Carlos Lula esclarece que falta de vacinas é consequência do não repasse do Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde espera regularizar o fornecimento até março

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, usou suas redes sociais para esclarecer que a falta de vacinas no Maranhão se deu pelo não repasse das mesmas pelo Ministério da Saúde.

“A vacina pentavalente, que protege crianças de cinco doenças bacterianas – meningite, tétano, difteria, coqueluche e hepatite B – está em falta em todo o País. Importante esclarecer que a compra NÃO É FEITA pelo Governo do Estado, mas pelo Ministério da Saúde”, escreveu Carlos Lula.

A pentavalente é fornecida pelo governo federal e não existe laboratório que produz a vacina no Brasil. No ano passado, o governo federal informou que teve um problema com um lote que veio do exterior.

“O repasse das vacinas sofreu interrupção e atrasos desde outubro de 2019. O motivo seria a reprovação da vacina comprada em testes. O Ministério da Saúde espera regularizar o fornecimento até março”, concluiu.

Carlos Lula entrega veículo adaptado ao Centro de Reabilitação da Cidade Operária e APAE

As vans possuem plataforma elevatória, sistemas de segurança para fixação da cadeira de rodas, cintos de segurança e protetores de cabeça para cada cadeirante

O Governo do Estado entregou, nesta sexta-feira (31), ao Centro Especializado em Reabilitação da Cidade Operária (CER) e à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de São Luís vans adaptadas para transporte de pacientes cadeirantes ou com problema de locomoção. O Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) da Secretaria de Estado de Saúde (SES) também recebeu três veículos especiais, do tipo “rabecão”, para o trabalho nos municípios de São Luís e Imperatriz.

“Continuamos levando serviços onde a população precisa. As entregas fazem parte de um grande reajuste e de cuidados com a nossa rede de saúde. Entregamos ambulâncias, veículos para serviços específicos, porque a sociedade precisa disso. Agradecemos o Ministério da Saúde pela parceria para aquisição das vans adaptadas”, disse o secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula.

As duas vans adaptadas são semelhantes ao veículo entregue em janeiro ao Centro Especializado em Reabilitação e Promoção da Saúde do Olho d’Água. Elas possuem plataforma elevatória, sistemas de segurança para fixação da cadeira de rodas, cintos de segurança e protetores de cabeça para cada cadeirante. A doação foi feita pelo Ministério da Saúde.

Com 200 pacientes em reabilitação física, 200 em auditiva e 150 intelectual, a Apae de São Luís também ganhou um veículo adaptado, o primeiro da associação para os cuidados em saúde – eles possuem transporte para o eixo educativo.

A diretora do CER da Cidade Operária, Goreth Almeida, afirmou que o veículo, entregue em maio à população, vai agregar muito ao serviço da unidade. “O veículo garante o acesso da pessoa com deficiência e que não apresenta condições de mobilidade e acessibilidade ao serviço. É um grande ganho para o Estado e para o CER”, comentou.

Bolsonaro anuncia deputado Luiz Henrique Mandetta como futuro ministro da Saúde

O nome do futuro ministro já vinha sendo especulado para assumir a Saúde há algumas semanas. O próprio presidente eleito chegou a declarar, no último dia 13, que Mandetta era um dos seus interlocutores para a área e que ele poderia ser o seu ministro da Saúde

G1

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) anunciou nesta terça-feira (20) o nome do deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) como ministro da Saúde em seu governo. O anúncio foi feito pelo Twitter após encontro de Bolsonaro com representantes das Santas Casas e deputados da Frente Parlamentar da Saúde.

Mandetta será o terceiro ministro do DEM no governo Bolsonaro. Além dele, já foram anunciados Onyx Lorenzoni (DEM-RS) para a Casa Civil e Tereza Cristina (DEM-MS) para a Agricultura.

Médico e ex-secretário de Saúde de Campo Grande, Mandetta está no segundo mandato de deputado federal e não disputou as eleições deste ano. O nome do futuro ministro já vinha sendo especulado para assumir a Saúde há algumas semanas. O próprio presidente eleito chegou a declarar, no último dia 13, que Mandetta era um dos seus interlocutores para a área e que ele poderia ser o seu ministro da Saúde.

Mais Médicos

O futuro ministro compartilha com Bolsonaro críticas em relação ao programa Mais Médicos, criado em 2013 durante o governo de Dilma Rousseff. Cuba anunciou a saída do programa na semana passada e, segundo Bolsonaro, o governo do país caribenho não concordou com as condições estabelecidas para a continuidade dos profissionais no Mais Médicos.

