Carlos Decotelli pede demissão do cargo de ministro da Educação antes de tomar posse

Cinco dias depois de ter sido nomeado, o ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, entregou na tarde desta terça-feira (30) a carta de demissão ao presidente Jair Bolsonaro.

Cinco dias depois de ter sido nomeado, o ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, entregou na tarde desta terça-feira (30) a carta de demissão ao presidente Jair Bolsonaro.

Até a última atualização, o Palácio do Planalto não tinha anunciado oficialmente a saída do ministro nem o nome do substituto. Decotelli foi o terceiro ministro da Educação do governo Bolsonaro — o primeiro, Ricardo Vélez Rodríguez, permaneceu pouco mais de três meses no posto; o segundo, Abraham Weintraub, 14 meses.

Segundo informou a repórter Delis Ortiz, da TV Globo, a edição desta quarta-feira do “Diário Oficial da União” incluirá um ato que tornará sem efeito a nomeação de Carlos Alberto Decotelli.

Cinco dias depois de ter sido nomeado, o ministro da Educação, Carlos Alberto Decotelli, entregou na tarde desta terça-feira (30) a carta de demissão ao presidente Jair Bolsonaro.

Até a última atualização desta reportagem, o Palácio do Planalto não tinha anunciado oficialmente a saída do ministro nem o nome do substituto. Decotelli foi o terceiro ministro da Educação do governo Bolsonaro — o primeiro, Ricardo Vélez Rodríguez, permaneceu pouco mais de três meses no posto; o segundo, Abraham Weintraub, 14 meses.

Segundo informou a repórter Delis Ortiz, da TV Globo, a edição desta quarta-feira do “Diário Oficial da União” incluirá um ato que tornará sem efeito a nomeação de Carlos Alberto Decotelli.

“A tal reunião ministerial revela um repertório inacreditável de crimes’, afirma Flávio Dino

O vídeo que é cercado de palavrões e xingamentos por parte do presidente, está no meio de uma polêmica

O governador Flávio Dino (PCdoB) comentou a publicação do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, onde o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, acusa o presidente Jair Bolsonaro de tentar interferir na Polícia Federal do Estado do Rio de Janeiro.

“Na forma e no conteúdo, a tal reunião ministerial revela um repertório inacreditável de crimes, quebras de decoro e infrações administrativas. Além de uma imensa desmoralização e perda de legitimidade desse tipo de gente no comando da nossa Nação. O vídeo da reunião ministerial é grave porque: 1. Confirma a delação de Sérgio Moro; 2. Contém diversos crimes contra a honra; 3. Revela planos de “armar a população” para fins POLÍTICOS; 4. Mostra inequívocos impulsos despóticos”, escreveu Flávio.

O vídeo que é cercado de palavrões e xingamentos por parte do presidente, está no meio de uma polêmica e que pode resultar na abertura de um processo de impeachment contra Bolsonaro.

“Há que se destacar que temos hoje mais um elemento nesse cenário de horrores: a declaração do próprio Bolsonaro, feita ontem, de que pediu a Moro para proteger seus filhos em face de investigações ocorrendo no Rio. Alguém ainda acha que ele falava de segurança pessoal?’, questionou.

Centrão entra na Educação e enfraquece ministro Weintraub

Ministro Abraham teria se irritado com o ‘toma lá, dá cá’ iniciado por Jair Bolsonaro

Ao entregar para o Centrão uma diretoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão com orçamento previsto para este ano de R$ 29,4 bilhões, o presidente Jair Bolsonaro deu sinal claro do enfraquecimento do ministro da Educação, Abraham Weintraub, um dos pilares da chamada ala ideológica do seu governo. A avaliação foi feita por aliados do próprio ministro, que o veem no momento mais frágil desde que assumiu o posto, em abril do ano passado, mesmo tendo o apoio dos filhos do presidente.

