MDB do Maranhão marca para próximo dia 5 de abril sua eleição para presidente

A eleição do próximo mês vai escolher além presidente, delegados e os membros da executiva estadual

O diretório estadual do MDB no Maranhão marcou, para o próximo dia 5 de abril, a eleição interna que escolherá o próximo presidente. O mandato do ex-senador João Alberto chega ao fim e a legenda encontra-se em um pé de guerra para a escolha do novo presidente.

Marcada para dezembro, a eleição para o diretório estadual teve que ser adiada para conter os ânimos dos dois grupos que disputam o comando da legenda.

O deputado federal Hildo Rocha deve disputar a eleição com o apoio da família Sarney, já o deputado estadual Roberto Rocha conta com o apoio do senador João Alberto e da ala jovem do partido. Ambos já trocaram farpas nas redes sociais e em veículos de comunicação.

A eleição do próximo mês vai escolher além presidente, delegados e os membros da executiva estadual.

Enfraquecido após as últimas derrotas eleitorais, o MDB caminha para esta eleição interna menor do que entrou e mais dividido.

Época: A derrota dos Sarney e a vitória de Dino em livro


Juliano Corbellini, coordenador das campanhas de Flávio Dino e Carlos Brandão

Os bastidores da derrota dos Sarney nas duas campanhas que o governador Flávio Dino venceu na disputa pelo governo do Maranhão, em 2014 e 2018, são a espinha dorsal de lições de uma campanha eleitoral: a derrota do grupo Sarney, livro em que o marqueteiro e cientista político Juliano Corbellini, coordenador das campanhas de Dino, lançou na semana passada. Em conversa com a coluna, Corbellini disse não haver chance de Dino se tornar um típico coronel da política nordestino.

“É algo completamente diferente (Dino e o modelo de um típico coronel). (…) Se você olhar a composição do governo, ele (Dino) tem, claro, alguns políticos, mas muitos ascenderam à política nesse movimento de renovação.”

Por que você considera a eleição de Flávio Dino especial?

Nunca o Palácio dos Leões dos Sarney havia perdido uma eleição para o Executivo estadual e para o Senado. A primeira vez que aconteceu isso foi em 2014, em que a oposição elegeu tanto o governador quanto o senador, e foi o único caso dos estados do Nordeste que conseguiu derrubar a oligarquia regional sem o apoio do poder central (Dino não teve o apoio oficial de Dilma Rousseff em 2014).

Por que a família Sarney perdeu?

Primeiro, pelo próprio desgaste do tempo. Segundo, a opinião pública maranhense começou a ganhar uma autonomia, e a elite política do Maranhão não percebeu isso. E houve também uma reflexão de estética e da linguagem da oposição, em que a gente rompeu com a visão binária, de que o Maranhão era dividido em quem era Sarney e quem era anti-Sarney. (…) Para a oposição vencer, ela teve que romper um pouco com os arquétipos da sua própria linguagem.

Flávio Dino pode se tornar um novo coronel?

Não, é algo completamente diferente. Se você olhar a composição do governo, ele tem, claro, alguns políticos, mas muitos ascenderam à política nesse movimento de renovação. Não são lideranças políticas locais, são a nova vanguarda política que está se formando no Maranhão.

Quando foi eleito pela primeira vez, o Sarney tinha um discurso de modernidade. Esta mesma mensagem foi usada na campanha de Dino. Você vê alguma relação entre os dois?

Se você olhar o filme Maranhão 66, do Glauber Rocha, você verá o discurso de posse do Sarney. Ele fala que o Maranhão não aguentava mais a contradição de um estado tão rico e um povo tão pobre. Ele ganhou a eleição e iniciou uma longa era no setor público do Sarney e de seus aliados. É interessante que na campanha que a gente perdeu (em 2010), o discurso do Flávio é exatamente isso: nós não podemos mais suportar a contradição do estado rico com um povo pobre. A diferença é que o Sarney era um representante do poder central e, em 1966, era um discurso modernizador dentro do establishment.

As eleições de 2018 foram marcadas pelor uma polarização nacional mais forte ainda do que a de 2014. Houve alguma mudança de 2014 para 2018 na eleição do Maranhão?

As circunstâncias das eleições nacionais em 2018 foram absolutamente inéditas e até um pouco anômalas no Brasil. O eleitorado brasileiro foi exposto a quatro anos de uma intensa crise política, econômica e de segurança pública, e o que a gente teve em 2018 foram eleitores indignados com a política em geral. Foi uma eleição em que os candidatos não buscaram o meio. No Maranhão, esse ambiente não se repetiu. A estética da campanha do Flávio foi muito parecida com a campanha de 2014, que exaltou a alegria e a beleza do Maranhão.

Qual foi a diferença da campanha de 2014 para a de 2018, devido à proibição de empresas privadas doarem?

