Trump diz que vai restaurar tarifas sobre aço e alumínio; Maranhão pode sentir os impactos

O Brasil está entre os principais fornecedores de aço e ferro para os Estados Unidos. Boa parte da produção sai pelo estado do Maranhão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou nesta segunda-feira (2), em uma rede social, Brasil e Argentina de desvalorizarem “maciçamente” suas moedas, e afirmou que vai reinstalar as tarifas de importação sobre o aço e o alumínio dos dois países.

“Brasil e Argentina têm presidido uma desvalorização maciça de suas moedas. O que não é bom para nossos agricultores”, escreveu Trump em uma rede social. Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas de todo o aço e o alumínio enviados para os EUA a partir desses países”.

Trump ainda usou a oportunidade para criticar o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano.

“O Federal Reserve deveria agir da mesma forma, para que países, que são muitos, não se aproveitem mais nosso dólar forte, desvalorizando ainda mais suas moedas. Isso torna muito difícil para nossos fabricantes e agricultores exportarem seus produtos de maneira justa”, disse ele, que frequentemente tem defendido juros mais baixos nos Estados Unidos.

Nesta manhã, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que falará com Trump sobre o anúncio referente às tarifas.

O Brasil está entre os principais fornecedores de aço e ferro para os Estados Unidos. Boa parte da produção sai pelo estado do Maranhão.

Atualmente, as taxas são de 0,9%, para o aço e 2% para o alumínio, segundo a BBC Brasil. Trump escreveu que a medida teria “efeito imediato”, mas ainda não está claro se a sobretaxa dos produtos brasileiros será a mesma adotada temporariamente no ano passado (25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio) nem quando ela de fato passará a valer.

O Instituto Aço Brasil, que representa a indústria de aço no país, disse que recebeu “com perplexidade” o anúncio de que os Estados Unidos vão voltar a aplicar tarifas sobre o produto brasileiro. Para a entidade, o movimento é uma “retaliação” “que não condiz com as relações de parceria entre os dois países”.

Acordo sobre Base de Alcântara é publicado no Diário Oficial

Instalações do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão.

O governo publicou hoje (20) no Diário Oficial da União decreto legislativo oficializando o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas entre os governos brasileiro e dos Estados Unidos (EUA). O nome técnico designa o termo envolvendo a exploração da base espacial da cidade de Alcântara, no Maranhão, para atividades espaciais por companhias estadunidenses e as proteções que esses agentes terão no desenvolvimento de ações no local, como lançamento de foguetes e satélites.

O Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) tem por meta proteger a tecnologia desenvolvida pelos países contra o uso ou cópia não autorizados. Segundo a Agência Espacial Brasileira (AEB), sem a assinatura do acordo com os EUA, nenhum satélite com tecnologia norte-americana embargada poderia ser lançado da base de Alcântara, pois não haveria a garantia da proteção da tecnologia patenteada por aquele país.

“Essa indústria já agrega muito valor e passará a ter uma importância maior agora com a aprovação do AST, que abre o Brasil para o mercado aeroespacial mundial”, afirmou o secretário-executivo adjunto do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Carlos Alberto Baptistucci, na abertura do 3º Fórum da Indústria Espacial Brasileira, ontem (19) em São José dos Campos.

O acordo foi assinado em março em Washington, mas teve de passar pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal para ser validado.

No Congresso, foram realizadas audiências públicas nas quais foram apresentadas diversas posições. As maiores polêmicas estiveram centradas não na aprovação ou não do acordo, mas nas medidas para as comunidades quilombolas da região.

Bolsonaro admite rever indicação de Eduardo para embaixada dos EUA

Eduardo já recebeu o aval do governo norte-americano, mas a indicação ainda não foi encaminhada ao Senado devido a resistências ao nome do deputado federal

BR Político

Na “saidinha do Alvorada” desta terca-feira (20) – o já tradicional pit-stop do presidente na porta da residência oficial, a caminho do Planalto, para falar com a imprensa  e lançar balões de ensaio para testar sua acolhida ao longo do dia ou da semana–, Jair Bolsonaro levantou a possibilidade de desistir da indicação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada do Brasil em Washington.

“Tudo é possível. Eu não quero submeter o meu filho a um fracasso. Acho que ele tem competência”, afirmou Bolsonaro.

Eduardo já recebeu o aval do governo norte-americano, mas a indicação ainda não foi encaminhada ao Senado devido a resistências ao nome do deputado federal. Eduardo tem feito corpo a corpo junto aos senadores.

Bolsonaro só parece esquecer que a possibilidade de submeter o 03 a um fracasso foi inteiramente provocada por ele, ao contrariar princípios como o da impessoalidade e indicar o próprio filho ao principal posto da diplomacia brasileira no exterior, sem um currículo que o credencie à função.

Eduardo Bolsonaro terá de aprovar acordo por Alcântara antes de ir para os EUA

Eduardo é o atual presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados

BR18

O presidente Jair Bolsonaro quer que seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, cumpra uma última missão antes de assumir como embaixador nos Estados Unidos (cargo que ainda precisa ser aprovado pelo Senado).

