Porto do Itaqui bate recorde histórico de movimentação mensal de cargas

Esses números são fruto, principalmente, do crescimento de movimentação do milho, dos fertilizantes e de granéis líquidos

O Porto do Itaqui bateu recorde histórico de movimentação mensal, fechando agosto com mais de 2,8 milhões de toneladas de cargas. O aumento é de 17% sobre o recorde mensal anterior, de outubro de 2018 (2,4 milhões de toneladas) e 37% acima do registrado em agosto do ano passado. E no acumulado desde janeiro, o porto público do Maranhão movimentou 16,1 milhões de toneladas de cargas, 18% a mais do que no mesmo período em 2018.

Esses números são fruto, principalmente, do crescimento de movimentação do milho, dos fertilizantes e de granéis líquidos. Também contribuem para esse novo recorde os investimentos da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) e da iniciativa privada na ampliação da infraestrutura do Porto do Itaqui.

“Nossos resultados refletem os esforços voltados ao aumento da produtividade por meio de capacitação de equipe, investimentos em equipamentos e tecnologia, tudo dentro de uma concepção de gestão com foco em resultados”, afirma o presidente da Emap, Ted Lago.

Com 745,3 mil toneladas movimentadas, as operações de combustíveis tiveram aumento de 79% sobre o planejado e de 31% em relação ao total operado em agosto de 2018. Essa alta vem sendo registrada desde a entrada em operação do Berço 108 e a retomada da movimentação de carga de entreposto de combustíveis para as demais regiões do país, no ano passado.

Também, foi registrado recorde histórico na movimentação mensal de milho e de fertilizantes. O volume de milho chegou a 693 mil toneladas, o que representa alta de 162% em relação ao planejado para o mês e de 421% sobre o que foi movimentado no mesmo período do ano passado.

Com volume de 310,5 mil toneladas movimentadas, as operações de fertilizantes cresceram 41% sobre o planejado e 228% em relação ao total importado em agosto passado. Em breve esses números serão ainda maiores em razão dos investimentos de mais de R$ 1 bilhão, entre recursos públicos e privados a serem aplicados até 2022 na ampliação de infraestrutura do Tegram, e de novo terminal de fertilizantes e expansão de tancagem (combustíveis).

Nigerianos são presos em navio no Porto do Itaqui

Navio cargueiro Hawk I — Foto: Andrew Mackinnon/MarineTraffic.com

Cinco nigerianos foram encontrados no fundo do navio Hawk 1, próximo ao Porto do Itaqui, em São Luís, com bandeira das Ilhas Marshall e transportando cobre. A embarcação havia atracado em Lagos, na Nigéria, antes de chegar ao Maranhão, mas ancorou vazio.

Os africanos viajaram clandestinamente e foram achados em um compartimento que fica nas bombas e direciona o leme da embarcação. Após o caso, o navio ficou retido próximo ao Porto do Itaqui para investigações, mas será abastecido de cobre e seguirá viagem para Porto Huelva, na Espanha.

Segundo informações da Polícia Federal, os nigerianos foram encaminhados para a Superintendência do órgão, no bairro Cohama, na capital. Os homens atiraram objetos e impediram a aproximação de trabalhadores do porto. O governo nigeriano será comunicado sobre as prisões.

Porto do Itaqui cresce 18% no primeiro semestre

Os resultados devem-se principalmente à alta produtividade dos navios de grãos e do transbordo de combustível

Com quase 11 milhões de toneladas de cargas movimentadas no primeiro semestre de 2019, o Porto do Itaqui cresceu 18% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo com um período chuvoso mais intenso do que nos anos anteriores o número de atracações subiu 5%, chegando a um total de 378 navios nessa primeira metade do ano.

Os resultados devem-se principalmente à alta produtividade dos navios de grãos e do transbordo de combustível. O escoamento de soja cresceu 10%, atingindo 4,8 milhões de toneladas sobre o volume do primeiro semestre de 2018.

Destaque para os meses de maio e junho, que registraram volume mensal superior a 1,1 milhão de toneladas. A movimentação de fertilizantes acompanhou a alta dos grãos e registrou crescimento de 11% no semestre, chegando às 790 mil toneladas.

A movimentação de granéis líquidos no Itaqui chegou à marca de 3,6 milhões de toneladas de janeiro a junho, o que representa alta de 49% em relação à primeira metade do ano passado. As operações de derivados de petróleo para o mercado interno cresceram 4% e a movimentação de transbordo foi 356% maior que o volume registrado no mesmo período do ano passado.

