Governador de Goiás assina decreto determinando fechamento do comércio

Estão suspensas atividades no comércio, como shoppings, bares, cinemas, entre outros

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, assinou decreto na noite de hoje determinando a suspensão de atividades no comércio, como shoppings, bares, cinemas, entre outros. A medida, segundo o governador, é extremamente restritiva, mas contribui para diminuir a movimentação da população em tempos de pandemia do coronavírus.

“Dessa maneira, foram suspensos por 15 dias: atividades em feiras, inclusive feiras livres; atividades em shoppings, galerias ou pólos comerciais de rua; atividades em bares e restaurantes, mas serviço de entrega é permitido; atividades em cinemas, clubes, academias, boates, teatros, casas de espetáculos e clínicas de estética”, detalhou ele.

“É uma medida que eu sei que é extremamente restritiva. Mas eu quero dizer a vocês: vai, indiscutivelmente, garantir muito mais a saúde de todos os goianos. Vamos tomar medidas para bloquear feiras, shopping centers… A discussão nossa, junto com o ministro da Saúde, é também para bloquear o aeroporto. São ações continuadas para cada vez mais diminuir a movimentação da população. Com isso, neste momento, neste período de 15 dias para frente”, completou.

Caiado ressaltou ainda que “estabelecimentos médicos e hospitalares, além dos laboratórios, farmácias, supermercados, distribuidoras de gás e postos de combustíveis continuarão funcionando normalmente.”

Governador de Goiás sofre infarto

O gestor está consciente e aguarda uma equipe médica de São Paulo para avaliar o estado de saúde

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), sofreu um infarto no começo da tarde desta quarta-feira (9). A informação é da Revista Veja, segundo a qual ele foi atendido no Hospital do Coração, em Goiânia, e passou por um cateterismo.

O gestor está consciente e aguarda uma equipe médica de São Paulo para avaliar o estado de saúde. A artéria acometida é a descendente anterior e, dependendo do que for constatado, ele poderá ser transferido. O democrata já realizava tratamento com estatinas, porque possui uma placa obstruindo parcialmente a artéria.

A assessoria de comunicação do governador confirmou a informação de que ele passa por exames.Em nota, foi informado que “Ronaldo Caiado sofreu uma dor torácica no início da tarde desta quarta-feira, sendo encaminhado para o Hospital do Coração em Goiás, onde passa por uma série de exames e avaliação médica. O governador está bem, seu quadro é estável e o mesmo está consciente. Mais informações serão repassadas ao longo do dia”.

Goiás decreta calamidade financeira nas contas públicas

Goiás tornou-se o quarto estado a decretar calamidade nas contas públicas em 2019, elevando para cinco as unidades da Federação nessa situação

Agência Brasil

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), decretou ontem (21) estado de calamidade financeira por pelo menos seis meses. A medida será encaminhada à Assembleia Legislativa do estado, onde precisa ser aprovada.

Durante o estado de calamidade financeira, o governo goiano poderá renegociar contratos com fornecedores e suspender serviços não essenciais. Segundo o decreto, o prazo de seis meses pode ser prorrogado em caso de necessidade. Assim que o decreto for aprovado, a Secretaria de Estado de Gestão e Planejamento de Goiás terá mais liberdade para remanejar recursos e adotar as medidas que considerar necessárias para reequilibrar as contas estaduais.

Na semana passada, o governador Caiado reuniu-se com o ministro da Economia, Paulo Guedes, para pedir a inclusão de Goiás no regime de recuperação fiscal (RRF). Responsável por auxiliar estados com dificuldades financeiras em troca de um rigoroso programa de ajuste fiscal, esse regime é aplicado hoje apenas no estado do Rio de Janeiro.

Goiás tornou-se o quarto estado a decretar calamidade nas contas públicas em 2019, elevando para cinco as unidades da Federação nessa situação. Na última quinta-feira (17), o governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), tomou a mesma decisão, depois que o estado não conseguiu uma ajuda para antecipar recursos de exportações. Com a calamidade financeira, contratos e licitações estão sendo reavaliados e uma série de despesas foi suspensa. Novos contratos foram proibidos por seis meses.

No dia 2 de janeiro, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, decretou estado de calamidade financeira no estado por causa da grave situação econômica e fiscal do estado. O Plano Estadual de Recuperação Fiscal contém, entre outras, medidas que visam reduzir custos e controlar as despesas. No mesmo dia, o governo de Roraima também decretou estado de calamidade financeira.

Para fazer parte do RRF, a unidade da Federação precisa ter a soma do serviço da dívida e dos gastos com pessoal equivalente a pelo menos 70% da receita corrente líquida. Segundo o Tesouro Nacional, atualmente Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul estão enquadrados nessa situação.

Em 2016, os estados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul haviam declarado calamidade financeira.