Fernando Collor é alvo de operação da Polícia Federal de combate à lavagem de dinheiro

Na operação, a PF cumpriu 16 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Maceió e Curitiba, com 70 policiais federais

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (11), nas cidades de Maceió (AL) e Curitiba (PR), operação que tem como alvo o senador Fernando Collor de Mello (Pros-AL). A ação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, tem o objetivo de combater esquema de lavagem de dinheiro que envolve compra de imóveis em leilões públicos.

O senador Fernando Collor de Mello afirmou, por meio de sua assessoria, que vai se manifestar a respeito da operação por meio de rede social. Até a última atualização desta reportagem, o senador ainda não havia se pronunciado.

Na operação, a PF cumpriu 16 mandados de busca e apreensão, nas cidades de Maceió e Curitiba, com 70 policiais federais.

São investigados, de acordo com a PF, os crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva, peculato (desvio de dinheiro público), falsificações e pelo tipo penal de integrar organização criminosa.

As investigações da operação batizada de Arremate têm por objetivo identificar e comprovar o suposto envolvimento de Collor como responsável por arrematar imóveis em leilões públicos ocorridos nos anos de 2010, 2011, 2012 e 2016, com o objetivo de ocultar recursos de origem ilícita.

Segundo a PF, o senador participava dos leilões por meio de um representante com o objetivo de ocultar seu envolvimento como beneficiário final das operações. Os valores sob investigação são de aproximadamente R$ 6 milhões, sem as correções.

Fernando Haddad vira réu por corrupção e lavagem de dinheiro

A denúncia do Ministério Público partiu de delações feitas na Operação Lava Jato. Além de Haddad, outras cinco pessoas viraram rés na ação

G1

O ex-prefeito de São Paulo e ex-candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, virou réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, após o juiz Leonardo Barreiros, da 5ª Vara Criminal da Barra Funda, aceitar a denúncia proposta pelo promotor Marcelo Mendroni, do Gedec, Grupo Especial de Delitos Econômicos.

A denúncia do Ministério Público partiu de delações feitas na Operação Lava Jato. Além de Haddad, outras cinco pessoas viraram rés na ação, incluindo o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o doleiro Alberto Youssef (veja lista ao final da reportagem). O MP também havia feito denúncia do crime de formação de quadrilha, mas este trecho da acusação não foi aceito pela Justiça.

A denúncia do MP aponta que Vaccari negociou, em nome de Haddad, para que uma empreiteira pagasse dívida de campanha com propina de contratos da Petrobras. De acordo com a denúncia, entre abril e maio de 2013, Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente da empreiteira UTC Engenharia S/A, recebeu um pedido de Vaccari da quantia de R$ 3 milhões.

O valor serviria para o pagamento de uma dívida de campanha do então recém-eleito prefeito Fernando Haddad, contraída com gráfica que pertencia a ex-deputado estadual do PT Francisco Carlos de Souza, o Chicão.

Haddad já negou reiteradas vezes ter cometido irregularidades e diz que a denúncia se baseia em delação de quem teve “interesses contrariados”.

‘Contabilidade paralela’

Ricardo Pessoa e Fernando Haddad, segundo a denúncia, se reuniram algumas vezes durante a campanha eleitoral no decorrer de 2012. Ainda segundo a denúncia, constou na agenda de Fernando Haddad já no exercício do mandato de prefeito que ele recebera Ricardo Pessoa pessoalmente, no dia 28 de fevereiro de 2013.

Ricardo Pessoa, segundo o apurado pelo MP, mantinha uma espécie de “contabilidade paralela” junto a João Vaccari, relativa a propinas pagas em decorrência de contratos de obras da UTC Engenharia S/A com a Petrobras, com uma “dívida” a saldar, em pagamentos indevidos de propinas, da ordem de R$ 15 milhões.

“Ocorre que a solicitação de R$ 3 milhões teria sido atendida. Sendo assim, Ricardo Pessoa a prometeu e ofereceu diretamente para João Vaccari Neto e indiretamente para Fernando Haddad. Na sequência e de modo a viabilizar o pagamento, Ricardo Pessoa e João Vaccari Neto trocaram informações a respeito dos números de telefone dos seus prepostos”, diz a denúncia.

Ainda segundo o MP, “para operacionalizar aquele pagamento indevido, João Vaccari Neto indicou e lhe passou o número de telefone celular de Francisco Carlos de Souza (deputado estadual ‘Chicão’). Além disso, o MP aponta que Pessoa também orientou João Vaccari Neto no sentido de que os contatos para o pagamento deveriam ser realizados através de seu diretor financeiro, Walmir Pinheiro Santana, que negociou o valor para diminuí-lo para R$ 2,6 milhões.

O MP afirma que um esquema foi montado de modo que parte do dinheiro de uma “conta de caixa dois” que a empreiteira UTC Engenharia S/A detinha junto com o doleiro Alberto Youssef era usada para pagamento a gráficas.

