Em São Paulo, governador Flávio Dino defende reforma tributária progressiva durante debate

O evento foi promovido pelo Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP)

A revisão do Pacto Federativo foi a pauta do debate com o governador Flávio Dino e o ex-governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, na noite de quarta-feira (12), em São Paulo. Para uma plateia de professores, executivos de empresas multinacionais e investidores que possuem negócios no Maranhão, os convidados discutiram sobre oportunidades e ameaças das propostas apresentadas pelo Governo Federal.

O evento foi promovido pelo Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP). Durante sua fala, o governador Flávio Dino defendeu a independência dos três poderes, a forma federativa de Estado e uma reforma tributária mais progressiva, em que altas rendas sejam mais tributadas, o que poderia desonerar as classes mais pobres.

“A PEC vai na direção positiva, mas tímida em relação em alguns temas que devem ser enfrentados. Há uma concordância de que o sistema brasileiro é altamente regressivo, onera consumo, onera folha de pagamento e acho que isso são margens de construção de maiorias muito valiosas, que podem resultar em boas medidas no Congresso”, pontuou o governador.

Flávio Dino também falou sobre o desafio proposto pelo presidente Jair Bolsonaro de extinguir a tributação do Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Serviços (ICMS) nos estados para os combustíveis. O governador defende que a situação seja discutida no Congresso Nacional, mediante envio formal de proposta.

“Precisamos resolver a temática do ICMS na reforma tributária. Ter um sistema que normatizado no âmbito federal, porém arrecado pelos estados, com repasses para a União e para os municípios, preservando a autonomia dos estados e maior racionalidade”, assegurou.

Presidente Jair Bolsonaro tem alta e deixa Hospital

Bolsonaro realizou uma cirurgia no domingo (08) para correção de uma hérnia incisional

O presidente Jair Bolsonaro deixou o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, na tarde desta segunda-feira (16) às 14h58, depois de receber alta. A movimentação para a saída da comitiva presidencial do hospital começou por volta das 14h.

Bolsonaro realizou uma cirurgia no domingo (08) para correção de uma hérnia incisional. O presidente seguiu de carro até o Aeroporto de Congonhas, onde embarcou para Brasília. Segundo boletim médico, divulgado também nesta segunda-feira, Bolsonaro continuará sua recuperação em domicílio.

O procedimento cirúrgico a que o presidente foi submetido foi o quarto após ele ter sido esfaqueado há um ano, durante a campanha eleitoral, em Juiz de Fora, no interior de Minas Gerais. A cirurgia, realizada para corrigir uma hérnia que surgiu na região do abdômen, durou cerca de cinco horas e foi considerada bem-sucedida pela equipe médica.

Durante a internação, o presidente chegou a usar uma sonda nasogástrica para retirada de ar e líquidos do estômago e do intestino, após uma distensão abdominal. Na noite de sábado (14), Bolsonaro passou de uma dieta líquida para uma dieta cremosa e a alimentação endovenosa, (diretamente na veia), que havia sido introduzida após a distensão abdominal, foi suspensa.

O médico responsável pela cirurgia, Antônio Macedo, afirmou que manteve a dieta cremosa do presidente porque ainda havia um pouco de gás no intestino delgado. “Combinamos com ele: se você quiser ter alta, tem que manter a dieta cremosa”, contou Macedo.

O médico irá a Brasília na sexta-feira, 20, para realizar exames em Bolsonaro, no Hospital DF Star. “Dependendo do resultado dos exames na sexta, eu libero a dieta pastosa”, disse o médico. Seguindo este cronograma, de acordo com Macedo, Bolsonaro poderá voltar a ter alimentação normal na segunda ou na terça-feira da próxima semana.

Flávio Dino articula frente anti-Bolsonaro nas eleições de 2020 em São Paulo

A articulação está sendo feita em São Paulo e pode se estender a Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) está articulando a formação de uma frente de centro-esquerda de oposição a Jair Bolsonaro nas eleições municipais de 2020, informa a jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna na Folha de S.Paulo.

A articulação está sendo feita em São Paulo e pode se estender a Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Dino já conversou sobre o assunto com o ex-governador de São Paulo, Márcio França (PSB-SP), que pretende se candidatar a prefeito da capital paulista.

Setores do PT paulistano são simpáticos à ideia. Caso a frente se concretize, será a primeira vez, desde 1985, que a legenda não teria candidato próprio na capital.

Dino afirma que a gravidade do momento exigiria uma frente plebiscitária contra Bolsonaro que incluiria PDT, PSB, PCdoB, PSOL e PT.

Zé Inácio comemora suspensão da transferência de Lula para São Paulo

Por maioria, os ministros decidiram manter o petista preso na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, por 10 votos a 1, a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o presídio de Tremembé, no interior de São Paulo. Apenas o ministro Marco Aurélio Mello votou contra.

“Decisão acertada do STF suspendeu a transferência arbitrária de Lula para presídio em São Paulo. Líderes dos mais diversos partidos recorreram à Suprema Corte para denunciar tamanha ilegalidade contra o ex-presidente. A justiça vencerá!”, comemorou o deputado Zé Inácio.

Por maioria, os ministros decidiram manter o petista preso na carceragem da Polícia Federal (PF), em Curitiba, até que a Suprema Corte julgue uma ação que questiona a atuação do ex-juiz Sergio Moro – atual ministro da Justiça – no processo que condenou Lula à prisão pelo caso do triplex em Guarujá (SP).