As campanhas do Flávio sempre foram bem mais modestas, em números, do que as campanhas que a gente enfrentava. O financiamento de campanha foi uma solução, porque ele estabeleceu um valor por baixo para fazer campanha, um horizonte de razoabilidade e uma certa segurança de fonte de recurso. Então foi uma boa solução. Muito mais estável (De acordo com dados do TSE, Dino gastou R$7,7 milhões na campanha de 2018, contra R$ 9,45 em 2014.)

Revista Veja: Zequinha Sarney e Adriano teriam usado helicóptero da Secretaria de Meio Ambiente durante campanha

O levantamento foi encaminhado para a Procuradoria do Estado e para a PGR.

Sarney Filho

Da revista Veja

Há décadas, o sobrenome Sarney se confunde com o do estado do Maranhão. Ali, praças, escolas, ruas e — até o fórum — carregam  esse nome. É natural, portanto, que os membros do clã achem que tudo que pertence ao estado é, na verdade, deles.

Um relatório exclusivo da Secretaria de Transparência do Maranhão prova que a confusão continua. De acordo com o material, o ministro do Meio Ambiente, Zequinha Sarney, e seu filho, Adriano, usaram um helicóptero da Secretaria de Meio Ambiente durante a campanha eleitoral de 2014 em benefício próprio.

Na época, o órgão era ocupado por um aliado, Adriano concorria, pela primeira vez, a deputado estadual; e Zequinha, à Câmara. Segundo o relatório, os passeios aéreos da dupla consumiram, pelo menos, 143 900 reais  dos cofres maranhenses.

O levantamento foi encaminhado para a Procuradoria do Estado e para a PGR.

A tentação da família Sarney…

Blog do Noblat

O ex-senador José Sarney (PMDB) voltou a viajar com certa frequência ao Amapá, Estado por onde se elegeu senador desde que deixou a presidência da República.

Está tentado a disputar uma vaga ao Senado. Haverá duas por cada Estado no próximo ano.

Roseana, sua filha, tem uma ideia fixa: concorrer ao governo do Maranhão e derrotar o atual governador de lá, Flávio Dino (PC do B).

Sarney e Roseana esperam contar com o apoio do PT – e por isso continuam cultivando Lula e defendendo sua candidatura a presidente em 2018.

Colunista de O Globo sugere que delação contra Flávio Dino foi para “acalmar” família Sarney

O colunista Jorge Bastos Moreno, do jornal O Globo, publicou, neste fim de semana, em uma nota, informação dando conta que a Procuradoria Geral da República decidiu levar adiante a acusação do delator José Carvalho Filho contra o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), mesmo com diversas contradições na acusação, para evitar que a família Sarney alegasse ser perseguida pela operação Lava Jato.

Segundo o colunista, o vice de Rodrigo Janot, procurador-geral da República e o responsável pelas investigações, é Nicolau Dino, irmão de Flávio Dino. Embora os dois irmãos não tenham afinidade política, isso vinha sendo usado pela oligarquia para sustentar que haveria perseguição contra eles.

De acordo com o colunista, a saída, então, teria sido levar a delação adiante, mesmo com todas as inconsistências.

A nota do colunista do Globo, com título “Esperteza”, diz que “Janot deixa mesmo a Procuradoria em setembro. Sem compromisso com ninguém, quis deixar seu nome na História. Não perdoou nem o governador Flávio Dino, irmão do seu braço direito na PGR”.

“Para calar a boca dos Sarney, que se dizem perseguidos pelo procurador por conta desse parentesco”, acrescenta o colunista.

Flávio Dino: Oligarquia tem estranha obsessão de ver praias de São Luís poluídas

 

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), reagiu, por meio de sua página no Facebook, às investidas do grupo Sarney e cia que insistem em tentam pregar a falsa ideia de que as praias de São Luís, pautados em uma maldosa interpretação de matéria da Folha de São Paulo. Ele disse que é “estranha” a obsessão da oligarquia de ver praias de São Luís poluídas. “Coisa de gente que tem ilha privada para seu lazer, sem se “misturar”, alfinetou.

No desabafo, Flávio Dino diz que “essa gente”, o grupo Sarney, nunca se preocupou com as praias e que o atual governo está trabalhando e avançando para consertar mais esse erro deles

“Deturpando dados sobre as praias, eles acham que atrapalham o Governo. Mas atrapalham de verdade o turismo, bares, restaurantes, etc”, afirmou Flávio Dino.

Flávio disse que foi à praia, no final de semana,e o que viu foi o povo se divertindo no mar. “Só os donos de ilha privada estão chateados”, cutucou a família Sarney.

Flávio Dino reforçou que o governo vem divulgando boletins semanais que mostram, claramente, os parâmetros melhores ou piores nas praias com transparência.

