Líder de Bolsonaro no Senado é alvo de operação da Polícia Federal

O inquérito apura desvio de dinheiro público de obras na região Nordeste

O líder do governo do presidente Jair Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PD), foi alvo nesta quinta-feira de uma operação da Polícia Federal que investiga suspeita de desvios de recursos públicos, em uma ação que incluiu mandados de busca no gabinete do parlamentar no Congresso

A operação foi revelada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo. De acordo com a Folha, o filho do senador, Fernando Bezerra Filho, também é alvo dos agentes da PF. Bezerra Filho (DEM-PE), que atualmente é deputado federal, foi ministro de Minas e Energia no governo do ex-presidente Michel Temer.

A Polícia Federal não respondeu de imediato a um pedido de informações sobre a operação.

Segundo a Folha, o inquérito apura desvio de dinheiro público de obras na região Nordeste, e os fatos investigados dizem respeito à época em que Bezerra Coelho foi ministro da Integração Nacional no governo da ex-presidente Dilma Rousseff.

Procurada, a defesa do senador não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Subserviente ao Governo Bolsonaro, Roberto Rocha desconversa sobre nova CPMF

O senador ressaltou ainda que há diversas ideias de reforma do sistema tributário em discussão

O relator da Reforma Tributária no Senado, Roberto Rocha (PSDB), disse que está pronto para entregar seu parecer sobre o tema, mas ainda aguarda sinalização do governo sobre a questão. Para ele, quem deve ter o protagonismo sobre a matéria são os senadores, pela tramitação facilitada e pela forma que tramita a Previdência.

O senador ressaltou ainda que há diversas ideias de reforma do sistema tributário em discussão, há uma na Câmara dos Deputados, além da do Senado. “Nós temos várias medidas tramitando, no Senado, na Câmara e tem a proposta do governo. Eu acho que quem tem 3 não tem nenhuma”, disse em palestra no Fórum Nacional Tributário em Brasília.

A ideia de Rocha é que seu relatório traga a substituição de 1 conjunto de tributos por imposto dual: 1 para União e outro para Estados e municípios.

Sobre a nova CPMF, Roberto Rocha desconversou sobre a possibilidade da volta do imposto ou não. “Para deixar mais cristalina minha posição sobre a CPMF, que vem sendo mal interpretada. Como relator da matéria, disse que, se o governo mandasse a proposta ao Senado, iria examiná-la com todo o cuidado. Não manifestei opinião pessoal, pois não cabe ao relator dar opiniões. O papel do relator é apurar o consenso das opiniões dos senadores e formular o relatório, dialogando com a realidade. A questão não é criar um novo imposto. É desonerar o emprego formal e dar oportunidade para milhões de brasileiros que estão desempregados ou na informalidade”, afirmou o senador deixando claro que a proposta pode ser debatida.

Reprovação de Bolsonaro cresce para 38% em meio a crises, mostra Datafolha

A reprovação do presidente subiu de 33% para 38% em relação ao levantamento anterior do instituto

Pesquisa nacional feita pelo Datafolha aponta a erosão da popularidade de Jair Bolsonaro (PSL) em pouco menos de dois meses. 

A reprovação do presidente subiu de 33% para 38% em relação ao levantamento anterior do instituto, feito no início de julho, e diversos indicadores apontam uma deterioração de sua imagem. Foram ouvidas 2.878 pessoas com mais de 16 anos em 175 municípios.

A aprovação de Bolsonaro também caiu, dentro do limite da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos, de 33% em julho para 29% agora. A avaliação do governo como regular ficou estável, passando de 31% para 30%.

Na pesquisa de julho e na anterior, de abril, estava consolidado um cenário em que o país se dividia em três partes iguais: quem achava Bolsonaro ótimo ou bom, ruim ou péssimo e regular.

De dois meses para cá, o presidente viu aprovada na Câmara a reforma da Previdência, sua principal bandeira de governo. Ato contínuo, iniciou uma escalada de radicalização, acenando a seu eleitorado mais ideológico com uma sucessão de polêmicas.