Porto do Itaqui atrai mais investimentos privados

No Brasil, os arrendamentos são regulamentados pela Lei 12.815/2013, que assim os descreve: “cessão onerosa de área e infraestrutura públicas localizadas dentro do porto organizado, para exploração por prazo determinado”.

Com o anúncio do Governo Federal na quinta-feira (9) estão previstos investimentos privados de R$ 478,1 milhões no Porto do Itaqui para novos arrendamentos de terminais de granéis líquidos. A concessão de quatro áreas foi autorizada pelo Conselho do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) com base nos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) apresentados pela Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), gestora do porto público do Maranhão, em conjunto com a equipe do PPI.

Para o presidente do Porto do Itaqui, Ted Lago, esses novos investimentos consolidam ainda mais o Itaqui como hub de combustíveis do Centro Norte do Brasil. “Isso demonstra a confiança na gestão da Empresa Maranhense de Administração Portuária, e isso tanto do investidor privado – a exemplo dos demais investimentos recentes (Suzano, segunda fase do Tegram, Ultracargo e COPI) – quanto do Governo Federal, por priorizar os estudos do Itaqui neste primeiro semestre”, afirmou.

Com os outros quatro projetos em andamento no Itaqui (Tequimar-Ultracargo, Suzano, COPI e Tegram), que totalizam R$ 732 milhões, são mais de R$ 1 bilhão em desenvolvimento para o Maranhão, gerando emprego e renda.

Investimento de R$ 214 milhões no Porto do Itaqui prevê geração de 700 empregos


O Porto do Itaqui é servido por uma malha composta por três ferrovias que ligam a fábrica, em Imperatriz, na região sul do Maranhão, até a beira do cais. O projeto de terminal dedicado à celulose prevê ainda a construção de um armazém com capacidade para 1,5 milhões de toneladas do produto.

Foi assinado o contrato de arrendamento do terminal IQI 18, da Suzano Papel e Celulose, no Porto do Itaqui, em São Luís. O contrato entre a Suzano e o Porto do Itaqui foi assinado pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, pelo presidente do Porto Itaqui, Ted Lago, e pelo diretor de Logística da empresa, Wellington Giacomin.

O total de investimentos no Itaqui é de R$ 214,873 milhões ao longo de 25 anos, prazo que poderá ser prorrogado por até 70 anos. Está prevista ainda a construção de um desvio ferroviário e do acesso marítimo. O terminal dedicado à celulose consolidará a exportação deste produto pelo Itaqui e impulsionará a economia do Maranhão. A estimativa do consórcio é de que sejam gerados 700 postos de trabalho no pico da obra e 85% dessa mão de obra deverá ser contratada na região.

Jornal Valor Econômico destaca crescimento de Porto do Itaqui


Desde 2015, o Porto do Itaqui tem quebrado recordes de produtividade graças aos bilionários investimentos públicos e privados. São 16 mil empregos direitos e indiretos

O jornal Valor Econômico destacou, nesta quinta-feira (4), como os portos do Norte e do Nordeste têm ganhado cada vez mais importância no país – entre eles, o Porto do Itaqui, no Maranhão. A reportagem diz que as exportações de soja e milho que passam pelo chamado Arco Norte tiveram bastante impulso no primeiro trimestre. O Arco Norte é formado pelos portos de Itaqui, São Luís e Ponta da Madeira (Maranhão), Itacoatiara (Amazonas), Santarém e Barcarena (Pará) e Aratu (Bahia).

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), os embarques por essas rotas somaram 5,7 milhões de toneladas entre janeiro em março, 31,8% mais que no primeiro trimestre de 2018. Esse volume corresponde a cerca de 30% do total de soja exportado pelo Brasil no mesmo período. No ano passado, eram 24%. Já as exportações de milho pelo Arco Norte cresceram ainda mais: 87,3%.

Desde 2015, o Porto do Itaqui tem quebrado recordes de produtividade graças aos bilionários investimentos públicos e privados. São 16 mil empregos direitos e indiretos.

Em São Paulo, Flávio Dino busca parcerias com empresas para investir no Maranhão

O evento reuniu os principais líderes dos setores público e privado do país.

