Flávio Dino, Haddad, Boulos e Requião pedem afastamento de Sérgio Moro

O documento se baseia nas denúncias feitas pelo site The Intercept, que revelam diálogos comprometedores entre Moro, Dallagnol e outros procuradores do Ministério Público.

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT); o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB); o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos (PSOL); e o ex-senador Roberto Requião (MDB) assinaram uma nota, na qual defendem a liberdade de imprensa e pedem o afastamento do ministro da Justiça Sérgio Moro e do procurador Deltan Dallagnol de suas funções.

O documento se baseia nas denúncias feitas pelo site The Intercept, que revelam diálogos comprometedores entre Moro, Dallagnol e outros procuradores do Ministério Público.

Veja abaixo a íntegra da nota:

Nota em defesa da liberdade de imprensa e pelo afastamento de Moro e Dallagnol

Em face dos graves acontecimentos que marcaram os últimos dias no Brasil, vimos a público para

1-Manifestar a nossa defesa firme e enfática das liberdades de imprensa e de expressão, das quais é consectário o direito ao sigilo da fonte, conforme dispõe a nossa Constituição Federal. Assim sendo, são absurdas as ameaças contra o jornalista Glenn Greenwald, seja por palavras do presidente da República ou por atos ilegais, a exemplo da Portaria 666, do Ministério da Justiça. Do mesmo modo, estamos solidários à jornalista Manuela D’Avila, que não praticou nenhum ato ilegal, tanto é que colocou seu telefone à disposição para perícia, pois nada tem a esconder.

2-Registrar que apoiamos todas as investigações contra atos de invasão à privacidade. Contudo, desejamos que todo esse estranho episódio seja elucidado tecnicamente e nos termos da lei, sem interferências indevidas, como a praticada pelo ministro Sérgio Moro. Este agente público insiste em acumular funções que não lhe pertencem. Em Curitiba, comandava acusações que ele próprio julgaria em seguida. Agora, no ministério, embora seja parte diretamente interessada e suspeita, demonstra ter o comando das investigações, inclusive revelando atos sigilosos em telefonemas a autoridades da República.

3-Postular que haja o imediato afastamento do ministro Sérgio Moro, pelos motivos já indicados. Em qualquer outro país democrático do mundo isso já teria ocorrido, pois está evidente que Moro não se comporta de acordo com a legalidade, insistindo em espantosos abusos de poder. Do mesmo modo, a Lava Jato em Curitiba não pode prosseguir com a atuação do procurador Deltan Dallagnol, à vista do escandaloso acervo de atos ilícitos, a exemplo do comércio de palestras secretas e do conluio ilegal com o então juiz Moro.

4-Sustentar que é descabida qualquer “queima de arquivo” neste momento. Estamos diante de fatos gravíssimos, que merecem apuração até mesmo junto ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional, neste último caso por intermédio de Comissão Parlamentar de Inquérito. A República exige transparência e igualdade de todos perante a lei. Altas autoridades que estão defendendo a “queima de arquivo” parecem ter algo a temer. Por isso mesmo, nada podem opinar ou decidir sobre isso. A lei tem que ser para todos, de verdade.

5-Sublinhar que somos a favor da continuidade de todos os processos contra atos de corrupção ou contra atuação de hackers, e que todos os culpados sejam punidos. Mas que tudo seja feito em estrita obediência à Constituição e às leis. Neste sentido, reiteramos a defesa da liberdade imediata do ex-presidente Lula, que não teve direito a um julgamento justo, sendo vítima de um processo nulo. A nulidade decorre da parcialidade do então juiz Moro, já que os diálogos revelados pela imprensa mostram que ele comandava a acusação e hostilizava os advogados de defesa, o que se configura uma grave ilegalidade.

6-Por fim, lembramos que quando os governantes dão mostras de autoritarismo, esse exemplo contamina toda a sociedade e estimula violências, como a praticada contra os indígenas wajãpis, no Amapá, com o assassinato de uma liderança após a invasão do seu território. Cobramos do Governo Federal, especialmente do Ministério da Justiça, providências imediatas para garantia da terra dos wajãpis e punição dos assassinos.

Chega de “vale-tudo”, ilegalidades e abusos. Não queremos mais justiça seletiva e parcial. Queremos justiça para todos”.

