PV oficializa pré-candidatura de Adriano Sarney

O anúncio aconteceu após votação no encontro do Partido Verde (PV) na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

O deputado estadual foi oficializado, na noite de ontem (21), como pré-candidato ao cargo de prefeito de São Luís nas eleições do ano que vem. O anúncio aconteceu após votação no encontro do Partido Verde (PV) na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

O encontro contou com a participação de políticos, lideranças comunitárias, militantes e simpatizantes do PV em todo o estado. A cerimônia também serviu para nomear o ex-deputado federal Sarney Filho como presidente de honra no estado.

No encontro também foram lançadas as bases para as eleições de 2020 no Maranhão. A intenção do partido é lançar candidaturas fortes no máximo de municípios possíveis.

O membro do Diretório Nacional, Ivanilson Gomes, realizou uma consulta prévia entre os presentes e colocou à disposição dos participantes a decisão sobre as eleições da capital maranhense. O nome do deputado estadual Adriano Sarney foi aclamado por todos os presentes que optaram por oficializar sua pré-candidatura. Com a decisão dos presentes, o parlamentar é o primeiro pré-candidato oficializado na disputa eleitoral de São Luís em 2020.

Após anos de união, MDB e PV estarão em palanques separados

Roberto Costa já afirmou que o MDB não vai apoiar um nome do PV de Adriano Sarney, confirmando os planos do presidente da legenda, João Alberto

Ao que tudo indica, duas legendas com históricos no grupo Sarney, MDB e PV, estarão em palanques separados nas eleições pela prefeitura de São Luís, em 2020.

O PV, presidido no Maranhão pelo deputado estadual Adriano Sarney, já bateu o martelo e deve lançar um nome para a prefeitura da capital e este, deve ser o próprio Adriano, que para aliados, já declarou que vai entrar na disputa em qualquer das circunstâncias.

Já o MDB, presidido pelo ex-senador João Alberto, trabalha pela escolha de um outro nome que represente o esforço de reerguer o MDB no estado. Resume-se que este não seja um nome do PV.

Até mesmo o deputado estadual Roberto Costa, aliado de primeira hora de João Alberto, já afirmou que as únicas opções debatidas dentro do MDB são, lançar um nome próprio ou apoiar a candidatura do deputado estadual Neto Evangelista (DEM), afastando de vez o apoio ao nome de Adriano Sarney.

Sem a união das duas legendas, o grupo Sarney pode ter nas eleições de 2020, uma outra derrota, complicando seus planos de voltar ao poder em 2022.

Bolsonaro cita Sarney Filho ao falar sobre indicações políticas para ministérios

Bolsonaro alegou que o Brasil não pode voltar a ter “ministros de partido.”

Folha

O presidente Jair Bolsonaro afirmou, na tarde de sábado (22), que “há pedidos” de políticos pela indicação de ministros.

“Não pretendo mudar ministros, você sabe que há pedidos, é natural. O ministério que mais pedem é o da Minas e Energia, não sei por quê. Ninguém pede o da Damares [Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos]. É natural acontecer isso aí, a gente conversa, se expõe e se explica e grande parte deles [líderes políticos] entende a situação que nos encontramos”, disse Bolsonaro, pouco depois de deixar o departamento médico do Palácio do Planalto, onde fez exames de rotina.

Bolsonaro alegou que o Brasil não pode voltar a ter “ministros de partido.”

“Vamos supor que eu dê o ministério X para tal partido. Daí o PV me pede o Meio Ambiente e bota o Zequinha [o ex-ministro Sarney Filho] lá. Como fica o agronegócio? Todos pedem com essa política de querer botar o meu homem ou mulher nesse ministério. Todos pedem, sem exceção“, declarou.

O mandatário argumentou ainda que “pela primeira vez” há no país um presidente “horando o que prometeu na campanha”. “O que eu mais ouço falar, o pessoal mais tranquilo, parlamentar antigo, é que hoje ele tem acesso a todos os ministérios”, disse Bolsonaro. “Antigamente ele tinha acesso ao ministério do partido dele. Isso que mudou”, acrescentou.

Com apenas o MDB e PV, grupo Sarney deve enfrentar dificuldades em 2020

Após vários anos contando com uma aliança com vários partidos, o grupo Sarney pode disputar as eleições de 2020 apenas com o MDB e o PV

Após duras derrotas em 2014 e 2018 para o grupo do governador Flávio Dino (PCdoB) e a eleição de 2016, em que viu o número de prefeitos diminuir drasticamente, o grupo Sarney pode enfrentar mais dificuldades em 2020.

Após vários anos contando com uma aliança com vários partidos, o grupo Sarney pode disputar as eleições de 2020 apenas com o MDB e o PV.

As dificuldades estão sendo enfrentadas nas cidades pequenas, em que os grupos políticos municipais não querem se aliar ao grupo Sarney, nas cidades de grande porte, a dificuldade é de conseguir nomes competitivos que queiram defender o grupo.