O juiz Leonardo Barreiros reconhece qu “não há na denúncia a indicação de uma to de ofício [ligando Haddad com o suposto esquema]”. Ainda assim, afirma que tribunais Superiores têm aceitado as denúncias sem a “exigência da prática de um ato de ofício praticado pelo servidor”.

Haddad também é réu na esfera cível acusado de improbidade administrativa na construção de uma ciclovia, no tempo em que foi prefeito de São Paulo.

Veja a lista de réus:

João Vaccari Neto – corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Francisco Carlos de Souza – corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Ricardo Pessoa – corrupção ativa

Walmir Pinheiro Santana – corrupção ativa

Alberto Youssef – lavagem de dinheiro

O que dizem os réus

Por meio de nota, a assessoria de Haddad informou nesta segunda-feira (19) que “a denúncia é mais uma tentativa de reciclar a já conhecida e descredibilizada delação de Ricardo Pessoa”.

“Com o mesmo depoimento, sobre os mesmos fatos, de um delator cuja narrativa já foi afastada pelo STF, o Ministério Público fez uma denúncia de caixa 2, uma denúncia de corrupção e uma de improbidade. Todas sem provas, fincadas apenas na desgastada palavra de Ricardo Pessoa, que teve seus interesses contrariados pelo então prefeito Fernando Haddad. Trata-se de abuso que será levado aos tribunais”, completa a nota. Sobre a ação por improbidade administrativa, a assessoria disse que ao receber a denúncia, o juiz destacou que Haddad sanou o problema ao criar a Controladoria Geral do Município.

O advogado de João Vaccari Neto, Luiz Flávio D’urso, afirmou por meio de nota que seu cliente “jamais foi tesoureiro de campanha e nunca solicitou qualquer recurso para campanha de quem quer que seja”. Segundo D’Urso, “o Sr Vaccari foi tesoureiro do partido (PT) e dessa forma solicitava doações legais somente para o partido, as quais eram realizadas por depósito em conta bancária do partido, com recibo e com prestação de contas às autoridades”.

“O Sr Vaccari jamais solicitou ou recebeu qualquer recurso em espécie para o PT, muito menos a título de propina. Quem eventualmente o acusa é um Delator, que nada prova, pois tratam-se de mentiras para obter diminuição de pena”, conclui a nota.

O advogado de Alberto Youssef, Antônio Figueiredo Bastos, disse por telefone que não vai comentar.

A reportagem não localizou o ex-deputado Chicão e nem localizou as defesas de Walmir Pinheiro e Ricardo Pessoa.

Juiz do Maranhão absolve doleiro das acusações de lavagem de dinheiro…

Juiz Clésio Coelho

Do Radar On Line – Veja

O juiz Clésio Coelho Cunha, da 3ª Vara Criminal de São Luís, absolveu o doleiro Alberto Youssef das acusações de lavagem de dinheiro e associação criminosa pelo suposto pagamento de R$ 3 milhões de reais à empresa Constran-UTC Engenharia.

Segundo o Ministério Público do estado, o dinheiro seria usado em troca de favorecimento em contratos de R$ 134 milhões da empreiteira com o governo maranhense.

Youssef foi condenado na Lava-Jato a mais de 100 anos de prisão em vários processos. Como assinou acordo de colaboração premiada, entretanto, passou apenas três anos preso.

Clésio Coelho Cunha também inocentou o ex-secretário da Casa Civil do Maranhão, João Guilherme Abreu. Há 15 dias, ele absolveu a ex-governadora Roseana Sarney das mesmas acusações.

Polícia estoura esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustível da região de São Luís; Pacovan e quadrilha presos

Pacovan foi preso durante operação

O agiota Pacovan e quadrilha foram presos novamente, na manhã desta quinta-feira (04). A operação, realizada pela Polícia Civil que investiga esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustível, está em andamento em São Luís, Itapecuru e Zé Doca. Cerca de 22 mandados de prisão foram expedidos.

A investigação da Polícia Civil descobriu esquema de lavagem de dinheiro em postos de combustível da região metropolitana de São Luís com movimentação que passa de R$ 100 milhões.

Suspeita é que tratava-se de lavagem de dinheiro e de esquemas de corrupção em prefeituras.

Houve apreensão de 35 caminhões apreendidos  como garantias que o agiota recolhia. Pacovan emprestava o dinheiro e pedia do cliente um veículo do tipo. Caso o cliente não pagasse, ele ficava com o automóvel .

A operação foi comandada pelo delegado Tiago Bardal, titular da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic).

Suspeita de crime de lavagem de dinheiro, prefeita de Guimarães é presa e levada para Pedrinhas

Nilce de Jesus Farias Ribeiro (PMDB) foi levada para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas em São Luís, MA (Foto: Biaman Prado/O Estado)

Nilce de Jesus Farias Ribeiro (PMDB) foi levada para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas em São Luís, MA (Foto: Biaman Prado/O Estado)

Nilce de Jesus Farias Ribeiro (PMDB) foi presa nesta manhã (20). Ela também é suspeita do crime de lavagem de dinheiro na Prefeitura.

