É inaceitável que os nossos índios estejam sendo dizimados, afirma Eliziane Gama

Também será feito um relatório sobre a diligência para subsidiar as ações na Câmara dos Deputados e Senado Federal

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), integrou nesta sexta-feira(10) a comitiva composta pelos deputados federais Jôenia Wapichana (Rede), Nilto Tatto (PT) e Bira do Pindaré (PSB) que realizou uma diligência nas terras indígenas Arariboia, em Amarante do Maranhão, para averiguar a situação de conflitos na região, principalmente após os recentes assassinatos de índios.

“Nosso objetivo é combater a impunidade. É inaceitável e inadmissível que os nossos índios estejam sendo dizimados. Tão grave quanto isso é deixar os autores dessas barbaridades fiquem sem nenhuma punição. Nós iremos encaminhar esse relatório. Podem contar conosco”, afirmou Eliziane Gama durante a diligência no território Arariboia.

Os parlamentares foram acompanhados pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-MA, o advogado Rafael Silva; presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Mari Silva Maia; Tenente Coronel Araújo, comandante do 34º Batalhão de Polícia Militar da cidade de Amarante, e também pela representante da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Andréa Barbosa.

Entre os encaminhamentos está a solicitação da cópia do inquérito sobre a morte do Guardião da Floresta, Paulo Paulino Guajajara. Também será feito um relatório sobre a diligência para subsidiar as ações na Câmara dos Deputados e Senado Federal. Os parlamentares se comprometeram a contribuir com a regularização das associações indígenas.

Indígenas pedem investimentos em segurança durante diligência realizada por Eliziane e parlamentares

Entre os encaminhamentos da audiência está a solicitação da cópia do inquérito sobre a morte do Guardião da Floresta, Paulo Paulino Guajajara

As lideranças indígenas presentes na audiência realizada sexta-feira (10), por comitiva de parlamentares em território Arariboia, pediram mais investimentos em equipamentos de segurança para ajudar na proteção das reservas. O pedido dos indígenas é decorrente a situação de conflito na região e aos recentes assassinatos de índios ocorridos na localidade.

O objetivo da diligência da comitiva de parlamentares foi verificar in loco a situação de conflitos na região, principalmente após os recentes assassinatos de índios. Entre as autoridades que integraram a comitiva está a senadora Eliziane Gama(Cidadania) e os deputados federais Bira do Pindaré (PSB), Jôenia Wapichana (REDE) e Nilto Tatto (PT).

Os parlamentares foram acompanhados pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MA, o advogado Rafael Silva; presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Mari Silva Maia; comandante 34º BPM de Amarante (MA), Tenente Coronel Araújo e também pela representante da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Andréa Barbosa.

Entre as lideranças indígenas presentes na audiência está o Cacique Zezé da Aldeia Juçaral, o atual coordenador Geral da Comissão dos Caciques e Lideranças da Terra Indígena Araribóia (CCOCALITIA-MA), Elias Sousa Guajajara, o representante dos Guardiões da Florestas, Silvio Guajajara que é da Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão (COAPIMA).

Entre os encaminhamentos da audiência está a solicitação da cópia do inquérito sobre a morte do Guardião da Floresta, Paulo Paulino Guajajara, também será feito um relatório sobre a diligência para subsidiar as ações na Câmara dos Deputados e Senado Federal.

Em reunião com Moro, Eliziane discute situação dos povos indígenas

A reunião foi solicitada pela parlamentar para discutir ações de prevenção da violência e iniciativas que envolvem tanto o Poder Executivo quanto o Legislativo

A líder do Cidadania no Senado, Eliziane Gama (MA), acompanhada pela deputada federal Joênia Wapichana (Rede-RR), se reuniu com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, para discutir a situação dos índios de várias etnias no Maranhão.

A reunião de quinta-feira (19), em Brasília, foi solicitada pela parlamentar para discutir ações de prevenção da violência e iniciativas que envolvem tanto o Poder Executivo quanto o Legislativo.