Estadão destaca Unidade Progressista que conta com participação de Flávio Dino

Unidade Progressista começa a se destacar justamente pelo perfil dos seus participantes

Estadão

Lideranças de partidos de esquerda têm apostado em abordagens novas para tentar organizar sua oposição ao governo de Jair Bolsonaro, mirando também na próxima campanha eleitoral. Reportagem do repórter Ricardo Galhardo, do Estadão, mostra que a recém-criada Unidade Progressista começa a se destacar justamente pelo perfil dos seus participantes.

Mesmo ainda no início de suas discussões e muito longe de poder ser sequer chamada de esboço de um futuro partido, a Unidade Progressista já reúne nas suas discussões lideranças importantes da esquerda, como Fernando Haddad (PT), Guilherme Boulos (PSOL), o governador do Maranhão, Flavio Dino (PC do B), o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) e a vice de Boulos, Sonia Guajajara. A ideia é também tentar atrair outros nomes fortes como Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Roberto Requião (MDB), por exemplo. Segundo a reportagem, o grupo já teve uma reunião e publicou dois artigos.

Flávio Dino, Boulos e Haddad divulgam carta pela unidade da esquerda


Assinam também o documento o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), e a candidata à vice de Guilherme Boulos nas eleições de 2018, Sonia Guajajara

Em Brasília para o Fórum de Governadores, o governador Flávio Dino (PCdoB) divulgou, juntamente com Guilherme Boulos (PSOL) e Fernando Haddad (PT), uma carta que defende a unidade dos partidos de esquerda do país, para fazer frente ao governo de Jair Bolsonaro (PSL)

A avaliação do grupo é que o governo federal sofre um desgaste precoce, insiste com políticas antipopulares, como a Reforma da Previdência, e possui despreparo preocupante. Assinam também o documento o ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), e a candidata à vice de Guilherme Boulos nas eleições de 2018, Sonia Guajajara. Leia a carta abaixo:

Brasília, 26 de março de 2019

Reunidos nesta manhã em Brasília, realizamos um debate sobre o atual momento nacional, especialmente considerando o rápido e profundo desgaste do Governo Bolsonaro. Destacamos alguns pontos para reflexão de toda a sociedade:

  1. Estamos atentos e mobilizados para evitar agudos retrocessos sociais, trazidos por esse projeto de Reforma da Previdência, centrado no regime de capitalização e no corte de direitos dos mais pobres.
  2. Do mesmo modo, convidamos para a defesa da soberania nacional. Consideramos que por trás do suposto discurso patriótico do atual governo há, na prática, atitudes marcadamente antinacionais, como vimos na recente visita presidencial aos Estados Unidos.
  3. Em face da absurda decisão do Governo Bolsonaro de “comemorar” o Golpe Militar de 1964, no próximo dia 31 de março, manifestamos nossa solidariedade aos torturados e às famílias dos desaparecidos. Sublinhamos a centralidade da questão democrática, que se manifesta na defesa do Estado de Direito, das garantias fundamentais e no repúdio a atos de violência contra populações pobres e exploradas, a exemplo das periferias, dos negros e dos índios. Não aceitamos a criminalização dos movimentos sociais, uma vez que eles são essenciais para uma vivência autenticamente democrática.

Nesse contexto, é urgente assegurar ao ex-presidente Lula seus direitos previstos em lei e tratamento isonômico, não se justificando a manutenção de sua prisão sem condenação transitada em julgado.

Por fim, essa reunião expressa o desejo de ampla unidade do campo democrático para resistir aos retrocessos e oferecer propostas progressistas para o Brasil.

Fernando Haddad
Ex-candidato a presidente da República

Guilherme Boulos
Ex-candidato a presidente da República

Flávio Dino
Governador do Maranhão

Sonia Guajajajra
Ex-candidata a vice-presidente da República

Guilherme Boulos incita invasão à casa de Jair Bolsonaro

R7

O candidato à presidência pelo PSOL nestas eleições, Guilherme Boulos, disse durante um ato que participou na quarta-feira (10) que o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), movimento que lidera, “ocupa terrenos improdutivos e a casa do Bolsonaro não parece muito produtiva”.

