Distrito Federal declara situação de calamidade pública devido à pandemia

O aumento dos casos também tem causado impacto nos hospitais. Ainda no domingo (28), as unidades particulares atingiram 90,4% de ocupação

O governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou situação de calamidade pública no Distrito Federal por conta da pandemia do novo coronavírus. Até a manhã desta segunda-feira (29), a capital contabilizava 548 mortes por Covid-19 e 44,9 mil infectados .

Apesar da medida, o governo autorizou uma série de flexibilizações desde a reabertura do comércio a espaços de lazer (veja mais abaixo). Ibaneis afirmou que o objetivo da declaração de calamidade é “acessar programas federais”. O chefe do Executivo não traçou relação direta com o contágio acelerado da doença.

Com o decreto, o governo local não terá que seguir limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e nem as metas fiscais previstas nas regras orçamentárias de 2020. Além disso, o DF poderá receber repasses da União.

“Fica declarado estado de calamidade pública no âmbito do Distrito Federal, em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2”, diz trecho da publicação.

O aumento dos casos também tem causado impacto nos hospitais. Ainda no domingo (28), as unidades particulares atingiram 90,4% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) reservados para paciente com Covid-19. O índice é o mais alto desde o início da pandemia na capital.

Dados divulgados pelo portal Sala de Situação, da Secretaria de Saúde, apontam que apenas 21 das 219 vagas da rede privada estavam disponíveis até a última atualização desta reportagem. Do total, 191 estavam disponíveis e sete, bloqueadas.

14 governadores divulgam carta aberta contra decreto de armas de Bolsonaro

O Jornal Nacional revelou que o decreto de Bolsonaro que regulamenta o uso e porte de armas no país libera compra de fuzil por qualquer cidadão

Governadores de 13 estados e do Distrito Federal, entre eles o governador Flávio Dino, divulgaram, nesta terça-feira (21), uma carta aberta contra o decreto de armas, editado pelo presidente Jair Bolsonaro, no começo do mês. Na avaliação do grupo, o decreto que amplia o direito do cidadão à arma vai aumentar a violência no país.

Na carta, as autoridades afirmam que “as medidas previstas pelo decreto não contribuirão para tornar nossos estados mais seguros. Ao contrário, tais medidas terão um impacto negativo na violência – aumentando por exemplo, a quantidade de armas e munições que poderão abastecer criminosos – e aumentarão os riscos de que discussões e brigas entre nossos cidadãos acabem em tragédias”.

Na segunda-feira (21), o Jornal Nacional revelou que o decreto de Bolsonaro que regulamenta o uso e porte de armas no país libera compra de fuzil por qualquer cidadão. O documento permite que as pessoas consigam comprar arma produzida pela Taurus. O Fuzil T4 foi criado em 2017 e se enquadra em novas especificações.

O decreto das armas está em vigor desde o início de maio. Ainda não há um cronograma para regulamentação, mas, desde que foi anunciado, o decreto dividiu opiniões. O Ministério Público Federal, em Brasília, pediu a suspensão do decreto. Atualmente, existem três ações contra o decreto na Justiça Federal e três no Supremo Tribunal Federal (STF).

Assinaram o documento os governadores de Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins.

Executiva do PV pede expulsão de Sarney Filho

O motivo é a participação do ex-ministro do governo Temer na administração de Ibaneis Rocha como secretário de Meio Ambiente, sem prévia consulta às instâncias partidárias

Correio Brasiliense

A executiva regional do PV do Distrito Federal decidiu pedir o afastamento ou até a expulsão de Sarney Filho dos quadros da legenda. O motivo é a participação do ex-ministro do governo Temer na administração de Ibaneis Rocha como secretário de Meio Ambiente, sem prévia consulta às instâncias partidárias.

O pedido inclui o presidente do Ibram (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos), Edson Duarte, também filiado ao PV. Uma comissão vai analisar a questão e apontar um caminho. A palavra final é da executiva nacional.

Presidente do PV do Distrito Federal e vice-presidente nacional, Eduardo Brandão, lidera o processo de afastamento de Sarney Filho da legenda.

Ele explica que o partido reconhece a importância e a história do secretário na área ambiental. Mas defende que integrantes do partido respeitem o programa do PV e as decisões internas.