O ministro informou às parlamentares que a Força Nacional atuará no estado enquanto houver necessidade e disse que as unidades de segurança estão atuando juntas para combater o aumento da violência. Moro disse ainda que o inquérito da PF (Polícia Federal) sobre a morte do líder indígena Paulo Paulino Guajajara demonstrou que não há qualquer relação com crime de ódio e que o conflito que ocasionou a morte do índio parece se relacionar a caçadores e não a madeireiros.

Aproveitando as explicações, Eliziane Gama questionou o ministro se já tinha sido decretado a prisão de algum responsável pela morte do indígena, mas Moro não soube responder de imediato. A parlamentar maranhense aproveitou a oportunidade para falar sobre o projeto de lei de sua autoria, protocolado hoje no Senado, que torna o crime contra o indígena por disputa de terras em crime hediondo.

“Precisamos atuar no combate do ‘Indiocídio’. Aumentou em 20% o número de assassinatos de indígenas no Brasil, segundo o Conselho Indigenista Missionário [CIMI]. Os dados mais recentes são de 2018, quando foram registradas 135 mortes. No ano anterior, foram 110 casos de assassinato”, ponderou a parlamentar, que cobrou ainda do ministro Sérgio Moro discursos mais fortes em defesa das minorias.

PF quer “policiamento ostensivo” em local de atentado contra índios

Até agora, apesar das buscas feitas pelos policiais na região, ninguém foi preso

Investigadores da Polícia Federal se reuniram domingo (8), com representantes da Funai, da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar do Maranhão e do governo do estado a fim de elaborar estratégias de busca e policiamento ostensivo na região.

No sábado (7), dois índios da etnia Guajajara foram assassinados, vítimas de um atentado na BR-226. O crime aconteceu entre as aldeias Boa Vista e El Betel, na cidade de Jenipapo dos Vieiras (a 506 quilômetros de São Luís).

Em nota, a Funai diz que acompanha atentamente as investigações sobre o crime.

“A Funai informa que está atenta acompanhando de perto todas as investigações que estão sendo realizadas pela Polícia Federal, para que os fatos sejam esclarecidos e os culpados sejam identificados e presos”, diz o comunicado.

Até agora, apesar das buscas feitas pelos policiais na região, ninguém foi preso. O trecho da BR-226 que havia sido bloqueado já está liberado.

Zé Inácio comenta atentado contra índios Guajajaras no Maranhão

Morreram no ataque os indígenas Firmino Silvino Guajajara e Raimundo Bernice Guajajara

O deputado estadual Zé Inácio (PT) comentou sobre o novo atentado aos índios Guajajaras, no sábado, na cidade de Jenipapo dos Vieiras, interior do Maranhão. Dois índios foram mortos e dois ficaram feridos no atentado.

“Mais uma vez, indígenas maranhenses são alvos de ação criminosa daqueles que não respeitam seus territórios. As autoridades devem urgentemente investigar esses crimes, em especial a Polícia Federal e o Ministério da Justiça. Recentemente, defendi na tribuna da Assembleia Legislativa, por ocasião dos ataques à T.I Araribóia, a presença da Força Nacional no Maranhão não só para atuar preventivamente nas terras indígenas, mas também para agir de maneira repressiva, porque o que está levando à morte de indígenas no nosso Estado é a exploração ilegal de terras, principalmente a exploração de madeira. Nossa solidariedade aos povos tradicionais!”, escreveu Inácio.

Morreram no ataque os indígenas Firmino Silvino Guajajara e Raimundo Bernice Guajajara. Os dois índios atingidos foram socorridos e levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de Jenipapo dos Vieiras e estão sob proteção policial.

Há um mês, o líder indígena Paulo Paulino Guajajara foi morto durante uma emboscada na Terra Indígena Araribóia, na região de Bom Jesus das Selvas no Maranhão. O conflito também causou a morte do madeireiro Márcio Greykue Moreira Pereira e deixou ferido o primo de Paulo Guajajara, Laércio Guajajara.

Dois índios Guajajaras morrem e dois ficam feridos em atentado no Maranhão

Por meio de nota, a Polícia Federal disse que foi informada dos fatos e enviou uma equipe ao local para iniciar as investigações sobre o crime

Dois índios da etnia Guajajara morreram e outros dois ficaram feridos durante um atentado registrado sábado (7) na BR-226, entre as aldeias Boa Vista e El Betel, no município de Jenipapo dos Vieiras, localizado a 506 km de São Luís. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular e pela Fundação Nacional do Índio (Funai).

