Renda do Maranhão cresce 31% entre 2014 e 2018

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua mostra que a renda per capita ficou em R$ 605 mensais. Em 2014, era de R$ 461

O rendimento domiciliar per capita do Maranhão cresceu acima da média brasileira entre os anos de 2014 e 2018, de acordo com levantamento divulgado nesta sexta-feira (31) pelo IBGE.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua mostra que a renda per capita ficou em R$ 605 mensais. Em 2014, era de R$ 461.

O aumento de 31,23% ficou acima da média verificada levando em conta todos os Estados brasileiros, de 30,51%.

Logo, é possível afirmar que a tendência do Maranhão é de crescimento da renda. Entre todos os Estados e Distrito Federal, o Maranhão teve a 15ª maior alta.

O rendimento per capita é calculado a partir da renda total dos rendimentos domiciliares sobre o total de moradores. Todos os moradores são incluídos no cálculo, estejam ou não trabalhando.

Maranhão tem o pior rendimento domiciliar per capita do país, diz IBGE

Do G1

Renda domiciliar per capita maranhense é de R$ 461,00. Distribuição do FPE sofrerá alteração a partir de janeiro de 2016.

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Maranhão tem a pior renda domiciliar per capita do país

A renda domiciliar per capita maranhense foi a menor do Brasil, correspondendo a R$ 461,00 por pessoa, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (26), referentes ao último trimestre de 2014. Foram feitas estimativas dos 26 estados e do Distrito Federal.

O levantamento faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) continuada que passou a valer em 2014 e faz análises trimestrais. Os dados vão compor os índices do Tribunal de Contas da União (TCU) para o cálculo de distribuição do Fundo de Participação dos Estados (FPE) a partir de 1º de janeiro 2016.

O Fundo de Participação dos Estados sofreu alteração regulamentada pela Lei Complementar 143/2013 para a distribuição do fundo de forma inversamente proporcional à renda domiciliar per capita. Os estados que tiverem uma renda domiciliar maior do que 72% da média nacional, que é de R$ 1.052, serão reduzidos proporcionalmente. Os estados não podem receber menos que 0,005% do fundo.

Também será levado em conta pelo TCU, segundo prevê a lei, a população de cada estado beneficiário. Ou seja, os estados que tiverem mais pessoas com menos condições econômicas receberão mais verba do fundo. Segundo o IBGE, o Maranhão tem a 10ª maior população do Brasil com quase 7 milhões de pessoas.

“Devemos aguardar o envio dos dados para a análise do TCU, mas certamente a baixa renda domiciliar per capita do Maranhão contribuirá positivamente para a distribuição do fundo no estado”, explicou João Ricardo Costa Silva, Analista de Planejamento em Informações Geográficas e Estatísticas do IBGE-MA.