“O partido não foi consultado. Ele está no governo por cota pessoal do governador”, reclamou. Candidato a vice na chapa de Rodrigo Rollemberg (PSB), Brandão garante que o PV não está em busca de cargos na administração de Ibaneis. O receio é de que medidas polêmicas que, porventura, sejam adotadas, sejam creditadas ao partido.

Após derrota no Maranhão, Sarney Filho toma posse como secretário do DF

A indicação de Sarney Filho para secretaria de Meio Ambiente gerou bastante polêmica

O ex-deputado federal Sarney Filho (PV) tomou posse como secretário do Meio Ambiente no governo de Ibaneis Rocha (MDB), no Distrito Federal. A posse aconteceu na terça-feira (1º), em Brasília.

Filho do ex-presidente da República José Sarney (MDB), o político foi deputado federal por nove mandatos consecutivos, de 1983 a 2018. Entre 2016 e 2018, Sarney Filho foi ministro do Meio Ambiente no governo Michel Temer.

Sarney Filho disputou uma das duas vagas para o Senado Federal, mas foi derrota e ficou em terceiro lugar com 13,20% dos votos.

A indicação de Sarney Filho para secretaria de Meio Ambiente gerou bastante polêmica e foi criticada até mesmo pelo diretório do PV do Distrito Federal.

PV do Distrito Federal repudia indicação de Sarney Filho para secretaria de Meio Ambiente

Após a confirmação de que o filho de José Sarney ganharia um cargo no governo, o PV do Distrito Federal repudiou a indicação e classificou de desrespeito o nome de Sarney Filho para o cargo

A indicação do deputado federal Sarney Filho (PV-MA) – feita pelo governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) – para assumir a secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal não foi bem aceita nem mesmo por seus correligionários.

Após a confirmação de que o filho de José Sarney ganharia um cargo no governo, o PV do Distrito Federal repudiou a indicação e classificou de desrespeito o nome de Sarney Filho para o cargo.

Nota Oficial

A Diretoria Executiva do Partido Verde do Distrito Federal, após tomar conhecimento pela imprensa, nesta terça-feira, 13 de novembro, de que o ex-ministro e deputado federal não reeleito do PV (MA), Sarney Filho, irá compor o novo governo do DF, assim se manifesta:

Considerando que o Partido Verde do DF tem uma atuação de cerca de 20 anos na capital, sempre norteada pelos bons valores da honestidade, transparência e companheirismo;

Considerando que, nas eleições de 2018, o Partido Verde do Distrito Federal elegeu um deputado federal e um primeiro suplente para a Câmara Legislativa;

Considerando que compôs a chapa majoritária adversária ao futuro governador, em um intenso embate ideológico e programático, disputando ainda o segundo turno eleitoral;

Reitera seu total repúdio à decisão do referido deputado para compor a próxima gestão, principalmente em se tratando de desrespeito a esta executiva regional, bem como ao trabalho acumulado, aos resultados eleitorais alcançados, às trajetórias de seus membros e à absoluta falta de respeito pelo Partido Verde.

Por fim, esta Executiva solicita que a Executiva Nacional do PV tome as devidas providências para que o referido deputado reveja esta decisão tão pouco democrática e em desacordo com os nossos compromissos éticos.

Executiva PV/DF

Sarney Filho será secretário de Meio Ambiente no DF, diz governador eleito Ibaneis

Entre 2016 e 2018, Sarney Filho foi ministro do Meio Ambiente no governo Michel Temer. Ele deixou o cargo para sair em campanha eleitoral

O deputado federal Sarney Filho (PV-MA) foi anunciado nesta terça-feira (13) como futuro secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, na gestão do governador eleito Ibaneis Rocha (MDB).

Sarney se reuniu nesta terça com Ibaneis e o vice-eleito, Paco Britto (Avante), na Câmara dos Deputados. A indicação dele como secretário foi confirmada pela assessoria de Ibaneis.

O político, filho do ex-presidente da República José Sarney, tem cadeira na Câmara Federal desde 1983. Ao todo, foram nove mandatos consecutivos por diversos partidos. Nas eleições deste ano, foi candidato ao Senado pelo Maranhão, mas não se elegeu.

Entre 2016 e 2018, Sarney Filho foi ministro do Meio Ambiente no governo Michel Temer. Ele deixou o cargo para sair em campanha eleitoral.