Progressistas longe de definir seu caminho na disputa pela prefeitura de São Luís

Em 2016, o Progressistas por muito pouco não chegou ao segundo turno das eleições da capital com o deputado estadual Wellington do Curso. Esse, por sua vez, já não faz parte da legenda, está no PSDB desde 2018

Mesmo com todas as especulações sobre seu futuro, como uma candidatura própria, o destino do Progressistas (Ex-PP), em São Luís, ainda não está claro.

Terceira maior bancada na Câmara dos Deputados, com um número expressivo de tempo de TV e Rádio, além de um bom Fundo Partidário, o caminho do Progressistas ainda não está definido na disputa pela sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Jr. (PDT).

Vale lembrar que em 2016, o Progressistas por muito pouco não chegou ao segundo turno das eleições da capital com a candidatura do deputado estadual Wellington do Curso. Esse, por sua vez, já não faz parte da legenda, está no PSDB desde 2018.

Muito se comentou sobre a ida do deputado Duarte Júnior para a legenda, mas parece algo longe de ser concretizado.

O fato é que o presidente estadual da legenda, o deputado federal André Fufuca, deve trabalhar até as convenções para que o partido chegue melhor posicionado na disputa.

Dono da Gol cita políticos do DEM, PP, PT, PSDB e MDB

Eduardo Cunha, Henrique Eduardo Alves, além de outros políticos, foram citados em nova delação premiada

Em delação premiada firmada com a Justiça Federal do Distrito Federal, um dos donos da Gol Linhas Aéreas, Henrique Constantino, implica políticos do MDB, como Michel Temer, Eduardo Cunha, Romero Jucá e Henrique Eduardo Alves; do PT, como Fernando Pimentel e Vicente Cândido; do PSDB, como Bruno Araújo (PE); PP, como Ciro Nogueira, e do DEM, como Rodrigo Maia.

Segundo os anexos da colaboração obtidos pelo Estadão, Constantino afirmou ter ouvido pedido de propina de Michel Temer, então vice-presidente, de Cunha e Alves (MDB-RN), em reunião em Brasília em junho de 2012, no valor de R$ 10 milhões em troca da atuação do grupo para atender a interesses de companhias ligadas ao empresário em questões envolvendo a Caixa Econômica Federal.

Bolsonaro recebe partidos que representam metade da bancada maranhense

A maioria dos partidos é favorável à reforma, mas defende alterações

Em busca de votos para aprovar no Congresso Nacional a proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma da Previdência, o presidente Jair Bolsonaro voltou a receber, no Palácio do Planalto, dirigentes partidários. A maioria dos partidos é favorável à reforma, mas defende alterações.

Na semana passada, o presidente recebeu líderes partidários do PRB, PSD, PP, PSDB, DEM e MDB. Na terça (9), ele esteve com dirigentes do PR e do Solidariedade. Hoje, foi a vez do PSL, Podemos, Novo, Avante e PSC. Os partidos representam metade da bancada maranhense em Brasília.

Operação da Polícia Federal mira senador do PP do Piauí

De acordo com nota da Polícia Federal, a ação é desdobramento das investigações em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou as ações.

Agência Brasil

Trinta agentes da Policia Federal cumpriram hoje (22) mandados de busca e apreensão em endereços de Teresina (PI), Brasília (DF) e São Paulo (SP).

A Operação “Compensação” investiga crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, tendo como principal alvo o senador Ciro Nogueira, do Partido Progressista (PP). O parlamentar é do Piauí.

De acordo com nota da Polícia Federal, a ação é desdobramento das investigações em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou as ações.

Depoimentos prestados por colaboradores apontam repasses de R$ 43 milhões ao Partido Progressista, em pagamentos em espécie e doações oficiais, por intermédio do senador, em troca de apoio político do partido na campanha eleitoral para a eleição presidencial de 2014.

Os sete mandados de busca e apreensão foram autorizados pela ministra Rosa Weber, do STF. Também estão sendo entregues intimações para depoimentos de envolvidos no caso.

Nota de defesa

A Defesa do senador Ciro Nogueira distribuiu, hoje, nota denunciando o que chama de “o direito penal do espetáculo. O que está sendo apreendido nesta busca e apreensão é o que foi recentemente restituído pelo Supremo Tribunal Federal em virtude de outra operação que não resultou em Ação Penal. O Supremo rejeitou a denúncia, pois baseada tão somente na palavra de outro delator. Tal constrangimento poderia ser evitado com a simples intimação do senador para prestar esclarecimento pois, é evidente, este sempre se colocou à disposição do Poder Judiciário”, finaliza a nota distribuída por advogados do parlamentar, alvo da operação da Polícia Federal.