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, usou o Twitter para registrar o que considerou uma ameaça de Boulos e disse que se defenderia de tal ato.

“Esta ameaça vai ser transmitida pela mídia ou só quando eu responder como defenderei minha família e propriedade, tentando me imputar novamente como o maior vilão do universo?”, disse o presidenciável ao compartilhar o vídeo do protesto.

Entre a fala do psolista, os manifestantes que participavam do protesto que aconteceu na avenida Paulista gritou o que seria uma ameaça à casa do presidenciável: “Bolsonaro, presta atenção, a sua casa vai virar ocupação”.

Em resposta, Boulos usou as redes sociais para dizer que “quem viu o vídeo e junta lé com cré percebe que foi uma ironia”.

O candidato que recebeu menos 1% dos votos válidos no primeiro turno das eleições disse ainda que “falta amor no mundo, mas também falta interpretação de texto”.

Bolsonaro demite assessora fantasma

Em janeiro, a Folha revelou a existência da funcionária fantasma. De acordo com pessoas da cidade, Wal, como é conhecida, também presta serviços particulares na casa de Bolsonaro, mas tem como principal atividade o comércio de açaí

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL-RJ) demitiu nesta segunda-feira (13) a assessora fantasma Walderice Santos da Conceição. A demissão, a pedido da assessora, foi divulgada por ele depois de a Folha publicar reportagem nesta segunda que flagrou Walderice trabalhando em sua loja de açaí na região de Angra dos Reis na hora do expediente da Câmara dos Deputados.

Em janeiro, a Folha revelou a existência da funcionária fantasma. De acordo com pessoas da cidade, Wal, como é conhecida, também presta serviços particulares na casa de Bolsonaro, mas tem como principal atividade o comércio de açaí. Nesta segunda, a Folha voltou ao local e constatou que a funcionária continuava na venda de açaí em horário de expediente.

A reportagem comprou com Walderice um açaí e um cupuaçu. Ela afirmou que trabalha na loja, que leva seu nome, Açaí da Wal, todas as tardes, na pequena Vila Histórica de Mambucaba, a 50 km de Angra dos Reis. Walderice figura desde 2003 como um dos 14 funcionários do gabinete parlamentar de Bolsonaro, em Brasília, recebendo atualmente salário bruto de R$ 1.416,33. Bolsonaro afirmou nesta segunda que a funcionária ligou pedindo demissão, mas que seria “muito complicado”, então ele a exonerou. “Eu fico chateado até, porque ela precisa, é uma pessoa pobre”, afirmou o deputado.

A princípio, o candidato havia dito que Walderice se demitiu na manhã de segunda por causa do desgaste. O nome de Wal foi citado no debate entre os presidenciáveis realizado pela TV Bandeirantes na última quinta (9). O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, perguntou a Bolsonaro “quem é Wal?”.

A afirmação do deputado de que Walderice pediu demissão pela manhã é discrepante com as falas da própria funcionária à Folha. Nas duas conversas que teve com a reportagem, não mencionou pedido de demissão. Apenas após a identificação dos jornalistas, no final da tarde, a funcionária ligou para o jornal para afirmar que pedira demissão.

Antes de se identificar como repórteres, a Folha conversou com Walderice na pequena loja de açaí onde ela trabalha. Ela chegou a comentar o debate da TV Band. “Ele [Boulos] disse que o Jair tinha uma funcionária fantasma.” Em resposta à pergunta da Folha sobre quem era, Walderice afirmou: “Sou eu.”

Depois da reportagem da Folha de janeiro, o parlamentar passou a dar diferentes versões sobre a assessora. Primeiro, disse que buscou o endereço do local e viu que a “casinha” de açaí era da irmã de Walderice. Em outra tentativa de explicar, disse que sua secretária de gabinete estava em período de férias na ocasião em que a Folha visitou o local na primeira vez. Essa foi a versão dada, por exemplo, na resposta a Boulos no debate da Band.

Segundo moradores da região, o marido dela, Edenilson, presta serviços de caseiro ao deputado.

