José Sarney reafirma apoio à candidatura de Adriano Sarney em São Luís

Em entrevista concedida ao Bom Dia Mirante desta terça-feira, o ex-presidente José Sarney anunciou que o seu apoio a prefeito de São Luís é para o deputado estadual Adriano Sarney (PV).

Sobre a decisão do MDB, que optou por apoiar Neto Evangelista (DEM), Sarney disse não ter qualquer responsabilidade sobre a escolha.

“Eu não tenho nenhuma responsabilidade na escolha do MDB em São Luís, mas entre os pré-candidatos eu sou José Adriano, eu conheço a formação dele. Ele se preparou para esse momento”, ressaltou o ex-presidente e avô de Adriano Sarney.

Sobrinho-neto de Sarney é assassinado na Lagoa da Jansen

Diogo era sobrinho-neto do ex-presidente, José Sarney, e era pai de uma menina.

O publicitário Diogo Adriano Costa Campos, de 41 anos, foi assassinado com um tiro no pescoço na tarde desta terça-feira (16), após uma discussão de trânsito na Lagoa da Jansen, em São Luís.

Diogo era sobrinho-neto do ex-presidente, José Sarney, e era pai de uma menina.

A Polícia Civil observou imagens de câmeras de segurança, já sabe qual carro foi utilizado pelo criminoso, mas ainda não há confirmação se o veículo era de propriedade do autor do crime.

Uma equipe do Instituto Médico Legal (IML) esteve no local para fazer a remoção do corpo.

Sarney reabre velha polêmica entre Maranhão e Pará

Sarney reabriu a velha polêmica entre Maranhão e Pará sobre o escoamento do minério de Carajás. Foto: Pedro França/Agência Senado

O artigo publicado no fim de semana pelo ex-presidente José Sarney no site “Os Divergentes” reabriu a velha polêmica entre Maranhão e Pará sobre o escoamento do minério de Carajás. A título de reminiscência, Sarney celebra vitória pessoal na verdadeira guerra entre os Estados. Como o Pará não tinha porto com calado necessário para escoar o minério de ferro, defendia o uso da via fluvial. “Foi aí que o Maranhão entrou na história oferecendo a solução ferroviária da construção da Estrada de Ferro de Carajás até Itaqui, porto que teria capacidade de receber graneleiros de até 400.000 toneladas, o que acontece hoje”, escreveu.

Porto

O imortal da Academia Brasileira de Letras rememora reunião de bancadas com o então presidente Médici. Na ocasião, o deputado paraense Epílogo de Campos defendeu que o Pará tinha direito. “Direito tem, o que não tem é porto”, teria dito Médici. Em seguida, revela o pulo do gato: construiu Itaqui já de olho no escoamento da produção de Carajás. “Para isso lutei com todas as forças, tendo o apoio decisivo do ministro Andreazza, do presidente da Vale, Eliezer Batista e de Vicente Fialho”, detalha. “Foi uma guerra. Lutei e finalmente vencemos. O Maranhão conquistou Carajás”.

Círio

No artigo Sarney conta ainda que veio a Belém logo após a decisão do governo falar na Associação Comercial, a fim de pacificar a situação. Conta que um de seus auxiliares ouvira conversa de dois empresários paraenses. “O Sarney, com essa conversa, se não abrirmos os olhos, termina levando o Círio de Belém para S. Luís”, teria dito um dos interlocutores. Por fim, declara apreço ao Pará, que, segundo ele, lucrou também com o empreendimento. Não mais que o Maranhão, que, sem Carajás, não teria as perspectivas que hoje tem – 3º porto do Brasil. (Diário Online).

José Sarney passa por cirurgia em São Luís

De acordo com sua assessoria, após o término do procedimento, o ex-senador foi liberado pela equipe médica e já está em casa repousando. Foto: Alan Marques

O ex-presidente José Sarney (MDB) realizou, na manhã desta segunda-feira (6), um procedimento cirúrgico para a retirada de um sinal em um hospital particular de São Luís.

De acordo com sua assessoria, após o término do procedimento, o ex-senador foi liberado pela equipe médica e já está em casa repousando.

A assessoria informou ainda, que o procedimento cirúrgico foi simples e rápido.

Por conta da chegada de José Sarney ao hospital, chegou a ser divulgado que o político estava com problemas de saúde, o que foi negado rapidamente.