Do G1

A Polícia Civil, por meio da Superintendência Especial de Combate a Corrupção do Maranhão (Seccor), prendeu, na manhã desta quinta-feira (20), Nilce de Jesus Farias Ribeiro (PMDB), atual prefeita do município de Guimarães, a 70 km de São Luís, por suspeita de fraude em licitações e lavagem de dinheiro na Prefeitura. Ela foi candidata à releição em Guimarães, mas foi a terceira colocada com 1.060 votos (14,18%).

Além da prefeita, também foram presos pela polícia Carlane de Jesus Farias Ribeiro que é filha de Nilce de Jesus e secretária de Finanças do Município, Railson de Assis Pereira Sodré que é genro da prefeita e também pregoeiro da Prefeitura de Guimarães, Douglas Pereira Ribeiro, empresário contratante com o município maranhense, e Francivaldo Martins Piedade, conhecido como “Buíu” em Guimarães. “Buíu” já foi presidente da Comissão de Licitação da Prefeitura de Guimarães e está sendo trazido para a capital maranhense.

Segundo informações do delegado da Polícia Federal, Ricardo Moura, os cinco suspeitos respondem a, pelo menos, quatro crimes contra a Administração Pública. “São fraudes contra a licitação, crimes licitatórios no caso, mais de um delito, lavagem de dinheiro, peculato e organização criminosa também”, revelou.

Ainda conforme o delegado, as investigações remontam ao primeiro ano de gestão da prefeita de Guimarães. “Já no ano de 2013 várias fraudes em processos licitatórios. Essas fraudes eram diversas. Eram desde o direcionamento dos contratos para empresas já pré-escolhidas pelos gestores como o uso de documento falso nesses contratos e, também possível superfaturamento de preço desses contratos inicialmente investigados”.

O delegado Ricardo Moura disse que a partir de agora será dado um novo passo as investigações onde serão interrogados os suspeitos, avaliados dados bancários a partir dos materiais apreendidos e, caso seja necessário, pedido uma prisão preventiva a todos os envolvidos. “Agora vai ser dado um novo passo as investigações. Vamos interrogar todos os suspeitos. Vamos trabalhar os dados bancários e fiscais. Vamos fazer um trabalho em cima dos documentos e computadores que estão sendo apreendidos. Vamos também definir se vai ser necessária prorrogação dessa prisão temporária ou uma conversão em preventiva ou mesmo se vai ser pedido o afastamento da prefeita”, finalizou.

Sobre a prisão de Nilce de Jesus Farias Ribeiro, Paulo Humberto Castelo Branco, advogado da prefeita, da filha e do genro dela disse que ‘considerou a prisão descabida porque disse que a prefeita sempre que citada, assim como os outros suspeitos, prestaram os devidos esclarecimentos. Então, ele não vê a necessidade da prisão se dar nesse momento. Disse também que as irregularidades são meramente formais e não condizem necessariamente a fraudes, a crimes como se observa nas investigações. Além disso, o advogado citou o fato de que em praticamente todas as Prefeituras do Maranhão essa é uma situação corriqueira’.

Os cinco presos serão levados nesta tarde para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na capital, para cumprirem prisão temporária de cinco dias.

Reportagem da Guará mostra esquema de lavagem de dinheiro na Saúde

Reportagem da TV Guará mostra superfaturamento de contrato para locação de helicópteros ocorrido na gestão de Ricardo Murad na Secretaria de Saúde. O dinheiro desviado nos contratos serviu para financiar a campanha dos familiares do ex-secretário. A forma como era realizado o desvio revela um esquema de lavagem de dinheiro.

Doleira diz que bancos dão retaguarda a operações ilegais

A doleira Nelma Kodama

A doleira Nelma Kodama

A doleira Nelma Kodama, condenada a 18 anos de prisão por lavagem de dinheiro, afirmou à deputada Eliziane Gama (PPS-MA) que as transações ilegais no mercado de capitais no Brasil contam com a retaguarda do sistema financeiro.

A afirmação foi feita em depoimento prestado à CPI da Petrobras, no segundo dia de oitivas, que ocorre em Curitiba.  De acordo com os investigadores, a doleira teria movimentado ilegalmente mais de R$ 10 bilhões. Muitas destas operações teriam sido feitas em parceira com Alberto Youssef, com que quem Nelma foi casada por nove anos.

“Quem dos bancos seria responsável por facilitar o mercado destas operações ilícitas? Dá para fazer transações gigantescas sem o conhecimento do alto escalão dos bancos públicos ou privados?”, questionou a deputada do PPS.

A depoente respondeu que não seria possível apontar nomes, mas sim, mencionar o sistema como um todo.

“É impossível fazer (isto – operações financeiras no mercado paralelo) sem a retaguarda de algum banco. Mas eu sou um grão de areia neste universo”, disse Kodama.

Eliziane chegou a perguntar à doleira quem era o cliente mais ilustre. Nelma não respondeu.

Nelma Kodama foi a primeira de um total de seis depoimentos marcados para ocorrer nesta terça-feira na capital paranaense.