Governo Bolsonaro terá plano de ações para o Nordeste, Maranhão ficará fora

Bolsonaro também promete uma atenção especial aos parlamentares da Região Nordeste

Estadão

Dentro de uma estratégia de aproximação com o eleitor do Nordeste, região onde enfrenta alta rejeição, Jair Bolsonaro prepara um pacote de ações de fomento à agricultura. Sob orientação da Casa Civil e do Ministério da Agricultura, a Embrapa Territorial identificou oito microrregiões carentes nas quais fará ações direcionadas. Pelo plano traçado, o programa beneficiará cerca de 150 mil famílias. A ministra Tereza Cristina deve anunciar o pacote, com foco na irrigação e no fomento às cooperativas, até junho, antes do início da próxima safra.

As oito microrregiões sugeridas com base no estudo da Embrapa Territorial, coordenado pelo professor Evaristo de Miranda, são próximas aos municípios de Euclides da Cunha (BA), Araripina (PE), Batalha (AL) e Canindé do São Francisco (SE). Também devem ser incluídas cidades das regiões do Vale do Açu (RN), Cariri (PB), Baixo Jaguaribe (CE) e sul do Piauí. O Maranhão ficará fora por não fazer parte do semiárido nordestino.

Bolsonaro também promete uma atenção especial aos parlamentares da Região Nordeste, onde a articulação do governo identificou pressão maior dos eleitores contra a reforma da Previdência.

Tereza Cristina é anunciada ministra da Agricultura

G1

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou nesta quarta-feira (7) a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) como ministra da Agricultura. Ela será a segunda mulher a comandar a pasta.

Atual presidente da Frente Parlamentar Agropecuária do Congresso Nacional, conhecida como a bancada ruralista, Tereza Cristina foi indicada pela FPA para o cargo. Ela é engenheira agrônoma e empresária.

O anúncio foi feito após Bolsonaro e o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), se reunirem em Brasília com parlamentares da FPA. O encontro aconteceu no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde funciona o gabinete de transição.

Além de Tereza Cristina e Onyx Lorenzoni, ambos do DEM, outros quatro ministros também já foram anunciados:

Paulo Guedes (Economia);

General Augusto Heleno (Segurança Institucional);

Sérgio Moro (Justiça e Segurança Pública);

Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia).

No Congresso, Tereza Cristina foi uma das principais defensoras do projeto que muda as regras no registro de agrotóxicos.

A futura ministra está no primeiro mandato como deputada e, durante a campanha eleitoral, manifestou apoio à candidatura de Bolsonaro à Presidência.

No Mato Grosso do Sul, ocupou o cargo de gerente-executiva em quatro secretarias: Planejamento, Agricultura, Indústria, Comércio e Turismo.

Também exerceu os cargos de diretora-presidente da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e diretora-presidente da Empresa de Gestão de Recursos Minerais.

Filiação ao DEM

Antes de se filiar ao DEM, Tereza Cristina integrava o PSB, partido do qual foi líder na Câmara.

Em abril, foi destituída da direção estadual do PSB após votar a favor da reforma trabalhista proposta pelo presidente Michel Temer, contrariando a orientação da sigla.

Em agosto, voltou a contrariar o PSB ao votar contra o prosseguimento da segunda denúncia contra Temer. Pediu desfiliação do partido antes de ser expulsa pela direção nacional do PSB.