Bolsonaro leva tombo no banheiro e vai para hospital em Brasília

O comboio presidencial deixou o Palácio da Alvorada em alta velocidade por volta das 21h10m

O presidente Jair Bolsonaro levou um tombo no banheiro na noite de segunda-feira (23), bateu com a cabeça, e foi levado para o Hospital das Forças Armadas em Brasília, onde passsou por exames que não detectaram alterações no cérebro. Ele ficará em observação pelo menos até a manhã desta terça-feira, segundo informou o Palácio do Planalto.

Bolsonaro foi primeiramente atendido pela equipe médica da Presidência da República. Ainda segundo a Presidência, Bolsonaro, já no hospital, foi submetido a “exame de tomografia computadorizada do crânio, que não detectou alterações”. A nota é assinada por Ricardo Camarinha, médico oficial da Presidência. A Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) confirmou as informações sobre o presidente.

O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, foi ao hospital para acompanhar a situação do presidente. Pouco antes das 23h, ao deixar o local, Heleno disse que não foi nada grave: “Não é nada demais”, disse o ministro.

O comboio presidencial deixou o Palácio da Alvorada em alta velocidade por volta das 21h10m. Ele foi levado de carro para o local. A ambulância que geralmente acompanha o comboio ficou para trás durante o trajeto.

No último dia 11, Bolsonaro esteve no Hospital da Força Aérea de Brasília (HFAB), onde passou por um procedimento dermatológico. Na ocasião, ele retirou lesões no rosto e na orelha e fez uma cauterização de sinais no tórax e no antebraço. O próprio presidente chegou a dizer que estava investigando a possibilidade de um câncer de pele. No último sábado, ao receber repórteres no Palácio do Alvorada, ele afirmou que os exames não confirmaram a doença. Em junho, Bolsonaro já havia passado por procedimentos semelhantes.

Flávio Dino pode trocar PCdoB pelo PSB

O ex-juiz maranhense já teve duas conversas com o presidente do PSB, Carlos Siqueira. A mais recente foi em julho, em Brasília

Carta Capital

O presidente Jair Bolsonaro disse no início de agosto que em 2022 ou 2026 entregará o Brasil melhor do que recebeu. Sinal de planos reeleitorais. Se concorrer mesmo, há chance de enfrentar aquele que considera “o pior governador de paraíba”. E de que Flávio Dino, o governador do Maranhão, não seja mais comunista de carteirinha na próxima eleição.

Dino namora o PSB. Sabe que uma candidatura presidencial requer um partido maior, com mais estrutura e dinheiro. E quer que seja do campo progressista. Seu PCdoB não superou em 2018 a chamada cláusula de barreira. Só não ficará sem verba do fundo eleitoral estatal e sem propaganda na TV pois se juntou ao PPL, fusão aprovada em maio pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O ex-juiz maranhense já teve duas conversas com o presidente do PSB, Carlos Siqueira. A mais recente foi em julho, em Brasília, enquanto tirava uns dias de férias. Sua relação com os pessebistas é boa. A legenda faz parte do governo do Maranhão desde o primeiro mandato de Dino, iniciado em 2015. O chefe da estratégica Casa Civil, Marcelo Tavares, é do PSB.

O senador pelo Maranhão Roberto Rocha era pessebista ao eleger-se em 2015, dois anos depois tentou empurrar o partido para que fizesse oposição ao governador, mas o presidente do PSB no estado, Luciano Leitoa, prefeito de Timon, impediu. Rocha mudou de casa. Virou tucano. E Leitoa vê animadamente o flerte do governador com os pessebistas.

Um aliado conta que, se resolver trocar de partido, não será agora, mas só depois da eleição municipal de 2020. E que Dino gostaria de deixar amarrado o apoio do PCdoB a uma eventual candidatura. No PSB, há céticos. Os comunistas aliaram-se ao PT em todas as eleições presidenciais depois da ditadura militar. Em 2018, eram vice na chapa de Fernando Haddad.

