso brasileiro

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, inicia nesta terça-feira (26), sua primeira visita ao Brasil com uma agenda focada em Venezuela, cooperação espacial, defesa e comércio, que se transformou na palavra-chave para os americanos se referirem à crescente presença econômica da China na região.

Pence é o mais graduado integrante do governo americano a visitar o Brasil desde a posse do presidente Donald Trump, há quase um ano e meio. Em agosto, ele fez sua primeira viagem à América Latina, com um roteiro que excluiu o Brasil e o levou à Argentina, Chile, Colômbia e Panamá. Depois de se encontrar com Temer em Brasília, o vice americano irá amanhã a Manaus, onde visitará às 11h15 a Casa da Acolhida Santa Catarina, que atua como um centro de refugiados da Venezuela, cuja crise está no centro da política americana para a região.

Até a noite desta segunda-feira, os dois lados negociavam o teor de uma declaração conjunta sobre cooperação na área espacial. Na véspera da chegada de Pence, Temer promulgou um acordo bilateral sobre o assunto que já havia sido aprovado pelo Congresso brasileiro. Trata-se de um acordo de caráter geral, na área espacial assinado pelos dois países em 2011, que servirá como um “guarda-chuva” para outros entendimentos mais específicos.

Entre eles, o acordo de salvaguardas tecnológicas que está em negociação e, se concluído, abrirá o caminho para o uso da base de Alcântara (MA) para o lançamento de satélites. Mas as conversas estão em estágio inicial e é improvável que haja qualquer decisão sobre o assunto no encontro entre Pence e Temer. O acordo-quadro vale por 20 anos, mas pode ser prorrogado.

O acordo prevê que a cooperação entre Brasil e EUA ocorrerá nas seguintes áreas: Ciência, observação e monitoramento da Terra; Ciência espacial; Sistemas de exploração; Operações espaciais; e “outras áreas relevantes de interesse mútuo”. Além de vice-presidente, Pence é o presidente do Conselho Nacional Espacial, um órgão recriado por Trump para supervisionar a política americana para o espaço.

Fonte do Palácio do Planalto disse que a declaração, se assinada, dará impulso político para a aproximação entre a NASA, a agência espacial dos EUA, e a Agência Espacial Brasileira. O embaixador do Brasil nos EUA, Sergio Amaral, disse que a visita ocorre em um momento de intensificação dos contatos de alto nível entre governos dos dois países. No início do mês, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, se reuniu em Washington com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo. No mês anterior, o número dois da diplomacia americana, John Sullivan, esteve em Brasília.