Eliziane participa de Congresso do PPS que aprovou mudança de nome para Cidadania 23


Para a senadora, cidadania plena é ter tratamento de esgoto, emprego, escola para os filhos, saúde, segurança e liberdade de expressão plena

Na esteira de um movimento de siglas que alteraram seus nomes para driblar o desgaste com a crise da representação política no País, integrantes do Partido Popular Socialista (PPS) aprovaram a mudança de nome do partido para Cidadania. A decisão foi tomada durante congresso extraordinário realizado na manhã deste sábado, 23, em um hotel em Brasília. A senadora Eliziane Gama participou do evento.

Esta não é a primeira vez que o partido muda sua nomenclatura. Há 27 anos, se chamava Partido Comunista Brasileiro (PCB). Os filiados votaram entre os nomes Cidadania e Liberdade.

“Hoje no Congresso do PPS em Brasília aprovamos o novo nome do partido Cidadania 23. Nosso partido se notabilizou no Brasil pelo combate à corrupção e por ser fiscal do recurso público. Nós estamos aprovando esse novo nome e discutindo um novo olhar para a população brasileira. Precisamos de serenidade, precisamos ser contundentes no combate ao desemprego e a corrupção. Precisamos que o estado sirva aos que mais precisam, precisamos fomentar a cidadania plena para todos os brasileiros. Hoje somos Cidadania 23”, escreveu Eliziane em suas redes sociais.

Na Câmara dos Deputados, a bancada do Cidadania soma oito vagas, no Senado, são três parlamentares.

Para a senadora, cidadania plena é ter tratamento de esgoto, emprego, escola para os filhos, saúde, segurança e liberdade de expressão plena. “Temos que buscar isso e por isso a ideia de Cidadania é algo fundamental”, disse.

O presidente do partido, Roberto Freire, afirmou que o próximo passo será a escolha da logomarca do Cidadania. “É importante no novo momento que estamos vivendo decidir entre logomarcas. Ouvindo o máximo de especialistas com o mínimo de recursos possível e depois enviar para os diretórios estaduais do Cidadania para que depois a gente saiba qual a posição nacional do partido”, afirmou.

Rede Sustentabilidade desiste de fusão com PPS

Apesar das dificuldades de estrutura e financeiras, os filiados entenderam que era importante insistir no partido de Marina Silva

A Rede Sustentabilidade desistiu da fusão com o PPS. A decisão da sigla foi tomada na tarde deste sábado, 9, em reunião da Executiva Nacional – chamada de Elo, em Brasília.

Apesar das dificuldades de estrutura e financeiras, os filiados entenderam que era importante insistir no partido de Marina Silva. Os mais incisivamente contrários à mudança reclamaram da falta de diálogo do PPS nas negociações.

A própria ex-candidata à Presidência votou pela permanência da Rede, decisão obtida por unanimidade.

Desde que não conseguiu ultrapassar a cláusula de desempenho no ano passado, o partido vinha estudando a possibilidade de fundir com o PPS na nova legenda que a sigla de Roberto Freire tentava criar. A Rede elegeu apenas uma deputada para esta nova legislatura.

O partido agora tentará sobreviver de doações de filiados.

No ano passado, depois do resultado negativo da eleição, o Elo Nacional havia decidido criar dois grupos de trabalho para estudarem as duas possibilidades: de fusão ou não. O resultado seria apresentado no Congresso Nacional do partido, em janeiro, mas foi adiado para março.

Diante do crescente desânimo dos militantes com a fusão, o próprio grupo de trabalho que estudava essa possibilidade deu parecer contrário neste sábado.

Afinal, o Congresso de 30 e 31 de março foi cancelado e se transformou numa reunião nacional para discutir e aprovar as propostas de continuidade da legenda.

PPS do Maranhão vai promover palestra sobre desafios enfrentados pelas candidaturas de mulheres

Nesta sexta-feira (22), o Partido Popular Socialista do Maranhão, através da Secretaria Estadual de Mulheres do PPS, realiza a partir das 15 horas, na Assembleia Legislativa do Maranhão, o Papo de Mulher na Política, com o tema “Os desafios enfrentados pelas candidaturas de mulheres no processo eleitoral”. O evento que tem como objetivo incentivar as candidaturas femininas, orientação dos passos que devem ser tomados para uma candidatura planejada e organizada.

O Papo de Mulher na Política será realizado no Auditório Neiva Moreira, no Complexo de Comunicação da ALEMA e contará com a presença da senadora Eliziane Gama e da advogada, procuradora de Justiça aposentada e ex-deputada estadual, Helena Heluy, além de mulheres com forte atuação nos movimentos sociais e partidos políticos.