Veja o resumo do primeiro debate presidencial das Eleições 2018

Participam oito candidatos, todos de coligações com no mínimo cinco congressistas, obrigados a serem convidados pela lei eleitoral. Ao todo, são 13 nomes na disputa

No primeiro debate televisivo com os candidatos à Presidência, realizado na noite desta quinta (9) pela Bandeirantes, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) foi o alvo preferencial dos adversários. Mas quem chamou a atenção foi Cabo Daciolo (Patriota), que, com seu perfil pitoresco, se tornou mais conhecido e formou dobradinha com Jair Bolsonaro (PSL), que, porém, adotou tom mais ameno. Participam oito candidatos, todos de coligações com no mínimo cinco congressistas, obrigados a serem convidados pela lei eleitoral. Ao todo, são 13 nomes na disputa.

Bolsonaro joga pelo empate e dá mais um passo para cristalizar eleitorado
Jair Bolsonaro (PSL) jogou pelo empate: em tom mais ameno do que de costume, reforçou as fronteiras de seu nicho eleitoral com discursos contra a esquerda, oferta de armas para a população e propostas de militarizar instituições. Nesta primeira etapa da campanha, o capitão reformado busca cristalizar o apoio dos 17% dos brasileiros que declaram voto em sua candidatura. Assim, ele posterga (ou descarta?) a expansão de seu eleitorado para uma “direita light”, como pregavam alguns aliados. A estratégia é se manter no patamar atual para beliscar uma vaga no segundo turno.

Alvo preferencial, Alckmin veste figurino de político tradicional
Sob ataque de boa parte dos rivais por sua aliança com o Centrão, Geraldo Alckmin (PSDB) vestiu o figurino da política tradicional. O tucano experimentou usar essa imagem a seu favor, apresentando-se como um gestor experimentado, mas escorregou no excesso de vocabulário técnico e nas siglas indecifráveis pela maior parte do público (“corrigir o FGTS pela TLP”). A equipe de Alckmin queria polarizar com Bolsonaro, mas o tucano deixou de lado seu principal adversário na disputa por votos no campo da direita. Depois que Guilherme Boulos (PSOL) partiu para cima do capitão reformado, Alckmin seguiu a tradição dos debates de estreia: apenas sorriu e deu seu cartão de visitas ao público.

Ausente, PT desaparece do debate e dá impressão de estar fora do jogo
A decisão do PT de boicotar os primeiros atos de campanha, insistindo na participação do ex-presidente Lula, pode ter dado seu primeiro prejuízo concreto. No debate da Band, o partido parecia estar fora do jogo: à exceção de algumas referências, a sigla que governou o país por 13 anos foi citada de forma passageira, parecendo não ser uma alternativa real nesta eleição.

Ciro perde oportunidade de se firmar como ímã de insatisfeitos com Temer
Em um aparente exercício de moderação, Ciro Gomes (PDT) adotou uma postura tímida na oposição ao presidente Michel Temer, a quem já chamou de “chefe de quadrilha”. Com críticas específicas a plataformas do governo, como a reforma trabalhista, o presidenciável perdeu a oportunidade de se colocar como a principal opção na disputa para os milhões de eleitores que classificam a gestão atual como ruim ou péssima.

Marina cerca eleitorado de Alckmin para limitar fôlego do tucano
Marina Silva (Rede) fez ataques cirúrgicos a Alckmin, em especial nos sucessivos esforços para associá-lo aos partidos do Centrão que o apoiam. A candidata, que se vendeu como uma terceira via nas eleições de 2010 e 2014, conquistou um eleitorado de centro que tem perfil semelhante ao do tucano. Sem estrutura política e tempo na propaganda eleitoral, ela teme ser desidratada caso Alckmin comece a crescer nas pesquisas.

Para acordar eleitor em debate monótono, Álvaro Dias solta nome de moro a esmo
Desconhecido, Álvaro Dias (Podemos) tentava falar o nome do juiz Sergio Moro sempre que podia. Em um debate monótono e pulverizado, o senador paranaense buscou se escorar em uma figura popular para chamar a atenção. Repetia que já convidou Moro para ser ministro da Justiça e pedia o comentário dos rivais que, naturalmente, se esquivavam de críticas ao juiz.