“O governador não fala de forma conclusiva nem que é candidato a presidente nem que quer entrar no PSB”, afirma Siqueira. “É bom a gente ir conversando, pra conhecer as ideias dele, mas a eleição de 2022 está longe e temos vários problemas para enfrentar hoje, como o desemprego, o desmonte social, a economia que não cresce, a venda de empresas estratégicas.”

Dino não quer se arriscar a trocar o PCdoB pelo PSB sem a garantia de ser lançado à Presidência. Os pessebistas têm outra carta na manga. O ex-juiz Joaquim Barbosa filiou-se em 2018 para concorrer, mas logo desistiu. Sentiu não ter apoio de dirigentes importantes. Agora tem participado da vida partidária interna, de forma discreta.

Sem a garantia de que seria candidato pelo PSB, Dino tenta deixar uma outra porta partidária aberta, a do PDT. Aqui, porém, há enrosco também. Ciro Gomes disputou o Palácio do Planalto em 2018 e dá sinais de que quer ser presidenciável pedetista mais uma vez.

Sites do Governo Federal vão migrar para portal único

O portal brasil.gov e o site do Palácio do Planalto deverão ser os primeiros a migrar

Agência Brasil

Em menos de dois anos, o governo federal deverá ter apenas um canal na internet, o portal único GOV.BR. É o que institui o Decreto 9.756/2019, publicado em edição extra do Diário Oficial de quinta-feira (11). O texto, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro durante a cerimônia que marcou os primeiros 100 dias de governo, define regras de unificação dos canais digitais englobando os portais na internet e os aplicativos móveis, e estabelece prazos para que o GOV.BR esteja completamente disponível ao cidadão.

Atualmente, o governo federal possui mais de 1,5 mil sites com serviços e informações dispersos, de diversos órgãos. Segundo o governo, a economia estimada após a desativação dos sites é de R$ 100 milhões ao ano, que são gastos apenas a manutenção dos portais na rede.

A primeira fase de implantação do projeto deverá ser concluída até 31 de julho deste ano, quando a plataforma do GOV.BR deverá estar disponível para adesão dos demais órgãos e entidades da administração pública direta, além de autarquias e fundações do Poder Executivo federal. O portal brasil.gov e o site do Palácio do Planalto deverão ser os primeiros a migrar.

Eliziane Gama cita nome de Flávio Dino para a eleição presidencial de 2022

Já de olho em uma possível candidatura de Flávio Dino ao Palácio do Planalto, a senadora eleita Eliziane Gama (PPS) antecipou o debate e citou o nome de Flávio como um dos nomes certos na disputa de 2022

Não é novidade que o governador Flávio Dino (PCdoB) já foi alçado como um dos nomes mais influentes da esquerda brasileira. A postura firme de Flávio Dino e suas opiniões contundentes nas redes sociais fizeram com o governador ganhasse bastante notoriedade na mídia nacional.

Já de olho em uma possível candidatura de Flávio Dino ao Palácio do Planalto, a senadora eleita Eliziane Gama (PPS) antecipou o debate e citou o nome de Flávio como um dos nomes certos na disputa de 2022.

“Varias frentes democráticas, progressistas e liberais sendo discutidas, superando projetos hegemônicos que sempre pedem adesão e nunca aderem a nada. Horizonte de esperanças e nele já se vê a possibilidade de o Maranhão emprestar Flávio Dino para o Brasil”, escreveu Eliziane em sua conta no Twiter.

O debate sobre o novo papel de uma oposição sensata no futuro governo Bolsonaro também foi lembrado por Eliziane. “Urge que novas lideranças como Flávio Dino assumam o protagonismo nacional das pautas que são tão caras e foram conquistadas com tanta luta, urge repensarmos de forma proativa uma forma diferente de se fazer política”, completou Eliziane.