Desta vez, porém, Weintraub bateu de frente com Bolsonaro ao questionar a nomeação de indicados pela “velha política”. Contrariado, o ministro da Educação, segundo interlocutores, foi reclamar com o presidente por retomar a prática do “toma lá, dá cá”, no qual o governo distribui cargos em troca de votos no Congresso. Mas teve que “engolir seco”. O presidente se irritou com o subordinado, inclusive o acusando de ter vazado informações sobre a negociação.

Sob pressão de aliados e após sofrer sucessivas derrotas políticas, Bolsonaro passou nas últimas semanas a distribuir cargos a políticos do Centrão para evitar um possível processo de impeachment. Progressistas e Republicanos já haviam sido contemplados com cargos. 

Na segunda-feira, 18, a diretoria de Ações Educacionais do FNDE, uma das mais importantes do órgão, foi entregue ao PL, sigla do ex-deputado Valdemar da Costa Neto, condenado no mensalão. Garigham Amarante Pinto, ex-assessor do gabinete do partido na Câmara, vai ocupar o posto.

Weintraub delegou ao seu secretário executivo, Antonio Vogel, assinar o ato de nomeação no Diário Oficial da União. Procurado, o MEC não esclareceu o motivo. A expectativa é de que nos próximos dias a presidência do FNDE seja entregue a um nome indicado pelo Progressistas, do senador Ciro Nogueira (PI). Há ainda promessa de uma chefia no órgão ao Republicanos, do deputado Marcos Pereira (SP). Os dois políticos são alvo da Lava Jato e já ganharam cargos no governo.

Flávio Dino responde a ataques de Bolsonaro

Bolsonaro tinha comentado sobre o lockdown que vem sendo cumprido no Maranhão

O governador Flávio Dino (PCdoB), respondeu na manhã deste domingo (10), ao recente ataque do presidente Jair Bolsonaro que publicou um vídeo em sua conta no Twitter em que um policial aborda passageiros de um ônibus e chamou o Maranhão de Venezuela.

“Bolsonaro inicia o domingo me agredindo e tentando sabotar medidas sanitárias determinadas pelo Judiciário e executadas pelo Governo. E finge estar preocupado com o desemprego. Deveria então fazer algo de útil e não ficar passeando de jet ski para ‘comemorar’ 10.000 mortos”, escreveu.

Bolsonaro tinha comentado sobre o lockdown que vem sendo cumprido no Estado. “‘Documento e declaração de que vai trabalhar’… Se não tem desce. Assim o povo está sendo tratado e governado pelo PCdoB/MA e situações semelhantes em mais estados. O chefe de família deve ficar em casa passando fome com sua família. Milhões já sentem como é viver na Venezuela”, escreveu Bolsonaro.

Flávio Dino ainda foi cirúrgico com relação aos últimos acontecimentos no Brasil.

“Se Bolsonaro morasse em São Luís, não teria como se deslocar para apoiar coronavírus, passear de jet ski e fazer números de “humor”. Por isso ele se preocupou com a restrição a atividades não essenciais. Afinal, o seu atual cotidiano nada tem de essencial para a nossa Nação”, concluiu.

Após reações, governo apaga publicações com slogan ‘O Brasil não pode parar’ de contas oficiais

A Justiça Federal do Rio determinou a suspensão da campanha que prega a volta dos brasileiros ao trabalho.

Após repercussão negativa e diversas ações judiciais contra a campanha “O Brasil não pode parar”, o governo apagou ao menos três publicações com o slogan nas redes sociais que defendiam o fim do isolamento social. Apesar de terem sido deletadas, as imagens ficaram disponíveis por três dias nas contas oficiais do governo, tiveram milhares de reações e estão registradas. Agora, o Palácio do Planalto nega ter divulgado as peças oficiais.

As postagens estavam visíveis até a noite de sexta-feira, 27, mas sábado já não eram exibidas. A Justiça Federal do Rio determinou a suspensão da campanha que prega a volta dos brasileiros ao trabalho.