Executiva do PV pede expulsão de Sarney Filho

O motivo é a participação do ex-ministro do governo Temer na administração de Ibaneis Rocha como secretário de Meio Ambiente, sem prévia consulta às instâncias partidárias

Correio Brasiliense

A executiva regional do PV do Distrito Federal decidiu pedir o afastamento ou até a expulsão de Sarney Filho dos quadros da legenda. O motivo é a participação do ex-ministro do governo Temer na administração de Ibaneis Rocha como secretário de Meio Ambiente, sem prévia consulta às instâncias partidárias.

O pedido inclui o presidente do Ibram (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos), Edson Duarte, também filiado ao PV. Uma comissão vai analisar a questão e apontar um caminho. A palavra final é da executiva nacional.

Presidente do PV do Distrito Federal e vice-presidente nacional, Eduardo Brandão, lidera o processo de afastamento de Sarney Filho da legenda.

Ele explica que o partido reconhece a importância e a história do secretário na área ambiental. Mas defende que integrantes do partido respeitem o programa do PV e as decisões internas.

“O partido não foi consultado. Ele está no governo por cota pessoal do governador”, reclamou. Candidato a vice na chapa de Rodrigo Rollemberg (PSB), Brandão garante que o PV não está em busca de cargos na administração de Ibaneis. O receio é de que medidas polêmicas que, porventura, sejam adotadas, sejam creditadas ao partido.

Derrotado nas urnas, Sarney Filho mira no cargo de Eliziane Gama

Não é a primeira vez que a família Sarney busca na Justiça obter um cargo, após uma derrota nas urnas

Recém transferido para Brasília para exercer o cargo de secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, Sarney Filho (PV), derrotado para uma das vagas de senador, agora mira na vaga de Eliziane Gama (PPS) para assumir uma vaga no Senado Federal.

É do Partido Verde uma ação protocolada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que acusa Eliziane Gama de abuso de poder político, econômico e religioso durante as eleições de 2018.

Sarney Filho foi candidato ao Senado, mas acabou em terceiro lugar com apenas 12,92% dos votos, contra 27,07% de Eliziane Gama e 34,91% de Weverton Rocha (PDT).

Não é a primeira vez que a família Sarney busca na Justiça obter um cargo, após uma derrota nas urnas. Em 2009, o ex-governador Jackson Lago foi cassado após uma ação do grupo Sarney.

Secretário-geral do PSDB propõe fusão com outras siglas

O deputado cita quatro siglas para a potencial fusão: PPS, PSD, PV e DEM

Estadão

Após registrar em 2018 o pior desempenho eleitoral de sua história em uma eleição presidencial e perder 20 cadeiras na Câmara, o PSDB vai avaliar uma proposta de fusão com outras siglas para disputar as próximas eleições.

A iniciativa será apresentada pelo deputado federal Marcus Pestana (MG), secretário-geral do PSDB, à direção executiva da sigla. A ideia, segundo ele, é que em maio os tucanos renovem o comando partidário e em seguida iniciem o processo.

“O PSDB tem que se reinventar depois de organizar a bagunça. É insustentável essa quadro partidário pulverizado. Defendo que, após a renovação da direção, abra-se uma interlocução para um processo criativo de fusão”, disse Pestana ao Estado.

O deputado cita quatro siglas para a potencial fusão: PPS, PSD, PV e DEM. Segundo Pestana, ainda é cedo para dizer qual seria o modelo de fusão e a autonomia que cada partido dentro da nova legenda.

O combustível que alimenta esse debate é a proibição de coligação proporcional a partir das eleições municipais de 2020.

Outra ideia colocada na mesa do PSDB é formar uma federação de partidos para aturarem em conjunto no Congresso e até nas próximas eleições municipais.

O presidente do DEM, ACM Neto, descarta a possibilidade de fusão com o PSDB. “Isso não está na pauta. Isso não passa nem perto de nossa perspectiva. Eu não cogitaria nenhuma hipótese de fusão com o PSDB neste momento”, disse.

Dirigentes de outros partidos também evitam, por ora, falar em fusão. Avaliam que tudo vai depender do cenário em 2019 e da relação das siglas com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Em caráter reservado, porém, reconhecem que a proibição de coligações deve empurrar muitos partidos para esse caminho.

Outro debate que permeia o PSDB é a posição em relação ao governo Bolsonaro. Enquanto parte da legenda, com Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso à frente, adotou uma postura crítica e é contrária ao alinhamento, o grupo do governador eleito João Doria defende o apoio ao presidente eleito.

PV do Distrito Federal repudia indicação de Sarney Filho para secretaria de Meio Ambiente

Após a confirmação de que o filho de José Sarney ganharia um cargo no governo, o PV do Distrito Federal repudiou a indicação e classificou de desrespeito o nome de Sarney Filho para o cargo

A indicação do deputado federal Sarney Filho (PV-MA) – feita pelo governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) – para assumir a secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal não foi bem aceita nem mesmo por seus correligionários.