Em sua transmissão nas redes sociais semanal, o presidente disse que ele deverá aprovar o acordo com os norte-americanos pela base de Alcântara.

Eduardo é o atual presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados e prevê a votação do acordo para agosto.

Ao lado de Bolsonaro, o ministro Marcos Pontes (Ciência, Tecnologia e Comunicações) afirmou que espera que no final de 2020 sejam feitos os primeiros lançamentos comerciais oriundos do acordo, diretamente do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão.

“Essa política externa ainda vai trazer problemas”, afirma Flávio Dino

Integrante da oposição, Dino questionou o aumento da aproximação política com os Estados Unidos

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), criticou a política externa implementada pelo governo Bolsonaro. Integrante da oposição, Dino questionou o aumento da aproximação política com os Estados Unidos.

“Essa política externa, com o lema ‘Estados Unidos acima de tudo’, ainda vai trazer problemas. Depois do Irã, agora a confusão é com a França, que concentra grandes investimentos no Brasil. Temos que defender o Brasil. E deixar Trump e os americanos cuidarem dos Estados Unidos”, afirmou o governador.

O presidente Jair Bolsonaro comentou hoje (1º) o anúncio da designação oficial do Brasil como aliado militar preferencial do país fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Segundo ele, o assunto foi tratado com o presidente Donald Trump durante sua visita aos Estados Unidos em março.

“É bem-vinda nossa participação como grande aliado extra-Otan, que facilita muitas coisas. O mais importante é questão de defesa, compra de armamento, algumas tecnologias. Alguma coisa sempre interessa pra gente. Como regra, um país da Otan uma vez agredido, todo mundo está junto”, disse Bolsonaro nesta manhã, ao deixar o Palácio da Alvorada.

Deputados vão verificar situação de quilombolas na Base de Alcântara

Na quinta-feira (4), a diligência visita duas comunidades de quilombolas em Alcântara

Em março deste ano, o Governo Federal assinou em Washington (EUA), um acordo de salvaguardas tecnológicas que permite o uso comercial da Base Aérea de Alcântara, no Maranhão. O acordo prevê que os Estados Unidos possam lançar satélites e foguetes da base maranhense. O território continuaria sob jurisdição brasileira.

Na área ao redor da base aérea, vivem 27 comunidades quilombolas que, para a implantação desse acordo, seriam removidas para o interior da ilha. São mais de 2.000 pessoas agrupadas em 791 famílias. O grupo reivindica os títulos de posse da terra, direito já reconhecido pelo próprio Incra através do Relatório Técnico Identificação e Delimitação (RTID) publicado em novembro de 2008.

Para acompanhar a situação dessas famílias de quilombolas ameaçadas pela expansão do Projeto Espacial Brasileiro e prevenir que não ocorram mais violações dos direitos humanos, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) fará, nos próximos dias 4 e 5 (quinta e sexta-feira), uma diligência a Alcântara e São Luiz. Farão parte do grupo os parlamentares Helder Salomão (PT-ES), presidente da CDHM, Bira do Pindaré (PSB-MA) e Márcio Jerry (PCdoB-MA). Também participam da diligência a procuradora federal dos Direitos Humanos, Déborah Duprat e Hilton Araújo de Melo, procurador da República no Maranhão, além de representantes da sociedade civil e lideranças políticas locais.

“A demarcação das terras identificadas há mais de uma década é uma das principais exigências dos quilombolas. Sem a garantia da posse da área, o medo de remoções é constante, a rotina é instável, com reflexos na cultura e na tradição das comunidades. Essa morosidade provoca incerteza e violações de direitos”, afirma Helder Salomão.

Na quinta-feira (4), a diligência visita duas comunidades de quilombolas em Alcântara, uma delas remanejada na década de 1980 (Agrovila), e outra do litoral. Na sexta-feira (5), pela manhã, está agendada uma reunião com representantes da sociedade civil em Alcântara. Pela tarde, é a vez de uma audiência com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), no Palácio dos Leões, Praça Dom Pedro II, Centro Histórico de São Luiz.

UOL: Maranhense não pode entrar nos EUA apesar de acordo de Bolsonaro

O caso de Gabriel acontece pouco mais de dois meses depois de o presidente Jair Bolsonaro dispensar os cidadãos dos Estados Unidos da necessidade de tirar visto para viajar ao Brasil.

UOL

Com pedido de visto recusado pelo consulado norte-americano em São Paulo, o campeão brasileiro de jiu-jitsu (peso médio, faixa roxa) de 2019, Gabriel Silva Costa, 21 anos, vai ficar fora do Campeonato Mundial da categoria, disputado entre 29 de maio e 2 de junho, em Long Beach, na Califórnia.

É a terceira vez que o consulado nega – com uma justificativa padronizada – o visto a Gabriel. O atleta foi convidado também para treinar em uma academia em Washington, cujo proprietário enviou uma carta assinada e timbrada ao órgão diplomático. Seguiu junto aos documentos do atleta no pedido de visto. Por cada tentativa, pagou cerca de 140 dólares. “Não tem razão plausível para barrarem a entrada do Gabriel a não ser o descaso. Tudo leva a crer que nem leram a requisição do visto”, diz o treinador do atleta, Luiz Guilherme Fernandes de Jesus, 45 anos, o Guigo. “Dos cerca de 1500 atletas que participam do mundial, mais de 250 são faixa roxa. E ele é o melhor de todos”.