Na quarta-feira, um dia depois do pronunciamento feito pelo presidente Jair Bolsonaro em cadeia nacional, a Secretaria Especial de Comunicação (Secom) publicou duas imagens no Twitter e no Instagram com a hashtag “#OBrasilNãoPodeParar”.

Na legenda, escreveu que “no mundo todo, são raros os casos de vítimas fatais do coronavírus entre jovens e adultos”. A campanha dá a senha para a defesa do fim do isolamento horizontal. “A quase totalidade dos óbitos se deu com idosos. Portanto, é preciso proteger estas pessoas e todos os integrantes dos grupos de risco, com todo cuidado, carinho e respeito. Para estes, o isolamento. Para todos os demais, distanciamento, atenção redobrada e muita responsabilidade. Vamos, com cuidado e consciência, voltar à normalidade”, dizia o texto, agora apagado.

Nos últimos dias, também começou a circular um vídeo com a mesma temática pelo Whatsapp. Ao final das imagens, aparece a marca do governo federal. Um dos filhos do presidente, o senador Flávio Bolsonaro, compartilhou a peça em suas redes sociais.

Bolsonaro inclui atividades religiosas em lista de serviços essenciais em meio ao coronavírus

Ao ser considerado essencial, o serviço ou atividade fica autorizado a funcionar mesmo durante restrição ou quarentena em razão do vírus

O presidente Jair Bolsonaro editou um decreto que torna as atividades religiosas parte da lista de atividades e serviços considerados essenciais em meio ao combate ao novo coronavírus.

Ao ser considerado essencial, o serviço ou atividade fica autorizado a funcionar mesmo durante restrição ou quarentena em razão do vírus. Segundo o texto, no entanto, o funcionamento deverá obedecer as “determinações do Ministério da Saúde”.

O decreto foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (26) e tem validade imediata, sem a necessidade de aprovação pelo Congresso, por se tratar de um decreto.

Em fevereiro, Bolsonaro sancionou a lei que trata de quarentena durante a epidemia de coronavírus no Brasil. O texto foi enviado pelo presidente ao Congresso para “regulamentar o atual quadro de emergência de saúde pública”.

Na última sexta-feira (20), o presidente alterou o texto da lei por meio de uma media provisória. A MP concentrou no governo federal o poder para estabelecer medidas de restrição de circulação de pessoas e estabeleceu que devem ser resguardados da quarentena “o exercício e o funcionamento de serviços públicos e atividades essenciais”.

“Fala de Bolsonaro sobre fraudes ameaça eleições futuras”, afirma Flávio Dino

O governador do Maranhão pediu que a Polícia Federal investigue a acusação de Bolsonaro. Foto: Sérgio Lima/PODER 360

Na opinião do governador, a fala de Bolsonaro é perigosa, não só por colocar em xeque a lisura do processo eleitoral em 2018, mas também porque questiona a segurança do sistema de voto brasileiro para pleitos futuros.

“É um gravíssimo ataque. Na medida em que o chefe de Estado, visitando outro país, dirige essa crítica ao processo eleitoral e à Justiça Eleitoral, isso pode atingir o passado e o futuro. Isso é algo nunca visto, é inusitado. Ameaça a imagem brasileira na seara internacional, além de ter essa repercussão dramática sobre a essência do regime democrático, que é a certeza de que os votos são conferidos e apurados com legitimidade”, criticou Flávio Dino, em entrevista ao programa Isso é Bahia, na Rádio A Tarde FM.

A declaração de Bolsonaro foi dada nesta segunda-feira (9), em evento nos Estados Unidos. Ele não apresentou ou citou qualquer indicativo oficial para justificar sua fala.

O governador do Maranhão pediu que a Polícia Federal investigue a acusação de Bolsonaro. “É uma grave acusação, que deve vir seguida de provas e deve ser apurado pela Polícia Federal porque de duas uma: ou estamos diante de um fato gravíssimo, uma fraude eleitoral abrangendo a eleição presidencial, ou estamos diante de um outro fato gravíssimo, que é o presidente da República fazendo uma acusação falsa, destituída de elementos de prova”.