Em 2013, durante as discussões para aprovação no Congresso Nacional da medida provisória que criou o programa, Mandetta afirmou que os médicos cubanos eram “lançados como balança comercial” por seu país. Ele ainda criticou o convênio do governo brasileiro com a Organização Pan-americana da Saúde (Opas), que intermediou a contratação dos cubanos, cuja maior parte dos salários fica com o governo de Havana.

“Será que a OPAS se presta à terceirizada da atividade fim, a gato, a navio negreiro no século XXI, simplesmente por causa dos 10% que ela embolsará pela parceria com o governo brasileiro?”, questionou o deputado na ocasião.

Bolsonaro tem repetido que as condições de trabalho dos cubanos no Mais Médico são comparáveis à “escravidão” e criticado o fato dos estrangeiros não ficarem com o salário integral recebido no Brasil.

Perfil

Mandetta nasceu em Campo Grande, município que se tornou a capital do Mato Grosso do Sul, estado criado em 1977. Caçula em uma família com cinco filhos, o futuro ministro seguiu a profissão do pai, o médico Hélio Mandetta. Conforme o site do deputado, ele estudou no Colégio Dom Bosco, em Campo Grande, onde integrou a equipe de natação da escola. Aos 15 anos, fez intercâmbio nos Estados Unidos.

De volta ao Brasil, Mandetta cursou medicina na Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro. Concluiu o curso em 1989 e, junto com a mulher Terezinha, retornou ao Mato Grosso do Sul. Mandetta fez residência em ortopedia na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e ainda cursou uma especialização em ortopedia em Atlanta (EUA).

O site do futuro ministro ainda registra que ele trabalhou como médico em hospitais militares e na Santa Casa de Campo Grande. Em seu estado, Mandetta foi dirigente de plano de saúde e secretário municipal. Ele presidiu a Unimed de Campo Grande entre 2001 e 2004 e, ao encerrar sua gestão, assumiu a secretaria de Saúde de Campo Grande.

O futuro ministro comandou a secretaria de 2005 a 2010, durante a gestão do então prefeito Nelsinho Traud. Mandetta era filiado ao MDB e migrou para o DEM para concorrer a deputado federal em 2010. Foi eleito com 78,7 mil votos e reeleito, quatro anos depois, com 57,3 mil votos.

Neste ano, Mandetta decidiu não disputar um terceiro mandato de deputado federal. Sem concorrer a cargo eleitivo, Mandetta apoiou Bolsonaro durante a eleição presidencial. Após a vitória do candidato do PSL, publicou vídeo no Facebook no qual disse que foi um “alívio” saber que o eleitor “optou pela renovação” e declarou ter a certeza de que Bolsonaro fará um governo “democrático”, com o “poder técnico prevalecendo sobre o poder político”.

Veja abaixo os ministros já anunciados por Bolsonaro:

Onyx Lorenzoni, deputado (Casa Civil);
Paulo Guedes, economista (Economia);
Augusto Heleno, general (Segurança Institucional);
Marcos Pontes, tenente-coronel (Ciência e Tecnologia);
Sérgio Moro, ex-juiz federal (Justiça);
Tereza Cristina, deputada (Agricultura);
Fernando Azevedo e Silva, general (Defesa);
Ernesto Araújo, diplomata (Relações Exteriores);
Wagner Rosário, atual ministro (Controladoria-Geral da União).

Governo publica edital com 8,5 mil vagas para substituir cubanos

O edital será publicado amanhã (20) no Diário Oficial da União e vai ofertar 8.517 vagas em 2.824 municípios e 34 distritos indígenas

Agência Brasil

Durante entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira (19), em Brasília, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, detalhou o novo edital do Programa Mais Médicos e informou que as inscrições de médicos brasileiros e estrangeiros que tenham registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) começam na próxima quarta-feira (21), às 8h. As inscrições no programa poderão ser feitas até o dia 25 de novembro às 23h59.

O edital será publicado amanhã (20) no Diário Oficial da União e vai ofertar 8.517 vagas em 2.824 municípios e 34 distritos indígenas, maior parte delas ocupadas atualmente por médicos cubanos que atuavam no país por meio da cooperação com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O ministro também informou que caso as vagas disponíveis não sejam preenchidas elas serão oferecidas, por meio de um novo edital a ser lançado no próximo dia 27, a médicos brasileiros e estrangeiros que não possuem registro no CRM e nem foram aprovados no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida).

