Lula afirma que pode ser cabo eleitoral de Haddad ou Flávio Dino

Lula afirmou que pode ser apenas cabo eleitoral nas eleições de 2022

Em entrevista ao programa Ponto e Vírgula, da Rádio Difusora na noite de quinta-feira (21), o ex-presidente Lula afirmou que não precisa disputar as eleições novamente para a Presidência em 2022. Mas pode ser cabo eleitoral de nomes como Fernando Haddad (PT) e Flávio Dino (PCdoB).

“Eu já disse que não preciso ser candidato outra vez, apesar de achar que vou viver até os 120 anos. O PT tem muita gente boa, tem o companheiro Fernando Haddad. O PCdoB tem o Flávio Dino. Eu quero ser cabo eleitoral”, disse Lula.

Lula também se manifestou sobre o ex-ministro Ciro Gomes, candidato derrotado no primeiro turno das eleições presidenciais de 2018, que tem feitos ataques sistemáticos contra o ex-presidente e o PT. 

“O Ciro decidiu que quer o voto de quem odeia o PT. Que vá com Deus. Se for possível construir um projeto pra reconquistar a democracia, tamo junto. Mas na eleição cada um vai tocar seu projeto”, disse Lula.

Diretório nacional confirma PT na chapa de Leonardo Sá em Pinheiro

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O Diretório Nacional do PT confirmou a aliança do partido com a frente partidária, comandada pelo candidato a prefeito do PCdoB, Leonardo Sá, em Pinheiro. A decisão foi tomada por uma Comissão Nacional formada para analisar o caso.

Leonardo Sá disputará a eleição em uma ampla frente partidária que une 17 partidos em Pinheiro. O candidato contará ainda com a força do governador Flávio Dino nos movimentos de campanha.

E AGORA? Sigilo telefônico da sede nacional do PT quebrado…

  • Juiz da Lava Jato acolhe pedido do Ministério Público Federal na ação sobre propinas arrecadadas por João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do partido, por meio de gráfica; análise abrange período de 2010 a 2014, pegando três campanhas
Estadão

O juiz federal Sérgio Moro decretou a quebra do sigilo telefônico do PT e de pelo menos seis números que seriam usados pelo ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto, preso desde março, em Curitiba, acusado de ser operador de propinas no bilionário esquema de corrupção na Petrobrás. A abertura de dados alcança um período de quase cinco anos, 2010 a 2014 – abrangendo três campanhas eleitorais.

A força-tarefa da Operação Lava Jato aponta o uso da legenda como forma de ocultar dinheiro desviado da estatal por meio de contribuições e doações de campanha.

Ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto foi criminalmente acusado por levar propinas ao partido. Foto: André Dusek/Estadão

Moro atendeu um pedido do Ministério Público Federal, que acusa formalmente Vaccari em uma ação penal pelo uso de uma gráfica ligada ao partido para supostamente lavar dinheiro da Petrobrás. O ex-tesoureiro é réu suspeito de corrupção e lavagem.

Por que o PT nacional não quer maior vínculo com Lobão Filho?

Executiva nacional do PT não quis, de forma alguma, criar vínculo com Lobão Filho, e proibiu indicação de vice-governador na chapa do PMDB

Executiva Nacional do PT não quis, de forma alguma, criar vínculo com Lobão Filho e proibiu indicação de vice-governador na chapa do PMDB no Maranhão, mesmo reiterando apoio e presença na aliança

A reafirmação da Executiva Nacional do PT em não querer criar vínculo forte com o candidato do PMDB ao governo do Maranhão, Edison Lobão Filho, caiu como um “balde de água fria” para o grupo Sarney neste último final de semana. Com a atitude, a cúpula petista se sustenta na coligação para manter a palavra e a formalidade, mas rejeitou, formalmente e publicamente, qualquer laço maior de envolvimento, como a indicação do vice-governador na chapa encabeçada por Lobinho.

O que nos salta aos olhos é que a Executiva Nacional mantém o PT na coligação de Lobão Filho, no Maranhão, apenas por uma questão de formalidade e de acordo nacional, mas evita estar presente na linha de frente da disputa majoritária para não criar vínculo, como se estivesse esperando a hora de largar o barco. Aceita apenas indicar o suplente do candidato a senador, Gastão Vieira, e nada mais.

A indiferença da Executiva Nacional do PT em relação à chapa majoritária, encabeçada pelo PMDB no Maranhão,  passa a ganhar mais força com a saída do senador José Sarney da disputa pelo Senado no Amapá, pois o maior vínculo e consideração era, justamente, com o ex-presidente a quem os petistas até hoje devem lealdade. Fora do poder, o senador não tem mais tanto peso para cobrar a fatura. Outro fator é que a cúpula petista mostra que não tem a mesma estima pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, pai de Lobinho.

“Tapa de luvas” no PMDB

Caiu também como um “tapa de luvas” no PMDB do Maranhão o “afago” feito pela presidente Dilma Rousseff ao candidato do PCdoB ao governo do Estado, em recente evento nacional do partido, ao chamá-lo de “nosso Flávio Dino”. Apesar de reiterar apoio a Lobão Filho, a chefe do poder brasileiro não consegue esconder a simpatia que nutre pelo seu ex-presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur).

Enciumado com a manifestação pública de Dilma, o PMDB tentou minimizar o “afago”, inclusive, com texto distribuído à  Imprensa, no final de semana, mas não conseguiu evitar que, mais uma vez, o PT da presidente da República viesse a público, mais uma vez, dizer que não quer, de forma alguma, vínculo com indicação do candidato a vice-governador de Lobão Filho.

A decisão da Executiva Nacional do PT também foi difícil para os petistas sarneysistas, ligados ao comando estadual do PT do Maranhão, que sonhavam em compor a chapa com Lobão Filho, porque a cúpula suprema do partido deixou claro que não quer laços para não se comprometer e poder deixar o barco assim que puder e dar o conhecido “PT saudações” ao PMDB no Estado. São coisas da política…

Decisão do PT nacional que proíbe o partido de indicar o vice-governador na chapa de Lobinho

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