Eduardo Braide deve anunciar novo partido nos próximos dias

Das 21 legendas que passaram pela Cláusula de Barreira, pelo menos nove podem hospedar Eduardo Braide, entre eles está o PSL, PR, PP, PSD, DEM, PSDB, PSC, Podemos e Avante

O deputado federal eleito, Eduardo Braide, vai deixar o PMN, que, juntamente com outras legendas, caíram na Cláusula de Barreira aprovada na última reforma política. Nove partidos ainda estão sem um futuro definido e ficarão sem verba do Fundo Partidário e sem o tempo na TV e no Rádio, entre eles está o PMN.

Eduardo Braide ainda não quis adiantar para qual partido pretende transferir sua filiação. Em entrevista à Rádio Mirante AM, o deputado disse apenas que deseja mudar para um partido com o qual tenha certa afinidade.

“Partido que eu tenha liberdade de votar de acordo com a minha consciência. Não me elegi de forma livre para que chegue em Brasília e o partido seja dono da minha consciência”, afirmou.

Questionado sobre sua eventual candidatura à prefeitura de São Luís em 2020, Braide não confirmou se entrará na empreitada. Entretanto, ao afirmar que um dos motivos de sua saída seria a falta de tempo de televisão, tudo indica que o parlamentar esteja escolhendo uma sigla que lhe permita ter tempo de TV na corrida municipal de 2020.

Das 21 legendas que passaram pela Cláusula de Barreira, pelo menos nove podem hospedar Eduardo Braide, entre eles está o PSL, PR, PP, PSD, DEM, PSDB, PSC, Podemos e Avante.

PP se preocupa com tratamento ‘privilegiado’ de Bolsonaro ao DEM

Interlocutores do partido, ao qual Bolsonaro foi filiado, lembraram ao presidente que a bancada do PP em 2019 será maior que a do DEM no Congresso

Parlamentares e caciques do PP estão enciumados com o tratamento “privilegiado” que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem dedicado ao DEM – legenda que irá ocupar a Casa Civil, com Onyx Lorenzoni (RS), a Agricultura (Tereza Cristina) e negocia outras pastas, como a da Saúde.

Interlocutores do partido, ao qual Bolsonaro foi filiado, lembraram ao presidente que a bancada do PP em 2019 será maior que a do DEM no Congresso. Mas Bolsonaro não tem dado a mínima para os reclames dos ‘pepistas’.

O PP contará, a partir de 2019, com uma bancada de 37 deputados, já o DEM terá 29 parlamentares.

No Maranhão, o PP reelegeu o deputado federal André Fufuca. O deputado Juscelino Filho foi reeleito pelo DEM.

Parlamentares do ‘Centrão’ abandonam Alckmin e passam a apoiar Jair Bolsonaro

Assim como representantes da bancada ruralista fizeram na terça-feira, líderes das bancadas evangélica e da bala assumiram ontem apoio a Bolsonaro

A quatro dias da eleição, aliados do candidato do PSDB à Presidência Geraldo Alckmin, passaram a apoiar de forma explícita a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). Parlamentares do Centrão – bloco que fechou apoio ao tucano formado por DEM, PR, PP, PTB, PRB e SD – já pedem voto e declaram intenção de votar no capitão reformado do Exército em eventos de campanha.

Assim como representantes da bancada ruralista fizeram na terça-feira, líderes das bancadas evangélica e da bala assumiram ontem apoio a Bolsonaro. No entanto, eles não pretendem formalizar o apoio ainda no primeiro turno. Alckmin afirmou que a declaração da bancada ruralista foi desrespeitosa e fora de hora.

O deputado Hidekazu Takayama (PSC-PR), que coordena a frente dos evangélicos na Câmara, afirmou que o apoio do seu grupo é “tendência natural”, porque o candidato apoia os “valores cristãos e da família”. Por outro lado, Takayama afirmou que não há orquestração da frente para oficializar o apoio ao candidato, porque a maioria dos deputados está atualmente em campanha, sem tempo para reuniões. “Com certeza, acredito que a maioria aceitaria”, afirmou. Ele afirmou ainda que em eventual eleição de Bolsonaro, a frente provavelmente não faria oposição ao seu governo.

O criador da Frente Parlamentar da Segurança e candidato ao governo do Distrito Federal, Alberto Fraga (DEM-DF), declarou apoio pessoal ao militar ao vivo, durante o debate realizado pela TV Globo, na terça-feira. Fraga disse que o sentimento da maioria dos integrantes da chamada bancada da bala é apoiar Bolsonaro. “O apoio está implícito”, disse.