“Estamos disponibilizando um sistema que o médico poderá acessar, fazer seu cadastro e escolher o estado e cidade que quer atuar. Se houver vaga, poderá acessar. Vamos dizer que numa cidade há 10 vagas. Os 10 primeiros médicos que acessarem e atenderem aos requisitos vão consumir essas vagas e elas serão retiradas do sistema”, explicou o ministro.

Prazo curto

O prazo para que os médicos assumam os novos postos de trabalho é curto, segundo o ministro, para evitar que a população fique desassistida após o anúncio do governo cubano de sair do programa no Brasil, por discordar de exigências feitas pelo governo eleito de Jair Bolsonaro. Com isso, mais de 8 mil médicos cubanos que atuavam no programa vão deixar o país.

Os médicos aprovados deverão se apresentar nos municípios escolhidos a partir do dia 3 de dezembro para homologar a contratação e começar a trabalhar. O prazo final para que os médicos aprovados se apresentem é dia 7 de dezembro, às 18h, ou serão eliminados do processo e a vaga será disponibilizada novamente no sistema de inscrição do Ministério da Saúde.

O ministro informou que na próxima segunda-feira (26) o Ministério vai divulgar um relatório consolidando o interesse dos médicos no programa. “Ao final do dia 26, nós iremos publicar esse resultado com todos os inscritos e as respectivas lotações”, disse Occhi.

Médicos sem registro

O ministro da Saúde informou ainda que no dia 27 de novembro será lançado um novo edital do Mais Médicos para preencher as vagas não ocupadas por médicos brasileiros e estrangeiros que têm CRM no Brasil. As vagas serão então ofertadas também a médicos que não têm registro no CRM e que não passaram pelo Revalida.

“Vamos tratar do Revalida para que médicos brasileiros e estrangeiros formados no exterior possam começar sua atividade mediante comprovação de capacidade por meio de outros documentos. Eles vão poder iniciar as atividades mesmo sem ter o CRM e o Revalida. E, junto com o MEC, queremos oferecer certificação a esses médicos”, disse o ministro.

Segundo ele, os médicos que se inscreverem no segundo edital também terão que fazer o Revalida, mas poderão trabalhar enquanto isso não acontece mediante a apresentação de cerca de 17 documentos exigidos pelo governo. “O profissional brasileiro formado no exterior que não tenha CRM nem Revalida só poderá exercer sua atividade legalmente no Brasil por meio do Mais Médicos”, explicou Occhi.

Seleção para preencher vagas de médicos cubanos ocorre ainda este mês

O Ministério de Saúde Pública de Cuba informou que vai retirar os profissionais do Programa Mais Médicos no Brasil por divergir de exigências feitas pelo governo do presidente eleito Jair Bolsonaro

Agência Brasil

O Ministério da Saúde informou hoje (16) que fará ainda este mês a seleção para contratar profissionais brasileiros em substituição aos cubanos que fazem parte do Programa Mais Médicos. A pasta finaliza nesta sexta-feira a proposta de edital para preencher 8.332 vagas deixadas pelos cubanos. As medidas são pauta de reunião do governo brasileiro com representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

A expectativa do ministério é que os médicos brasileiros selecionados nesta nova etapa comecem a trabalhar nos municípios imediatamente após a seleção, o que deve ocorrer ainda este ano.

Uma coletiva de imprensa foi agendada para o início da próxima semana para esclarecer detalhes do edital de seleção e da chamada para inscrições de médicos brasileiros no programa.

O rompimento do acordo com Cuba foi informado na última quarta-feira (14) pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, após novas exigências anunciadas pela equipe de transição para a continuidade do Mais Médicos. Entre as medidas, estão fazer o Revalida – prova que verifica conhecimentos específicos na área médica, receber integralmente o salário e poder trazer a família para o Brasil.

Cuba

O Ministério de Saúde Pública de Cuba informou que vai retirar os profissionais do Programa Mais Médicos no Brasil por divergir de exigências feitas pelo governo do presidente eleito e também em decorrência de críticas mencionadas por Bolsonaro.

Preocupação

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Glademir Aroldi, divulgou nota na qual ressalta a preocupação dos prefeitos de cidades com menos de 20 mil habitantes com a saída dos cerca de 8,3 mil profissionais cubanos que atuam no Programa Mais Médicos. A entidade alerta que é preciso substituí-los sob o risco de mais de 28 milhões de pessoas ficarem desassistidas.