Morreram no ataque os indígenas Firmino Silvino Guajajara e Raimundo Bernice Guajajara. Os dois índios atingidos foram socorridos e levados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município de Jenipapo dos Vieiras e estão sob proteção policial.

O secretário de Estado de Direitos Humanos em exercício, Jonata Galvão, informou que os nomes dos feridos não serão divulgados por questões de segurança. Equipes das polícias Militar, Civil e a Fundação Nacional do Índio (Funai) foram acionadas e estão no local.

Por meio de nota, a Polícia Federal disse que foi informada dos fatos e enviou uma equipe ao local para iniciar as investigações sobre o crime.

Em um vídeo que circula nas redes sociais, um indígena identificado como ‘Nelsi’ contou que foi surpreendido por um veículo de cor branca que disparou diversas vezes contra a motocicleta onde ele e o índio Firmino Guajajara estavam.

Deputado reitera disposição do Governo em negociar a questão indígena

Representantes do Governo se reuniram com caciques Guajajaras

Representantes do Governo se reuniram com caciques Guajajaras

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) reiterou, na sessão desta quinta-feira (09), a disposição do governo Flávio Dino (PCdoB) em negociar a questão dos índios. Ele informou sobre uma reunião, que acontecerá nesta sexta-feira (10), com a participação de representantes do Governo, do Ministério Público Federal e da Fundação Nacional dos Índios (Funai) para tratar do assunto.

“Para o governo passado não se sentir seguro em fazer repasses com a permissividade que era a marca da gestão anterior, no que diz respeito a pagamentos suspeitos, era porque realmente algum problema havia”, disse Othelino.

Segundo o deputado, diante de diversas irregularidades encontradas na formalização dos processos, vai ser necessário um termo de ajustamento para que o Governo não seja responsabilizado por pagamentos irregulares, que não tiveram cumpridos todos os trâmites legais.

O deputado voltou a esclarecer que as dificuldades nesses pagamentos, no real cumprimento dos pré-requisitos legais para que eles fossem feitos, não se iniciaram na atual gestão, mas na administração Roseana Sarney. Ele reiterou que, em nenhum momento, o Governo Flávio Dino deixou de negociar.

“Enfatizo a disposição do Governo, em não só continuar a negociação, como tentar resolver dentro do que permite a legislação e os princípios da boa aplicação dos recursos públicos, sanar as pendências quanto à educação, em específico a pauta principal da reivindicação que é a questão do pagamento do transporte escolar”, disse Othelino.

O deputado criticou a oposição por tentar passar a ideia de que o Governo seria insensível e não estaria disposto a negociar. “Foram horas e horas de conversas, tanto que já houve dois pagamentos referentes às pendências de 2013 e 2014 de dívidas deixadas pelo governo Roseana Sarney”, comentou.

Reuniões discutem a questão

O deputado disse que o Governo não vai deixar passar como verdades as mentiras repetidas com o único objetivo de tentar desqualificar o governo que, de fato, propõe-se a fazer mudanças. “A única coisa que aconteceu nessas negociações foi muita conversa em um nível republicano. E é por ser zeloso, por ter cuidado com o patrimônio público e querer preservar a legislação e só fazer pagamentos que, de fato, tenham cumprido todos os procedimentos legais, que essas discussões estão acontecendo”, frisou.

Othelino afirmou que todo esse impasse está acontecendo, graças ao governo anterior que deixou várias “heranças malditas” que agora estão sendo corrigidas. Segundo o deputado, construir e reconstruir um Estado deixado como terra arrasada, não é uma missão fácil. Para ele, o Governo é feito de homens e mulheres que não são mágicos, que não têm a capacidade de resolver e de desfazer estragos históricos da noite para o dia.

“Tenho certeza que, apesar da crise de abstinência do grupo Sarney, da má vontade da oposição e do medo de que os privilégios continuem acabando, esse Governo está dando certo e mudará o Maranhão, mesmo com a gritaria rouca e despropositada da oposição”, afirmou.