Em evento na capital paulista com grandes empresas e investidores de todo o Brasil, o Maranhão mostrou nesta quinta-feira (28) oportunidades de parceria entre o Governo do Estado e a iniciativa privada para novos empreendimentos e projetos. A apresentação foi na terceira edição do GRI PPPs e Concessões Brasil, no Hotel InterContinental São Paulo. O evento reuniu os principais líderes dos setores público e privado do país. O foco foi na infraestrutura. O Maranhão montou um lounge e participou de mesas temáticas.

O governador Flávio Dino e secretários de Estado mostraram aos investidores oportunidades em PPPs (Parcerias Púbico-Privadas). São modalidades em que o Estado e os empresários se unem em torno de um empreendimento. Um dos focos foram os investimentos para a recuperação do Centro Histórico, com destaque para os programas Habitar e Adote um Casarão. O primeiro vai manter a população residente no Centro e atrair novos moradores. O segundo cuida da restauração e da ocupação dos imóveis ociosos de propriedade do governo. Ambos oferecem incentivos fiscais para atrair investimentos.

“O Centro Histórico é tombado pela Unesco como patrimônio da humanidade e temos lá os objetivos principais, como a recuperação para uso administrativo e para uso habitacional”, disse Flávio Dino durante o “Talk Show com Governadores – Estados e suas Carteiras de Projetos”.

O governador citou como exemplo já bem-sucedido a reforma do prédio João Goulart, que estava fechado havia 30 anos e vai ser inaugurado neste ano. A parceria com a iniciativa privada foi pela modalidade Built to Suit, que é uma espécie de locação sob medida e para o longo prazo.

O governador anunciou que o Maranhão vai lançar dois editais até agosto: um para internet gratuita e outro para a construção de novos presídios. “Vamos soltar o edital de licitação do programa Internet para Todos para 100 cidades, com internet gratuita. E também PPPs para a construção de quatro presídios”, disse.

Após o talk show, os secretários Antonio Nunes (Governo) e Simplício Araújo (Indústria e Comércio), além de outros representantes do Governo do Maranhão, apresentaram os potenciais do Estado e a carteira de projetos para os investidores. Foram feitas também reuniões individuais com empresários, a fim de detalhar os projetos. O Maranhão montou um lounge para receber os investidores. De acordo com Nunes, houve especial interesse no modelo usado para a reforma do edifício João Goulart, no Centro Histórico.

A carteira de projetos apresentada pelo Maranhão no evento também incluiu a construção do Parque de Exposições em São Luís com 300 mil metros quadrados; a Cidade da Justiça para abrigar prédios do Tribunal de Justiça, da Procuradoria Geral do Estado e da Defensoria Pública Estadual; novos terminais no Porto do Itaqui; cais para a interligação das cidades de São Luís e Alcântara; e a MA-006, integrando o Sul e o Norte do Maranhão.

De acordo com Flávio Dino, num momento de crise econômica nacional, é fundamental a parceria público-privada. “Defendo um forte investimento público conjugado com um forte investimento privado como saída para essa recessão aguda”, disse. Ele ressaltou que, mesmo em meio ao cenário nacional adverso, o Maranhão tem mantido um ritmo acelerado de investimentos: “Em 2018 e 2017, tivemos uma taxa de investimento público bastante alta em relação à Receita Corrente Líquida (RCL), uma das maiores do país”, lembrou o governador.

“Tivemos investimentos de até 11% em relação à RCL, a média brasileira é de 4%. Não obstante, acreditamos na importância desses investimentos privados. Ou seja, forte investimento público conjugado com forte investimento privado como saída para a recessão aguda”, declarou.

Itaqui lidera crescimento entre os principais portos públicos do Brasil

Com o crescimento, o Itaqui não apenas teve destaque em movimentações de cargas entre os portos públicos do Brasil, mas se consolida como um dos mais importantes do Norte e Nordeste

De acordo com o Anuário Estatístico 2018 da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), divulgado nesta terça-feira (12), o Porto do Itaqui cresceu 17%, superando os percentuais dos maiores portos públicos do Brasil, como o Porto de Santos (0,87%), Itaguaí (6,98%), Paranaguá (6,51%), Rio Grande (3,8%) e Suape (-0,83%). Em 2017, o porto maranhense cresceu 11,89% e movimentou 19,1 milhões de toneladas.