“A presente situação é de extrema preocupação, podendo levar a estado de calamidade pública, e exige superação em curto prazo”, diz a nota. “Acreditamos que o governo federal e o de transição encontrarão as condições adequadas para a manutenção do programa”.

Maranhão encerra campanha contra gripe com 93,01% dos grupos prioritários vacinados

Ao todo, 192 municípios maranhenses superaram a meta de 90% de cobertura vacinal proposta pelo Governo Federal. (Foto: Julyane Galvão)

O Governo do Maranhão superou a meta da Campanha de Vacinação contra a Influenza, estabelecida pelo Ministério da Saúde, vacinando 1.373.965 maranhenses, nos 217 municípios do estado. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES), esse número representa 93,01% de cobertura na vacinação, 3.01% a mais do que é estabelecido pelo Ministério da Saúde.

No ranking de imunização, 13 estados atingiram a meta da campanha. O Maranhão ocupa a sétima posição nacional. Os estados de Goiás (105,77%), Ceará (103,45%), Amapá (99,84%), Distrito Federal (97,95%), Espirito Santo (95,56%) e Alagoas (93,30%) ocupam as seis primeiras posições do ranking nacional.

Ao todo, 192 municípios maranhenses superaram a meta de 90% de cobertura vacinal proposta pelo Governo Federal. Entre as cidades do interior do Maranhão, o município de Afonso Cunha ficou acima do público previsto: alcançou 123,74% de cobertura vacinal. São Domingos do Maranhão chegou a 114,28%. Em terceiro lugar está Brejo de Areia com o registro de 114,18% e 1.345 doses aplicadas, depois São Roberto com 113,76% de cobertura e 1.298 doses aplicadas.

A chefe do Departamento de Doenças Imunopreveníveis da SES, Helena Almeida, reiterou que o objetivo de reduzir a mortalidade, complicações e hospitalização por infecções pelo vírus da influenza na população alvo da vacinação foi alcançado. A vacina que aplicada na campanha é a trivalente, que protege contra os vírus da influenza A (H1N1), A (H3N2) e B.

“É muito importante a superação da meta de vacinação dos grupos prioritários no Maranhão. A maioria dos municípios alcançou a meta e imunizou a população contra Influenza. As cidades que não conseguiram bater a meta vão continuar vacinando, priorizando os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias”, destacou Helena Almeida.

A partir desta segunda-feira (25), caso haja disponibilidade de vacinas nos municípios do Maranhão, a imunização, também, poderá ser estendida para crianças de cinco a nove anos de idade e adultos de 50 a 59 anos, e continuar a vacinação em grupos prioritários.

A Campanha de Vacinação contra a Influenza no Maranhão terminou no dia 22 deste mês com o cumprimento do cronograma para a imunização dos grupos prioritários, formado por idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, povos indígenas, professores das escolas públicas e privadas, crianças na faixa etária de seis meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses, 29 dias), gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), grupos de portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, além da população privada de liberdade.

Ministro da Saúde virá ao Maranhão anunciar investimentos para o Estado

Na próxima segunda-feira (31), o deputado federal licenciado e ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), vem ao Maranhão para anunciar importantes investimentos que beneficiarão vários municípios do Estado. O investimento será na ordem de milhões para compra de ambulâncias e veículos de transporte sanitário.

No Maranhão, todos os prefeitos, secretários, deputados e gestores da saúde foram convidados. O encontro será às 9h da manhã no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (FIEMA), em São Luís.

 

São Luís supera meta do Ministério da Saúde na vacinação de cães e gatos

Vacinação de cães e gatos em São Luís

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), divulgou nesta segunda-feira (16), os dados da campanha de vacinação antirrábica na capital maranhense. De acordo com o levantamento, foram vacinados 106.909 cães e 52.073 gatos, totalizando 158.982 animais, o que representa 99,3% dos 160 mil animais previstos para serem imunizados. A meta estipulada pelo Ministério da Saúde era de 80%.

A secretária municipal de Saúde, Helena Duailibe, avalia positivamente os resultados da campanha, que se integra às ações desenvolvidas pela administração do prefeito Edivaldo na área de saúde animal. “O objetivo foi atingido porque houve grande empenho da Prefeitura de São Luís na realização da campanha. Nossas equipes trabalharam de forma intensa na vacinação por esta ser uma forma eficaz de controle da doença”, destacou.