Este será o primeiro encontro e a proposta é que o Papo de Mulher na Política seja realizado nos demais municípios da Região Metropolitana de São Luís. “Vamos tentar ajudar as mulheres a ocuparem espaço de poder de forma consciente e democrática, isto é, fazer as mulheres serem protagonistas nesse processo”, explicou Sandra Silva, uma das organizadoras do evento e coordenadora da Secretaria de Mulheres do PPS.

PPS indica Eliziane Gama para liderança do partido no Senado

Gama é jornalista e será empossada como senadora nesta sexta-feira (1º). Ela foi eleita com mais de 1,5 milhão de votos na eleição de outubro passado.

A senadora eleita Eliziane Gama (PPS) foi escolhida, na tarde de quinta-feira (31), líder do seu partido no Senado Federal.

“Hoje à tarde fui escolhida para ser líder do PPS no Senado Federal. Nosso partido faz parte do bloco independente composto por 14 senadores e que tem o objetivo de atuar na defesa dos interesses do Brasil”, escreveu Eliziane.

Gama é jornalista e será empossada como senadora nesta sexta-feira (1º). Ela foi eleita com mais de 1,5 milhão de votos na eleição de outubro passado.

A bancada do PPS é formada pelos senadores Alessandro Vieira (SE), Marcos do Val (ES) e Eliziane Gama (MA)

PPS muda para Cidadania e deve ser oposição ao Governo

O presidente do PPS, Roberto Freire, vai convocar um Congresso Extraordinário em Brasília para as próximas semanas, e colocar o tema em pauta

O PPS vai mudar o nome para Cidadania e deve ser oposição oficial ao Governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL). O presidente do PPS, Roberto Freire, vai convocar um Congresso Extraordinário em Brasília para as próximas semanas, e colocar os temas em pauta.

Hoje, o PPS é independente no Congresso e em relação ao novo Governo. E a oposição, por ora, é questão pessoal de Freire, reforça o comandante do partido. O ‘Cidadania’ foi escolhido após consulta a militantes.

“Será uma oposição democrática, e com responsabilidade, como sempre foi”, diz Freire à Coluna, caso os partidários aprovem a tendência. (Da Coluna Esplanada)

Pelo menos 4 partidos já fecharam apoio à reeleição de Rodrigo Maia

Legendas que declararam apoio a Rodrigo Mais e o DEM somam 153 dos 513 deputados

EXAME

Dos 28 partidos que participam da próxima legislatura da Câmara dos Deputados, pelo menos quatro já oficializaram seu apoio à recondução de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Casa. Depois que PSL – partido do presidente Jair Bolsonaro -, PRB e PSD formalizaram a preferência, o PPS, que elegeu oito parlamentares na Casa, também entrou para o grupo. Essas legendas e o DEM somam 153 dos 513 deputados.

Ontem, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que apoia a recondução de Maia e que a bancada federal do partido deve seguir essa tendência majoritariamente (mais informações na pág. A6). Caso o apoio do PSDB se concretize e se os deputados forem fiéis às orientações de suas lideranças partidárias, o número sobe para 182.

Em nota, o líder do PPS na Câmara, deputado Alex Manente (SP), disse que Maia possui todos os atributos para conduzir os trabalhos do Parlamento. “Ele assumiu a presidência da Câmara em um momento delicado, com a autorização do processo de impeachment de Dilma (Rousseff) pela Casa e substituindo Eduardo Cunha. É equilibrado e possui todos os requisitos para continuar no comando da Câmara dos Deputados.”

Contra Renan Calheiros, senadores cogitam apoiar ura de Tasso Jereissati

O nome do tucano conta com a simpatia do bloco PPS, PDT e Rede, que soma 14 senadores

Estadão

Em uma tentativa de quebrar a hegemonia do MDB no comando do Senado e frear a articulação do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para voltar à presidência da Casa, senadores eleitos do PSDB, PDT, PPS, Rede e setores do PSL avaliam apoiar a candidatura de Tasso Jereissati (PSDB-CE).

O nome do tucano conta com a simpatia do senador eleito Cid Gomes (PDT-CE), que foi adversário político de Tasso no Ceará, e também do bloco PPS, PDT e Rede, que soma 14 senadores.

“Tasso é um nome excelente, tem o perfil. Uma das nossas preocupações é termos alguém respeitável, que possa elevar o nome do Senado, mas não podemos ter um nome só. Nosso objetivo é compor uma maioria e, para isso, é preciso abrir portas”, disse Cid Gomes.

A bancada do PSDB, que conta com oito senadores (e deve receber mais uma parlamentar, Maisa Gomez, do Acre), apoia o nome de Tasso, o que daria a ele, na largada, 23 votos.

A movimentação ocorre no momento em que aliados do presidente eleito, Jair Bolsonaro, vislumbram dificuldades no Senado devido à fragmentação partidária registrada na eleição.