Neste período, Bolsonaro sugeriu que o pai do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) havia sido morto por colegas de luta armada na ditadura,indicou o filho Eduardo para a embaixada brasileira em Washington e criticou governadores do Nordeste —a quem também chamou de “paraíbas”.

O último item coincide com a região em que mais disparou a rejeição a Bolsonaro. O Nordeste sempre foi uma fortaleza do voto antibolsonarista, mas seu índice de ruim e péssimo subiu de 41% para 52% na região de julho para cá.

O período viu o presidente bater de frente com o ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) acerca de mudanças na Polícia Federal e extinguir o Coaf (órgão de investigação financeira em atuação desde 1998), recriado de forma ainda incerta sob o Banco Central —medidas lidas como tentativas de coibir investigações sobre seu filho Flávio, senador pelo PSL-RJ.

Também nesses dois meses explodiu a maior crise internacional do governo até aqui, sobre o desmatamento e as queimadas da Amazônia. Há grande rejeição à condução de Bolsonaro no quesito (51% a consideram ruim ou péssima).

A perda de apoio de Bolsonaro também foi acentuada entre aqueles mais ricos, com renda mensal acima de 10 salários mínimos. Neste segmento, a aprovação ao presidente caiu de 52% em julho para 37% agora —bastante significativa, ainda que se mantenha acima da média.

Josimar de Maranhão emplaca aliado no Incra

A indicação do aliado de Josimar de Maranhãozinho é a demonstração que o governo Jair Bolsonaro começa a ceder a indicações políticas para formar sua base de apoio.

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) conseguiu, finalmente, emplacar um aliado no comando do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), no Maranhão.

O indicado é Mauro Rogério, conhecido como Mauro da Hidraele, e teve sua nomeação publicada no Diário Oficial da União na edição de hoje (6).

Mauro da Hidraele é empresário do ramo da construção civil, formado em Arquitetura pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e em Engenharia Ambiental pela Universidade do Rio de Janeiro.

A indicação do aliado de Josimar de Maranhãozinho é a demonstração que o governo Jair Bolsonaro começa a ceder a indicações políticas para formar sua base de apoio.

Caixa tenta aproximação com parlamentares do Nordeste

A tentativa de aproximação ocorre após revelação que a Caixa reduziu a concessão de novos empréstimos para a região

Estadão

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, convidou parlamentares da bancada do Nordeste para um café da manhã, que será realizado na próxima quarta-feira, 7. A tentativa de aproximação ocorre após o Estadão revelar que a Caixa reduziu a concessão de novos empréstimos para a região.

A repercussão negativa fez com que a Caixa acelerasse empréstimos a Estados e municípios do Nordeste. O porcentual então subiu de 2,2% para 3% nos últimos dias.

Segundo levantamento com base nos números do próprio banco e do sistema do Tesouro Nacional, em 2019, até julho, o Nordeste recebeu cerca de R$ 89 milhões em empréstimos concedidos pela Caixa. O valor equivalente a cerca de 2,2% do total distribuído para todo o País no mesmo período, R$ 4 bilhões. Em 2018, a região recebeu 21,6% dos R$ 6 bilhões concedidos pela Caixa em operações para governos regionais.

Nordeste recebeu apenas 2,2% de crédito da Caixa

Foram R$ 4 bilhões em novas operações autorizadas pelo banco, apenas R$ 89 milhões foram para o Nordeste

A Caixa segurou empréstimos para prefeituras e governos dos Estados do Nordeste nos sete primeiros meses do ano. Levantamento feito pelo Estadão nos números do banco e do Tesouro Nacional mostram que a região recebeu apenas 2,2% do volume de crédito liberado pelo governo Jair Bolsonaro.

Foram R$ 4 bilhões em novas operações autorizadas pelo banco público federal com prefeituras e governos nesta gestão, dos quais apenas R$ 89 milhões foram para a região.