Com o crescimento, o Itaqui não apenas teve destaque em movimentações de cargas entre os portos públicos do Brasil, mas se consolida como um dos mais importantes do Norte e Nordeste. Foram 22,3 milhões de toneladas de cargas em 2018.

“Os dados anunciados pela Antaq confirmam a performance diferenciada do Itaqui em 2018 e refletem o trabalho de toda uma equipe que, nos últimos quatro anos, tem se empenhado para fazer do Itaqui uma referência nacional em gestão portuária”, declarou o presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), Ted Lago, durante o evento de comemoração do 17º aniversário da Antaq e apresentação do anuário em Brasília.

Outro grande destaque refere-se à movimentação de soja. Principal exportador de soja, milho e farelo do Arco Norte do Brasil, o Porto do Itaqui consolida sua liderança com movimentação de 8,5 milhões de toneladas de soja em 2018.

Com essa marca, o Itaqui passa a ocupar o chamado top 3 dos portos que mais exportam soja no país. O crescimento de 38,61% na movimentação desse tipo de carga também foi maior que o desempenho de Santos (12%) e de Paranaguá (34%), primeiro e segundo lugar respectivamente.

“Com o início das obras da segunda fase do Tegram, vamos elevar a capacidade do Itaqui para 14 milhões de toneladas que, somadas a mais 4 milhões de toneladas do terminal da VLI, garantirá um volume mais do que suficiente para sustentar o crescimento e nos aproximar ainda mais dos maiores portos do Brasil ”, afirmou Ted Lago.

Além da soja, o Itaqui permanece no top 3 de movimentação de granéis líquidos (combustíveis, produtos químicos, líquidos). Com aumento de aproximadamente 14% em movimentação de fertilizantes, também está entre os cincos portos públicos que mais importaram a carga em 2018 (1,9 milhões de toneladas), mais um recorde histórico para o porto maranhense.

De acordo com a Antaq, o setor portuário nacional (portos organizados e terminais privados) movimentou 1,117 bilhão de toneladas em 2018, o que representa um crescimento de 2,7% em relação a 2017. Os portos públicos movimentaram 374 milhões de toneladas em 2018, um aumento de 2,6% em comparação com 2017 (365 milhões de toneladas).

Entre as principais cargas, o minério de ferro representa 36% do total movimentado por portos e terminais privados do país. Outros destaques são os combustíveis, com 203 milhões de toneladas (18,2%); os contêineres, com cerca de 113 milhões de toneladas (10,1%) e a soja, com 102 milhões de toneladas (9,1%).

Porto do Itaqui é destaque na imprensa nacional

Segundo a reportagem, a iniciativa privada já se mostrou disposta a investir no Itaqui neste ano

O Broadcast da Agência Estado destacou, neste mês, as novas áreas que serão disponibilizadas pelo Porto do Itaqui para agroindústrias. São 500 hectares de áreas sob a gestão do porto público maranhense destinados à criação de um complexo industrial. Em entrevista à agência, o presidente do Itaqui, Ted Lago, afirmou que 350 hectares estarão prontos para negociação já no início deste ano.

“Queremos criar um complexo industrial para setores que não precisam estar necessariamente dentro da unidade portuária; podem ficar a 20 ou 30 quilômetros de distância, com interligação por meio de ferrovia ou rodovias”, disse Lago. “Podemos trazer indústrias que processem as commodities movimentadas no Porto do Itaqui e, assim, gerar um ganho expressivo na logística de escoamento”, afirmou à agência de notícias.

Segundo a reportagem, a iniciativa privada já se mostrou disposta a investir no Itaqui neste ano. “Até o momento, a estimativa é de que R$ 1 bilhão serão aportados em obras dentro da unidade portuária somente em 2019. Uma delas é a duplicação do Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram)”, acrescenta a reportagem.

Também foi destaque no mesmo veículo a estimativa de crescimento em movimentação de cargas do porto maranhense: “Depois do recorde de 22,4 milhões de toneladas em 2018, a movimentação de cargas do Porto do Itaqui (MA) deve crescer 3% em 2019, impulsionada pela demanda asiática, principalmente por causa da compra de grãos brasileiros feita pela China”.

Além dos investimentos privados, a Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), gestora do Porto do Itaqui, fará neste ano um aporte de R$ 70 milhões para recuperação e modernização de berços e sistema elétrico. Nos últimos quatro anos foram cerca de R$ 300 milhões em investimentos próprios.