Partidos do grupo Sarney seguem cada vez mais separados

Partidos do grupo Sarney como MDB, PV, PSD e PSC poderão seguir palanques opostos

Antes tido como um grande grupo político, tanto no volume de vitórias, votos e cargos, quanto no número de partidos políticos, o grupo Sarney passou por todo um processo de desidratação e a cada dia fica ainda mais separado.

Para as eleições de 2020 em São Luís, o grupo, possivelmente, não estará no mesmo palanque.

Pelo menos dois integrantes do grupo Sarney já são colocados como pré-candidatos, que são o deputado estadual Adriano Sarney (PV) e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB). No caso de confirmação da candidatura de Roseana após a convenção, PV e MDB seguirão em lados opostos, já que o deputado Adriano afirma não desistir da pré-candidatura em nenhuma hipótese.

Na outra ponta, o PSD do deputado federal Edilázio Júnior e o PSC do também deputado federal Aluísio Mendes podem seguir palanques opostos. O PSD e o PSC já têm conversas avançadas com o pré-candidato Eduardo Braide (Podemos). O que mostra que em 2020 o grupo Sarney caminha para perder ainda mais o status de grupo.

Adriano Sarney reafirma pré-candidatura mesmo com Roseana na disputa

Mesmo com a garantia da pré-candidatura pelo PV, o MDB, outro partido que o grupo Sarney dirige, não deve declarar apoio ao parlamentar.

O deputado estadual Adriano Sarney (PV) está decidido a oferecer seu nome para disputar a eleição pela Prefeitura de São Luís, em 2020, na convenção do partido. Um dos grandes debates das últimas semanas foi se, em caso da presença da ex-governadora Roseana Sarney na disputa, seu nome permaneceria. O parlamentar reafirmou que continua firme como pré-candidato.

“No que diz respeito a minha pré-candidatura a prefeito de nossa capital após recentes movimentos envolvendo a ex-governadora Roseana Sarney, da qual sou aliado e sobrinho, nada muda. Reafirmo minha pré-candidatura escolhida pela unanimidade de meus correligionários e agora chancelada pelo presidente nacional do partido como uma das prioridades do PV em nível de Brasil”, afirmou Adriano.

Mesmo com a garantia da pré-candidatura pelo PV, o MDB, outro partido que o grupo Sarney dirige, não deve declarar apoio ao parlamentar.

Ao que tudo indica, Roseana Sarney não deve encarar mais uma disputa eleitoral, mas caso isso venha a acontecer, seria a primeira vez que dois nomes do grupo Sarney estariam disputando uma mesma eleição para o mesmo cargo.

PV oficializa pré-candidatura de Adriano Sarney

O anúncio aconteceu após votação no encontro do Partido Verde (PV) na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

O deputado estadual foi oficializado, na noite de ontem (21), como pré-candidato ao cargo de prefeito de São Luís nas eleições do ano que vem. O anúncio aconteceu após votação no encontro do Partido Verde (PV) na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

O encontro contou com a participação de políticos, lideranças comunitárias, militantes e simpatizantes do PV em todo o estado. A cerimônia também serviu para nomear o ex-deputado federal Sarney Filho como presidente de honra no estado.

No encontro também foram lançadas as bases para as eleições de 2020 no Maranhão. A intenção do partido é lançar candidaturas fortes no máximo de municípios possíveis.

O membro do Diretório Nacional, Ivanilson Gomes, realizou uma consulta prévia entre os presentes e colocou à disposição dos participantes a decisão sobre as eleições da capital maranhense. O nome do deputado estadual Adriano Sarney foi aclamado por todos os presentes que optaram por oficializar sua pré-candidatura. Com a decisão dos presentes, o parlamentar é o primeiro pré-candidato oficializado na disputa eleitoral de São Luís em 2020.

Após anos de união, MDB e PV estarão em palanques separados

Roberto Costa já afirmou que o MDB não vai apoiar um nome do PV de Adriano Sarney, confirmando os planos do presidente da legenda, João Alberto

Ao que tudo indica, duas legendas com históricos no grupo Sarney, MDB e PV, estarão em palanques separados nas eleições pela prefeitura de São Luís, em 2020.