Desde 2013, São Luís não registra casos de raiva. O indicador positivo é fruto das ações de imunização e monitoramento desenvolvidas pela Prefeitura de São Luís. Ao superar a meta estabelecida pelo governo federal, São Luís avança no sentido de manter o índice favorável. A única forma de controle possível para a raiva é a vacinação de cães e gatos, potenciais transmissores da doença.

A secretaria pontuou ainda a grande aceitação dos proprietários e guardadores de animais à campanha. “Os propriétarios receberam nossas equipes e assim pudemos cobrir praticamente todos os domicílios da cidade. Foi uma ação significativa para manter a barreira imunológica contra a transmissão do vírus da raiva, que desde 2013 não é registrado em São Luís”, afirma Helena Duailibe.

A campanha teve início em novembro do ano passado e foi desenvolvida pela Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ), que percorreu os sete distritos sanitários de São Luís, encerrando na área Itaqui-Bacanga na última sexta-feira (13). A ação aconteceu às sextas-feiras e sábados, e contou com a participação de 230 agentes vacinadores.

VEJA VÍDEO – Globo mostra suposto esquema de desvio bilionário na Saúde do Maranhão durante gestão Ricardo Murad

O “Bom Dia Brasil” da rede Globo mostrou, na manhã desta quarta-feira (18), matéria dando conta que a  Polícia Federal está investigando um desvio bilionário de dinheiro da saúde no Maranhão, na gestão do ex-secretário Ricardo Murad (PMDB). O esquema envolveria empresas terceirizadas e campanhas políticas. Segue o texto da reportagem:
“A investigação é sobre o caminho do dinheiro que saía dos cofres públicos, do Ministério da Saúde, mas não chegava aos hospitais, aos postos de saúde, como dizem os investigadores. No meio do caminho, passava por essas empresas terceirizadas e a suspeita é de que acabava sendo usado em campanhas eleitorais.
Sacolas e pastas de documentos. Era tanto papel que foi preciso usar um carrinho. Duzentos policiais federais e representantes do Ministério Público Federal e da Controladoria-Geral da União participaram da operação. Os policiais federais apreenderam carros, dinheiro e obras de arte. A origem ainda está sendo investigada.
A Justiça Federal autorizou a prisão preventiva de 13 suspeitos no Maranhão, Recife e em São Paulo, buscas em 60 endereços e a convocação de 27 pessoas para depor.
Entre elas: o ex-secretário de Saúde do Maranhão Ricardo Murad. Também houve busca de provas na casa dele. A Polícia Federal chegou a pedir a prisão temporária de Murad, mas a Justiça não autorizou.
A suspeita é de que parte do dinheiro do Ministério da Saúde, que deveria ir para postos de saúde e hospitais públicos, tenha sido desviado para empresas contratadas sem licitação. Os investigadores afirmam que Murad terceirizou a gestão da saúde para facilitar a fraude.
Os desvios teriam ocorrido de 2010 a 2014 na gestão ex-governadora Roseana Sarney, cunhada dele. O delegado que comanda a operação afirmou que os repasses do Fundo Nacional de Saúde somaram R$ 2 bilhões entre 2010 e 2013. E que os desvios passaram de R$ 1 bilhão.
“O dinheiro que foi destinado ao Maranhão nesse período da investigação, entre 2010 e 2013, chega a R$ 2 bilhões. Nós estamos trabalhando na estimativa, segundo dados da própria CGU, de 60% desse dinheiro ter sido desviado”, afirma Sandro Jansen, delegado da Polícia Federal.
A TV Globo teve acesso à decisão que autorizou a operação. Segundo os investigadores, parte do dinheiro desviado financiou políticos apoiados por Ricardo Murad. Pessoas com cargos em hospitais e entidades que receberam o dinheiro público fizeram doações eleitorais.
Foram mais de R$ 205 milhões para partidos, candidatos e comitês de campanha em 2010, 2012 e 2014.
Na lista está a prefeita de Coroatá, no Maranhão, Maria Teresa Trovão Murad, que é mulher de Murad. Segundo a PF, a Litucera, uma das empresas do esquema, financiou mais de 60 candidatos a vereador em Coroatá. Sete foram eleitos do total de 13 vereadores da Câmara Municipal.
A defesa de Ricardo Murad e da esposa dele, Maria Teresa Murad, prefeita de Coroatá, informou que não vai se pronunciar enquanto não tiver conhecimento da acusação oficial.
A assessoria da ex-governadora Roseana Sarney, cunhada de Murad, disse que não vai comentar o caso porque desconhece a investigação. O Bom Dia Brasil não conseguiu falar com os responsáveis pela empresa Litucera”.