Em julho, Bolsonaro disse a Onyx Lorenzoni num café da manhã com jornalistas estrangeiros que dos governadores “de paraíba” o pior era o do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), e que não era para “ter nada com esse cara”, numa insinuação de que o adversário deveria ser preterido na concessão de recursos e no atendimento por meio de políticas públicas.

Funcionários da Caixa disseram ao Estadão que o presidente do banco, Pedro Guimarães, deu uma orientação expressa de não conceder empréstimos aos governos e prefeituras do Nordeste.

Futuro da Base de Alcântara é debatido em seminário com a presença de Marcos Pontes


A Base de Alcântara fica na zona rural do município de Alcântara, a cerca de 30 quilômetros da capital, São Luís

Impactos, desafios e perspectivas da intensificação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), a partir de sua utilização comercial, foram os nortes dos debates durante o seminário Base de Alcântara: Próximos Passos. O evento, organizado pelo Governo do Estado, foi realizado, nesta segunda-feira (15), no auditório Terezinha Jansen, no Multicenter Sebrae, em São Luís. O seminário teve participação do governador Flávio Dino e do ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Na programação, foi apresentado o Acordo de Salvaguardas firmado com os Estados Unidos para uso da base maranhense, além de debates e exposições de painéis.

O uso comercial agrega, basicamente, a utilização do espaço para lançamento de foguetes e satélites de outros países. O ministro Marcos Pontes afirmou que esse uso estará ligado ao desenvolvimento social da região e que não há necessidade de expansão do território do CLA. “Nós temos uma preocupação total com as pessoas, afinal, isso tudo é para a população. Queremos pensar qual o resultado disso na qualidade de vida das pessoas. A área que nós temos é suficiente para começar a operação comercial da Base. E vamos fazer isso respeitando a cultura e a tradição das pessoas, sempre em contato com todo mundo”, explicou.

O governador Flávio Dino declarou que há todo interesse do Maranhão em tornar possível a exploração comercial com resultados positivos para a população maranhense, em especial, Alcântara. “Acompanhamos a assinatura do acordo, que cria as condições para a possível exploração da base e acreditamos que mediante este diálogo interfederativo, podemos encontrar melhores termos para que esse investimento do povo brasileiro possa produzir resultados positivos”, pontuou Flávio Dino.

Filho de João Alberto assume cargo no governo Bolsonaro

Ex-senador João Alberto e seus filhos João Marcelo, deputado federal e João Manoel, indicado para cargo no governo Bolsonaro

O pastor evangélico João Manoel Santos Souza (MDB-MA), ligado à família Sarney, vai assumir secretaria Nacional de Esporte de Alto-Rendimento. Filho do ex-senador João Albetto (MDB), ele foi indicado pela bancada do Nordeste do MDB na Câmara dos Deputados.

O cargo é o mais importante dentro da secretaria de Esporte (antigo ministério). Caberá ao novo secretário da SNEAR, direcionar os recursos para eventos realizados no Brasil, gerir a Lei de Incentivo ao Esporte, o Bolsa Atleta e tratar das relações com comitês como o COB e as confederações.

João Manoel é mais um nome ligado ao grupo Sarney a ocupar um cargo de importância no governo Bolsonaro. Kátia Bogéa permaneceu na presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

André Campos é exonerado da Funasa

No cargo desde setembro de 2015, Andre Campos sai da Funasa e aumenta ainda mais a disputa pelo comando da autarquia

Mais um nome ligado ao grupo Sarney foi exonerado do governo de Jair Bolsonaro (PSL). O emedebista André Campos não é mais superintendente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no Maranhão.

André Campos foi exonerado no dia 1º de março, é o que mostra o Diário Oficial da União de ontem (6).

No cargo desde setembro de 2015, Andre Campos sai da Funasa e aumenta ainda mais a disputa pelo comando da autarquia.

Alguns deputados vislumbram o comando da Funasa no Maranhão. A indicação de um nome para o órgão é dada como sinal de acordo com o governo Bolsonaro que luta pela a aprovação da Reforma da Previdência.