O PV, presidido no Maranhão pelo deputado estadual Adriano Sarney, já bateu o martelo e deve lançar um nome para a prefeitura da capital e este, deve ser o próprio Adriano, que para aliados, já declarou que vai entrar na disputa em qualquer das circunstâncias.

Já o MDB, presidido pelo ex-senador João Alberto, trabalha pela escolha de um outro nome que represente o esforço de reerguer o MDB no estado. Resume-se que este não seja um nome do PV.

Até mesmo o deputado estadual Roberto Costa, aliado de primeira hora de João Alberto, já afirmou que as únicas opções debatidas dentro do MDB são, lançar um nome próprio ou apoiar a candidatura do deputado estadual Neto Evangelista (DEM), afastando de vez o apoio ao nome de Adriano Sarney.

Sem a união das duas legendas, o grupo Sarney pode ter nas eleições de 2020, uma outra derrota, complicando seus planos de voltar ao poder em 2022.

Bolsonaro cita Sarney Filho ao falar sobre indicações políticas para ministérios

Bolsonaro alegou que o Brasil não pode voltar a ter “ministros de partido.”

Folha

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na tarde de sábado (22), que “há pedidos” de políticos pela indicação de ministros.

“Não pretendo mudar ministros, você sabe que há pedidos, é natural. O ministério que mais pedem é o da Minas e Energia, não sei por quê. Ninguém pede o da Damares [Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos]. É natural acontecer isso aí, a gente conversa, se expõe e se explica e grande parte deles [líderes políticos] entende a situação que nos encontramos”, disse Bolsonaro, pouco depois de deixar o departamento médico do Palácio do Planalto, onde fez exames de rotina.

Bolsonaro alegou que o Brasil não pode voltar a ter “ministros de partido.”

“Vamos supor que eu dê o ministério X para tal partido. Daí o PV me pede o Meio Ambiente e bota o Zequinha [o ex-ministro Sarney Filho] lá. Como fica o agronegócio? Todos pedem com essa política de querer botar o meu homem ou mulher nesse ministério. Todos pedem, sem exceção“, declarou.

O mandatário argumentou ainda que “pela primeira vez” há no país um presidente “horando o que prometeu na campanha”. “O que eu mais ouço falar, o pessoal mais tranquilo, parlamentar antigo, é que hoje ele tem acesso a todos os ministérios”, disse Bolsonaro. “Antigamente ele tinha acesso ao ministério do partido dele. Isso que mudou”, acrescentou.

Com apenas o MDB e PV, grupo Sarney deve enfrentar dificuldades em 2020

Após vários anos contando com uma aliança com vários partidos, o grupo Sarney pode disputar as eleições de 2020 apenas com o MDB e o PV

Após duras derrotas em 2014 e 2018 para o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) e a eleição de 2016, em que viu o número de prefeitos diminuir drasticamente, o grupo Sarney pode enfrentar mais dificuldades em 2020.

Após vários anos contando com uma aliança com vários partidos, o grupo Sarney pode disputar as eleições de 2020 apenas com o MDB e o PV.

As dificuldades estão sendo enfrentadas nas cidades pequenas, em que os grupos políticos municipais não querem se aliar ao grupo Sarney, nas cidades de grande porte, a dificuldade é de conseguir nomes competitivos que queiram defender o grupo.

Executiva do PV pede expulsão de Sarney Filho

O motivo é a participação do ex-ministro do governo Temer na administração de Ibaneis Rocha como secretário de Meio Ambiente, sem prévia consulta às instâncias partidárias

Correio Brasiliense

A executiva regional do PV do Distrito Federal decidiu pedir o afastamento ou até a expulsão de Sarney Filho dos quadros da legenda. O motivo é a participação do ex-ministro do governo Temer na administração de Ibaneis Rocha como secretário de Meio Ambiente, sem prévia consulta às instâncias partidárias.