De acordo com ele, dos 306 integrantes do grupo, cerca de 170 querem o capitão reformado no Palácio do Planalto. A bancada da bala não existe formalmente no Congresso, mas a Câmara reconhece as frentes parlamentares suprapartidárias, organizadas por interesses comuns. A frente da segurança agrega neste momento 299 deputados. Fraga afirmou, contudo, que o grupo não se posicionará oficialmente porque nem todos os seus integrantes foram consultados sobre a questão. “Eu gostaria (de declarar posição), mas como não consegui reunir todo mundo, não tenho como emitir essa nota. Claro que deve ter gente que não concorda com essa decisão”, disse.

Membro das bancada da bala e evangélica, o deputado Lincon Portela (PR), afirma que grande parte dos parlamentares do PR jamais concordaram com a aliança com Geraldo Alckmin na disputa pela Presidência. “Nunca participei desse blocão que apoiava Alckmin. O que o PR fez é problema dele. Eu sempre disse que esse blocão nasceu esfarelado e deixei claro desde o início que apoiaria Bolsonaro”, afirmou Portela. O parlamentar afirmou que um manifesto pró-Bolsonaro feito no início da campanha que tinha 110 assinaturas já conta com 220 apoio de deputados federais e de outros 300 candidatos a deputado. Segundo Portela, o grupo mantém conversas semanais com Bolsonaro sobre o andamento da campanha.

Sem punição

Alckmin criticou o apoio da Frente Parlamentar Agropecuária a Bolsonaro. Disse que deputados e senadores da frente não foram consultados e que a manifestação foi ato “individual e extemporâneo”. “A manifestação da frente foi até desrespeitosa. Eu também sou agricultor e não fui consultado. Deputados e senadores não foram consultados”, afirmou o ex-governador paulista, que aparece estagnado em quarto lugar nas pesquisas de intenção de voto.

Com 210 deputados e 26 senadores, muitos deles oriundos de partidos do Centrão – como sua presidente, deputada Tereza Cristina (DEM-MS) -, a FPA é um grupo forte no Congresso. Em carta publicada na página da entidade na internet, a parlamentar afirmou que a decisão “atende ao clamor do setor produtivo nacional, de empreendedores individuais aos pequenos agricultores e representantes dos grandes negócios”.

Questionado sobre o anúncio feito pela deputada, o presidente do DEM, ACM Neto, afirmou que Tereza não fala em nome do partido. “A deputada Tereza Cristina fala em nome da frente, mas não do DEM”, afirmou ACM Neto, que também é prefeito de Salvador. Segundo ele, “o DEM continua firme com Alckmin”. “A posição mencionada é a de um segmento, mas não é o retrato do partido”, disse. Perguntado se Tereza Cristina seria punida, ACM Neto disse que esse assunto não está na pauta. “O objetivo maior é nos unirmos em torno da campanha de Alckmin.”

Centrão já discute opção em 2º turno sem Alckmin

DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade já discutem nos bastidores como será um eventual segundo turno da disputa sem Geraldo Alckmin

Estado de S.Paulo

Fiador da candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência da República, o Centrão – bloco formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade – já discute nos bastidores como será um eventual segundo turno da disputa sem o tucano. Em público, no entanto, seus dirigentes afirmam acreditar em uma “virada” no jogo, nos últimos dias de campanha, e negam essas conversas.

Pesquisas de intenção de voto divulgadas na semana passada apontam o candidato do PSL Jair Bolsonaro na liderança, seguido do petista Fernando Haddad. No bloco intermediário, Alckmin fica atrás de Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede).

Se Bolsonaro for para o segundo turno, a tendência é que pelo menos o DEM e o PTB apoiem o capitão reformado do Exército. Há uma possibilidade de divisão no DEM, caso Ciro siga para a próxima etapa, ultrapassando o petista. O Estado apurou, no entanto, que a maioria do partido prefere fechar com o candidato do PSL.

“Eu me recuso a discutir que o Brasil ficará condenado a um segundo turno entre Bolsonaro e Haddad. Vamos com Geraldo até o fim e acreditamos na virada. Isso não é conversa fiada”, disse ao Estado o presidente do DEM, ACM Neto, que também é prefeito de Salvador. “Eu não me canso de lembrar que, em 2014, nessa mesma altura do campeonato, Aécio (senador Aécio Neves) estava fora do jogo. Cravavam que a segunda rodada da disputa seria entre Marina (Silva) e Dilma (Rousseff). Só nos últimos dez dias é que Aécio começou a crescer e aí a história da eleição mudou inteiramente.”