Após a confirmação de que o filho de José Sarney ganharia um cargo no governo, o PV do Distrito Federal repudiou a indicação e classificou de desrespeito o nome de Sarney Filho para o cargo.

Nota Oficial

A Diretoria Executiva do Partido Verde do Distrito Federal, após tomar conhecimento pela imprensa, nesta terça-feira, 13 de novembro, de que o ex-ministro e deputado federal não reeleito do PV (MA), Sarney Filho, irá compor o novo governo do DF, assim se manifesta:

Considerando que o Partido Verde do DF tem uma atuação de cerca de 20 anos na capital, sempre norteada pelos bons valores da honestidade, transparência e companheirismo;

Considerando que, nas eleições de 2018, o Partido Verde do Distrito Federal elegeu um deputado federal e um primeiro suplente para a Câmara Legislativa;

Considerando que compôs a chapa majoritária adversária ao futuro governador, em um intenso embate ideológico e programático, disputando ainda o segundo turno eleitoral;

Reitera seu total repúdio à decisão do referido deputado para compor a próxima gestão, principalmente em se tratando de desrespeito a esta executiva regional, bem como ao trabalho acumulado, aos resultados eleitorais alcançados, às trajetórias de seus membros e à absoluta falta de respeito pelo Partido Verde.

Por fim, esta Executiva solicita que a Executiva Nacional do PV tome as devidas providências para que o referido deputado reveja esta decisão tão pouco democrática e em desacordo com os nossos compromissos éticos.

Executiva PV/DF

Rede e PPS se reúnem para viabilizar fusão dos dois partidos

Grupos designados por cada legenda se encontraram em Brasília e começaram a mapear a situação nos Estados para traçar um plano definitivo

A Rede e o PPS iniciaram nesta semana reuniões conjuntas entre as siglas para organizar a fusão dos dois partidos. Grupos designados por cada legenda se encontraram em Brasília e começaram a mapear a situação nos Estados para traçar um plano definitivo.

Os cenários estaduais são relativamente favoráveis para viabilizar a união. Os comandos locais serão distribuídos entre as principais lideranças de acordo com a força de cada uma nas regiões e o objetivo é contemplar os dois partidos igualitariamente para não gerar conflitos logo de início.

A ideia é que as siglas se unam até o fim do ano, ainda que informalmente, já que uma regra impede a fusão ou incorporação de partidos com menos de cinco anos, caso da Rede Sustentabilidade, criada em 2015. Por isso o partido ingressará ainda nesta semana com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a constitucionalidade da regra.

Integrantes do partido, no entanto, avaliam que a possibilidade do Supremo dar uma decisão favorável à Rede é improvável. A mudança foi estabelecida pela minirreforma eleitoral de 2015 e já foi questionada na Justiça pelo Pros, que não obteve sucesso. Se o Supremo mantiver a regra, os dois partidos devem formalizar uma coligação política até 2020, quando finalmente a fusão poderá ser autorizada.

A fusão entre os dois partidos é vista como a única saída para a recém-criada Rede Sustentabilidade, idealizada por Marina Silva. Ela concorreu à Presidência da República neste ano mas foi derrotada, em sua pior performance nas três vezes em que concorreu ao cargo. Ela obteve apenas 1% dos votos válidos e acabou ficando em 8º lugar.

Rede obteve péssimo desempenho na Câmara

A sigla também obteve um péssimo desempenho eleitoral para a Câmara dos Deputados e acabou elegendo apenas uma deputada, a indígena Joenia Wapichana, de Roraima, mas se saiu bem no Senado, onde conseguiu eleger cinco nomes. Sem conseguir superar a cláusula de barreira, porém, o partido ficará proibido de ter acesso ao Fundo Partidário e não terá direito de exibir propaganda no rádio e na televisão. Sem os recursos, integrantes da Rede avaliam que é inviável a sobrevivência da sigla.

Já o PPS elegeu 8 deputados, mas conseguiu superar a barreira porque obteve mais de 1% dos votos válidos em 15 estados. A regra estabelece que, para superar a cláusula de barreira, um partido deve eleger deputados em pelo menos 9 estados ou obter 1,5% dos votos para a Câmara, com um mínimo de 1% dos votos em nove estados.

O presidente do PPS, Roberto Freire, já conversou com Marina por telefone para dar início ao plano. De acordo com ele, a aproximação do seu partido com a Rede foi natural porque, como o PPS já havia decidido mudar de nome, abriu-se a brecha para tentar uma ampliação do seu escopo político. Os dois devem se reunir pessoalmente na semana que vem.

Logo após o resultado das eleições em 1º turno, a Rede e o PV também iniciaram um diálogo com o intuito de união entre os dois partidos, já que os verdes conseguiram eleger 4 deputados federais e se encaixaram nas novas regras eleitorais.

Na época, o candidato à vice-presidência na chapa de Marina, Eduardo Jorge, do PV, chegou a dizer que a coligação Rede-PV reaproximou a área ambientalista no Brasil e considerou a estratégia uma “vitória muito grande”.