Único beneficiário incontestável do debate, Cabo Daciolo ensaia dobradinha com Bolsonaro
É inevitável que o debate se torne superficial e disperso com oito candidatos no estúdio. Nesse cenário, o perfil pitoresco de Cabo Daciolo (Patriota) fez com que ele fosse o único beneficiário incontestável do evento. O ex-bombeiro se tornou mais conhecido, espelhando-se no modelo bizarro de Enéas Carneiro para atrair um voto de protesto, e, de quebra, ainda serviu para formar dobradinha com Jair Bolsonaro e atacar a política tradicional.

Boulos surge como ‘Lula de 1989’, mas enfrenta trilha mais estreita
Guilherme Boulos (PSOL) foi comparado ao Lula da campanha de 1989 com sua defesa enfática de trabalhadores e ataques ao sistema financeiro. A diferença é que Lula se acotovelava apenas com Leonel Brizola naquela eleição para chegar ao segundo turno. Boulos precisará enfrentar o fantasma do próprio ex-presidente, uma disputa multilateral por seu espólio político e, ainda, um discurso na mesma esteira (porém muito mais moderado) na voz de Ciro Gomes.

Apagado, Meirelles não serve nem de escada para ataques a temer
Com um discurso ainda escorregadio, Henrique Meirelles (MDB) saiu apagado do debate. O ex-ministro da Fazenda teria ganhado alguma exposição se fosse usado como escada pelos adversários para ataques ao presidente Michel Temer, mas nem isso ocorreu. Meirelles foi pouco convincente tanto ao buscar distância da política tradicional “nunca exerci mandato” quanto ao apagar seus laços com Temer “trabalhei pelo Brasil”.

Saiba quem são os 13 candidatos à Presidência da República nas eleições 2018

Segundo a legislação eleitoral, as chapas completas com os candidatos, vices, alianças ou coligações têm de ser oficializadas até hoje (6)

Com o fim das convenções, foram definidos os candidatos à Presidência da República, são 13 os candidatos. Segundo a legislação eleitoral, as chapas completas com os candidatos, vices, alianças ou coligações têm de ser oficializadas até hoje (6). Saiba quem são os candidatos que disputam o comando do Palácio do Planalto:

 

Álvaro Dias (Podemos) 

O senador Álvaro Dias foi escolhido pelo Podemos para ser candidato à Presidência da República. Ele vai compor a chapa com o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro. Além do PSC, fazem parte da coligação os partidos PTC e PRP.

 

Cabo Daciolo (Patriota)

A convenção nacional do Patriota oficializou a candidatura do deputado federal Cabo Daciolo. O evento ocorreu no município de Barrinha, no interior de São Paulo. O candidato foi escolhido por unanimidade. A candidata a vice é Suelene Balduino Nascimento, do mesmo partido.

 

Ciro Gomes (PDT)

O PDT confirmou a candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República. Natural de Pindamonhangaba (SP), construiu sua carreira política no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza e governador. Ciro Gomes já foi Ministro da Fazenda e ministro da Integração Nacional. O candidato vai contar com o apoio do Avante.

 

Geraldo Alckmin (PSDB)

Em convenção nacional realizada na capital federal, o PSDB confirmou a candidatura do presidente do partido e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, à Presidência da República nas eleições de outubro. A senadora Ana Amélia (PP-RS) é a vice na chapa. Geraldo Alckmin conta com o apoio do PSDB, PP, DEM, PR, PTB, PRB, PPS, PSD e Solidariedade.

 

Guilherme Boulos (PSOL)

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, foi lançado candidato à Presidência da República pelo PSOL, na convenção nacional em São Paulo. Também foi homologado o nome de Sônia Guajajara, representante do povo indígena, para vice-presidente. O PSOL terá o apoio do PCB em sua coligação.

 

Henrique Meirelles (MDB)

O MDB confirmou o nome de Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, como candidato à Presidência da República. O partido informou que Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul, será o vice na chapa. O candidato do presidente Michel Temer terá o apoio do PHS.

 

Jair Bolsonaro (PSL)

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ), 63 anos, foi confirmado como o candidato à Presidência da República nas eleições deste ano pelo PSL. O vice é o general Hamilton Mourão, do PRTB.

 

João Amoêdo (Partido Novo)

João Dionisio Amoêdo foi oficializado candidato à Presidência da República pelo Partido. O cientista político Christian Lohbauer foi escolhido como candidato à vice-presidente.