Antes, Zé Inácio havia usado suas redes para protestar contra a transferência. “Decisão de transferir Lula para São Paulo é descabida e causa um constrangimento ilegal ao ex-presidente. A juíza deveria aguardar o julgamento do habeas corpus de Lula no STF, que certamente anulará o processo contra ele, uma vez que está eivado de vícios e ilegalidades. Cabe destacar também que dentro de alguns dias Lula terá cumprido 1/6 da pena imposta injustamente contra ele, mais um motivo que torna descabida a transferência do ex-presidente para São Paulo”, afirmou Zé Inácio.

Justiça Federal determina transferência de Lula para São Paulo

Lula está desde o dia 7 de abril de 2018 preso numa cela especial na sede da Polícia Federal paranaense

Folha de S. Paulo

A juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução da pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), determinou que o petista seja transferido da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, para uma unidade prisional em São Paulo, seu estado de origem.

Na decisão não está apontado o lugar para onde Lula será transferido. Lula está desde o dia 7 de abril de 2018 preso numa cela especial na sede da PF paranaense.

A transferência de Lula foi um pedido do superintendente da Polícia Federal, Luciano Flores, que argumenta que a prisão do petista altera a rotina do prédio da PF.

Sobre a transferência, o advogado de Lula Cristiano Zanin diz que  “é fundamental que o Supremo Tribunal Federal dê continuidade ao julgamento do habeas corpus para reverter essa prisão injusta e o constrangimento ilegal que está sendo imposto ao ex-presidente Lula”.

Em junho passado, os ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal decidiram que o ex-presidente Lula não tem direito a aguardar em liberdade até que o julgamento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro seja finalizado.

Por 3 votos a 2, os ministros entenderam que o petista deve continuar na prisão até que seja analisado o mérito do pedido de habeas corpus feito pela defesa.

Os advogados de Lula pediam que as condenações proferidas por Moro fossem anuladas por entender que ele não agiu com imparcialidade ao julgar o ex-presidente. Na sessão, o ministro Gilmar Mendes propôs que o julgamento do habeas corpus deve ser retomado depois que as mensagens reveladas pelo site The Intercept Brasil forem investigadas.

As conversas sugerem que houve colaboração entre Moro, então responsável pelos processos da Lava Jato, e procuradores da força-tarefa da operação.

Fórmula 1 gera provocações entre Bolsonaro e Dória

Ao comentar as negociações para a transferência das provas da Fórmula 1 de São Paulo para o Rio, Bolsonaro afirmou que o governador tucano João Doria deveria “pensar no País”

Quatro dias após cogitar disputar a reeleição, o presidente Jair Bolsonaro voltou ao assunto nesta segunda-feira, 24, para estocar um possível rival em 2022. Ao comentar as negociações para a transferência das provas da Fórmula 1 de São Paulo para o Rio, Bolsonaro afirmou que o governador tucano João Doria deveria “pensar no País”, já que será candidato à Presidência.

“A imprensa diz que ele será candidato à Presidência em 2022, então ele tem de pensar no Brasil. Se ele disputar a reeleição, aí ele pensa no seu Estado. Melhor ficar no Rio do que não ficar em lugar nenhum”, provocou Bolsonaro. Na quinta-feira, o presidente já havia escolhido São Paulo para anunciar que poderia recuar da promessa de campanha e concorrer a um segundo mandato.

Doria, que não fala sobre planos presidenciais, desconversou: “Fórmula 1 não é questão política. É questão econômica. Não é hora de eleição. É momento de gestão”, disse ao Estado. É incomum que a sucessão presidencial seja debatida poucos meses após a posse de um presidente. Ainda assim, desde o início do ano, aliados e adversários de Bolsonaro passaram a calcular, articular e até mesmo declarar que tentarão suceder-lhe nas eleições de 2022.

Doria aparece até agora como o principal expoente do grupo. O empresário, que entrou na política em 2016, queria ter se lançado já em 2018. Sem conseguir furar a fila no partido, elegeu-se governador e saiu do pleito como a grande força do PSDB após a derrota do presidenciável Geraldo Alckmin nas urnas. Na convenção da sigla, em maio, Doria discursou aos gritos de “Brasil pra frente, Doria presidente”.

Sampaio vai enfrentar Palmeiras pela Copa do Brasil

O jogo de ida será em São Luís e o de volta em São Paulo

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) definiu, em sorteio na tarde desta quinta-feira (02), os confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil 2019.

O Palmeiras, que venceu a competição pela última vez em 2015, encara o Sampaio Corrêa. Será o terceiro encontro entre as equipes no torneio. Em todas, o Palmeiras levou a melhor e avançou.

O jogo de ida será em São Luís e o de volta, partida que decide vagas às quartas da competição nacional, está marcado para São Paulo.

Novo seleciona candidatos a prefeitos

O partido pretende ainda abrir novos processos seletivos em cerca de 60 cidades

O Partido Novo começou nesta quinta-feira (2(, um processo seletivo para escolher candidatos a prefeitos para disputar as eleições de 2020. Serão selecionados nomes para 14 cidades, incluindo São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Recife (PE), Campinas (SP), Campo Grande (MS), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), Joinville (SC) e Vitória (ES).

Após envio do CV e preenchimento de formulário, os candidatos passarão por testes, entrevistas e uma avaliação final junto ao Comitê de Avaliação. As exigências são de que os candidatos tenham ficha limpa, conheçam os estatutos do partido, tenham oito anos de experiência em posições relevantes do setor público ou privado, e tenham valores compatíveis aos do partido.

O partido pretende ainda abrir novos processos seletivos em cerca de 60 cidades. Segundo comunicado, é necessário pelo menos 150 filiados ativos em cada município para a viabilização de um diretório municipal, e com isso possíveis candidaturas na cidade.