O caso de Gabriel acontece pouco mais de dois meses depois de o presidente Jair Bolsonaro dispensar os cidadãos dos Estados Unidos da necessidade de tirar visto para viajar ao Brasil. A medida foi publicada no dia 18 de março, em uma edição extra do Diário Oficial da União. A Embratur informou, na ocasião, que a medida era inédita. “A isenção do visto de forma unilateral é um aceno que fazemos para países estratégicos no sentido de estreitar as nossas relações. Nada impede que essas nações isentem os brasileiros dessa burocracia num segundo momento”, informou o ministério do Turismo, à época. A medida é extensiva a cidadãos de Japão, Canadá e Austrália.

Gabriel Silva Costa nasceu em Bacabal, cidade de 100 mil habitantes a 240 km de São Luís, no Maranhão, onde foi criado pela mãe, que é confeiteira, e o padrasto, funcionário público aposentado. Aos 12 anos, mudou-se com eles para a capital, onde passou a viver em um conjunto habitacional na periferia da cidade. “Um dia, meu padrasto decidiu fazer aulas de jiu-jitsu em uma academia que fica na esquina de casa, eu fui com ele para fazer a matrícula”, conta.

Em vez do padrasto, quem começou a ter aulas foi Gabriel. E se encantou pelo esporte. Aos 17 anos, já havia se destacado a ponto de despertar o interesse de Guigo, que tem uma academia na Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, e coordena um projeto de incentivo a atletas promissores. Desde que chegou a São Paulo, Gabriel treina no projeto, mora no alojamento para atletas e dá aulas na academia: “Há dois anos, ele é contratado de acordo com a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), com carteira assinada”, explica Guigo. O fato de Gabriel de ter um emprego formal é mais um atestado de que não pretende trabalhar nos Estados Unidos.

Futuro da Base de Alcântara é debatido em seminário com a presença de Marcos Pontes


A Base de Alcântara fica na zona rural do município de Alcântara, a cerca de 30 quilômetros da capital, São Luís

Impactos, desafios e perspectivas da intensificação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), a partir de sua utilização comercial, foram os nortes dos debates durante o seminário Base de Alcântara: Próximos Passos. O evento, organizado pelo Governo do Estado, foi realizado, nesta segunda-feira (15), no auditório Terezinha Jansen, no Multicenter Sebrae, em São Luís. O seminário teve participação do governador Flávio Dino e do ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Na programação, foi apresentado o Acordo de Salvaguardas firmado com os Estados Unidos para uso da base maranhense, além de debates e exposições de painéis.

O uso comercial agrega, basicamente, a utilização do espaço para lançamento de foguetes e satélites de outros países. O ministro Marcos Pontes afirmou que esse uso estará ligado ao desenvolvimento social da região e que não há necessidade de expansão do território do CLA. “Nós temos uma preocupação total com as pessoas, afinal, isso tudo é para a população. Queremos pensar qual o resultado disso na qualidade de vida das pessoas. A área que nós temos é suficiente para começar a operação comercial da Base. E vamos fazer isso respeitando a cultura e a tradição das pessoas, sempre em contato com todo mundo”, explicou.

O governador Flávio Dino declarou que há todo interesse do Maranhão em tornar possível a exploração comercial com resultados positivos para a população maranhense, em especial, Alcântara. “Acompanhamos a assinatura do acordo, que cria as condições para a possível exploração da base e acreditamos que mediante este diálogo interfederativo, podemos encontrar melhores termos para que esse investimento do povo brasileiro possa produzir resultados positivos”, pontuou Flávio Dino.

Nos Estados Unidos, Flávio Dino mostra ações bem sucedidas do Governo do Maranhão

Flávio Dino vai participar da Brazil Conference at Harvard & MIT (Massachusetts Institute of Technology)

Pela segunda vez, o governador Flávio Dino foi convidado para palestrar na  Brazil Conference at Harvard & MIT (Massachusetts Institute of Technology), evento que reúne a comunidade brasileira de estudantes na cidade de Boston, nos Estados Unidos, e líderes das mais diversas áreas para discutir soluções inovadoras para o futuro do país.

Este ano, o tema da palestra do governador Flávio Dino é “Transformação do Sistema Carcerário Brasileiro”, e vai abordar os avanços promovidos pela Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), com investimento em infraestrutura, e principalmente de oficinas de trabalho e educação para os apenados.

O governador Flávio Dino também foi convidado pela Escola de Governo da Universidade de Harvard (Harvard Kennedy School) a ministrar aula sobre a experiência de governança de um estado brasileiro em tempos de crise. A aula terá o tema “Governando estados brasileiros: desafios locais de governo em países com tamanho continental. Crise fiscal, violência urbana, disputas políticas e mais: uma conversa informal com o governador Flávio Dino” e ocorrerá nesta quinta-feira (4).