 

João Goulart Filho (PPL)

O PPL lançou João Goulart Filho como candidato à Presidência da República. Ele é filho do ex-presidente João Goulart, o Jango, que teve mandato presidencial, de 1961 a 1964, interrompido pela ditadura militar. É a primeira vez que João Goulart Filho concorre ao cargo. O candidato a vice é Léo Alves, professor da Universidade Católica de Brasília.

 

José Maria Eymael (DC)

O partido Democracia Cristã (DC) confirmou durante convenção na capital paulista, a candidatura de José Maria Eymael à Presidência da República, nas eleições de outubro, e do pastor da Assembleia de Deus Helvio Costa como vice-presidente.

 

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

A convenção nacional do PT escolheu, por aclamação, o nome de Luiz Inácio Lula da Silva para ser o candidato à Presidência da República. O encontro também homologou o apoio do PCO e do PROS à candidatura do PT. Neste domingo (5) o PCdoB também confirmou apoio a Lula.

 

Marina Silva (Rede)

A primeira convenção nacional da Rede Sustentabilidade confirmou, por aclamação, o nome Marina Silva como candidata da sigla à Presidência da República. O candidato à vice na chapa, o médico, Eduardo Jorge, do Partido Verde (PV), também foi apresentado oficialmente no encontro.

 

Vera Lúcia (PSTU)

Em convenção nacional, o PSTU oficializou a candidatura de Vera Lúcia à Presidência da República e de Hertz Dias como vice na chapa. A escolha foi feita por aclamação pelos filiados ao partido presentes na quadra do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, na zona leste da capital paulista.

Veja quem já são os candidatos a presidente definidos nas convenções partidárias

s convenções têm de ser realizadas até 5 de agosto, e o prazo para pedir o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral encerra-se em 15 de agosto. Fotos: Reuters e AFP

No primeiro fim de semana de convenções nacionais, os partidos políticos confirmaram cinco candidatos a presidente da República: Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL), Jair Bolsonaro (PSL), Paulo Rabello de Castro (PSC) e Vera Lúcia (PSTU). As convenções têm de ser realizadas até 5 de agosto, e o prazo para pedir o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral encerra-se em 15 de agosto.

A lei eleitoral permite, a partir da homologação das convenções, a formalização de contratos para instalação física e virtual dos comitês dos candidatos e dos partidos. O pagamento de despesas, porém, só pode ser feito após a obtenção do CNPJ do candidato e a abertura de conta bancária específica para movimentação financeira de campanha e emissão de recibos eleitorais.

Segundo o calendário das eleições de 2018, a partir de quarta-feira (25), a Justiça Eleitoral poderá encaminhar à Secretaria da Receita Federal os pedidos para inscrição de candidatos no CNPJ. A partir dessa data, os partidos políticos e os candidatos devem enviar à Justiça Eleitoral, para divulgação na internet, os dados de arrecadação para financiamento da campanha eleitoral, observado o prazo de 72 horas após o recebimento dos recursos.

Nas convenções nacionais, o PSL, o PDT e o PSC não escolheram os candidatos a vice. Caberá à direção nacional do PDT articular as alianças para o primeiro turno das eleições e o vice de Ciro Gomes. O PSC vai buscar um vice que agregue apoios, mas o candidato demonstrou disposição de ter uma mulher na sua chapa. No PSL, o nome forte para compor a chapa de Bolsonaro é o da advogada Janaina Paschoal, que participou da convenção ao lado do candidato a presidente.

O PSOL formou uma chapa puro sangue: Sônia Guajajara será a candidata a vice de Boulos. O partido, no entanto, disputará as eleições de outubro coligado com o PCB, que realizou convenção na última sexta-feira e aprovou a aliança. O PSTU optou por não fazer coligações. O vice de Vera Lúcia será Hertz Dias.

O PMN e o Avante realizaram ontem convenções nacionais e decidiram não lançar candidatos a Presidência da República. Na convenção, o Avante decidiu dar prioridade à eleição de deputados federais: terá uma chapa com cerca de 80 nomes e pretende eleger pelo menos cinco. O Avante não definiu se apoiará algum candidato a presidente no primeiro turno. O PMN decidiu dar apoio a nenhuma chapa nas eleições presidenciais.

No próximo sábado (28), devem reunir-se SD, PTB, PV, PSD e DC.