A pedido de Bolsonaro, o PSL não deve disputar a presidência da Casa e o presidente eleito tem dito não pretender atuar na disputa. A sigla, porém, rejeita Renan. Um cenário avaliado pelo PSL é o de apoiar o senador David Alcolumbre (DEM-AP), mas, se ele não se viabilizar, Tasso é visto como uma opção “moderada”.

O senador tucano se reuniu na semana passada com a depurada eleita Joice Hasselmann (PSL-SP). Quando questionado sobre sua candidatura, Tasso diz que, se for apoiado por um conjunto de partidos, aceita o “desafio”.

Oposição

O PT até agora não fez uma discussão formal sobre a posição do partido na escolha do presidente do Senado. Segundo o senador Humberto Costa (PT-PE), líder da legenda na Casa, a sigla defende a manutenção da regra da proporcionalidade – pela qual o MDB, que tem a maior bancada, indica o presidente – como forma de blindar o Senado de um possível avanço do Executivo.

“Tem de ser alguém com autonomia e independência. Viemos de dois períodos com o Executivo fraco (Dilma Rousseff e Michel Temer), Legislativo fraco por causa da Lava Jato e Judiciário forte. Agora, precisamos de alguém para enfrentar o Executivo e até o Judiciário”, disse Costa.

O líder petista não quis falar em nomes, mas outros senadores da sigla, em conversas reservadas, disseram que, caso Renan não se viabilize, o PT pode apoiar um outro nome, como o de Tasso, já que os petistas não ficariam em hipótese alguma ao lado de Simone Tebet (MDB-MS).

PPS tenta atrair quadros insatisfeitos do PSDB

Desde a vitória de João Doria ao governo paulista, há um grupo incomodado com os rumos que a legenda pode tomar

Estadão

Depois de intensificar o diálogo para incorporar quadros da Rede, o PPS começa a se aproximar de importantes nomes do PSDB. Presidente nacional do Partido Popular Socialista, Roberto Freire se encontra hoje, em São Paulo, com Alberto Goldman, um dos fundadores do PSDB. Ontem, Freire se reuniu com outro tucano graúdo.

Desde a vitória de João Doria ao governo paulista, há um grupo incomodado com os rumos que a legenda pode tomar, inclusive com a possibilidade de ter de apoiar a gestão do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

Em consulta, o TSE vetou fusões entre partidos com menos de cinco anos, como é o caso da Rede. Com isso, o PPS calcula que conseguirá filiar só parte dos cinco senadores da legenda. Na Câmara, a previsão é de ter uma bancada de 10 deputados. Um deles é o pastor Abílio (PHS-BA).

O PPS chegou a escolher o nome Movimento para rebatizar a legenda. Mas voltou atrás ao descobrir que há um grupo fascista homônimo na Hungria. Entre as novas opções cotadas, estão Cidadania, Cidadãos e Vamos.

Secretário-geral do PSDB propõe fusão com outras siglas

O deputado cita quatro siglas para a potencial fusão: PPS, PSD, PV e DEM

Estadão

Após registrar em 2018 o pior desempenho eleitoral de sua história em uma eleição presidencial e perder 20 cadeiras na Câmara, o PSDB vai avaliar uma proposta de fusão com outras siglas para disputar as próximas eleições.

A iniciativa será apresentada pelo deputado federal Marcus Pestana (MG), secretário-geral do PSDB, à direção executiva da sigla. A ideia, segundo ele, é que em maio os tucanos renovem o comando partidário e em seguida iniciem o processo.

“O PSDB tem que se reinventar depois de organizar a bagunça. É insustentável essa quadro partidário pulverizado. Defendo que, após a renovação da direção, abra-se uma interlocução para um processo criativo de fusão”, disse Pestana ao Estado.

O deputado cita quatro siglas para a potencial fusão: PPS, PSD, PV e DEM. Segundo Pestana, ainda é cedo para dizer qual seria o modelo de fusão e a autonomia que cada partido dentro da nova legenda.

O combustível que alimenta esse debate é a proibição de coligação proporcional a partir das eleições municipais de 2020.

Outra ideia colocada na mesa do PSDB é formar uma federação de partidos para aturarem em conjunto no Congresso e até nas próximas eleições municipais.

O presidente do DEM, ACM Neto, descarta a possibilidade de fusão com o PSDB. “Isso não está na pauta. Isso não passa nem perto de nossa perspectiva. Eu não cogitaria nenhuma hipótese de fusão com o PSDB neste momento”, disse.

Dirigentes de outros partidos também evitam, por ora, falar em fusão. Avaliam que tudo vai depender do cenário em 2019 e da relação das siglas com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Em caráter reservado, porém, reconhecem que a proibição de coligações deve empurrar muitos partidos para esse caminho.

Outro debate que permeia o PSDB é a posição em relação ao governo Bolsonaro. Enquanto parte da legenda, com Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso à frente, adotou uma postura crítica e é contrária ao alinhamento, o grupo do governador eleito João Doria defende o apoio ao presidente eleito.