Constantemente apontado como possível candidato à Presidência da República, Flávio Dino, uma dos principais novos nomes da esquerda brasileira, confirmou que deve concorrer a algum cargo eletivo nas eleições de 2022, mas não disse qual. Além da Presidência, ele pode, no plano federal, tentar o Senado e a Câmara dos Deputados – ou também a vice em alguma chapa presidencial.

“Eu saí do cargo de juiz federal por decisão própria, para ingressar na política. Por coerência, claro que devo disputar as eleições de 2022, mas é uma decisão em 2022. O foco principal, hoje, é o governo do meu estado. É tempo de garantir a democracia, reduzir o desemprego. [Candidatura em 2022] Não é algo que preside minha vida. Cada dia com sua agonia”, argumentou.

Guedes diz que dólar alto é bom: ‘empregada doméstica estava indo para Disney, uma festa danada’

A frase do ministro Paulo Guedes gerou polêmica nas redes sociais

O ministro da Economia, Paulo Guedes , disse nesta quarta-feira que o dólar mais alto é “bom para todo mundo”. Ele afirmou que, com o dólar mais baixo, “todo mundo” estava indo para a Disney , nos Estados Unidos, inclusive “ empregada doméstica ”. E recomendou que os brasileiros viajem pelo Brasil.

“O câmbio não está nervoso, (o câmbio) mudou. Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para Disneylândia, uma festa danada. Pera aí. Vai passear ali em Foz do Iguaçu, vai passear ali no Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeiro do Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu, vai passear no Brasil, vai conhecer o Brasil. Está cheio de coisa bonita para ver”, disse o ministro, durante um evento em Brasília.

Nesta quarta-feira, o dólar bateu o quarto recorde consecutivo em relação ao real. A moeda americana encerrou o dia vendida a R$ 4,3505, em alta de 0,55%. Para Guedes, o mix de juros baixos e câmbio alto é bom, porque aumenta as exportações e substitui importações, inclusive no turismo.

Antes que falem: “Ministro diz que empregada doméstica estava indo para Disneylândia”. Não, o ministro está dizendo que o câmbio estava tão barato que todo mundo está indo para a Disneylândia, até as classes sociais mais”, completou.

Na sequência, o ministro da Economia recomendou outros pontos turísticos para serem visitados no Brasil.

Deputado Zé Inácio comenta suspensão do novo presidente da Fundação Palmares

O deputado Zé Inácio se manifestou sobre a decisão. “Como representante da população maranhense e defensor dos direitos do povo negro, acho acertada a decisão do juiz Emanuel Guerra

O juiz federal Emanuel Guerra, do Ceará, suspendeu a nomeação de Sérgio Camargo para presidente da Fundação Palmares. De acordo com Emanuel Guerra, houve “excesso” nas declarações de Sérgio em redes sociais, além de “ofender justamente publico que deve ser protegido pela fundação”.

Nas redes sociais, o novo presidente da Fundação Palmares declarou que a escravidão foi “benéfica para os descendentes”, defendeu a extinção do feriado da Consciência Negra e atacou personalidades como a ex-vereadora do Rio Marielle Franco e a atriz Taís Araújo.

O deputado Zé Inácio se manifestou sobre a decisão. “Como representante da população maranhense e defensor dos direitos do povo negro, acho acertada a decisão do juiz Emanuel Guerra. A Fundação Palmares com a importância que tem para a população negra do nosso país, não pode ser presidida por alguém que diz não acreditar em racismo”.

“A Fundação Palmares é de suma importância para nós negros. Além de promover, ela preserva valores culturais, sociais, históricos e econômicos consequentes da influência negra na formação da sociedade brasileira. E as ações do senhor Sergio Camargo são incompatíveis com as de alguém que possa presidir uma instituição coma a Palmares”, disse.