Bolsonaro elogia Sarney e presidentes militares

Bolsonaro fez as afirmações hoje pouco antes de começar um almoço que militares oferecem em sua homenagem no Clube Naval de Brasília, à beira do Lago Paranoá. Foto: Marcos Brandão/Agência Senado

UOL

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) elogiou o ex-presidente José Sarney (MDB) e ex-presidentes militares por políticas que implementaram na Amazônia. Ele fez as afirmações hoje pouco antes de começar um almoço que militares oferecem em sua homenagem no Clube Naval de Brasília, à beira do Lago Paranoá.

Ao mencionar a Amazônia, Bolsonaro disse que era “o momento para rememorarmos algo de bom feito em governos anteriores”. E passou a citar presidentes que governaram o país durante a ditadura militar (1964-1985).

“Devemos a passagem de 12 para 200 milhas para o nosso eterno presidente Emílio Medici”, descreveu inicialmente. Bolsonaro mencionou a Zona Franca de Manaus como benefício trazido por Humberto Castello Branco. “Um pouco mais além, é José Sarney”, afirmou Bolsonaro, citando em seguida o ministro do Exército da era Sarney, Leônidas Pires Gonçalves. “A grande obra foi a verdadeira efetivação do projeto Calha Norte.”

No evento, Bolsonaro e o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, elogiaram a Previdência dos militares. Ao contrário dos trabalhadores da iniciativa privada e dos servidores civis, a previdência das Forças Armadas sequer exige idade mínima e veio acompanhada de uma espécie de aumento salarial.

Morre ex-ministro de José Sarney

Roberto Herbster Gusmão faleceu aos 96 anos, vítima de uma insuficiência respiratória

O ex-ministro da Indústria e Comércio do governo de José Sarney, Roberto Herbster Gusmão, faleceu, sábado (17), em São Paulo, aos 96 anos, vítima de uma insuficiência respiratória.

Além de integrar os quadros do governo Sarney, Gusmão foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) e chefe da Casa Civil de Franco Montoro no governo de São Paulo.

Ele também foi um dos fundadores da Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Eaesp) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O enterro aconteceu neste domingo, em São Paulo.

IstoÉ mostra o ostracismo político de Sarney

Hoje, aos 89 anos, o ex-presidente José Sarney vive no ostracismo e confessa: “O que me mantém vivo é escrever”.

Revista IstoÉ

Ele foi o político mais influente do Brasil nas últimas seis décadas. Já foi deputado, governador, presidente da República, senador e presidente do Senado por três vezes. Mas, nos últimos meses, a voz começou a ficar embargada, a mente já não flui como antigamente e os políticos, que faziam romaria à sua casa para aconselhamentos, desapareceram. Hoje, aos 89 anos, o ex-presidente José Sarney vive no ostracismo e confessa: “O que me mantém vivo é escrever”. O ex-presidente aproveita o tempo ocioso em sua mansão na Península dos Ministros – a área mais nobre de Brasília, onde estão instaladas embaixadas, residências de ministros, do presidente da Câmara e do Senado, entre outras – , avaliada em R$ 4 milhões, para escrever sua biografia, que já está com 800 páginas, mas que ele ainda nem sabe se vai publicar. Paralelamente, escreve textos para atualizar a segunda edição de “José Sarney, Bibliografia e Fortuna Crítica”, com 400 páginas, traduzidas para 12 idiomas. “Agora, eu só trato de livros”, diz o ex-presidente, que se orgulha também de ter lançado, em 2018, o “Galope à Beira-Mar”, no qual conta “causos” de sua infância em Pinheiro, interior do Maranhão, onde nasceu como José Ribamar Ferreira de Araújo Costa.

Como só dorme em torno de quatro horas por noite, Sarney começa a dedilhar no computador por volta das 22h e depois lê até adormecer. Mais do que os cargos públicos que ocupou na mais longeva carreira política da história do País, Sarney diz se orgulhar dos livros que escreveu, como “Norte das Águas” e “Marimbondos de Fogo”, que o levaram à Academia Brasileira de Letras (ABL). Ele também enaltece o “Saraminda”, que foi elogiado até por Claude Lévi-Strauss, descrevendo-o como “um belo livro” que o encantou.“Se eu tivesse de pedir a Deus, antes de nascer, se queria ser político ou escritor, sem dúvida escolheria a segunda opção. Tive mais alegria de ir para a ABL do que ocupar a presidência da República”, diz o ex-presidente.