O pedido inclui o presidente do Ibram (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos), Edson Duarte, também filiado ao PV. Uma comissão vai analisar a questão e apontar um caminho. A palavra final é da executiva nacional.

Presidente do PV do Distrito Federal e vice-presidente nacional, Eduardo Brandão, lidera o processo de afastamento de Sarney Filho da legenda.

Ele explica que o partido reconhece a importância e a história do secretário na área ambiental. Mas defende que integrantes do partido respeitem o programa do PV e as decisões internas.

“O partido não foi consultado. Ele está no governo por cota pessoal do governador”, reclamou. Candidato a vice na chapa de Rodrigo Rollemberg (PSB), Brandão garante que o PV não está em busca de cargos na administração de Ibaneis. O receio é de que medidas polêmicas que, porventura, sejam adotadas, sejam creditadas ao partido.

Derrotado nas urnas, Sarney Filho mira no cargo de Eliziane Gama

Não é a primeira vez que a família Sarney busca na Justiça obter um cargo, após uma derrota nas urnas

Recém transferido para Brasília para exercer o cargo de secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, Sarney Filho (PV), derrotado para uma das vagas de senador, agora mira na vaga de Eliziane Gama (PPS) para assumir uma vaga no Senado Federal.

É do Partido Verde uma ação protocolada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que acusa Eliziane Gama de abuso de poder político, econômico e religioso durante as eleições de 2018.

Sarney Filho foi candidato ao Senado, mas acabou em terceiro lugar com apenas 12,92% dos votos, contra 27,07% de Eliziane Gama e 34,91% de Weverton Rocha (PDT).

Não é a primeira vez que a família Sarney busca na Justiça obter um cargo, após uma derrota nas urnas. Em 2009, o ex-governador Jackson Lago foi cassado após uma ação do grupo Sarney.

Secretário-geral do PSDB propõe fusão com outras siglas

O deputado cita quatro siglas para a potencial fusão: PPS, PSD, PV e DEM

Estadão

Após registrar em 2018 o pior desempenho eleitoral de sua história em uma eleição presidencial e perder 20 cadeiras na Câmara, o PSDB vai avaliar uma proposta de fusão com outras siglas para disputar as próximas eleições.

A iniciativa será apresentada pelo deputado federal Marcus Pestana (MG), secretário-geral do PSDB, à direção executiva da sigla. A ideia, segundo ele, é que em maio os tucanos renovem o comando partidário e em seguida iniciem o processo.

“O PSDB tem que se reinventar depois de organizar a bagunça. É insustentável essa quadro partidário pulverizado. Defendo que, após a renovação da direção, abra-se uma interlocução para um processo criativo de fusão”, disse Pestana ao Estado.

O deputado cita quatro siglas para a potencial fusão: PPS, PSD, PV e DEM. Segundo Pestana, ainda é cedo para dizer qual seria o modelo de fusão e a autonomia que cada partido dentro da nova legenda.

O combustível que alimenta esse debate é a proibição de coligação proporcional a partir das eleições municipais de 2020.

Outra ideia colocada na mesa do PSDB é formar uma federação de partidos para aturarem em conjunto no Congresso e até nas próximas eleições municipais.

O presidente do DEM, ACM Neto, descarta a possibilidade de fusão com o PSDB. “Isso não está na pauta. Isso não passa nem perto de nossa perspectiva. Eu não cogitaria nenhuma hipótese de fusão com o PSDB neste momento”, disse.

Dirigentes de outros partidos também evitam, por ora, falar em fusão. Avaliam que tudo vai depender do cenário em 2019 e da relação das siglas com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Em caráter reservado, porém, reconhecem que a proibição de coligações deve empurrar muitos partidos para esse caminho.

Outro debate que permeia o PSDB é a posição em relação ao governo Bolsonaro. Enquanto parte da legenda, com Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso à frente, adotou uma postura crítica e é contrária ao alinhamento, o grupo do governador eleito João Doria defende o apoio ao presidente eleito.