Sobre as praias de São Luís

Com apenas 4% dos esgotos tratados até o governo anterior, o quadro das praias de São Luís passou décadas em situação vergonhosa, o que afastou o turista e diminuiu o ritmo da economia do turismo. Desde que assumiu o Estado, tem sido uma das marcas do governador  o investimento em saneamento básico, fator que incide diretamente na balneabilidade das praias.

Dados divulgados neste domingo pelo site da Folha de São Paulo referentes ao ano de 2016 classificam as praias de São Luís como péssimas. O levantamento usa critério segundo o qual são consideradas “péssimas” as praias que passaram 50% do ano impróprias. Portanto, aponta um quadro já superado desde julho de 2016, quando os relatórios técnicos e laboratoriais passaram a apontar a balneabilidade de quase a totalidade das praias da capital.

A notícia foi festejada pela oposição oligárquica que, além de não querer ver a economia do turismo bem e pulsante, faz questão de querer desvirtuar todos os avanços obtidos pelo atual governo, sobretudo quando se trata de uma mudança concreta e que foi obtida com rapidez, o que denota ainda mais a incompetência e o descaso dos governos oligárquicos com o povo do Maranhão.

Família Sarney articula para a aprovação do impeachment no Senado

Estadão
De passagem pela festa de aniversário do ex-presidente José Sarney realizada na noite del segunda-feira, 25, em Brasília, comitiva de senadores do PSDB foi recebida com afagos e a informação de que a família Sarney tem operado pela aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.Entre os presentes no encontro estavam o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e os senadores Aloysio Nunes (SP) e Tasso Jereissati (CE). A informação de que o clã Sarney entrou em campo para assegurar o apoio dos deputados da bancada do Nordeste a favor da saída de Dilma foi transmitida pela ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney, filha do ex-presidente.

“Para nós foi uma surpresa porque até então não sabíamos do posicionamento deles”, afirmou um dos tucanos presente na festa. “Sou do grupo do Sarney e, apesar de ter votado contra, sei que a Roseana conversou com alguns deputados do grupo que ficou do lado do Michel Temer e a favor do impeachment”, afirmou ao Estado o deputado João Marcelo Souza (PMDB-MA).

A ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney

A ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney Foto: Divulgação

As ações de Roseana também tinham como objetivo atingir o atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que trabalhou contra o processo de impeachment. Paralelo às ofensivas de Roseana junto aos deputados do Nordeste, o líder do PV, Sarney Filho (MA), também assegurou 100% dos votos da bancada a favor do impedimento de Dilma.

Para integrantes da oposição, as ações dos dois filhos de Sarney revelam que o ex-presidente também tem contribuído para os avanços do processo de afastamento de Dilma no Congresso. Sarney, junto com presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e o senador Jader Barbalho (PA) vinham sendo, dentro do PMDB, os principais críticos ao processo. Apesar dos sinais trocados, há um entendimento entre os opositores de que o grupo também não deverá criar obstáculos no Senado. Um primeiro gesto neste sentido foi o pedido de demissão, na quarta-feira passada, pelo então ministro dos Portos, Helder Barbalho, filho de Jader. “Acho que neste momento não tenho direito de constranger o meu partido”, disse Helder ao Estado após deixar a carta de demissão no Palácio do Planalto.

LAVA JATO – Banco Schahin emprestou para operador da família Sarney

Antagonista

Doleiro Alberto Youssef confirmou que pagou propina a João Abreu

Ziegert estava com Alberto Youssef no Maranhão no dia em que a Polícia Federal prendeu o doleiro

Como o Antagonista publicou com exclusividade, o empréstimo de R$ 12 milhões do Banco Schahin para o PT por meio de José Carlos Bumlai integra uma lista de 24 operações de crédito irregulares que estão sendo rastreadas pela Lava Jato.

Dois desses empréstimos foram concedidos à Florida Importação e Exportação, num total de R$ 21,2 milhões. A empresa foi presidida pelo corretor Marco Antônio de Campos Ziegert, que também ocupou os cargos de vice-presidente e diretor comercial.

Ziegert já foi pego na Lava Jato por outra operação.

Ele estava com Alberto Youssef no Maranhão no dia em que a Polícia Federal prendeu o doleiro. Ambos foram indiciados pelo pagamento de R$ 3 milhões em propina ao então secretário da Casa Civil de Roseana Sarney, João de Abreu, para a liberação de um precatório de R$ 134 milhões da Constran-UTC, de Ricardo Pessoa.

Ziegert, que intermediou a operação, é considerado pela PF o elo entre Youssef e a família Sarney, com quem tem uma antiga relação. Fernando Sarney, filho de José Sarney, foi padrinho de casamento do corretor.

Está claro que o Banco Schahin serviu ao PT e ao PMDB.