O decano reconhece, porém, que deixou um grande legado para a política brasileira e não apenas para a literatura. Apesar de todos só lembrarem que no período em que foi presidente (1985-1990), o País viveu uma hiperinflação de 200% ao ano, foi no seu governo que consolidou-se a Constituinte. “Fiz a Constituição. Então, como é que eu sou a velha política? Repetindo o doutor Ulysses Guimarães: eu sou velho, mas não sou velhaco”, disse Sarney, que hoje vive confinado em sua casa em Brasília ou em São Luis, onde acabar de passar três meses. O antigo motorista de Sarney em Brasília, Antonio Martins, revela que o político vai para o Maranhão quando faz frio na capital federal, como aconteceu agora no inverno. “Dona Marly, sua esposa, que já está com 86 anos, não passa bem com o frio e aí eles se mudam para São Luis. Quando passa o frio aqui, eles voltam. O presidente retornou a Brasília neste sábado (9)”, explica à ISTOÉ.

Dona Marly, “mulher da vida toda”, é outra razão de viver de Sarney. Com saúde frágil, a ex-primeira-dama caiu e fraturou uma perna no ano passado. Fez uma delicada cirurgia, mas ainda tem dificuldades para andar. Assim, Sarney dedica boa parte do tempo a cuidar da esposa. Afinal, vivendo com aposentadorias de ex-presidente e ex-governador do Maranhão no valor de R$ 90 mil, Sarney é cercado por funcionários e de luxo. Até hoje alimenta o hábito de mandar comprar as frutas prediletas no Mercadão de São Paulo, que são despachadas para o Distrito Federal por meio das companhias aéreas. Apesar de manter um escritório em um dos maiores shoppings de Brasília, raramente Sarney o freqüenta. Afinal, cada vez ele se dedica menos à política e aos negócios do qual é proprietário no Maranhão, incluindo fazendas e veículos de comunicação, como jornal, rádios e emissora de televisão.

Na verdade, a velha raposa nunca quis saber do desempenho das empresas, que são administradas integralmente pelo filho Fernando Sarney e pela nora Tereza. Os outros dois filhos, Roseana e Zequinha, seguiram o pai e nunca se interessaram pela administração empresarial, preferindo seguir a carreira política. Roseana já foi governadora e senadora, mas não conseguiu novo mandato de governadora do Maranhão na eleição do ano passado, enquanto Zequinha, que foi até ministro, não se reelegeu deputado. Ambos, assim como o pai, vivem em viés de baixa na política.

O imortal

Quando lhe perguntam se sente-se velho e aposentado da política, ele responde sem pestanejar que “não”, embora não esconda que não tem mais ânimo para se dedicar ao dia a dia da vida partidária, já que ainda é o presidente de honra do MDB. Ele prefere dizer que põe em prática a receita de um dos grandes escritores que ele mais admira, Gabriel Garcia Márquez: refletir sobre o ocaso do tempo. Como bom hipocondríaco que é, contudo, Sarney se recusa a falar das dores que lhe acometem e nunca profere a palavra morte. Ele deseja cultuar a imortalidade que adquiriu com uma cadeira na ABL.

José Sarney participa de reunião do MDB de São Luís

O partido se prepara internamente para disputar as eleições da capital em 2020

O ex-presidente José Sarney participou de uma reunião do diretório municipal do MBD, em São Luís. O partido se prepara internamente para disputar as eleições da capital em 2020.

O partido pretende lançar de 30 a 40 candidatos a vereadores. O nome do ex-deputado federal, Victor Mendes, vem sendo debatido como um possível nome para a disputa pela prefeitura de São Luís.

Além da participação de José Sarney, também chamou atenção a presença do vereador de São Luís, Astro de Ogum, que busca uma legenda para disputar o cargo de prefeito ou vice-prefeito nas próximas eleições.

O presidente estadual do MDB no Maranhão, João Alberto, prometeu debater a possível candidatura de Astro pelo MDB.

Bolsonaro repete tática de Dilma e Sarney com desmatamento

Em apenas sete meses de governo, Bolsonaro já se envolveu em diversas polêmicas com ambientalistas, Ibama, ICMBio, Greenpeace e sobre agrotóxicos

O Antagonista

A briga de Jair Bolsonaro com o Inpe é mais uma tentativa de controlar os dados sobre o desmatamento no Brasil –prática antiga no governo, escreve Marcelo Leite na Folha.

Em 1988, no governo de José Sarney, houve tentativa de manipulação dos dados: números divulgados pelo então presidente omitiam 92,5 mil km² de área desmatada.

Em 2014, Dilma Rousseff obrigou que a divulgação dos dados do Deter –sistema que detecta desmatamento em tempo real– fosse adiada, para não prejudicar a sua reeleição.