Nas fileiras do PTB, que não integra o Centrão, mas faz parte da coligação de Alckmin, ao lado de PPS e PSD, as discussões a portas fechadas também agitam o partido. Desde o escândalo do mensalão, que levou para a cadeia o ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB, a sigla está rompida com o PT.

O senador Cristovam Buarque (PPS-DF) avalia hoje que a decisão de apoiar Alckmin foi equivocada. “O PPS cometeu um grande erro. Se lançasse o Raul Jungmann (ministro da Segurança), talvez pudesse ser uma alternativa”, afirmou ele. “Agora, vamos ter de optar entre a catástrofe e o desastre, entre o furacão Florence e o tufão Mangkhut.” Para o senador, que concorre à reeleição, a estratégia do voto útil para enfrentar o PT dificilmente surtirá efeito neste momento.

“Alckmin tem credibilidade para dizer que é o mais preparado, mas não que tem mais chances para derrotar Bolsonaro. Aqui no Distrito Federal, não vejo candidatos do PPS defendendo Alckmin. Eles não sentem obrigados a isso”, argumentou, lembrando que o PSDB está na chapa do deputado Alberto Fraga (DEM), candidato ao governo que avaliza Bolsonaro.

Integrantes da executiva do PSDB observam que o partido, institucionalmente, teria muitas dificuldades em explicar uma adesão no segundo turno tanto a Bolsonaro quanto a Haddad, por causa do intenso tiroteio sobre ambos disparado por Alckmin. Caberia ao ex-governador de São Paulo – que comanda o PSDB – conduzir o processo e a neutralidade seria mais confortável ao tucanato.

Já o PR, chefiado por Valdemar Costa Neto, está dividido entre avalizar Bolsonaro ou Haddad, caso seja essa a configuração para a segunda etapa da disputa. Valdemar tem ótimo trânsito no PT. Líder do partido na Câmara, o deputado José Rocha (BA), disse que o partido deve liberar seus filiados na próxima rodada da eleição. Rocha não esconde que faz campanha para Haddad.

A coligação do PR com Bolsonaro só não vingou por causa de divergências regionais. Em julho, o partido tentou emplacar o empresário Josué Gomes como vice de Alckmin. Josué não aceitou a vaga, mas, mesmo assim, o PR entrou na aliança com o tucano. Valdemar, porém, tem ótimo trânsito no PT.

O presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), por sua vez, avisou a Alckmin que, no Piauí, faria campanha para o PT, caso contrário sua reeleição correria risco. A vice do tucano é a senadora Ana Amélia, do PP. No Piauí, porém, a vice do governador Wellington Dias (PT) é do PP. Em um segundo turno sem Alckmin, é provável que o partido libere o voto. Embora Ciro Nogueira pregue o apoio ao PT, uma ala do partido no Sul já faz campanha para Bolsonaro. É o caso do deputado federal Luís Carlos Heinze (PP), o mais votado do Rio Grande do Sul.

No Solidariedade, a esperança é de que, sem Alckmin, Ciro vá para o segundo turno. Desde as negociações para o Centrão apoiar o tucano, a sigla era favorável a Ciro. O deputado Paulo Pereira da Silva, presidente do partido e licenciado do comando da Força Sindical, foi vice de Ciro na campanha presidencial de 2002. O Solidariedade só aceitou entrar na coligação pró-Alckmin após negociar com o tucano um novo formato para a volta da contribuição sindical. O PRB ainda não bateu o martelo sobre quem apoiar em eventual segundo turno sem Alckmin.

Flávio Dino chega às eleições 2018 com sete partidos a mais em relação a 2014

Exatos 16 partidos, o que garante ao governador Flávio Dino mais de 5 minutos do tempo de TV do horário eleitoral gratuito

O governador Flávio Dino (PCdoB) teve seu nome homologado em uma grande convenção para mais de 10 mil pessoas neste sábado (28). São exatas 16 agremiações que declararam apoio a ele nestas eleições.

Em relação ao ano de 2014, quando Flávio Dino encerrou 50 anos de domínio do grupo Sarney, o então candidato tinha o apoio de 9 partidos: PCdoB, PDT, PSDB, PSB, PP, PPS, PROS, PTC e Solidariedade. Desses, apenas o PSDB não está com Flávio Dino em 2018.

Para essa eleição, somam-se ao time governista PT, DEM, PR, PRB, PTB, PPL, Patriotas e agora o Avante. Exatos 16 partidos, o que garante ao governador Flávio Dino mais de 5 minutos do tempo de TV do horário eleitoral gratuito.